Entre 15 e 20 mil pessoas tiveram suas casas completamente destruídas, danificadas ou inundadas como resultado da tempestade neste país caribenho, informa correspondente do site jornalístico da ONU no Haiti, comentando que Cuba, Jamaica e Bahamas também foram atingidos, em certa proporção mais do Estados Unidos e Canadá. Ban Ki-moon oferece condolências e apoio integral da ONU. "Realmente, a mídia foca os problemas deste desastre natural quase que somente nos Estados Unidos, mas países com menor estrutura para encarar estes problemas, sofreram e sofrem mais, aliás, cientistas e ecologistas já alertam faz tempo que os desequilíbrios do meio ambiente - que também ajudam a provocar os desastres naturais - já vem prejudicando mais os países menos ricos, os mais pobres é que sofrem mais profundamente os efeitos colaterais da natureza e da vida em função de agressões ou de falta da ecologia", comenta o editor do nosso blog Folha Verde News ao postar aqui estas informações. Um funcionário humanitário de alto escalão das Nações Unidas informou ontem que mais de 1 milhão de pessoas no Haiti estão enfrentando insegurança alimentar, para não dizer fome mesmo, como resultado da devastação causada pela passagem de Sandy. O país caribenho foi um dos países onde o furacão causou muitos danos e mortes, juntamente com Cuba, Jamaica, Bahamas e Estados Unidos. O chefe de operação do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA) no Haiti, Johan Peleman, disse que os trabalhadores humanitários ainda estão consolidando os dados da destruição causada pela tempestade e um quadro completo da situação levará algum tempo para ser concretizado. E nós informaremos também aqui no blog.
Enquanto isso, já é certo que entre 15 e 20 mil pessoas tiveram suas casas completamente destruídas, danificadas ou inundadas como resultado da tempestade no Haiti, um dos países mais pobres do mundo.
A OCHA informou estar particularmente preocupada porque o Haiti havia sido atingido por um longo período de seca este ano, bem como por um outro furacão, o Isaac, que passou pelo país em agosto: “Agora, com esta nova tempestade tropical, tememos que uma grande parte da colheita que estava em curso no sul do país possa ter sido destruída completamente”, disse Peleman em entrevista à Rádio ONU.
“A seca e a tempestade anteriores já tinham atingido fortemente a parte norte do país e vimos aumentarem os níveis de insegurança alimentar por lá”, acrescentou. “Com o sul atingido agora, vamos enfrentar nos próximos meses problemas muito graves de desnutrição e insegurança alimentar.”
Há cerca de 1,2 milhão de pessoas que estão em situação de carência alimentar no país, que já é a nação mais pobre do hemisfério ocidental e ainda se recupera de um devastador terremoto em janeiro de 2010.
Peleman observou que ainda há 350 mil pessoas que vivem em acampamentos para pessoas deslocadas internamente, afirmando que o resultado do terremoto e do efeito da tempestada tropical Sandy sobre este grupo deveria ser uma grande preocupação para todos no planeta.
“Os deslocados mais vulneráveis, que viviam em acampamentos, foram evacuados antes da tempestade e estamos agora com a comunidade humanitária e o Sistema ONU reparando tendas, distribuindo novas lonas para que elas possam voltar a viver em condições menos desfavoráveis. Muitas construções leves foram, obviamente, completamente destruídas pela tempestade”.
O acesso também é uma preocupação, visto que algumas estradas foram inutilizadas devido ao furacão, tornando-se mais difícil de alcançar aqueles que precisam. Além disso, os sistemas de água e saneamento terão de ser drenados o mais rápido possível, por conta da ameaça de um surto de doenças transmitidas pela água, especialmente de cólera ou leptospirose (pela urina de ratos em áreas alagadas). A doença ainda é endêmica no país e Peleman diz que é possível ocorrer um aumento dos problemas de qualidade de vida e de incidência de mortes devido a este fator a mais de dificuldade.
A chefe de gabinete do Secretário-Geral da ONU, Susana Malcorra, falou a jornalistas sobre os danos causados pelo furacão em todos estes países citados próxima ao prédio da ONU – o teto da Assembleia Geral sofreu vários danos, assim como equipamentos de comunicação – e informou que as Nações Unidas já estão reavaliando a forma como lidar com desastres naturais após os acontecimentos dessa semana. "E cá entre nós", argumenta o ecologista Padinha, do nosso blog Folha Verde News, "o reequilíbrio ecológico das áreas afetadas pelo desastre natural agora nestes seis países é fundamental, para prevenir outros problemas futuros", citando cientistas que relacionam desastres naturais com os problemas socioambientais da atualidade naquela região do planeta e em praticamente toda a Terra.
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| Para resolver problemas assim além de tecnologia é essencial espírito humanitário e visão socioambiental |
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| Imagem de Porto Príncipe no Haiti onde a qualidade de vida do povo foi mais afetada do que nos States |
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| Os socorros estão chegando de todo lado mas insuficientes, urge criar realidade sustentável na Terra |
Fontes: www.onu.org.br
http://folhaverdenews.blogspot.com



Apenas o fato de que cerca de 1 milhão de pessoas no Haiti estão sofrendo carência alimentar (devido à tempestade Sandy) agora, conforme informou Susana Malcorra, assessora do Secretário Geral da ONU,deveria mudar o enfoque da mídia e das autoridades dos países sobre problemas deste tipo.
ResponderExcluirAlém de tecnologia espacial high-tech e de todo um sistema avançado de informações, a própria ONU argumenta que para resolver ou contornar os efeitos colaterais de Sandy é urgente o espírito humanitário. Isso, além de uma visão socioambiental das autoridades de todo o mundo, para que os desastres naturais sejam melhor resolvidos.
ResponderExcluirÉ melhor prevenir os efeitos diretos ou colaterais de desastres naturais como este agora no Hemisfério Norte do que tentar resolver os problemas de várias ordens que advém de situações assim: para isso é fundamental uma gestão de desenvolvimento sustentável em todo o planeta, reequilibrando a ecologia da natureza com um aumento das atividades econômicas.
ResponderExcluirPor sua vez, nosso editor aqui no blog reitera que Sandy é um alerta sobre os problemas socioambientais que lado a lado com desastres naturais podem dificultar de maneira intensa o avanço e até a sobrevivência do ser humano no planeta, em especial, nos países mais pobres.
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