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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

VIOLÊNCIA SEXUAL GANHA DESTAQUE NOS ESTADOS UNIDOS VIA A BBC

Universidades dos EUA são investigadas por denúncias de garotas estupradas: ...e no Brasil?


Internet tem sido nos EUA e também no Brasil veículo de denúncias de violência sexual    

Movimento de estudantes universitárias nos States denunciam estupros em várias universidades
Pelo menos sete universidades americanas estão sob investigação do Departamento de Educação dos EUA por supostamente ignorar casos de estupro em suas dependências, é o que informa Alessandra Correa de Nova Iorque, via a BBC:  segundo denúncias de estudantes, as universidades não informam de maneira clara os procedimentos para reportar abusos sexuais e não investigam os casos adequadamente, algumas delas afirmam ainda que, em muitos casos, as vítimas são censuradas ou sofrem retaliações, enquanto os agressores não são punidos, configurando machismo, sexismo e cultura da violência contra a mulher. "Não é apenas no mundo árabe, aqui mesmo na Califórnia isso está acontecendo", falou uma das estudantes universitárias, Tucker Reed, de 23 anos. A pergunta que não quer calar: "Será que nas universidades brasileiras está acontecendo algo similar? A gente questiona porque a cultura da violência, também a sexual e a contra as mulheres parece estar se ampliando nas sociedades de consumo de todos os lugares", comenta  no blog da ecologia e da cidadania, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, editando por aqui no Folha Verde News um resumo deste post da BBC que está bombando entre internautas em especial nos States. O episódio mais recente é o da University of Southern California (USC), em Los Angeles. Na semana passada, um grupo de alunas veio a público divulgar detalhes da denúncia encaminhada em maio ao Gabinete de Direitos Civis (OCR, na sigla em inglês) do Departamento de Educação. O documento de 110 páginas relata mais de cem casos em que a universidade teria falhado em sua resposta a relatos de violência sexual no campus e serviu de base para a investigação oficial iniciada em junho. Uma das estudantes, T.R. disse à reportagem que foi estuprada no campus pelo ex-namorado, em 2010, e denunciou o caso à universidade e à polícia em 2012. Ela afirma que chegou apresentar gravações em que o suposto agressor teria admitido o estupro, mas seu caso foi rejeitado até agora, julho de 2013. "Esse processo se arrastou por vários meses", diz. "Senti como se tivesse sendo estuprada novamente".  Uma das vítimas citadas na denúncia relatou que ouviu da polícia responsável pela segurança no campus que mulheres não deveriam "sair com estas roupas, ficar bêbadas e esperar não ser estupradas". Outra se revoltou porque foi obrigada a continuar na mesma turma do acusado de estuprá-la. A investigação aberta pelo OCR busca determinar se os direitos civis das alunas foram violados e é baseada no chamado Title IX , lei federal que proíbe discriminação sexual na educação. Em carta enviada a universidades, o Departamento de Educação afirma que "assédio sexual a estudantes, incluindo atos de violência sexual, é uma forma de discriminação sexual proibida pelo Title IX". A USC disse em comunicado que quer trabalhar com os agentes federais para esclarecer qualquer preocupação e está revisando suas políticas para garantir o cumprimento da lei. O caso não é isolado. Também são alvo de investigações as universidades da Carolina do Norte (em Chapel Hill), do Colorado (Boulder), da Califórnia (Berkeley), Occidental College (Los Angeles), Darthmouth College (Hanover, em New Hampshire) e Swarthmore College (nos arredores da Filadélfia, na Pensilvânia). Em alguns casos, a investigação tem como base outra lei, o Clery Act, que exige que instituições de ensino superior monitorem e divulguem estatísticas criminais nos campi, incluindo crimes sexuais. Ao responder às investigações, todas as universidades concordam que o assunto é muito sério. Algumas, como Swarthmore e Occidental, já iniciaram revisões de suas políticas, treinamento de funcionários e alertas sobre a violência.

Geração Facebook lidera este movimento nos Estados Unidos

Alexandra Brodsky em manifestação | Foto: Arquivo pessoal
Estudantes criaram movimento nacional contra violência sexual nas universidades norteamericanas
Essa onda recente de investigações é fruto da articulação das próprias estudantes. Diante do que consideram desprezo e abandono por parte das universidades, elas romperam o isolamento geralmente sofrido por vítimas de estupro e iniciaram, com a ajuda da Internet e das redes sociais, um movimento nacional contra violência sexual nas universidades. A líder deste movimento relatou sua experiência em um blog e criou o grupo Scar (palavra que significa cicatriz, mas também sigla em inglês para Coalizão de Estudantes Contra o Estupro). Seus relatos inspiraram alunas da Universidade do Colorado a fazer a denúncia ao governo. As estudantes que denunciaram o Occidental College e o Swarthmore College afirmam ter recebido orientação das alunas que haviam feito a denúncia contra a Universidade da Carolina do Norte. Essas, por sua vez, dizem ter se inspirado no projeto "It Happens Here" ("Acontece Aqui", em tradução livre), iniciado por alunas do Amherst College, em Massachusetts, chamando atenção para o problema. As alunas do Amherst buscaram ajuda na experiência de Alexandra Brodsky, uma das 16 alunas que denunciaram a Universidade de Yale (no Estado de Connecticut) ao Departamento de Educação em 2011. "Estamos trabalhando em uma campanha para pressionar o Departamento de Educação a fazer com que a lei seja cumprida", disse Brodsky à BBC. No mês passado ela coordenou um protesto em frente à sede do departamento, em Washington, como parte da campanha Ed Act Now ("Lei da Educação Agora", em tradução livre), que já coletou mais de 160 mil assinaturas. As estudantes também estão lançando o projeto "Know your Title IX" ("Conheça seu Título IX"), para educar as alunas sobre seus direitos de cidadania. Brodsky conta que entrou nesta luta desde quando relatou à universidade que havia sido vítima de estupro e ouviu dos diretores que era melhor não comentar o caso com ninguém: a tortura do silêncio...

Fontes: BBC
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Pelas redes sociais um grupo de estudantes nos Estados Unidos veio a público divulgar detalhes da denúncia encaminhada em maio ao Gabinete de Direitos Civis (OCR, na sigla em inglês) do Departamento de Educação. O documento de 110 páginas relata mais de cem casos em que universidades teriam falhado em sua resposta a relatos de violência sexual no campus e serviu de base para a investigação oficial agora em julho.

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  2. Além desta oportuna reportagem da Alessandra Corr~ea para a BBC, vale destacar a luta das garotas da geração Facebook nos States, realizando agora a campanha Ed Act Now ("Lei da Educação Agora", em tradução livre), que já coletou mais de 160 mil assinaturas. As estudantes também estão lançando o projeto "Know your Title IX" ("Conheça seu Título IX"),o código de leis contra a violência sexual.

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  3. Não adianta nem nos casos nos Estados Unidos ou no mundo árabe nem no Brasil também, apenas denúncias, investigações e leis: é fundamental que haja um movimento para mudar a cultura de violência da atualidade, não somente nas relações sexuais mas em toda relação humana, digo, desumana hoje em dia em todo lugar.

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  4. Caso vc tenha alguma informação, comentário, denúncia, articulação de movimento mou queira simplesmente expressar a sua opinião, nos envie um e-mail para o blog da cidadania e da ecologia: navepad@netsite.com.br

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  5. "Concordo com uma jovem norteamericana mostrada num vídeo na web dizendo que o problema não são os garotos, os homens mas o sexismo, a cultura da violência da sociedade de consumo": esta foi a mensagem que recebemos de Clara Arantes, de Santos (SP).

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