Há mais de uma década o PV está sob o comando de José Luiz Penna, deputado federal por São Paulo. Apesar da marca, os verdes são um partido convencional, associado ao poder em quase todos os lugares, com todos os vícios e pecados fisiológicos da política brasileira.
Marina e seu grupo imaginaram que poderiam oxigenar o partido, aproximando-o da mensagem da candidata que recebeu quase 20 milhões de votos. Trombaram de frente com a nomenclatura verde -representada por uma Executiva Nacional balofa, onde 58 membros mantêm interesses enraizados.
Há ainda quem defenda, entre os "marineiros", que ela deve brigar dentro do PV e lá permanecer, mesmo como "dissidente", até pelo menos as eleições municipais. Não parece ser a disposição dela própria.
Marina, de qualquer forma, é uma política de combustão lenta. Pondera muito antes de tomar decisões. Saindo, deve levar junto figuras como Fernando Gabeira, João Paulo Capobianco, Alfredo Sirkis e Aspásia Camargo, entre outros.
Está descartada, de qualquer forma, a criação de um novo partido da "causa ecológica", como se cogitou. Primeiro, porque não haveria como viabilizá-lo em tempo hábil para concorrer em 2012. Segundo, porque Marina já está identificada com o ambientalismo e precisa agregar outras bandeiras à sua persona política -e não se isolar entre ongueiros e os povos da floresta.
Sem partido, Marina teria fôlego e instrumentos para "mobilizar a sociedade" em torno de ideias? Ou sumiria, moída pelas engrenagens da política profissional? É difícil discernir, no caso dela, entre utopia, ingenuidade e messianismo". (Fernando de Barros e Silva, no jornal Folha de São Paulo)
Marina Silva coloca os ideais do PV e dela própria como algo acima da disputa por cargos ou poder, enfoca o movimento socioambiental de vários setores da população e as lutas ambientais do momento no país como prioridade: ela várias vezes questionou, o Partido Verde precisa avançar em sua estrutura de democracia, cidadania, ética para vir a ser o instrumento político de um avanço do Brasil para um Desenvolvimento Sustentável. Cabe então uma outra questão a mais agora: os Verdes de verdade e a população vamos juntos criar nosso futuro?
ResponderExcluirEm qualquer organização que se diz democrática, o interesse individual jamais deve prevalescer em detrimento do todo, ou seja, sobre o interesse da maioria.
ResponderExcluirPortanto, para continuar crescendo, o Partido Verde deveria realizar um plebiscito a nivel nacional para saber o que pensa a maioria dos filiados e decidir o que será melhor para manter o crescimento alcançado junto com Marina
Silva.
Blog de Reinaldo Azevedo (que via de regra defende posições ruralistas) publica surpreendentemente matéria de revista norteamericana mostrando a "caça" a propostas e também a lideranças ambientalistas no Brasil de agora: a crise do PV também pode potencialmente ter sido "plantada" dentro desta estratégia para neutralizar a luta socioambiental?...Confira.
ResponderExcluirReportagem publicada na revista americana “The New Yorker”.
"A revista americana “The New Yorker” publicou em seu site, nesta quarta-feira, uma critica assinada pelo escritor e correspondente internacional Jon Lee Anderson descrevendo um panorama político-ambiental que pede que os ativistas estejam “preparados para uma amarga batalha”. O autor cita acontecimentos nos meses de maio e junho agora para afirmar que, “com a febre do desenvolvimentismo se espalhando pelo Brasil, parece que está aberta a temporada de caça não só da Floresta Amazônica mas também das pessoas que tentam protegê-la”.
Entre os episódios recentes destacados por Anderson está a aprovação do novo Código Florestal na Câmara dos Deputados em 24 de maio. O jornalista ressaltou que a mera expectativa da nova lei gerou um aumento de 500% nos incêndios florestais e desmatamento em março e abril, os meses de debate que antecederam a votação. Ele cita as preocupações do industrial Israel Klabin, presidente da Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável, a respeito do “impacto tremendo” que a reforma do texto pode provocar, como o aumento da emissão de gás carbônico de 17 bilhões para 28 bilhões de toneladas ao ano. A reportagem criticou o governo da presidente Dilma Rousseff, descrita como “uma tecnocrata pró-desenvolvimentismo”, por aprovar, uma semana depois, a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte no rio Xingu, que vai inundar “cerca de 120 mil acres [48 mil hectares] de floresta amazônica, incluindo parte da terra tradicional dos índios Kayapós”.
"Anderson também comentou a coincidência de a aprovação do texto na Câmara ter acontecido no mesmo dia que o casal de extrativistas José Claudio Ribeiro da Silva e Maria do Espírito Santo foi executado em Nova Ipixuna (PA). “Quando um parlamentar anunciou a notícia dos assassinatos no Congresso e pediu uma investigação, uma vaia surgiu da bancada de ruralistas apoiada pelo agronegócio”, escreveu o repórter.
"Ele listou as outras três mortes no Pará e em Rondônia nas duas semanas seguintes e citou fontes especializadas que acompanham as investigações dos crimes para mostrar como, mesmo com a mobilização do governo federal para proteger outras 125 pessoas ameaçadas de morte na região, ainda não há garantias reais de que os assassinos não sairão impunes".
“O Pará é conhecido no Brasil como o ‘Estado sem lei’ por sua falta de resposta judicial aos crimes. De centenas de homicídios registrados no Estado, poucos suspeitos já foram presos”, disse Anderson, que lembrou um dos casos mais notórios como um dos poucos a ser encerrado com uma condenação, o da freira e ativista americana Dorothy Stang, assassinada em 2005.
Para o repórter da “New Yorker”, o cenário chega a ser pior que o das favelas dominadas por traficantes de drogas. Ele reproduziu o relato de José Junior, um dos fundadores da ONG carioca AfroReggae, do velório de Eremildo Pereira dos Santos, morto também em Nova Ipixuna. “Junior, que cresceu em uma das favelas mais duras do Rio, escreveu: ‘Nunca em minha vida fui a um velório como esse, onde os presentes tinham medo demais de chorar’, contou.”...
COMENTÁRIO DE CARLOS CHAGAS DIRETO DE BRASÍLIA PARA REFLEXÃO DA REDEPV
ResponderExcluirA Palavra da Corte
Carlos Chagas comenta os fatos políticos direto de Brasília
Rodrigo Ramon/Rádio Jovem Pan
Carlos Chagas
Podcast
O Partido Verde estará, se o rumor se confirmar, abrindo mão dos 20 milhões de votos que a ex-senadora conquistou na eleição presidencial do ano passado, tudo isso porque alguns líderes obscuros tentam dominar a legenda, segundo Carlos Chagas. O PV sem Marina Silva, hoje, é quase igual ao PT sem Lula, algo inimaginável.
PERFIL DO PROFESSOR ARNALDO QUE POSTOU AQUI COMENTÁRIO A FAVOR DE PLEBISCITO NO PV AGORA
ResponderExcluirBlogger
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Prof. Arnaldo Cerioni Filho
Sexo: Masculino
Signo astrológico: Touro
Atividade: Ensino
Profissão: Professor
Local: Osasco : São Paulo : Brasil
Quem sou eu
Professor de cursos técnicos de logística e administração e militante do Partido Verde na Bacia 06 - Osasco - SP.
Interesses
Preservação do meio-ambiente
paisagismo e jardinagem.
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O Patriota
O Gladiador
O Mensageiro.
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Rock dos anos 60
clássica e MPB.
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