Quando noticiamos aqui dia 27 último a manifestação do movimento das comunicações que estava marcado inicialmente para amanhã em São Paulo, o editor de conteúdo do Folha Verde News já sugeria um local neutro para este ato público, "para ampliar o sentido da manifestação", como disse então o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, aqui no nosso blog. Parece que outros jornalistas e comunicadores tiveram a mesma posição. E a proposta inicial de uma manifestação na sede da Globo em São Paulo como havia sido ventilada durante a assembleia popular realizada ainda na terça-feira (25), na Avenida Paulista, foi deixada de lado: os organizadores resolveram mudar o local e adiar o protesto para o próximo dia 11, mesma data escolhida pelas centrais sindicais para uma grande mobilização nacional, levando em conta também que a Cut é uma das entidades que integram o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). "Em vez do protesto na Globo, faremos amanhã uma série de aulas públicas no vão do Masp para discutir a cobertura midiática das manifestações e como ela acabou influenciando no processo de mobilização", explica Pedro Ekman,um dos líderes do Coletivo Brasil de Comunicação Intervozes. "Faremos ainda uma manifestação-relâmpago sobre regulamentação do novo marco civil. O problema não é só econômico, ou seja, a forma como grandes empresas de mídia obtêm vantagens financeiras em função de seu poderio: é um problema de democracia, de monopólio do discurso. É uma questão política". Mas para amanhã, quarta-feira, 3 de junho, está confirmada outra manifestação do setor jornalístico mas na capital carioca: o Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé realiza em conjunto com movimentos sociais um protesto em frente à sede da Rede Globo, no Rio de Janeiro. Batizada como "Ocupe a Rede Globo", a manifestação está sendo divulgada pelas redes sociais e já conta com a adesão de aproximadamente duas mil pessoas no Facebook. Dois fatos motivaram a convocatória, de acordo com os organizadores. Nesse clima de manifestações que tomou o país, tínhamos visto necessidade de fazer assembléia popular de rua para discutir a democratização das comunicações no Brasil", explica Theófilo Rodrigues, um dos coordenadores da iniciativa: "Escolhemos a sede da Globo como local simbólico para demonstrar a necessidade de um projeto de lei que institua um novo marco regulatório da mídia." Outra razão para o protesto, continua Rodrigues, são os crimes contra a ordem tributária que teriam sido cometidos pela emissora. "Estamos protocolando pedido de investigação no Ministério Público", anuncia. "É muito grave assistir a uma concessão pública de comunicações sonegando quantias tão grandes de impostos. Porém, o maior problema não é a sonegação fiscal em si, mas a sonegação de informações constantemente praticada pela emissora." No caso, Theófilo Rodrigues está se referindo a denúncias feitas pelo blog O Cafezinho, também veiculadas pelo site Uol, que a Globo deveria entre 600 milhões e 1 bilhão de reais à Receita Federal, fato que já está sendo investigado por promotores do MP. "Diretores desta rede de TV e comunicação falam que já pagaram, mas não mostram o Darf, o comprovante", argumenta o editor do blog O Cafezinho, ouvido em reportagem da RBA, site de notícias redebrasilatual também sobre outras eventuais irregularidades financeiras e/ou fiscais daquele grande grupo em oiperação nas Ilhas Virgens desde 2006. Estas denúncias já vão se transformando numa polêmica em certo sentido emblemática dos erros e limites da grande mídia brasileira, não só da Globo, talvez também de outras redes de TV. rádios e jornais em vários lugares do país, algo que poderia configurar monopólio das comunicações e prejuízos à liberdade da informação ou aos direitos de comunicação de todos os setores da população, que engrossam agora a onda de manifestações de rua no Brasil.
