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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

SECRETÁRIO GERAL DA ONU CITA EM CATAR A SECA DO BRASIL

Na COP-18 em Doha Ban Ki-moon pede ações conjuntas para enfrentar as mudanças climáticas


Na 18 ª Conferência das Partes (COP-18) da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança Climática (UNFCCC), em Doha no Catar, o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu ações conjuntas de todos para enfrentar a crise crescente das mudanças climáticas: "Ninguém é imune à mudança climática, nem ricos nem pobres. É um desafio existencial para toda a espécie humana, o nosso modo de vida, nossos planos para o futuro. Coletivamente, somos o problema. Então, devemos ter as soluções. Se agirmos em conjunto com o propósito claro, podemos enfrentar este desafio”, disse Ban. A conferência mundial dura até a próxima sexta-feira (7) e as delegações presentes tentarão, entre outros objetivos, estender o Protocolo de Kyoto, cujo primeiro período de compromisso expira no final de 2012. “O Protocolo de Kyoto continua o mais próximo que temos de um acordo global climático vinculante. Ele deve continuar. É uma fundação para se construir. Sua continuação em 1º de Janeiro de 2013 irá mostrar que os governos continuam comprometidos com um regime climático mais sustentável". Ele espera que os governos demonstrem, sem ambiguidade, que as negociações de um instrumento global e vinculante para enfrentar as mudanças climáticas continuem ativas, além de mostrar como pretendem agir sobre a distância entre as promessas de mitigação e o que é necessário para se alcançar o objetivo de manter a média de aquecimento global abaixo dos dois graus Celcius. O aumento da temperatura para além do estabelecido pode causar sérios impactos climáticos em toda a Terra. A COP-18 reúne os 195 Estados da UNFCCC, convenção firmada na Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (a ECO 92), no Rio de Janeiro, há 20 anos e que originou mais tarde o Protocolo de Kyoto, em 1997. O protocolo estabelece que 37 Estados estabeleçam limitações de emissões juridicamente vinculativas e compromissos de redução.

A seca do Brasil em pauta na busca de resultados na COP-18


As recentes secas no Brasil, na Ucrânia e na Índia foram mencionadas pelo secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, na sua comunicação dia 4 de dezembro, durante a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-18), em Doha, no Catar. Na ocasião, a ONU classificou de "crise" a situação atual das alterações bruscas do clima enfrentadas pelo mundo. Ki-moon também defendeu a extensão do Protocolo de Kyoto e cobrou "resultados concretos" na cúpula que termina nesta semana, daqui apenas dois dias, sem que a mídia de todos os países estejam dando o devido valor ao evento: "Esta conferência em Doha deveria ser a prioridade da informação na atualidade, o que não é para a grande mídia, que tem outros interesses, mas aqui cá entre nós, ecologistas, cientistas e contemporâneos do futuro, ela está em destaque na nossa pauta", comentou o editor de conteúdo do blog Folha Verde News, Antônio de Pádua Padinha.


Secretário Geral da ONU defende a ampliação do Protocolo de Kyoto e outras medidas concretas em Doha...

...por exemplo contra a seca, que neste ano na crise climática assolou países produtores de alimentos

Segundo Ki-moon, ninguém "deve se iludir", pois o aquecimento global é uma ameaça a todos, à economia,
à ecologia, à segurança e ao bem-estar das crianças e das gerações futuras. Ele lembrou que cerca de 1,5 bilhão de pessoas são afetadas pela degradação do solo. E as geleiras estão derretendo a níveis jamais vistos. Ao mencionar o furacão Sandy, que atingiu Manhattan e outras áreas da costa nordeste americana, o secretário-geral da ONU lembrou que houve enchentes também em Pequim, em Moçambique, na Colômbia e na Austrália, entre outros países. No discurso, Ki-moon destacou em especial  também a seca no Brasil, na Ucrânia e na Índia que dizimou grande parte das colheitas globais. Ao afirmar que as emissões de dióxido de carbono (CO2) estão nos níveis mais altos, Ban ressaltou que o mundo está em uma luta contra o tempo para permanecer abaixo da marca de 2ºC, conforme acordado com a comunidade científica internacional e governo dos países. Para ele e boa parte dos participantes da conferência mundial de meio ambiente no Catar, o mundo tem a responsabilidade de gerar resultados concretos em Doha, por meio de um acordo ambicioso para depois de 2015. Uma chance a mais para a criação do futuro da vida, atualmente ameaçado de não existir.
Fontes: www.onu.org.br
              http://verde.br.msn.com
              http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Há desinformação ou desinteresse da grande mídia e também de muitos países (também em parte do Brasil) em relação à crise climática que pode causar acidentes naturais, secas, caos, falta de alimentos e queda na qualidade de vida.

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  2. Ao invés da mídia discutir fim do mundo (por causa do calendário Maia ou do choque entre a Terra e o Planeta X)deveria é questionar os principais pontos deste problema, que a matéria hoje aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania destaca, uma comunicação bem clara e objetiva do Secretário Geral da ONU.

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  3. AVAAZ denuncia em mensagem que chegou ao nosso blog por e-mail que nesse exato momento, uma reserva tóxica de petróleo -- as areias betuminosas -- quase do tamanho das reservas da Arábia Saudita (mas três vezes mais perigosa para as mudanças climáticas), está enterrada no norte do Canadá. A pressão da opinião pública já barrou duas vezes a construção de novos oleodutos para transportar esse veneno, mas agora temos um desafio maior. Um novo acordo comercial, negociado secretamente entre China e Canadá, poderia dar o controle sobre as areias betuminosas a empresas chinesas e a chance de processar judicialmente o governo canadense caso este dificulte a exploração das areias com leis ambientais ou de saúde pública. O primeiro-ministro do Canadá, um homem conservador e próximo da indústria do petróleo, tem um histórico de negação das mudanças climáticas. E, agora, ele está usando essa tática para passar por cima da democracia, com consequências potencialmente devastadoras para o planeta. Isso exemplica o teor dos comentários da matéria de hoje.

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