Mágoa de mão dupla entre ex-ministra do Meio Ambiente e comando nacional do PV inviabilizará aliança entre Marina Silva e Fernando Gabeira em 2014?
Pedro Venceslau e Isadora Peron realizaram reportagem para o portal de O Estado de S.Paulo que está sendo reproduzida por centenas de jornais e sites por todo o país, aqui no blog da ecologia e da cidadania abrimos também nosso webespaço para esta matéria, tendo em vista a sua importância mega para o avanço de nossas lutas para um desenvolvimento sustentável do Brasil: "Esta proposta básica, central e principal de todo o nosso movimento verde, seja via o histórico PV ou via a novo partido da Rede, ér o que deveria estar sendo levada em conta antes, agora e nas eleições do ano que vem", comenta aqui no Folha Verde News o nosso editor, Padinha: "Desde quando houve a cisão entre o PV e o grupo de Marina, senti que este interesse maior, a sustentabilidade do país e a criação do futuro da Nação, da vida, foi um pouco relegado a segundo plano, mas não pode continuar sendo, temos que todas as lideranças ligadas à política das lutas da ecologia e da cidadania debater e construir um programação conjunto de ação, unindo nossas forças e candidaturas para ao invés de enfraquecer a nossa luta, fortalecermos as propostas de mudança, como pediram os jovens nas ruas, e a opção de avanço sustentável a bem de toda a população", argumenta ainda o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, no blog. Confira a seguir na íntegra a matéria de Pedro Venceslau e Isadora Peron no site estadao, questionável quando fala que o PV de Gabeira pode amarelar ou mais razoável quando sugere que a melhor alternativa para Marina Silva é verdejar de novo. Vai daí que a manchete desta reportagem preferimos colocar aqui no blog em forma de pergunta...
![]() |
| A re-união de todas as forças ecológicas e de cidadania... |
![]() |
| ...não interessa a quem neste país que precisa mudar? |
![]() |
| As manifestações dos jovens para o Brasil mudar e avançar foram claras |
![]() |
| E agora a multidão em torno do Papa Francisco voltou a mostrar o caminho do pedras... |
AQUI A MATÉRIA DO ESTADÃO SOBRE O RACHA ENTRE VERDES DE DIFERENTES TONS
"Na fase final de criação de seu novo partido, a Rede
Sustentabilidade, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o
partido que abrigou sua candidatura à Presidência em 2010, o PV, vivem
um dilema. Uma aliança com a ex-legenda seria natural do ponto vista
programático, mas a aproximação sofre resistência entre os verdes e os
militantes da Rede. O PV recebeu quase 20 milhões de votos com a candidatura de Marina
Silva em 2010. A disputa presidencial de 2014 será a primeira na eleição
brasileira que contará com três agremiações que se dizem ambientalistas
- além do PV, a Rede de Sustentabilidade e o Partido Ecológico Nacional
(PEN). Os verdes estão divididos entre lançar uma candidatura própria
ou apoiar como coadjuvantes a provável campanha de sua
ex-correligionária. Os "marineiros" que entraram no PV em 2009 e saíram logo após a
eleição não perdoam o núcleo duro da sigla, comandada há mais de uma
década por José Luiz Penna. E vice-versa. Essa mágoa de mão dupla pode
prejudicar os dois projetos de poder. "O PV é um partido sem democracia
interna, com pouca participação da militância nas decisões", afirma
Pedro Ivo, membro da executiva provisória da Rede."A aproximação seria interessante para o PV e para a candidatura de
Marina, mas a resistência é recíproca. O campo que os dois ocupam é
pequeno demais para duas candidaturas", diz o ex-deputado Fernando
Gabeira (RJ).O casamento entre Marina e o PV foi selado com pompa e circunstâncias
em agosto de 2009 no buffet Rosa Rosarum, em São Paulo. Apesar do clima
festivo, já era visível uma delimitação clara de espaço. Na ocasião,
além de Marina, um grupo de aliados da ex-ministra do Meio Ambiente
assinou a ficha de filiação e passou a integrar um conselho político que
daria as cartas no partido na eleição.Depois do pleito, porém, a relação começou a degringolar rapidamente.
