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sexta-feira, 1 de março de 2013

UM JORNALISTA É MORTO A CADA SEMANA, 121 FORAM ASSASSINADOS EM UM ANO

90% dos assassinatos de jornalistas ficam impunes, alerta a Organização das Nações Unidas


Em uma mensagem em vídeo para a campanha global “Dia Sem Notícias” (Day Without News), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou sobre a importância do jornalismo e da proteção da liberdade de expressão, expressando preocupação com a violência crescente contra profissionais da imprensa e impunidade na resolução dos crimes. “Um dia sem notícias pode parecer algo impensável neste mundo conectado e globalizado. No entanto, todos os dias, as vozes das notícias estão sendo silenciadas”, disse Ban. Segundo o Secretário-Geral da ONU, um jornalista é morto a cada semana, e nove a cada dez desses casos ficam impunes. A chefe da agência da Organização das Nações Unidas encarregada de promover e proteger a liberdade de expressão e de imprensa, Irina Bokova, condenou um recorde de 121 assassinatos de jornalistas, profissionais de mídia ou comunitários, jornalistas em veículos das mídias tradicionais e na Internet neste ano passado. Como parte de um esforço para combater essa violência, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com sede em Paris, lançou um Plano de Ação sobre a segurança dos jornalistas e a questão da impunidade. O objetivo, disse Ban, é simples: “Garantir que cada jornalista possa fazer o seu trabalho em segurança.”

Aqui, o fotógrafo free-lance que fazia trabalhos para ‘Sunday Times’ assassinado na Síria

"A segurança dos jornalistas bem como a liberdade de informação são fundamentas para que em todos os países haja um avanço cultural, social, econômico, político a bem da cidadania e dos interesses maiores da população, para que exista um desenvolvimento de verdade, sustentável, é essencial haver a busca da verdade e as informações serem livres, sem censura e sem a ameaça à vida dos comunicadores", comentou aqui no blog da ecologia e da cidadania, o repórter e ecologista Padinha, editando em nosso webespaço Folha Verde News este post da ONU que nos foi enviado por e-mail pela Unic. Ele que já foi vítima anos atrás durante o governo ditatorial no Brasil de perseguição política e censura, tem sempre destacado aqui neste blog a causa da liberdade no jornalismo. Agora mais uma vez, destaca esta iniciativa de dimensão internacional para mobilizar profissionais de comunicação dos mais variados países, desde agora já está sendo agendado o dia 3 de maio, quando a ONU mais uma vez estará oficilizando o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa, uma oportunidade a mais para alertar sobre a segurança dos jornalistas e o combate à impunidade, inclusive no mundo digital. O vídeo do Secretário-Geral está hospedado no site adaywithoutnews.com. A campanha “Dia Sem Notícias” surgiu durante um painel de discussão com jornalistas em Washington (USA) na sede da ONU tendo como objetivo aumentar a conscientização sobre as condições hostis e perigosas na qual muitos repórteres e fotógrafos trabalham atualmente em variados lugares do planeta. Este encontro de jornalistas nos Estados Unidos ocorreu recentemente agora dia  22 de fevereiro, no aniversário dos assassinatos em 2012 da correspondente do ‘Sunday Times’, Marie Colvin, e do fotógrafo freelance Remi Ochlik, ambos em Homs, na Síria. Ninguém foi responsabilizado por suas mortes mais de um ano após mais esta ação de violência contra a liberdade de informação e a segurança do trabalho dos jornalistas. 

Fontes: www.onu.org
              adaywithoutnews.com
              http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Quando em variadas situações, matérias aqui no blog ou no Face, falamos em cultura da violência, realmente, ela é factual na atual sociedade de consumo, globalizada e avançada na tecnologia, mas atrasada em cidadania e em humanitarismo também no setor das comunicações.

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  2. Encarregada de promover a proteção da liberdade de expressão e de imprensa na ONU, Irina Bokova, condenou um recorde de 121 assassinatos de jornalistas, profissionais de mídia ou comunitários, jornalistas em veículos das mídias tradicionais e na Internet neste ano passado.

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  3. Além dos assassinatos, variados casos de ameaças, censura, constrangimentos a profissionais de comunicação em vários países fazem a ONU levantar este alerta sobre a liberdade de informação no mundo atual e a segurança dos jornalistas na atualidade.

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  4. A Unesco ao mesmo tempo está lançando em Paris um movimento contra a impunidade e a falta de solução no caso de variadas mortes e formas de censura a jornalistas em todos os lugares do mundo hoje em dia.

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  5. Aqui no Brasil também, jornalistas e webcomunicadores precisamos nos mobilizar, divulgando estes fatos desde já e no dia 3 de maio o dia mundial sem notícias (em protesto contra esta situação) marcarmos a posição dos profissionais de imprensa, rádio, TV e Internet de nosso país, nos solidarizando e buscando uma outra realidade no setor, aqui e em todo o planeta.

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