Um cientista que ajudou a verificar a autenticidade do controverso Evangelho de Judas revelou após uma série de pesquisas laboratoriais realizadas nos Estados Unidos que um antigo certificado de casamento egípcio teve um papel fundamental na confirmação da veracidade das tintas utilizadas no texto até então apócrifo e que poderá ter sido autêntico do Envagelho de Judas: a descoberta, destaque nesta tarde na Associated Press, no site Terra e aqui no blog Folha Verde News expõe os intensos esforços destinados a validar este Evangelho, discutida com estas novas informações em um encontro da Sociedade Química dos Estados Unidos em Nova Orleans: "Se não tivéssemos encontrado um estudo do Museu do Louvre sobre contratos de casamento e aquisição de terras no Egito, que eram do mesmo período e continham tinta similar à utilizada no Evangelho de Judas, teria sido muito mais difícil discernir se este evangelho é autêntico ou não", afirmou Joseph G. Barabe, um dos responsáveis pelo projeto. Ele coordenou uma equipe de cinco cientistas que trabalharam no projeto fazendo análises microscópicas. "Esse estudo foi a peça-chave de evidência que nos convenceu de que a tinta deste evangelho é provavelmente verdadeira e que portanto ele não é apócrifo". Essa pesquisa é parte de um esforço multidisciplinar organizado em 2006 pela Sociedade Geográfica Nacional dos Estados Unidos para autenticar o Evangelho de Judas, descoberto no final da década de 1970, após 1,7 mil anos escondido. O texto, escrito na antiga língua egípcia copta, é polêmico porque, ao contrário de outras fontes bíblicas que retratam Judas Iscariotes como um traidor, sugere que foi Jesus quem pediu para que Judas, seu amigo, o traísse perante as autoridades há 2014 anos em Jerusalém.
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| Judas, amigo de Jesus, o teria traído a seu pedido para cumprir uma missão?... |
Por sua vez, matéria Michelle Veronese na revista da Abril Superinteressante conta que em 1945, um pastor encontrou um jarro de cerâmica numa gruta próxima a sua aldeia no Egito. Ao abri-lo, achou vários livros escritos em idiomas que ele não compreendia. Algumas folhas amareladas serviram alimentaram o forno a lenha de sua casa. As restantes caíram nas mãos de um religioso local, circularam no mercado de antiguidades e foram resgatadas por um funcionário do governo egípcio. Mais tarde, descobriu-se que a “lenha” era um tesouro de valor incalculável: a coleção de Nag Hammadi, 13 livros com 1 600 anos e histórias que a Igreja tentou abafar durante todo esse tempo. Mas não conseguiu. Depois de sobreviver ao tempo e à censura religiosa, o achado tornou-se o maior e mais importante acervo de evangelhos apócrifos, literatura que tem ajudado a elucidar vários mistérios sobre as origens do cristianismo. A maioria dos escritos de Nag Hammadi foi produzida entre os séculos 1 e 3 e seus autores faziam parte das primeiras comunidades cristãs. Nesse acervo, é possível conhecer livros que ficaram de fora do Novo Testamento, como evangelhos de Tomé e Tiago. O interessante desses relatos é que destoam bastante do que aparece na Bíblia. Neles, Jesus tem um lado humano, Madalena é uma grande líder, Deus é um princípio masculino e feminino... Diferenças polêmicas que deixam claro por que os apócrifos sempre foram uma pedra no sapato da Igreja. “Eles representavam outro cristianismo, não oficial, marginalizado”, explica o padre e teólogo Luigi Schiavo, professor do Departamento de Ciências da Religião da Universidade Católica de Goiás. “Eles têm grande valor histórico e religioso porque mostram novas interpretações sobre a figura de Jesus na origem do cristianismo”, enfatiza o especialista. Naquela época não havia um cânone – nome dado ao conjunto oficial de livros que compõem a Bíblia – mas vários textos, cada qual escrito pelas diferentes seitas existentes, que registravam seus próprios valores e crenças sobre a origem do mundo e da vida, sobre Deus e o messias. E havia muitas divergências. Os docetas, por exemplo, negavam a realidade material de Cristo. Consideravam que Jesus possuía um corpo etéreo e que, por isso, não nasceu nem foi morto na cruz e muito menos ressuscitou. Os ebionitas, por sua vez, defendiam que Jesus tinha nascido de forma natural e só depois de batizado é que Deus decidiu adotá-lo. Já os ofitas acreditavam que Caim era o representante espiritual mais elevado. Para eles, a morte de Jesus foi um crime do Universo, mas um evento necessário para a salvação da humanidade. Um dos grupos mais influentes do cristianismo primitivo foi o dos gnósticos, que adotavam uma vida ascética, negavam a matéria e acreditavam que o conhecimento era o caminho para a salvação. Algumas facções também defendiam que Deus possuía um princípio masculino e outro feminino. De fato, as mulheres desses grupos atuavam como mestras, líderes e profetisas – uma idéia ainda hoje revolucionária para a Igreja: "Pode ser que a coexistência dos princípios masculino e feminino de Deus seja chocante para os católicos menos abertos a descobertas e pesquisas mas é um conceito bastante atual dentro do universo cultural da atualidade", comenta por sua vez o repórter e ecologista Padinha ao editar estas informações todas aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News.
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| Pesquisas da Sociedade Geográfica Nacional dos USA: autenticidade do Evangelho de Judas?... |
www.terra.com.br
http://super.abril.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


O estudo em cima de pesquisas laboratoriais e dados históricos da Sociedade Geográfica Nacional dos Estados Unidos abre a busca de uma série de novas verdades que seriam até hoje desconhecidas ou negadas pela Igreja ou apócrifas.
ResponderExcluirO respeitado pesquisador Joseph G. Barabe, responsável pelo projeto da busca da autenticidade (ou não) do Evangelho de Judas parece acreditar na autenticidade deste texto, que conta uma nova versão da morte de Jesus, como você pôde conferir na postagem de hoje do nosso blog.
ResponderExcluirA não-traição de Judas Iscariotes e a sua entrega às autoridades judaicas como plano de Jesus para apressar a sua missão na Terra é uma das informações presentes neste evangelho até hoje apócrifo.
ResponderExcluirComo também deixa clara a matéria de Michelle Veronese, postada inicialmente na revista Superinteressante, há outras informações nesta busca da verdade do cristianismo na história, como a coexistência entre os conceitos de feminino e masculino na visão de Deus, algo que é extremamente atual hoje em dia.
ResponderExcluirUm conceito atual hoje em dia mas que não coincide com a cultura tradicional católica e sim tem mais a ver com a hindu ou oriental em geral.
ResponderExcluirDe toda forma, este assunto é de essencial importância para o ser humano se reequilibrar culturalmente na atualidade (o lado feminino de Deus), mdiz o editor do nosso blog que aventua ainda o valor da pesquisa e da busca da verdade para uma evolução da vida na Terra.
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