Lei popular com apoio de 700 mil poderá ser aceita e também com assinaturas via Internet
Proposta do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) é aprovada em Brasília, facilitando a apreciação de projetos de lei de iniciativa popular no Congresso e permitindo até que cidadãos apresentem propostas de emenda à Constituição, as chamadas PECs: Senado assim dá força ao movimento da cidadania que agora tem um instrumento legal para mudar o Brasil via leis do próprio povo
Débora Álvares e Ricardo Brito reportaram para o jornal O Estado de S. Paulo e o seu site esta feliz notícia para todos os que lutam para ampliar a democratização e aumentar a ação da cidadania na política, comenta aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua Padinha: "Um instrumento muito importante para mudar e avançar a realidade do país, como querem os jovens que sairam nestas semanas às ruas, inclusive, temos divulgado aqui o projeto de iniciativa popular Eleições Limpas, que agora terá menos dificuldades para virar lei, moralizando a prática parlamentar, dominada na estrutura eleitoral e no dia a dia do Congresso por lobbies a serviço de outros interesses, corrigir isso ajudará o avanço da Nação". Esta informação foi também destaque no telejornal da Globo News e site G1: por 55 votos a favor e nenhum contrário, o plenário do
Senado aprovou na noite desta quarta-feira, 10 - uma noite histórica para o Brasil - aprovou em segundo turno uma
proposta de emenda à Constituição (PEC) que reduz para a metade o número
de adesões de eleitores necessárias à apresentação de um projeto de lei
de iniciativa popular. O total de assinaturas exigido para que um
projeto de lei de iniciativa popular possa ser aceito e tramitar no
Congresso, segundo o texto, cairia do atual 1% do eleitorado nacional
para 0,5% — de 1,4 milhão para cerca de 700 mil pessoas, com base nos
dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que contabiliza total de 140
milhões de votantes. A proposta abre, além disso, a possibilidade de se
coletar assinaturas pela Internet, o que tende a tornar bem mais fácil
levar adiante tais iniciativas. O texto segue agora para a Câmara."A luta dos jovens nas ruas, também os trabalhadores e todos os setores têm agora que valorizar esta conquista, esta redução de exigência abre mais perspectivas para o movimento de cidadania que quer mudar e avançar o país", argumentou ainda o editor do nosso blog, o ecologista Padinha.
"É ridículo para nós, do Parlamento brasileiro, ter que observar no último projeto de iniciativa popular, que foi a Lei da Ficha Limpa, ver que chegaram aqui carrinhos de supermercado com assinaturas. Era impossível a conferência daquele 1,3 milhão de assinaturas e um grupo de parlamentares acabou desta forma optando pela cidadania digital", afirmou um assessor parlamentar estudioso da matéria, ouvido poelo repórter Ricardo Brito, do site estadao, ontem ao vivo em Brasília. Assim como ele, Felipe Néri, do G1, também documentava esta noite histórica para a democracia e a cidadania do povo brasileiro. Esta maior abertura do Congresso a projetos de iniciativa popular aprovada ontem é parte da “agenda positiva" do Senado, definida após o início dos protestos nas ruas.O autor da proposta, senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), acredita que o texto permite o aumento da participação popular no processo político. “Essa é uma proposta que diaolga com as manifestações das ruas e não retira em nada o poder do Legislativo, apenas amplia a participação popular, arejando as formas de atuação”, disse Rollemberg, reconhecendo que este instrumento legal de participação do povo pode acelerar o rítmo das mudanças: "Além do mais, agora projetos que usam a inteligência e a mobilização, sem o risco de violência, como em alguns protestos, podem realmente mudar a política tradicional e assim criar um novo Brasil, buscando solução legal para grandes problemas que existem e hoje travam um desenvolvimento de verdade, sustentável, da Nação", argumentou aqui no blog da ecologia e da cidadania o nosso editor de conteúdo, Padinha. Pro sua vez,
o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Marcus Vinicius Furtado, em ofício circular aos presidentes de Conselhos Seccionais, conselheiros federais da entidade e membros honorários vitalícios da OAB, já havia desde segunda-feira renovado a solicitação no sentido de que haja a participação e o empenho de todos no tocante à coleta de assinaturas físicas e digitais ao anteprojeto de iniciativa popular Eleições Limpas, lançado por cerca de 100 entidades da sociedade civil, como a MCCE, o movimento contra a corrupção eleitoral ou a CNBB. Marcus Vinicius afirma no ofício contar com “a especial atenção que o assunto demanda”, uma vez que o objetivo é coletar assinaturas para que o projeto de lei de iniciativa popular seja apresentado ao Congresso Nacional. Ele solicita ainda aos Conselhos Seccionais da OAB e de todas as entidades da cidadania que repliquem em seus sites o link http://eleicoeslimpas.org.br/, com vistas à efetiva ampliação das assinaturas nos Estados,que agora podem ser por meio eletrônico e no número de 700 mil assinantes, 0,5% do número de eleitores, que é de 140 milhões de cidadãos e cidadãs no país.
Fontes: www.estadao.com.br
Globo News
http://eleicoeslimpas.org.br
http://folhaverdenews.blogspot.com

Nós que temos criticado abertamente deputados e senadores, também, combatido a atual estrutura eleitoral e a politicagem no país, temos que elogiar o projeto do senador Rodrigo Rollemberg, do PSB do Distrito Federal, bem com a agenda positiva do Senado, ao aprovar este avanço histórico para a cidadania e a democracia.
ResponderExcluirPostaremos em breve aqui os e-mails que temos recebido sobre o projeto de iniciativa popular Eleições Limpas e este debate: mande a sua opinião ou comentário para nossa redação navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirRogério Moreira, advogado diz que entrou em contato com a regional da OAB em Araraquara para ver como ajudar a esta campanha pelas Eleições Limpas.
ResponderExcluirO projeto Eleições Limpas é superimportante para os que na Nação querem modificar a ética e a cidadania na política (que virou politicagem): parlamentares eleitos com dinheiro de empresas como mineradoras, bancos e empreiteiras, servem a estes lobbies e não ao interesse da Nação.
ResponderExcluirTrês das dezenas de mensagens que chegaram aqui destacam o trecho do post que fala que a maior parte dos atuais deputados federais e senadores se elegeu com apoio de grandes empresas ou empreendimentos (bancos, mineradoras, empreiteiras etc.), sendo que uma lei como a das Eleições Limpas vai impedir este absurdo. Eles se identificam como José P. (não cita a localidade), Aparecida M. Silva, de Bauru (SP) e Pedro Neto, de São Paulo (SP), estudante de Direito na Faculdade São Francisco da USP.
ResponderExcluirMais uma razão para apoiar um projeto de iniciativa popular como o Eleições Limpas: o site jornalístico nacional e internacional da BBC publicou pesquisa sobre a falta de credibilidade e/ou autoridade moral desta classe. Para 4 em 5 brasileiros, partidos são corruptos, diz pesquisa do Relatório da ONG Transparência Internacional, revelando ainda que metade dos brasileiros acredita que corrupção aumentou nos últimos dois anos.
ResponderExcluirNa mesma BBC, especialistas internacionais analisam que a saída para conflitos e impasses como os que vivem o Brasil está na consulta ao povo: isso coincide com a abertura maior para os projetos de iniciativa popular aprovados ontem à noite pelo Senado, resultado, diga-se de passagem, da pressão da cidadania, da voz das ruas.
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