Resumo do que pensam alguns jovens que foram às ruas e querem lutar nas redes sociais
Uma interessante reportagem postam hoje o site Yahoo e o portal do jornal O Estado de São Paulo, e aqui no blog Folha Verde News mais uma vez abrimos nosso webespaço para a juventude da cidadania e da era digital, "um fator de esperança de que conseguiremos mudar e avançar a realidade do país e do ser humano hoje", conforme comentou o nosso editor de conteúdo ao selecionar este post para este domingo aqui no blog da ecologia e da cidadania: "Tem tudo a ver o que pensa o jovem fotógrafo Douglas Theodoro com a atmosfera deste momento no país", completa aqui o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, convidando os internautas a conferirem a matéria que postamos a seguir como a informação do momento. "A tatuagem de Che Guevara nas costas do fotógrafo Douglas Theodoro
prenuncia tudo indica o discurso revolucionário de alguém que participou de todas as
manifestações de junho em São Paulo sem se "ajoelhar para ninguém". Diferentemente do homem cuja imagem está em suas costas, Theodoro não
faz parte de nenhum partido ou movimento organizado. Também nunca pegou
nem tem intenção de pegar em armas. Quer, no entanto, mudar a
realidade. As manifestações de rua, segundo ele, foram só o começo. A verdadeira
"revolução", diz o fotógrafo, será a criação de uma democracia digital no país, no planeta. "Há anos a gente está gritando na Internet e ninguém escuta, porque o
governo, os políticos, as autoridades não sabem nem abrir o Facebook", afirma Theodoro, de 34 anos: "Os políticos estão perdidos porque não entenderam que a praça
pública não é em Atenas nenhuma, é na Internet. Por isso a gente foi pra rua,
para eles aprenderem a respeitar essa voz". E o fotógrafo Douglas Theodoro não está sozinho. As massas que voltaram para casa aparentemente silenciaram e o clima
tenso das manifestações já arrefeceu nas ruas da capital paulista, mas
os jovens ativistas da era digital continuam a chamar os políticos para a
briga na Internet, debatendo nas redes sociais, organizando eventos e
assinando petições online. "Se o governo conversasse com a gente onde
nós estamos, ninguém precisaria ir à rua para se manifestar", diz o seu amigo Pedro Soler, escritor de 23 anos. "Ninguém quer tomar o poder nem
fazer guerra civil. Queremos ter voz e queremos ser ouvidos, apenas
isso". O sistema atual de participação popular na política está longe de
satisfazer aos anseios das novas gerações, que vivem conectadas à Internet 24 horas por dia, via laptops, tablets e smartphones. "Ninguém aguenta mais esperar quatro anos para apertar uns botões e
eleger alguém que supostamente vai falar em nosso nome por mais quatro
anos. Eu quero dar minha opinião todos os dias, a hora que eu quiser",
diz Theodoro. "O que temos hoje é uma democracia analógica tentando
dialogar com uma geração digital." A única maneira de acalmar as ruas, dizem, é digitalizar a
democracia. Para isso, propõem a criação de uma "praça pública digital" -
o Fórum Cidadão -, na qual a população poderia debater e votar assuntos
de interesse nacional. Algo como um híbrido da Avaaz (comunidade de
petições online) e Facebook, só que com validade política e jurídica, de
modo que os debates e votações realizadas ali tivessem influência
direta na formulação de políticas públicas. Na prática, seria uma plataforma online para realização de
plebiscitos e referendos, com computadores e smartphones no lugar das
urnas eletrônicas. "Qualquer pessoa com acesso à Internet teria uma voz
no Congresso", diz Theodoro.
Seja qual for o sistema operacional, a idéia de uma "democracia digital" já conta com apoio de figuras importantes no país. Várias fontes ouvidas pelo Estadão disseram que a proposta não
só é viável, como desejável. Entre elas, o presidente nacional da Ordem
dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Coelho, que está coordenando algo similar, um projeto de iniciativa popular Eleições Limpas, que virá completar a Ficha Limpa, que já se transformou em lei pelo mesmo processo que atualmente exige a assinatura (pode ser eletrônica) de 0,5% do eleitorado, ou seja, o aval de 700 mil cidadãos e cidadãs.
Imagens da Geração Facebook indo à luta para mudar e avançar a realidade do país e da vida
Fontes: www.yahoo.com.br
www.estadao.com.br
http://eleicoeslimpas.org.br
http://folhaverdenews.blogspot.com




O enfoque e o objetivo deste post é fazer um meio de campo entre a juventude digital e a proposta de mudanças na realidade política do país via projetos como Eleições Limpas.
ResponderExcluirOs dois jovens nesta reportagem falam em algo algo como um híbrido da Avaaz (comunidade de petições online) e Facebook, só que com validade política e jurídica, de modo que os debates e votações realizadas ali tivessem influência direta na formulação de políticas públicas. É por aí mesmo.
ResponderExcluirAcreditamos que não foi ocasional ou fortuita a participação do Presidente da OAB nesta reportagem com jovens da Geração Facebook, mesmo porque esta entidade está coordenando o projeto de lei de iniciativa popular Eleições Limpas, capaz de concretizar algumas das buscas destes jovens indo à luta via as redes sociais.
ResponderExcluirMande vc tb a sua informação, comentário ou opinião sobre este debate e sobre a própria Geração Facebook aqui para a redação do blog: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluir"Eu acho que que a tatuagem de Che Guevara nas costas do fotógrafo Douglas Theodoro não tem nada a ver com a ideologia ou a guerrilha mas com a rebeldia e a liberdade", nos escreve por e-mail Maiza Sonora Rúbens, que se trabalha de dia no comércio de Salvador (BA) e de noite estuda Direito. Ela se diz ligada "na rede dos jovens que vai mudar o país".
ResponderExcluirSegundo o IBGE existem no Brasil mais de 36 milhões de cidadãos e cidadãs jovens, entre 18 e 30 anos: "Toda essa multidão é uma força grande se as redes sociais de onde saimos prás ruas e onde estamos direto forem ouvidas". Este é em resumo o texto que nos enviou tb por e-mail Alberto de Almeida, vendedor e estudante universitário em São José dos Campos (SP).
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