Marina cobrava democracia interna de Penna e seus apoiadores, enquanto
eles respondiam que Marina queria dominar o partido. A situação ficou
insustentável quando a ex-senadora passou a defender abertamente a saída
de Penna da presidência. O embate terminou com a debandada de Marina e seu grupo em julho de
2011. Já naquele momento, falava-se na criação de um novo partido, que
poderia se chamar Partido da Causa Ecológica. Dois anos depois, a sigla
seria batizada de Rede. Defensor da tese da aliança entre PV e a Rede, o deputado
federal Alfredo Sirkis (RJ) - que continua no PV talvez até a legalização da
nova legenda - argumenta que, do ponto de vista ambientalista, seria
incoerente dois partidos verdes não estarem juntos numa mesma eleição. Levantar a mesma bandeira da sustentabilidade, porém, não tem sido o
suficiente para cicatrizar feridas do passado. O vereador de São Paulo
Ricardo Young (PPS), ex-PV e futuro Rede, diz que hoje, com Penna na
presidência, seria impossível uma aliança. Sirkis lembra, no entanto,
que "apoio a uma eleição presidencial não se recusa". Bazileu Margarido Alves Neto,
também da Executiva da Rede, argumenta na mesma direção: "Política não é
uma questão de mágoa, é uma questão de coerência e prática".Se descartar uma aliança com o PV, sobram poucos partidos com os
quais a Rede poderia se unir. O discurso "sonhático" prega uma nova
forma de fazer política e o afastamento dos partidos tradicionais.Questionado sobre quais partidos teriam afinidades com a Rede, Young
cita PPS, PSOL e PSB. O primeiro orbita na área de influência do PSDB e
sonha atrair José Serra para a disputa presidencial. O pequeno PSOL já
decidiu que lançará um candidato próprio. E o PSB trabalha a todo vapor
para erguer a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Quando questionado sobre a hipótese de embarcar no
projeto de Marina, Penna é categórico. "Tomamos a decisão de ter
candidatura própria. No nosso personograma, o Fernando Gabeira é a
primeira opção", diz. A determinação do dirigente esbarra na resistência
do "presidenciável". Gabeira já disputou uma eleição nacional. Em 1989,
era o mais cotado para ser candidato a vice do petista Luiz Inácio Lula
da Silva na disputa presidencial, mas foi vetado por setores radicais
do PT. Acabou disputando como nanico. Hoje, não demonstra entusiasmo em
tentar novamente.
Apesar de dizer que não planeja disputar nenhum cargo em 2014, ele pondera que nada é irrevogável e reconhece que as manifestações de junho mudaram muito o cenário político nacional. "A evolução dos acontecimentos abriu uma chance maior de confrontar o governo. O PV precisa definir com clareza em que campo está: se é oposição ou situação". Reservadamente, dirigentes verdes dizem que a negativa de Gabeira é apenas uma questão de timing político. Prova disso seria sua intensa agenda de viagens pelo Brasil em eventos do partido. Um integrante da direção executiva do PV lembra que ele esteve em muitas das cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes. "As pessoas enxergam minhas viagens pelo Brasil como se eu tivesse uma agenda de candidato. Sou curioso. Sou candidato a conhecer", desconversa Fernando Gabeira.
Para ele, a tentação de entrar na campanha pelo governo fluminense é maior do que um pleito nacional. Ele diz ter sido procurado pelos principais postulantes do Rio - Luiz Pezão (PMDB), Lindbergh Farias (PT) e Anthony Garotinho (PR). Todos pediram seu apoio e deixaram as portas abertas para o cargo de vice ou senador. Enquanto tenta convencer Gabeira, o PV trabalha com outras opções para 2014. O ex-petista Eduardo Jorge, que foi secretário de Meio Ambiente da capital paulista, é o segundo nome do time verde para disputar o Palácio do Planalto. Correndo por fora aparece uma opção sem ligação histórica com a política: o escritor de livros de autoajuda Augusto Cury, que é filiado ao PV. "Ele vendeu 10 milhões de livros", lembra Marco Antônio Mroz, presidente do partido em São Paulo e membro da direção nacional da legenda". E aqui entra de novo uma outra pergunta do editor do nosso blog de ecologia e de cidadania: de repente, um não-político será a alternativa para levar adiante a luta verde do desenvolvimento sustentável?
