Estudo mostra que sedentarismo está criando 1ª geração de jovens que viverá menos que seus pais, este é um dos destaques hoje no site socioambientalista Eco Debate, que publica uma reportagem que foi feita originalmente para o jornal O Estado de São Paulo (matéria de Bruno Deiro e Pedro Proença), discutindo como o sedentarismo já ameaça reduzir a qualidade e a expectativa de vida de toda uma geração, citando também (ainda que só de passagem) os problemas da nutrição errônea, típica das atuais sociedades de consumo em todo o planeta, comenta o ecologista Padinha, editor do nosso blog Folha Verde News: o estudo internacional (que inclui o Brasil) mostra que a inatividade física está criando primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. Ele analisa dados e levantamentos feitos no Brasil, Estados Unidos, Grã-Bretanha, China e Índia, alertando que o crescente sedentarismo nestes países ameaça formar a primeira geração de jovens que viverá menos que seus pais. O trabalho, que tem o American College of Sports Medicine como coautor, conclui que em 2030 a inatividade física pode abreviar em até cinco anos a expectativa de vida, caso seja mantido o ritmo atual. As projeções, que tiveram a participação de 70 especialistas ligados às áreas de saúde e educação física, indicam que em 18 anos o Brasil terá diminuído em cerca de 34% os níveis de atividade física desde o começo da década passada. Somente entre 2002 e 2007, a queda foi de 6%. Segundo Lisa MacCallum Carter, executiva global da Nike, que também é coautora da pesquisa, nosso país começa a sofrer os males que já são sentidos há algumas décadas pelos países mais desenvolvidos – de 1965 a 2009, a queda da atividade física nos Estados Unidos foi de 32%.
“As máquinas e carros têm feito as atividades físicas por nós, e isso é uma coisa boa, pois apreciamos o padrão de vida moderno. Mas é preciso observar a quantidade de movimento que é perdida por isso e buscar formas de compensar”, afirma Lisa MacCallum Carter: “Se uma criança está ameaçada de viver uma vida mais curta que seus pais, este fato precisa ser visto como o oposto do progresso humano.”
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| Alimentos industrializados e falta de atividade física estão criando uma geração... |
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| ...onde os magros são uma grande minoria |
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| A moda e a estética contrariam esta tendência da atualidade... |
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| onde Ronaldo é um símbolo da luta contra a obesidade |
As estatísticas levam em conta outros fatores, como especialmente a nutrição nada natural, tipo fast food, mas o sedentarismo tem papel central, especialmente em países desenvolvidos ou em desenvolvimento. Ela lembra que as dez doenças que mais matam nos 50 países mais ricos do mundo estão relacionadas à falta de atividade física: “À medida que as economias crescem, os níveis de atividade física diminuem. No Brasil, cuja economia teve um forte crescimento nos últimos anos, esperamos que isso ocorra em um período bem menor de tempo. Mas ainda há tempo de evitar isso”, acrescenta a executiva da Nike, que patrocinou o estudo pela sua importância de se evitar a condenação da saúde de toda uma geração.
Entre os países em desenvolvimento, os problemas são diferentes entre si. Na China, que nos últimos 20 anos teve uma queda de 45% nos níveis de atividade física, o principal vilão tem sido o excesso de pessoas que trocaram a vida rural pelas cidades. Neste país, os pesquisadores apontam as deficiências das grandes metrópoles, que estimulam o transporte motorizado. O estudo também aponta um viés econômico: a avaliação é de que a inatividade física traz gastos diretos e indiretos de quase US$ 150 bilhões por ano, apenas nos Estados Unidos. Segundo o médico Carlos Alberto Machado, da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a associação com a obesidade é o fator mais preocupante do sedentarismo. Nos EUA, o índice de americanos obesos mais que dobrou nas últimas três décadas e deve atingir 42% da população até 2030. Além disso, cerca de um terço dos americanos estará com sobrepeso, fazendo com que as pessoas com peso ideal ou magras se tornem uma minoria no país. Machado relaciona uma pesquisa da SBC, que mostrou que 49% dos brasileiros são sedentários, com dados do Ministério da Saúde que revelam que 64% da população brasileira está com excesso de peso. “O obeso que faz atividade física diminui o risco. E quem sai da situação de sedentário para pouco ativo (30 minutos de exercícios em 5 dias da semana) reduz em 66% o risco cardiovascular”, lembra Machado.
No Estado de São Paulo, de 2004 até este ano, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) fez um trabalho com 300 adolescentes obesos e concluiu que metade deles tinha tendência à diabete e 32% sofriam de síndrome metabólica (pressão alta, diabete e colesterol elevado). “Esses adolescentes têm fortes fatores de riscos mórbidos. Ou seja: têm grande chances de morrer cedo”, afirma Ana Dâmaso, que é a coordenadora deste núcleo de estudos sobre a obesidade na novíssima geração. Ecologia neles!...
Fontes: www.ecodebate.com.br
www.estadao.com.br
American College of Sports Medicine
Unifesp
http://folhaverdenews.blogspot.com




Uma geração condenada...pela vida boa demais. Existe até um provérbio e música, tudo que é bom engorda. Bom, em termos, na verdade a malhação e uma alimentação moderada, natural, atuam no sentido inverso de criar uma geração saudável, magra, no peso, com tudo em cima.
ResponderExcluirInclusive, no programa Fantástico da Rede Globo um dos quadros de sucesso no momento é a luta de Ronaldo Nazário de Lima, o Fenômeno, destruído precocemente pela gordura, para emagrecer. Ser magro e saudável é o mito de verdade da geração atual, a obesidade é a exceção que virou regra.
ResponderExcluirSe fosse apenas uma questão estética, de moda ou fashion, menos mal, porém, o problema é grave, tanto em termos de saúde, como de falta de cultura ecológica, em termos de nutrição.
ResponderExcluirA busca da ecologia e de uma nova realidade sustentável passam também pela mobilidade, pelo lazer esportivo e em especial por uma alimentação, senão vegetariana (como é o caso do nosso editor) pelo menos natural, de preferência com produtos orgânicos, para transformar a geração condenada em criadora do futuro da vida.
ResponderExcluirPor problemas de peso (e de contusões) Ronaldo teve que parar de jogar, agora está num quadro do Fantástico: na campanha para emagrecer do quadro “Medida Certa”, no programa deste domingo, Ronaldo voltou a treinar com “o amor de sua vida”. As palavras são do próprio craque para denominar o seu antigo instrumento de trabalho, a bola. Fazia mais de um ano que ele não corria atrás de bola. E está tendo que se acostumar com saladas e carnes brancas grelhadas ao invés de salgados e salgadinhos, para tentar vencer a obesidade. Ele se tornou um símbolo dos que encaram este problema. Pela pesquisa, não é pouca gente.
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