Expansão econômica ainda é rival da proteção ambiental no país e no planeta mas sem um equilíbrio sustentável não há solução dos problemas nem futuro, isso também vale pro Brasil
A partir de uma matéria especial da Agência Deutsche Welle, DW, da Alemanha, um post publicado também pelo site brasileiro de assuntos socioambientais, EcoDebate, o nosso blog de cidadania e de ecologia - Folha Verde News - antecipa esta pauta e passa a defender as urgência de se implantar também no Brasil uma gestão de Desenvolvimento Sustentável, para assim defender objetivamente mudanças e avanços na realidade do país e da vida, conforme argumenta aqui o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha. A reportagem da DW começa afirmando que o carvão barato, que impulsiona crescimento em vários países, adia desenvolvimento sustentável. Por enquanto, garantir fonte barata de energia continua sendo a prioridade entre países ricos ou pobres, isso e não a busca de novas alternativas mais sustentáveis de desenvolvimento, equilibrando-se economia com ecologia. A Alemanha busca uma transformação em sua matriz energética e quer alimentar o país a partir de fontes renováveis como sol, vento e a força da água. Muitos entendem que esse sim será um importante passo para um estilo de vida mais sustentável e a garantia de um futuro para aquele país, aliás, a sustentabilidade é o que pode assegurar o futuro da vida em todo o planeta, conforme os maiores especialistas de todo o mundo. Karl-Heinz Paqué pensa diferente. “Mesmo que a Alemanha desenvolva programas adequados, o efeito global é praticamente nulo. Somos pequenos demais para isso”, afirma o professor de Economia da Universidade de Magdeburg. Para ele, decisivo é o que se passa nos países de economia emergente, que representam praticamente dois terços de toda a população mundial. (Ele nesse ponto está falando também do Brasil)...Os emergentes parecem seguir a mesma trajetória dos países europeus que, durante séculos, se preocuparam com o crescimento econômico e com a prosperidade antes de colocarem o meio ambiente no centro das atenções. “A prioridade em proteger o meio ambiente é algo que vem com a prosperidade”, afirma Paqué. “Para nós (europeus), isso começou na década de 1970, não antes. Na China, está começando agora. Na Índia, ainda vai demorar um pouco”. Mesmo perguntado, Karl-Heinz Paqué preferiu não se referir neste ponto ao Brasil, com matriz energética baseada mais em hidroelétricas. O que parece fato e já é um consenso mundial é que esses mesmos países que figuram como economias prósperas e que caminham em busca de sustentabilidade vivem momentos de nervosismo. Isso porque uma fonte de energia considerada especialmente suja entre os europeus tem tido um papel importante no crescimento mundial. “O carvão está diante do maior renascimento da história da indústria”, afirma Ottmar Edenhofer, do Instituto de Pesquisa dos Impactos do Clima, em Potsdam. Nos anos de 1990, muitos países substituíram o carvão pelo gás. Mas especialistas observam o retorno do carvão como uma alternativa “inacreditavelmente competitiva”, explica Edenhofer. “Principalmente o crescimento econômico da China foi muito impulsionado pelo carvão barato. O mesmo acontece na Índia, África do Sul e outros países do Leste Europeu". A queima do carvão e de outros combustíveis fósseis libera gás carbônico, que prejudica a atmosfera e agrava o quadro das mudanças climáticas. Se os países não fizerem nada, a temperatura média anual pode subir até 5,3 graus até o final do século, trazendo consequências devastadoras ao ambiente, alertou recentemente a Agencia Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês). No entanto, todas as negociações em torno de um acordo mundial de proteção ao clima falharam até agora. Não importa se a negociação envolve a tentativa de limitar a emissão de gases do efeito estufa ou a negociação de créditos de carbono: os interesses particulares de cada país são diferentes demais para permitir um acordo. “Um acordo climático global significaria, no mínimo, o uso de menos carvão e petróleo”, explica Carl Christian von Weizsäcker, do Instituto Max Planck de Pesquisa em Bens Coletivos de Bonn, na Alemanha. Para países com grandes reservas de combustíveis fósseis, isso seria um problema. “Um acordo implicaria na queda do preço dos recursos naturais desses países. Isso complicaria ainda mais a chegada a um acordo climático mundial". Além disso, há quem mude de posição durante as negociações. O Quênia, Uganda e Moçambique, por exemplo, descobriram novas reservas de petróleo e gás. No Canadá, a exploração do óleo em areias betuminosas mostrou-se rentável. Essa situação fez com que esses países praticamente perdessem o interesse em um acordo climático, já que limitar a poluição reduziria o valor de seus recursos naturais.Depois do fracasso da Conferência do Clima em Copenhague, já em 2009, especialistas avaliam que as chances de um novo acordo em curto prazo são muito pequenas. Menos provável ainda é que os países concordem em frear seu ritmo de crescimento. O sonho de uma vida plena contorolando o crescimento econômico é difundido por movimentos ambientalistas em países industrializados do Ocidente. É melhor parar de crescer?..Em termos globais, o crescimento zero não é uma opção viável. “Essas diferenças enormes, como as