Fontes: www.estadao.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com
Apesar de dizer que não planeja disputar nenhum cargo em 2014, ele pondera que nada é irrevogável e reconhece que as manifestações de junho mudaram muito o cenário político nacional. "A evolução dos acontecimentos abriu uma chance maior de confrontar o governo. O PV precisa definir com clareza em que campo está: se é oposição ou situação". Reservadamente, dirigentes verdes dizem que a negativa de Gabeira é apenas uma questão de timing político. Prova disso seria sua intensa agenda de viagens pelo Brasil em eventos do partido. Um integrante da direção executiva do PV lembra que ele esteve em muitas das cidades brasileiras com mais de 200 mil habitantes. "As pessoas enxergam minhas viagens pelo Brasil como se eu tivesse uma agenda de candidato. Sou curioso. Sou candidato a conhecer", desconversa Fernando Gabeira.
Para ele, a tentação de entrar na campanha pelo governo fluminense é maior do que um pleito nacional. Ele diz ter sido procurado pelos principais postulantes do Rio - Luiz Pezão (PMDB), Lindbergh Farias (PT) e Anthony Garotinho (PR). Todos pediram seu apoio e deixaram as portas abertas para o cargo de vice ou senador. Enquanto tenta convencer Gabeira, o PV trabalha com outras opções para 2014. O ex-petista Eduardo Jorge, que foi secretário de Meio Ambiente da capital paulista, é o segundo nome do time verde para disputar o Palácio do Planalto. Correndo por fora aparece uma opção sem ligação histórica com a política: o escritor de livros de autoajuda Augusto Cury, que é filiado ao PV. "Ele vendeu 10 milhões de livros", lembra Marco Antônio Mroz, presidente do partido em São Paulo e membro da direção nacional da legenda". E aqui entra de novo uma outra pergunta do editor do nosso blog de ecologia e de cidadania: de repente, um não-político será a alternativa para levar adiante a luta verde do desenvolvimento sustentável?
Fontes: www.estadao.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com




Para ser coerente com o movimento ecológico e de cidadania, que tem sido o enfoque deste blog ao longo de 2 anos na web, em 1.638 postagens visualizadas por cerca de 200 mil internautas, o nosso editor prefere fazer perguntas do que afirmações, priorizando a causa do desenvolvimento sustentável, mudança e avanço do país, interesse de todos os verdes de todos os tons ou matizes.
ResponderExcluirA divisão do movimento ecológico e de cidadania em dois ou mais partidos, com o Pen que vem sendo acusado de "transgênico" na área, além do PV e da Rede, é uma responsabilidade histórica diante da necessidade de mudanças e de avanço do país: quem se responsabilizará pela divisão? Um programa de ação conjunto é impossível? Um terceiro nome pode vir a ser consenso? A quem interessa a divisão do movimento verde nesse momento estratégico da luta? As perguntas são inúmeras nesta hora. Urge uma decisão, assinala nosso editor Padinha.
ResponderExcluirMande vc tb a sua informação, comentário ou mensagem para p e-mail do nosso blog de ecologia e de cidadania: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluir"Entre todas as questões levantadas diante deste assunto aqui neste blog que acesso sempre, a que eu acho mais expressiva é essa, a quem interessa dividir as forças do movimento verde?", nos escreve de Salvador (BA), o músico Pepe da Barra, que é como assina o seu e-mail.
ResponderExcluirSerá que não podemos usar a razão e favorecer o avanço de nossa lutas ecológicas e de cidadania agora? Tudo nos pode ajudar na atualidade menos a divisão de forças: este é em resumo a mensagem de Fabiano Moreira, parece que de SP, qeue nos enviou e-mail. Faça isso vc tb, externe a sua opinião: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluir