Luís Guilherme Barrucho fez em primeira mão no Brasil, via a BBC, reportagem especial sobre este fato, internautas nova-iorquinos preocupados com invasão em massa de ratos após tempestade Sandy. Com estações de metrô e redes de esgoto alagadas pela tempestade tropical Sandy, os habitantes de Nova York começam a se preocupar com uma leva de desabrigados perigosos: os ratos. Alimentado pelos rumores de um possível "ratoapocalipse", o assuntou ganhou rápida repercussão nas redes sociais na web e desde hoje começou a virar notícia nos principais veículos da mídia norteamericana. O boato consistia em uma lógica simples: tal como muitos nova-iorquinos, os roedores acabaram expulsos de suas casas - túneis úmidos e escuros - por causa das chuvas torrenciais, e, agora, estão infestando a superfície à procura de um novo lar e comida. A informação já causa alarde mas ainda não foi confirmada pelas autoridades de saúde dos Estados Unidos. Especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmaram que, mesmo sendo díficil prever o que aconteceu com os milhares de roedores que habitam os subterrâneos da cidade, a hipótese de uma invasão em massa de ratos não está completamente descartada. Milhões deles também podem ter sido mortos com as enchentes (De acordo com os especialistas, é provável que muitos ratos tenham morrido, especialmente os filhotes e os mais velhos, devido tanto ao volume quanto à força das águas). "É impossível quantificar se Nova York enfrentará uma infestação de ratos após a passagem do Sandy, mas acredito que isso seja uma possibilidade real", afirmou à BBC Richard Ostfeld, ecologista do Cary Institute of Ecosystem Studies, na Califórnia. Segundo Ostfeld, já houve situações semelhantes de dispersão de ratos após inundações causadas por grandes tempestades: "Um caso recente aconteceu nas Filipinas. Frequentemente, essas invasões provocam problemas mais sérios, como surtos de doenças transmitidas por esses roedores, como a leptospirose, que ocorre quando o homem tem contato com a urina desse animal. No país asiático, por exemplo, o número de pessoas infectadas pela enfermidade dobrou nos últimos anos".
"É preciso ter em mente que os ratos convivem com o seres humanos há séculos. Apesar de terem sido retirados de seu hábitat natural, esses animais se adaptaram às grandes cidades e têm uma capacidade de sobrevivência impressionante. Eles são excelente nadadores, por exemplo", afirmou Yuri Leite, professor de zoologia da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), consultado pela reportagem da BBC: "Caso as áreas não sejam drenadas ou sequem rapidamente, é possível que os ratos permaneçam mais tempo na superfície, especialmente à procura de comida", acrescentou Yuri. Especialistas lembram que fato semelhante ocorreu após os atentados às torres gêmeas em setembro de 2001, quando as autoridades de Nova York registraram um crescimento na população de ratos nos arredores da tragédia. Naquela ocasião, com menos pessoas circulando e restaurantes fechados nas imediações do World Trade Center, os roedores se proliferaram.
Porém, ao contrário da imprensa e especialistas, em entrevista à televisão americana, Sam Miller, porta-voz do Departamento de Saúde e Sanidade Mental de Nova York, nega esta possibilidade, assegurando que a cidade ainda não registrou "um aumento de ratos na superfície causado pelo furacão Sandy".
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| Uma invasão em massa de ratos após as enchentes da tempestade Sandy é discutida na Internet nos States |
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| O aumento da população de ratos (e as doenças que popagam) são comuns pós-enchentes e alagamentos |
Fontes: BBC
UFES
http://folhaverdenews.blogspot.com


O maior risco desta situação inusitada e digamos, apocalíptica, é acontecer em NY um surto de leptospirose,doença causada por urina de ratos quando as pessoas frequentam áreas que foram inundadas.
ResponderExcluirA leptospirose, comum em áreas alagadas nos trópicos e nos países mais pobres, seria inimaginável num país rico como os Estados Unidos: mas ela é uma ameaça real com a muito possível proliferação de ratos agora em NY, as autoridades sanitárias desta cidade talvez pretendam acabar com o perigo, antes de discuti-lo na mídia, com uma blitz de detetização.
ResponderExcluirA leptospirose, comum em áreas alagas e mais pobres do planeta, seria inimaginável em NY não fosse o desastre causado pela temepestade tropical: talvez as autoridades sanitárias desta cidade queiram acabar com a ameaça, via uma detetização de grande intensidade, antes de discutir o assunto na mídia.
ResponderExcluirOs dois comentários anteriores, quase similares, por um problema técnico, foram reproduzidos aqui no blog. De toda forma, sobre a detitização, alguns médicos sanitaristas e ambientalistas também questionam os produtos químicos usados neste processo, se ele for de grande intensidade poderá representar também ameaça à saúde dos novaiorquinos como um efeito colateral da ratoinvasão pós-Sandy.
ResponderExcluirSandy provoca pelo menos 90 mortes nos Estados Unidos
ResponderExcluirAos poucos, a população tenta retomar a normalidade e a rotina. Em Nova York, os moradores que deixaram suas casas começam a retornar. São informações do site Ambiente Brasil, que não detalha se algumas das mortes foram ou não provocadas por doenças advindas das inundações, como a leptospirose, originada da urina de ratos.
Segundo o amigo Rogério Casagrande, de Vitória (ES) que nos mandou um e-mail, aqui agora resumido, com noticiário da ONU, as consequências da tempestade tropical Sandy serão piores ainda em pontos onde chegou onde a estrutura de defesa civil é menor ainda, como no Haiti.
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