O líder religioso católico, o argentino Jorge Mario Bergoglio, por sua história de vida e por suas atitudes de aproximação com o povo e humildade franciscana - em suas propostas e atitudes até revolucionárias, considerando-se a estrutura da Cúria Romana e do próprio Vaticano - está buscando mudar a imagem da Igreja ao procurar diálogo com os jovens, desde a sua chegada ao Brasil e ao Rio para o encontro mundial da juventude: por sua vez, jovens que protestaram por mais investimento em saúde e educação em junho esperam agora que o Papa Francisco, no contexto da sua mensagem a favor dos pobres, apoie também as mudanças por que lutam e não descartam aproveitar o evento para
retomar os protestos para mudar o Brasil. Ontem, jovens de todo o país e de cerca de 20 países receberam calorosamente ao Papa Francisco nas ruas mas à noite, as manifestações contra o Governador Cabral tiveram violência policial contra jornalistas e jovens, alguns não católicos portavam bombas molotov protestando contra o governador e também contra as despesas da própria visita papal. Mas mesmo jovens católicos deixaram claro que apóiam a visita mas gostariam também de serem apoiados em sua luta. "As manifestações todas tiveram um caráter social, protestar por
justiça, contra a corrupção e os abusos é uma virtude do Evangelho",
declarou à agência de notícias France Press Tanat Resende, 22 anos, estudante de Direito e católico,
que participou dos protestos que, em junho, reuniram mais de um milhão
de jovens em várias cidades do Brasil. Os manifestantes pediam mais dinheiro para reformar os
sistemas de transporte, educação e saúde e penas maiores para políticos e
empresários corruptos, em vez de estádios para a Copa do Mundo de futebol em
2014. "É perfeitamente razoável que o Papa apoie estas causas",
acrescentou Resende. Por enquanto, a única manifestação com reivindicações similares às de
junho - convocada pelo grupo Anonymous Rio ontem dia
da chegada do Papa, durante sua reunião com a presidente Dilma
Rousseff na sede de governo do Rio de Janeiro - causou surpresa e
polêmica entre os jovens, já que muitos questionam a relação entre as
demandas e a visita papal, como também registrou em sua reportagem o site Terra. A convocação, realizada através do Facebook, convocava um ato público
a favor de um estado laico, contra o gasto público gerado com a visita
do Papa, e especialmente contra as autoridades locais e "contra a violência desmedida da Polícia nos protestos" desde junho. Infelizmente, a questão da violência se confirmou mais uma vez, por exemplo, ferindo dois repórteres brasileiros e um fotógrafo japonês que atua por aqui para a France Press. "Já estão misturando as coisas, sempre apoiei todos os
atos e manifestações, mas neste caso não concordo", comentou em sua
conta do Facebook o brasileiro Felipe Costa, em resposta à convocação.
As outras mobilizações convocadas nas redes sociais foram por parte de grupos gays, além de uma "marcha das vadias" para protestar contra a violência de gênero e pela legalização do aborto.Apesar de eventuais protestos, a agenda do Papa não será modificada, afirmou oficialmente a assessoria de imprensa do Vaticano,
que não teme que as manifestações perturbem a visita do líder religioso, já
que sabe que "não são dirigidas contra o Papa Francisco e nem mesmo à Igreja", explicou o
porta-voz, Federico Lombardi, em uma coletiva de imprensa. Por sua vez, o Papa Francisco, que escolheu seu nome pelo santo
italiano Francisco de Assis, que consagrou sua vida à defesa dos pobres, dos animais, da natureza (sendo porisso considerado "pai" da ecologia),
insistiu desde sua eleição, em março, na necessidade de que a Igreja,
os fiéis e os governos prestem mais atenção nos mais pobres e aos jovens: "Eles são a porta de entrada para o futuro", disse no seu discurso ontem após a maratona de quase 20 horas entre a viagem e a recepção carinhosa e de pop star no Rio de Janeiro o Papa Francisco, que já começa a ter um perfil de vovô das crianças brasileiras. Mas vamos esperar os próximos rounds da visita, esperamos que haja uma correlação dela com a luta da juventude e da cidadania para mudar o Brasil e a vida, mas sem aumentar os incidentes e os problemas de violência, crescente no país e em todo o planeta também. (Antônio de Pádua Padinha)
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| Papa Francisco beijou várias crianças na sua chegada ao Rio |
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| Esta mãe evangélica se surpreendeu e se emocionou com o carinho à sua filha no centro da cidade |
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| A violência voltou perto do Palácio do Governo |
Fontes: AFP
www.terra.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com



O despojamento do Papa Francisco, disposto a se aproximar da população e a dialogar com os jovens só corre o risco de causar mais incidentes de violência como ontem à noite, perto do Palácio do Governo do Rio, onde dois repórteres e um fotógrafo foram vítimas da truculência policial.
ResponderExcluirA denominação de Vô do Brasil dada ao Papa Francisco pelo repórter e ecologista Padinha, editor do nosso blog de ecologia e de cidadania, parece ter tudo a ver com o clima da aproximação da velha Igreja com a juventude, via as propostas de mudanças na realidade deste líder religioso.
ResponderExcluirNo evento em Aparecida do Norte e nas demais celebrações religiosas, o que se espera é que não voltem nem o uso excessivo de força e agressividade da polícia nem o vandalismo de jovens ou até de "vândalos de encomenda", que não têm nada a ver com o conteúdo do eencontro mundial da juventude católica.
ResponderExcluirVocê acredita que a visita do Papa Francisco ao Brasil favorece o diálogo com os jovens em geral, não somente católicos e não só em temas religiosos? Ela pode favorecer também a busca da paz e a diminuição da violência no país?
ResponderExcluirMande sua mensagem para o e-mail do nosso blog navepad@netsite.com.br