Na Grécia, sociedades alternativas do século 21
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| A comunidade Free and Real foi fundada há 2 anos por 4 jovens de Atenas (www.freeandreal.org) |
Uma reportagem especial de Chloe Hadjimatheou está correndo o mundo via a BBC e nós aqui da equipe do blog de ecologia e de cidadania abrimos espaço para estas informações que, no caso do Brasil, funcionam como um alerta ou um estímulo positivo para as mudanças que precisaremos fazer de forma que possamos mudar e avançar a atual realidade (sociedade de consumo) criando o futuro (uma nova maneira de viver, através do desenvolvimento sustentável): "Um dos caminhos para a mudança são as práticas e as idéias alternativas que vêm dando certo em várias comunidades rurais e urbanas, em todos os países, também por aqui no Brasil: esta reportagem mostra este caminho na Grécia", comentou o nosso editor, o ecologista Padinha ao publicar por aqui no blog integralmente a matéria de Chloe Hadjimatheou na BBC. Sem perspectivas, em um país afundado na pior crise de sua
história recente, jovens da Grécia estão recomeçando as vidas em sociedades
alternativas baseadas em princípios radicais de sustentabilidade.
A comunidade Free and Real (Livre e Real, em tradução literal), a sigla em
inglês para Freedom of Resources for Everyone, Respect, Equality, Awareness and
Learning (Liberdade de Recursos para Todos, Respeito, Igualdade e Aprendizado -
também em tradução literal), foi fundada há dois anos no sopé do monte
Telaithrion, na paradisíaca ilha de Evia, por quatro jovens de Atenas. Hoje, ela conta com dez moradores em tempo integral e mais de cem que passam
parte do ano no local. Um dos fundadores do movimento, o webdesigner Apostolos Sianos, afirma que
abriu mão do emprego e de comodidades da sociedade moderna. Os moradores da sociedade alternativa não têm acesso à rede grega de
eletricidade, moram em cabanas comunitárias que eles mesmos construíram e comem
a comida que produzem no local.O excedente da produção é trocado no vilarejo mais próximo por produtos de que necessitem.
"O que outros viram como a crise econômica global, vimos como crise de civilização", afirmou Sianos.
'Tudo em crise'
Para ele, tudo parecia em crise: o sistema de saúde, o meio ambiente, a educação. A semente da ideia foi lançada em um fórum da internet em 2008, mas cresceu até sair do mundo virtual para o real."Quando tomei a decisão de abandonar a cidade e morar neste pedaço de terra, fiquei um pouco nervoso. Mas agora não consigo me imaginar naquele estilo de vida outra vez."
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| Moradores vivem em cabanas comunitárias que eles mesmos construíram (www.freeandreal.org) |
"A crise financeira grega está dando uma enorme oportunidade às pessoas para verem que o sistema em que vivem não está funcionando, então podem começar a procurar alternativas", afirmou Sianos.
Andonis Karantinakis é uma dessas pessoas. Morador da quarta maior cidade da Grécia, Heraklion, ele se considera uma "trabalhador inseguro". Desde que se formou em turismo, trabalhou em bares, restaurantes, lojas, segurança de aeroporto e até como ajudante arqueológico. Sempre temporariamente e nunca com garantias formais. Em 2010, Sklavenitis e outros amigos desempregados formaram a primeira Associação dos Desempregados, com o objetivo de lutar por melhores condições de emprego e apoio psicológico queles que sofrem com o desemprego.
Atualmente, a Grécia paga seguro desemprego de 350 euros (por volta de R$ 870) por mês, durante 12 meses, para quem está com as contribuições em dia.
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Hoje, há dez moradores em tempo integral e mais de cem que
passam parte do ano no local (www.freeandreal.org)
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O diretor da associação, Nikos Karantinakis, é um dos que necessita do auxílio - já que o pouco que produzem no jardim não é suficiente para alimentar a família inteira - pai, mãe e noiva.
Desde a fundação da primeira associação de desempregados, na ilha de Creta, iniciativas semelhantes surgiram em todo o país, nas metrópoles gregas Atenas, Tessalônica e Patras.
"Se o governo não nos ajuda, temos que lutar", afirma Karantinakis.
Fontes: BBC News
http://folhaverdenews.blogspot.com



Estes jovens gregos que estão indo à luta em busca de praticar seus ideais de vida e cultura alternativa antecipam o que poderá vir a acontecer em toda a Europa e em todo o planeta, gerando mudanças necessárias para o futuro.
ResponderExcluirAqui no Brasil, desde o final da década de 70 e em especial a partir dos anos 80, em várias regiões do país se formaram comunidades rurais alternativas (plantando o próprio alimento, vivendo de agroecologia ou produção e venda de alimentos orgânicos, praticando a não-violência ou pelo menos buscando novos padrões de relacionamentos e de comportamnento no dia a dia.
ResponderExcluirEstas comunidades rurais alternativas, desde então, promovem anualmente o ENCA: o nosso editor, ecologista Padinha, participou de alguns destes encontros, divulgando a nao-violência ou participando da organização de shows culturais nestes encontros alternativos: "Este pessoal é a mais autêntica vanguarda do movimento ecológico", diz ele.
ResponderExcluirCom basicamente a mesma proposta desta iniciativa de jovens gregos reportada na BBC, as comunidades alternativas brasileiras, em geral, formada por jovens vivendo seus ideais no meio rural, estão mais de 20 anos à frente desta tendência de a própria pessoa ou nova geração criarem uma nova forma de viver, já que os governos...
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