O Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br) lançou o livro TIC Kids Online Brasil 2012, resultado de uma pesquisa que mapeou as oportunidades e os riscos que podem ser associados ao uso da Internet por crianças e adolescentes brasileiros. O levantamento de dados foi realizado durante o ano de 2012 com 1.580 entrevistas de crianças e adolescentes entre 9 e 16 anos e mostra como eles acessam e utilizam a Internet e os riscos que enfrentam on-line. Além disso, a pesquisa investiga as experiências, práticas e preocupações dos pais relacionadas ao uso da web por parte dos seus filhos. O livro também conta com artigos de especialistas de universidades brasileiras na relação entre crianças e a rede mundial de computadores, também analisam em detalhes alguns indicadores da pesquisa. Para marcar o lançamento da publicação, foi realizado um debate com o tema “Crianças e Adolescentes na Internet: Riscos e Oportunidades”. O evento contou com a participação de Ellen J. Helsper, da London School of Economics (Inglaterra), Cristina Ponte, da Universidade Nova de Lisboa (Portugal), e Regina de Assis, consultora em mídia e educação no Brasil. Durante o debate, levantou-se o tema dos riscos aos quais as crianças e adolescentes estão sujeitos ao fazerem webnavegações. Sobre essa questão, Ellen Helsper disse entender que “não devemos estimular uma visão amedrontada da rede nem mesmo um encantamento excessivo com esses novos nativos digitais”. A pesquisadora portuguesa Cristina Ponte também apresentou comparações entre os dados obtidos na Europa e no Brasil. “Brasil e Portugal são semelhantes com relação a pais que saíram cedo da escola e possuem acesso reduzido à educação. Esse quadro é diferente do norte da Europa ou mesmo em países mais próximos de Portugal, como a França”. Regina de Assis, por sua vez, ressaltou a importância da formação dos professores para educar a nova geração, que já tem a Internet envolvida em suas vidas. “As escolas ainda adotam os famosos laboratórios de informática, mas será que essa ideia é boa e isso realmente funciona? Está claro que não. A Internet tem que estar dentro da sala de aula. Essa geração sabe muito, mas não sabe tudo”. Ao editar estas discussões, o editor de conteúdo do blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha lembrou que "já é um consenso entre cientistas e educadores que as novíssimas gerações já nascem e crescem com mais sintonia com a cultura digital, isso não é ruim nem bom, depende das informações, da intensidade com que crianças ou adolescentes internetam e do apoio ou cuidados que a garotada venha receber em suas casas, nas escolas, para ter uma medida certa de webenvolvimento, sem ilusões ou loucura, usando os computadores como uma ferramenta para se informar e se libertar, não o contrário".
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| Crianças precisam ver os computadores como uma ferramenta para se informar e se libertar... |
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| ...um instrumento de cultura e de lazer para a gorotada brincar e crescer como ser humano |
Fontes: FAPESP
www.cetic.br
www.jbonline.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


Adolescentes e mais ainda as crianças precisam ser estimuladas a enfocar o uso do computador como uma ferramenta para se informar, brincar e se libertar para a vida, não o contrário, a webescravidão é um dos riscos da novíssima geração na cultura digital.
ResponderExcluirO livro, a pesquisa da Cetic e o debate promovido pelo JB nenhum deles enfoca isso, mas o lado lúdico talvez seja o que mais caracteriza a relação entre a novíssima geração e os recursos tecnológicos e culturais da computação, mas realmente, os riscos online para crianças e adolescentes são maiores do que para adultos, a garotada é mais fácil de ser manipulada ou iludida dentro da webrealidade.
ResponderExcluirTanto o livro TIC Kids Online Brasil 2012, com a pesquisa do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, como também ainda o debate que o JB promoveu com especialistas são todos importantíssimos para estimular uma reflexão sobre a realidade digital que todos estamos vivenciando: se para um adulto é fascinante, para a garotada um envolvimento desequilibrado pode criar situações de riscos e de perigos de vários tipos.
ResponderExcluirEste post aqui no blog da ecologia e da cidadania, o livro, a pesquisa e o debate aqui resumido, todas estas informações precisam mesmo ser pesadas em busca de um equilíbrio sustentável na vida das novíssimas gerações diante de todos os recursos e alcances positivos ou negativos da cultura digital.
ResponderExcluirDentro desta realidade digital, a criança e o adolescente paralelamente às "internetadas" conviverem com pessoas, correrem, suarem, jogarem bola, brincarem com terra, desenvolverem outras habilidades no dia a dia este tipo de comportamnento pode ser uma alternativa de um equilíbrio sociocultural, psicológico e ambiental necessário para que a gente use a ferramenta e não se escravize por ela.
ResponderExcluirMande informações, comentário ou a sua opinião sobre este assunto, dentro ou fora do enfoque desta postagem, para ampliar esta discussão superimportante hoje em dia, envie para o e-mail do blog navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirNo tema desta nossa matéria hoje aqui no blog, no EcoDebate o site de assuntos socioambientais tem uma análise deste problema: crianças que passam horas em frente à televisão ou computadores estão expostas a todo tipo de propaganda que podem resultar em consumismo, além de oferecer riscos à saúde delas.
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