Neste domingo, quando em 55 cidades brasileiras acontece o 2º Turno das eleições municipais, em muitas delas se percebe - ainda que a mídia nem ao menos registre este movimento subterrâneo - cresce uma polêmica sobre o Voto Nulo, ela está também rolando solta por aqui entre eleitores do interior, por exemplo, constatamos isso aqui em Franca ou em Ribeirão Preto, no nordeste paulista. Consultamos o TSE e outros sites de jornalismo, para que o nosso blog especializado em ecologia (e que dá sempre muito espaço à causas da cidadania) possa informar e discutir com o nosso internauta esta realidade: "Não temos outros interesses como uma parte da grande mídia que é "eleitoreira" em quase todo o país e portanto estamos livres aqui no Folha Verde News para questionar esta situação", diz o nosso editor, o ecologista Padinha. Acompanhe um resumo das informações que têm a ver com esta polêmica, de toda forma, a cultura política do povo está realmente mudando, já não é tão forte o preconceito contra anular o voto, aumentou um pouco o nível de informação dos eleitores e cresceu muito a insatisfação contra a atual estrutura eleitoral, a rebeldia cívica ou o descrédito contra a política atualmente, fatores que fazem com que possa também haver uma maior quantidade de votos anulados agora no returno das eleições municipais de 2012. Dentro deste tema, confira alguns fatos e comentários a seguir.
O maior índice de nulos das últimas eleições para deputado federal foi em 1994: 25,2% dos votos. O seu efeito foi marcar um protesto contra erros, ineficiência ou corrupção do Congresso.
O TSE divulgou, na semana passada, as estatísticas referentes à composição demográfica do eleitorado apto a votar nas eleições agora. As principais manchetes foram dadas à redução do alistamento eleitoral dos jovens com menos de 18 anos. O tom dessas reportagens foi quase sempre negativo. Mas poucos se lembram que oscilações como essa são típicas dos sistemas de voto facultativo, afinal os que têm entre 16 e 18 anos são livres para votar ou não. Não votando, nem precisam pensar em votar nulo. Os eleitores com 16 e 17 anos – votando pela primeira vez em suas vidas – alcançam a marca de quase 2,4 milhões de brasileiros e brasileiras nessa eleição. Assim, o eleitorado de primeira viagem representa menos de 1,8% do eleitorado total. E a maioria deles vai aumentar é o índice de abstenção, simplesmente não votarão, sempre haverá coisas mais interessantes do que a política na lista de preocupações de jovens e adolescentes, ainda bem: foi o que disse um âncora de programa da MTV discutindo se a rebeldia dos jovens os levará a votar nulo.
Para Fernando Gabeira (PV-RJ), o voto nulo é legítimo mas lamenta que uma eleição possa vir a ser decidida por cidadãos menos esclarecidos ou manipulados pela indústria do voto: "A atual estrutura eleitoral favorece os candidatos ou partidos ou grupos que têm muito dinheiro para gastar nas campanhas políticas e contam com a desinformação ou o desinteresse do eleitor”, afirma, chegando a considerar que neste contexto anular o voto possa ser um alerta para os atuais erros e limites da política. Mas e se quem votasse nulo fossem os menos informados, e não os eleitores conscientes? É o que pergunta o jornalista Guilherme Fiúza. “O que é pior: o voto nulo ou o voto entediado? Um eleitorado entediado é capaz, por exemplo, de eleger uma Rosinha Garotinho em primeiro turno”, escreveu ele no site No Mínimo. Desse ponto de vista, o voto nulo não serve tanto como protesto, mas sim como exercício de consciência: se o eleitor não aprova os candidatos o suficiente para votar neles, é melhor não votar em ninguém. “O tédio pode ser mais anárquico que a própria anarquia”, afirma Fiúza, referindo-se à velha tradição dos anarquistas dos anos 30 no Brasil, que pregavam anular o voto. Na atualidade, com uma maior desilusão nos políticos e uma melhor cultura política da população, há argumentos suficientes para um eleitor escolher um dos candidatos ou anular. O voto nulo pode ser hoje um direito legítimo de cidadania, uma escolha consciente de quem não acredita no marketing do horário eleitoral ou não se identifica com nenhuma das duas opções de candidaturas agora no segundo turno. Votando nulo ou não, o que vale é o eleitor pensar bem no que fará na urna, pensando em termos do melhor para a cidade, a população.
