A assembleia da SIP (Sociedade Interamericana de Imprensa) acontece pelo terceiro ano seguido no Brasil, foi inaugurada hoje após três dias de reuniões preliminares sobre o futuro do jornalismo e a liberdade de expressão no continente, devendo ser concluída amanhã. O presidente da SIP, Milton Coleman, que atua como editor do jornal "The Washington Post", pediu nesta segunda-feira aos governos do continente que garantam a proteção dos jornalistas sem importar sua orientação política, "a liberdade de informação é fundamental para o avanço de um país". "Os governos de direita, de esquerda ou de centro devem proteger aos jornalistas, inclusive os que discordam de sua política", falou Coleman em São Paulo durante o ato oficial de inauguração da 68ª Assembleia Geral da SIP.
Em outras falas e relatórios a conclusão é que em alguns lugares das Américas (também) a liberdade de imprensa é desafiada por governos e pela criminalidade. A proposta é que os meios de comunicação denunciem qualquer ameaça de censura, intimidação, opressão, perseguição ou ataque a jornalistas. Em países como Equador, Argentina, Venezuela e México a liberdade de informação está ameaçada por fatores políticos ou pela criminalidade, que fazem com que a profissão de jornalista possa ser considerada perigosa na atualidade. Tirando por base últimos incidentes, o Equador é o país onde a situação é mais preocupante. Lá, o problema tem sido se manter vivo, em casos mais extremos. O aumento da violência contra profissionais de toda a mídia (também da Internet) causa alarde em várias partes do planeta interior e das Américas. Apenas no Brasil e somente neste ano, sete jornalistas foram assassinados no exercício da profissão.
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| Os governos e a sociedade civil precisam se mobilizar pela liberdade de expressão |
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| Espera-se para amanhã uma moção de jornalistas em apoio a Julian Assange, do site Wikileaks |
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| A liberdade de informação é a principal força e maior risco da mídia Internet |
Apesar dos pesares, o presidente da SIP acredita que o Brasil está à frente de muitos outros países das Américas em termos de liberdade de imprensa. Talvez porisso a assembléia geral da SIP esteja sendo feita em São Paulo. "A força da mídia brasileira se manifesta nesta situação também", analisa por sua vez o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania: "A força das empresas de comunicação é de certa forma uma defesa para os profissionais do jornalismo, mas ela é relativa e urge medidas maiores de segurança na mesma proporção em que crescem as ameaças e as agressões", disse Padinha, do Folha Verde News, "o melhor mesmo é uma mudança cultural, com a valorização da liberdade da informação por todos os setores de todos os países, sociedade civil e governos, a liberdade é importante para tudo e para todos numa Nação".
Fontes: EFE
Yahoo
http://folhaverdenews.blogspot.com




Recentemente, também noticiamos aqui no nosso blog,um jornalista da Folha de São Paulo (André Caramante) teve dificuldades de realizar o seu trabalho profissional por ter sido imparcial na questão da violência em São Paulo, nos solidarizamos com ele via o editor executivo don Grupo Folha, Sérgio Dávila.
ResponderExcluirAntes, ainda em junho, durante a Rio+20, eu iria participar de um evento sobe liberdade de informação, já tinha um relatório com centenas de casos de jornalistas ameaçados em sua atividade, mas a discussão foi tirada da programação.
ResponderExcluirA SIP cita o Equador como o país mais preocupante em termos de liberdade de expressão e risco de vida de jornalistas, mas por contradição foi este país o único a oferecer asilo político a Julian Assange, que tem um conflito político com grupos ligados ao governo dos Estados Unidos.
ResponderExcluirO avanço da webcomunicação está em muito ligado à uma relativamente maior liberdade de informação nesta mídia: assim, interessa a todos os internautas e todos os sites, blogs e webespaços de jornalismo que se estabeleça uma nova cultura de valorização da livre expressão, algo que ajuda com certeza a mudar e avança a realidade de todo país, de toda população.
ResponderExcluirO Ministério Público no Paraná mandou investigar o desaparecimento de um jornalista no interior do Paraná há cinco dias: a notícia foi dada pelo Jornal Nacional nesta noite, como ilustração da assembléia internacional em São Paulo sobre liberdade de informação e ameaças a profissionais de comunicação.
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