vistas entre África e a Europa ou entre a África e a América são completamente inaceitáveis”, afirma Ottomar Edenhofer, do Instituto de Pesquisa dos Impactos do Clima, de Potsdam. Ele tem um exemplo calculado. “Os Estados Unidos precisariam reduzir sua renda per capita em 80% para que, na África, as pessoas tivessem um padrão de vida aproximado ao da América Latina. Os conflitos sociais seriam imensos". Uma restrição consciente do crescimento estaria fora de cogitação, assim como diretrizes globais para a proteção do clima. Esforços regionais, como as negociações europeias dos créditos de carbono, não funcionam ou são insuficientes. É por isso que a maior parte dos pesquisadores vê o mundo caminhando para um abismo. Mas o professor de economia Karl-Heinz Paqué não acredita nesses prognósticos. Para ele, previsões confiáveis sobre o futuro não são confiáveis. “Imagine que se em 1913, há 100 anos, nós tivéssemos uma previsão do desenvolvimento mundial feito com base nos padrões tecnológicos daquela época”, compara Paqué. “O que aconteceu desde então, em apenas três gerações, estaria completamente além da nossa imaginação. Por isso mesmo precisamos ser cuidadosos com as nossas previsões agora”. Em outras palavras: não é preciso entrar em pânico. A humanidade pode ainda encontrar uma saída. Resta torcer para que Paqué não esteja errado em suas próprias previsões e melhor ainda, estimular a pesquisa e a desoberta de uma nova alternativa mais sustentável de vida, harmonizando o aumento da economia com a defesa da ecologia: "Nesse ponto, quero destacar que o Brasil pode vir a ser uma liderança mundial em termos de uma busca do desenvolvimento sustentável, levando em conta o contexto econômico e ecológico do nosso país e todas estas circunstâncias mundiais", argumenta o ecologista Padinha, aqui no blog Folha Verde News: "Mais uma razão para o movimento de cidadania e os jovens nas ruas levantarem a questão ambiental nas manifestações, é uma oportunidade história para o país e para o próprio movimento da criação do futuro, a Alemanha quer, o Brasil pode".
Fontes: Agência Deutsche Welle (DW)
www.ecodebate.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


Sem mudar a estrutura da energia ou sem trocar o "desenvolvimentismo" por uma gestão pública de desenvolvimento sustentável (equilibrando economia com ecologia) não haverá mudanças nem avanços no Brasil.
ResponderExcluirO que dá para perceber nesta matéria da DW, ouvindo muitos especialistas, é que países como Estados Unidos, Alemanha e China, entre os ricos e a maioria dos pobres, têm grandes dificuldades para mudar a sua estrutura de energia para fontes limpas e sustentáveis: nesse ponto, o Brasil tem uma vantagem e a oportunidade histórica de agora sair à frente, ganhando liderança mundial da sustentabilidade.
ResponderExcluirTanto para realmente estimular que o Brasil mude e avance, a bem da qualidade de vida em nosso país, os jovens nas ruas e o movimento de cidadania precisam assumir também a pauta do Desenvolvimento Sustentável, que além do mais, motivará um avanço de gestão governamental e mais ainda, aumentará a imagem positiva e a liderança brasileira em termos internacionais.
ResponderExcluirMande a sua opinião, informação ou comentário sobre este assunto para o e-mail de nosso redação aqui no blog da ecologia e da cidadania: navepad@netsite.com.br ou pelo padinhafranca@gmail.com
ResponderExcluirE esta notícia a seguir do site Ambiente Brasil tem a ver com o nosso post.
ResponderExcluirBrasil passa a ser a sede do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável
Por luiza | Publicado:27 de junho de 2013
O Brasil tornou-se segunda (24) sede do Centro Mundial para o Desenvolvimento Sustentável, RIO+, espaço de debate e articulação de ações econômicas, sociais e ambientais para promover práticas sustentáveis de desenvolvimento.
O lançamento foi anunciado pela ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, e pela vice-diretora mundial do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), Rebeca Grynspan, durante o seminário internacional “Rio+20: A Implementação dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS)”, no Jardim Botânico.
Izabella Teixeira lembrou que o Rio+ foi formalizado durante a Rio+20 para que fosse um órgão “paragovernamental”. “O centro nasce não para ter consenso, tem que ser ambicioso, trazer novas ideias, influenciar a sociedade para a questão, um lugar de livre pensar”, disse a ministra. “Será um local para pensar o desenvolvimento sustentável, um modelo inovador de desenvolvimento de ideias, com a participação da sociedade, governos e especialistas”, declarou a ministra.
Izabella lembrou que a Rio+20 mudou a relação do Brasil com as Nações Unidas para melhor. O novo centro é exemplo disso. Não adianta ter estádio com padrão Fifa e outros serviços com padrão sub-Fifa”, declarou ele. Minc informou que o governo abriu mão de cerca de R$ 7 milhões anuais da conta de luz da Coppe para criar um fundo para desenvolver energia solar dentro da UFRJ, entre outros projetos sustentáveis. Minc chamou a atenção para a proposta de que as universidades e escolas técnicas abram mais espaços de pesquisas que dialoguem com o novo centro da Organização das Nações Unidas no Brasil. Fonte: Agência Brasil.
(Cá entre nós, esperamos que esta )re(evolução vire).