Causam preocupação em vários países novas casas em assentamentos israelenses
Em comunicado, porta-voz de Ban Ki-moon pede que tanto judeus como palestinos evitem 'ações de provocação' e o próprio secretário-geral da ONU advertiu que se Israel implementar os planos recentes de novos assentamentos isso seria uma "agressão quase fatal" para qualquer perspectiva de paz com os palestinos. Nesta situação, afirmou Ban Ki-moon a paz poderá ser inatingível: "O clima de violência no Oriente Médio é prejudicial à condição de vida lá e em todo o planeta", comenta o ecologista Padinha, aqui, ao editar hoje o nosso blog Folha Verde News. A matéria está em www.estadao.com.br e em praticamente todos os sites jornalísticos de todo o mundo, destacando nesta segunda esta informação, a advertência da Organização das Nações Unidas aos mais radicais, em especial, de Israel. "Muitos judeus pensam diferente do governo israelita sobre a convivência pacífica com os palestino, ainda mais agora que foi aprovado internacional o Estado da Palestina, que não tem direito a voto na ONU mas tem a mesma força moral por exemplo do estado do Vaticano", argumentou ainda o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania, atento ao problema. Destacamos aqui trechos do comunicado oficial nesta questão. "É com imensa preocupação e desapontamento que o secretário-geral soube do anúncio de Israel para construir três mil novas casas em assentamentos em Jerusalém e na Cisjordânia", segundo comunicado do porta-voz de Ban Ki-moon. "Assentamentos são ilegais sob a lei internacional e, se o assentamento ''E1'' for construído, representaria quase uma agressão fatal para as chances remanescentes de garantir uma solução aos dois Estados", cita o documento. A área ''E1'' é de elevada disputa, indo do leste de Jerusalém ao assentamento de Maale Adumim, um dos maiores na Cisjordânia. "O secretário-geral da ONU reitera seu pedido para a retomada das negociações e intensificação dos esforços para uma paz duradoura, justa e ampla e incita ambas as partes a evitar ações de provocação, para assim avançarem as negociações".
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| Palestinos comemoram decisão da ONU mas pode haver mais violência em vez de paz com Israel |
Fontes: www.onu.org.br
Agência Estado
www.uol.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com

Em todos os cantos da Terra a semana começa com perspectivas positivas e negativas de paz no Oriente Médio: a recente aprovação internacional de um Estado Palestino pode levar à paz? A ONU adverte porém que novos assentamos de Israel prodem provocar aumento da violência e atrapalhar as negociações.
ResponderExcluirO reconhecimento dos territórios palestinos como Estado observador não membro da ONU (Organização das Nações Unidas) foi aprovado na quinta (29) na Assembleia-Geral da organização por 138 votos a favor, nove contrários e 41 abstenções, o que foi comemorado como vitória pelos Palestinos e admitido como um avanço até pelos Judeus menos ligados às posições do Governo de Israel.
ResponderExcluirO status de Estado observado é semelhante ao do Vaticano, não garante direito a voto na Assembléia da ONU e fica aquém do reconhecimento pleno, que transformaria a Palestina no 194º membro da organização. Desde a entrada na ONU, em 1974, os palestinos eram representados pela OLP (Organização para Libertação da Palestina), que tinha o status somente de entidade observadora. Desde a década de 80 nosso editor Padinha tinha contatos com a ala cultural da OLP e inclusive participou de debates pela paz entre judeus e palestinos, em São Paulo.
ResponderExcluirO diálogo de paz entre israelenses e palestinos oficialente está paralisado há dois anos: a postura da ONU ou dos países mais avançados é que agora as negociações sejam retomadas. Há este movimento também entre os próprios judeus e palestinos, entendendo que a convivência pacífica melhorará a qualidade de vida no Oriente Médio e ajudará a se criar um desenvolvimento sustentável na região, sempre em conflito há meio século.
ResponderExcluirConforme acabam de noticiar o site Yahoo e a Reuters Israel não irá recuar sobre o plano de expansão dos assentamentos apesar da forte condenação internacional:
ResponderExcluir"Israel continuará a se colocar segundo seus interesses vitais, mesmo diante da pressão internacional, e não haverá mudanças na decisão que foi tomada", disse assessor de Netanyahu. França, Grã-Bretanha e Suécia convocaram para reuniões os embaixadores israelenses em suas capitais para fazerem apelos para mudar o plano de Netanyahu e expressarem profunda desaprovação ao plano para construir mais de 3.000 casas na Cisjordânia ocupada e em Jerusalém Oriental. Israel anunciara o plano de expansão dos assentamentos na sexta-feira passada, um dia após a Assembleia Geral da ONU reconhecer implicitamente o Estado Palestino, mesmo com objeções dos EUA e de Israel. A construção israelense no local pode dividir a região ocupada da Cisjordânia, potencialmente excluindo os palestinos de Jerusalém e diminuindo cada vez mais a esperança de um Estado contíguo.