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| A liberdade de informação e fim dos monopólios na mídia entrando nas manifestações de cidadania |
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| Positivo no Rio Grande do Sul o Fórum Internacional Software Livre (fisl14) |
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| Violência contra muitos jornalistas nas ruas do país denuncia a Abraji |
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| Manifestações pacíficas vão ampliando os problemas em debate |
Mais de 50 jornalistas sofreram algum tipo de violência durante protestos no país
Das 53 ocorrências levantadas pela Abraji, 34 se referem à agressão, hostilidade ou ameaça por parte da Polícia. Outros seis casos são de prisão. Desde o início dos protestos contra o aumento do preço das passagens de ônibus, mais de 50 profissionais da imprensa foram agredidos, hostilizados ou presos no Brasil. Levantamento realizado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) com informações de sindicatos, redações e da ONG Repórteres Sem Fronteiras indica pelo menos 53 casos de violação contra 52 jornalistas (por exedmplo, o repórter Leandro Machado, da Folha de S.Paulo, foi preso num dia e agredido em outro). Das 53 ocorrências levantadas, 34 se referem à agressão, hostilidade ou ameaça por parte da polícia. Outros seis casos são de prisão (por períodos que variam de poucos minutos até três dias – caso do repórter do portal Aprendiz Pedro Ribeiro Nogueira, que foi indiciado por ...formação de quadrilha). Outras 12 ocorrências foram protagonizadas por manifestantes, e em um dos casos não foi possível identificar o que causou o ferimento a um profissional. O levantamento realizado pela Abraji é ainda parcial: há casos que podem não ter sido computados por diversas razões, inclusive quando veículos ou jornalistas preferem não ter suas estatísticas divulgadas. Foram registrados outros episódios de agressão em 11 cidades brasileiras. São Paulo foi o local onde houve mais casos – 25, quase a metade do total. Fortaleza vem logo em seguida, com seis casos. O Rio de Janeiro teve cinco. O jornal Folha de S.Paulo foi o veículo com mais vitimas: 7 profissionais, entre repórteres e fotógrafos.
Outra alternativa de luta
Fórum do Software Livre terá 600 horas de programação no RS
Um espaço para troca de ideias, colaboração e encontros entre profissionais, estudantes, curiosos e fãs de tecnologia: Porto Alegre recebe a partir desta quarta-feira a 14ª edição do Fórum Internacional Software Livre (fisl14), o maior encontro de comunidades de software livre da América Latina. O evento, que vai até sábado, terá mais de 600 horas de programação. O Fórum terá cerca de 700 palestrantes e já foram marcadas aproximadamente 50 oficinas no Centro de Eventos da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS). Grandes nomes do movimento Software Livre já confirmaram presença: o ativista e fundador do movimento, Richard Stallman; o diretor executivo da Linux Internacional, Jon "Maddog" Hall; o hacker e pioneiro no trabalho com Realidade Virtual, Mitch Altman; além das desenvolvedoras Valerie Aurora e Luciana Fujii, e do educador Nelson Pretto. Em homenagem ao hacker e ativista Aaron Swartz, as discussões e atividades em torno das temáticas de cultura e internet livre, compartilhamento, copyleft, creative commons, transparência e hacktivismo serão agrupadas em uma trilha com seu nome. O jovem virou símbolo da luta em prol do compartilhamento após cometer suicídio, no início deste ano, enquanto era processado por pirataria pelo Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT).
Fontes: www.redebrasilatual.com.br
www.brasildefato.com.br
www.sul21.com.br
www.uol.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com




Aqui vc tem hoje aqui resumidas as principais iniciativas de cidadania e de comunicação do setor jornalístico do país, que começa a ser tema também das manifestações de cidadania que aumentam e ampliam o conteúdo em todo o país.
ResponderExcluirFórum Internacional Software Livre, o chamado fisl14, tem um sentido de tecnologia e também de liberdade de informação e está agenda para a partir de amanhã no Rio Grande do Sul, como um avanço cult do jornalismo.
ResponderExcluirA manifestação do movimento das comunicações, que havíamos noticiado aqui no Folha Verde, e que aconteceriam amanhã, ficaram para 11 de julho, dia nacional de greve de vários setores sociais, sindicais, com adesão dos jovens e também de ambientalistas. Em vez de na Globo em SP acontecerão no Masp e no Ibirapuera.
ResponderExcluirO protesto agenda para amanhã será no Rio de Janeiro diante da Rede Globo, contestando problemas fiscais e de informação que foram denunciados por um blog carioca e ganharam destaque em vários sites de notícias na Internet. Estes fatos parecem ser comuns a vários veículos da grande mídia brasileira e já são tema de investigação do MP.
ResponderExcluirJá os incidentes de violência contra repórteres, fotógrafos, câmeras e radialistas já chegaram a 53 em variadas regiões do país, durante o trabalho de documentação das manifestações de rua.
ResponderExcluirTodos estes fatos e ângulos do problema das comunicações envolve também a liberdade de informação, tema de nossa luta aqui no Folha Verde News já há 2 anos. Mande vc tb a sua informação, comentário ou opinião para o email do nosso blog: navepad@netsite.com.br
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