O caso deste dissidente político e prisioneiro de Cuba teve grande repercussão internacional, ele que usou uma tática de luta da Não-Violência, difundida há muito tempo pelo exemplo de Mahtma Gandhi na libertação da Índia: o cubano Guillermo Fariñas encerrou ontem, à noite uma greve de fome de mais de 130 dias depois de o governo de Cuba ter anunciado a libertação de presos políticos. No último domingo, os médicos que tratavam do dissidente durante a greve de fome anunciaram que ele corria risco de morrer. Mas, ainda na quarta-feira, as autoridades cubanas concordaram em libertar 52 presos políticos, que deverão ir para o exílio na Espanha, a maior liberação em massa de dissidentes em décadas. O governo de Cuba estava sendo pressionado a libertar os dissidentes desde que outro prisioneiro em greve de fome, Orlando Zapata Tamayo, morreu em fevereiro. Depois da morte de Tamayo, Fariñas iniciou sua greve de fome.
Alimentação intravenosa
Segundo o correspondente da BBC em Havana, Michael Voss, Guillermo Fariñas estava recebendo alimentação intravenosa em um hospital na cidade de Santa Clara desde março, ele que nas últimas semanas continuava a recusar qualquer alimento e até a beber água. Nos próximos dias com ceretza e já na Espanha, Fariñas explicará o objetivo e porque escolheu uma arma da não-violência para a sua luta. De toda forma, todos os que se preocupam com as causas humanitárias, entre elas, a liberdade, recebem com alívio esta notícia, além de Fariñas, outros 52 cidadãos cubanos resgatam os seus direitos humanos.
Fonte: Reuters e BBC

Uma vitória da Não-Violência dentro da crueldade que virou o dia a dia em todo o planeta.
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