As pautas trabalhistas não chamaram muita atenção dos jornais e TVs do exterior, apenas os bloqueios de estradas repercutiram junto à população brasileira e até a Presidente Dilma reclamou dos sindicatos e movimentos sociais que sempre a apoiaram por estas sabotagens, interrompendo rodovias e o fluxo da economia, muita gente de variados setores criticou ao comparar as manifestações sindicalistas com as dos jovens do movimento de cidadania, estas sim repercutiram intensamente no país e em todo planeta semanas atrás ocupando as ruas de todo o país, repercutiram por serem surpreendentes, quebrarem um silêncio do povo nas ruas de mais de 20 anos e serem relativamente espontâneas, sem ligações com partidos políticos. O destaque agora do dia 11, que pretendia parar o Brasil, foram dois atos públicos de movimentos sociais ligados aos direitos da comunicação: no site Brasil de Fato, que acompanhou ao vivo estes dois eventos em São Paulo e no Rio de Janeiro, o comentário é que estes dois protestos acabaram se transformando em manifestação exclusiva contra a Rede Globo. O conglomerado empresarial que se tornou o símbolo do monopólio da mídia no país foi o único alvo dos protestos dos manifestantes que pediam a democratização dos meios de comunicação. Como ainda relata este site e também o fizeram várias agências internacionais de notícias, em São Paulo, um ato ocorreu pela noite em frente à TV Globo, com aproximadamente mil pessoas. Durante a transmissão do jornal SP TV os manifestantes emitiram uma luz verde na janela da emissora que iluminou o rosto do apresentador Carlos Tramontina que estava no ar. O jornalista teve que anunciar ao vivo o protesto contra a empresa. Este detalhe motivou muitos comentários nas redes sociais no exterior, no Brasil, não tiveram tanta repercussão, aqui no país o foco não são somente os problemas fiscais ou os vícios de manipulação de notícias de uma determinada rede de TV e sim de toda a estrutura brasileira de comunicação: o que se necessita no Brasil, em busca de mudanças e de avanços, é realmente a garantia de existir democracia nas comunicações e a liberdade de informação, o direito da comunicação, que é de todos os setores do povo e não só exclusivo de alguns grupos ou do Governo, para que não haja monopólio dos meios em mão de grupos nem adulteração das notícias de interesse geral e muito menos, uma recaída da censura. Jornalistas citam também os 55 repórteres, fotógrafos e câmeras detidos nas manifestações e em especial, as mortes no país e no planeta de 21 profissionais de comunicação somente neste ano, como sinal da necessidade de se aumentar a segurança dos comunicadores, algo que a entidade Repórteres Sem Fronteiras e a própria ONU, através da UNIC vêm também destacando como fundamental na violência da atualidade, aqui ou em qualquer outro lugar do mundo. Nesta pauta da liberdade de informação o destaque maior destes dias tem sido porém a situação de Edward Snowden, que perseguido pelos Estados Unidos tem agora o apoio explícito de praticamente todos os países da América do Sul. A turbulência de todos estes acontecimentos indica que talvez, além dos protestos possa estar acontecendo o embrião de um movimento que levará a uma maior liberdade na Internet e em todos os meios de comunicação, isto sim seria um avanço para a cidadania e o ser humano mesmo diante dos desafios de hoje. (Antônio de Pádua Padinha)
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| Dois protestos no Rio e em São Paulo colocaram na rua a questão das comunicações e liberdade de informação |
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| Mas nestes dias o destaque nesta pauta no país e no exterior é Edward Snowden vs. Estados Unidos |
Fontes: www.brasildefato.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


O posicionamento de Dilma Rousseff e dos países do Mercosul está em destaque na pauta da liberdade de informação, envolvendo o conflito entre Estados Unidos versus Edawrd Snowden, e os dois protestos pela democracia da mídia no Brasil repercutiram mais nas redes sociais do exterior do que aqui no país.
ResponderExcluirNo caso de Edward Snowden, que se apega ao artigo 14 da Declaração dos Direitos Universais do Ser Humano, bem como anteriormente no de Julian Assange, do site Wikileaks, os Estados Unidos realmente precisam mudar a sua postura e assumirem as leis e as normas democráticas que teoricamente defendem na prática.
ResponderExcluirNo caso da luta por uma democratização da mídia, rejeição a uma recaída da censura, garantia de segurança de trabalho e de vida dos profissionais de imprensa, rádio e TV, liberdade de informação em todos os meios, também na Internet, bem como, lutar pelo direito à comunicação que deve ser de todos os setores da população, estes temas são muito válidos e porisso estão recolocados aqui.
ResponderExcluirCaso vc tenha alguma informação, crítica, mensagem, comentário ou opinião a respeito destes assuntos deste post, nos envie e-mail para a redação do blog: navepad@netsite.com.br
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