Um caso clássico de voto nulo na história das eleições: em 1988, depois do fracasso do Plano Cruzado, o macaco Tião, habitante do zoológico do Rio de Janeiro, foi lançado candidato a prefeito. Terminou em 3o lugar, com 400 mil votos nulos (9,5% do total).
Nesta eleição de 2012, estudantes universitários (também por aqui na Unesp e na USP) fazem campanha pela anulação do voto, com argumentos como A democracia se tornou um espetáculo de televisão. O eleitor escolhe candidatos como produtos. É preciso negar esse sistema. Esta é a mensagem de um folheto distribuído no campus da Faculdade de Medicina em Ribeirão Preto. Outros argumentos também foram divulgados em textos xerocados :...Os candidatos são cada vez mais parecidos. A briga entre eles é falsa e serve para que ainda haja esperança nesta falsa democracia e para que tudo continue como está ... Se o eleitor não está contente com nenhum candidato, tem o direito de anular. É uma escolha legítima como qualquer outra... De toda forma, a polêmica mesmo que ainda subterrânea por causa do tabu quanto ao voto nulo, existe na realidade desta eleição de 2012 mais intensamente do que em outros pleitos. Parece que as coisas estão mudando também neste ponto da questão. Para sociólogo Edson Passetti, pesquisador do Departamento de Política da PUC-SP: "Votar nulo não serve para eliminar corruptos ou os erros atuais da política, mas pode funcionar como uma crítica generalizada. Optar pelo voto nulo é saudável mais como protesto contra todo um sistema.”
Adianta votar nulo?O voto nulo é um protesto que funciona? Tem algum poder para pressionar os políticos que se elegerão? No Código Eleitoral em vigor 50% dos votos nulos não anulam uma eleição, diferentemente do que rezava a legislação eleitoral de 1965. Mesmo que seja somente um protesto ou um alerta, os votos nulos são contados como válidos pela Justiça Eleitoral e servem como um espelho do pensamento do eleitor", comenta por sua vez o editor do nosso blog, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Vou votar nulo e como cidadão já estou lutando pela Reforma Política, que só não interessa aos grandes e mais tradicionais partidos e candidatos, ela deverá mudar a lei eleitoral e avançar a cidadania nas próximas eleições, se a opinião pública pressionar nesse sentido. Nesta eleição agora, concordo com a visão de jovens estudantes da USP, se o eleitor não está contente com nenhum candidato, tem o direito de anular. É uma escolha legítima na democracia".
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| Avançou muito a tecnologia das eleições no Brasil agora |
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| Falta avançar a cidadania na estrutura eleitoral da política |
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| A população precisa pressionar para que acontençam mudanças |
Fontes: MTV
www.super.abril.com.br
http://congresso emfoco.uol.com.br
TSE
http://folhaverdenews.blogspot.com




Não se trata de revanchismo nem do dor de cotovelo dos derrotados no 1º Turno, o voto nulo é um direito legítimo dos eleitores, é contado entre os válidos pela Justiça Eleitoral e pode servir como um protesto ou um alerta para os Prefeitos que serão eleitos agora nas cidades onde têm 2º Turno.
ResponderExcluirCom base nestes argumentos, o nosso editor de conteúdo, o ecologista Padinha, defende o voto nulo, mas adverte: "Não é nada pessoal contra algum candidato ou candidata, anular o voto é uma opção consciente para protestar contra os atuais equivocos da legislação eleitoral, para estimular avanços na estrutura da política no país que virou uma indústria do voto, manipuladora, e também para alertar que existe uma parte da população que está de olho".
ResponderExcluirNosso webespaço, que sempre discute temas de valor para o avanço da cidadania, questiona também o atual sistema político e eleitoral, colocando aqui este post sobre o voto nulo, no exercício da democracia que vigora hoje no Brasil.
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