MPL se reúne em São Paulo com autoridades hoje de manhã no Sindicato de Jornalistas
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| Na sede do Governo em Brasília quase 10 mil jovens protestam também contra a repressão policial |
"Está mantido o convite para o prefeito Fernando Haddad se reunir com gente nessa quarta-feira (hoje) às 10h no Sindicato dos Jornalistas", confirmou ao site
Brasil de Fato um dos integrantes do
Movimento Passe Livre, que iniciou a onda de protestos em São Paulo. Ele porém negou que algumas outras autoridades governamentais e policiais também tenham sido convidadas para o encontro, que tem por pauta específica a tarifa dos transportes públicos na capital paulista. "Os jovens do
Movimento Passe Livre precisam se cuidar para não serem manipulados por autoridades governamentais ou policiais, que mudaram de estratégia e agora pretendem se infiltrar no movimento e conduzir ou monitorar as manifestações", comenta aqui na redação do blog da cidadania e da ecologia,
Folha Verde News, o nosso editor: "Os melhores parceiros para o
MPL são mesmo os estudantes e outros setores do povo que espontaneamente adere aos protestos para mudar e avançar a realidade, pura cidadania e amor à Nação", diz o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha deste blog, sugerindo "cautela nessa hora". A redução das tarifas continua sendo a pauta central dos protestos, mas a pauta com a entrada nas manifestações em algumas das principais cidades de todas as regiões do país de outros setores da população, já incluem protestos contra a repressão e a violência, reivindicacões a bem da qualidade de vida da maioria da população, repulsa à corrupção e incompetência dos governos e dos políticos ou partidos tradicionais, enfim, mudanças na estrutura do Brasil. Estamos incomodando para mudar e avançar o país, diziam de formas diferentes em variados lugares várias faixas ou até pequenoscartazes de cartolina. Muitas mensagen também diziam apenas paz. A hipótese de infiltração de agentes policiais ou de jovens a mando da Polícia ou de autoridades políticas para tumultuar as manifestações, que buscam ser pacíficas, já está sendo investigada até pela grande mídia. Mas telejornais como em especial da
Rede Globo destacam mais as cenas de vandalismo e de violência do que até mesmo a multidão em manifestações feitas com inteligência e paz. Outro dado é que sites como
Uol, Terra e dos principais jornais todos falam em cerca de 250 mil manifestantes por todo o Brasil, quando na verdade este número (que foi baseado em cálculos da própria PM) deve ter na realidade passado de 500 mil pessoas. Para a
BBC também foi a maior manifestação de protesto e de cidadania dos últimos tempos no Brasil, lembrando o que acontecia durante a Ditatura Militar ou campanhas como o impeachment de Collor. Os caras pintadas agora às vezes aparecem mascarados mas a maioria participa do movimento de cara limpa. De acordo com o
Datafolha, 71% dos presentes participaram ontem pela primeira vez do protesto. A
Folha/Press fez gráficos e levantamentos, informando por exemplo que a maioria dos manifestantes tem entre 26 e 35 anos e 81% se informaram do ato pelo Facebook. No total, 85% dos presentes buscaram informações pela Internet.
Ontem, o tom pacífico da manifestação de cerca de 100 mil pessoas, só foi tumultuado ao final, diante do Palácio Bandeirantes, sede do Governo Alckmin, por volta das 21h30: estudantes chegaram a dizer que foram "elementos infiltrados" que forçaram portões de entrada e começaram a bagunçar a manifestação, em prejuízo da pauta de reivindicvações que queríamos apresenhtar". TVs mostraram estudantes conseguindo evitar que algumas pessoas depredassem e queimassem ônibus, no mesmo local. O portão chegou a ser derrubado mas o Palácio não foi invadido mesmo porque foi o estopim para que policiais novamente usassem de força excessiva.
Em todos os países jornais e sites destacam o movimento de cidadania dos jovens brasileiros
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| Além de problemas de transporte, qualidade de vida do povo e violência, temas das manifestações |
Os protestos que reuniram pelo menos 500 mil pessoas ontem nas principais capitais brasileiras estão sendo destaques das manchetes na imprensa internacional nesta terça-feira. O jornal americano
New York Times disse que milhares de manifestantes tomaram as ruas para protestar contra o alto custo de vida e os gastos com reformas e novos estádios de futebol. A rede britânica
BBC informou que protestos contra o aumento das passagens e as despesas com a Copa de 2014 se espalharam em São Paulo, Brasília, Porto Alegre, Salvador, Curitiba e Rio, onde, como em São Paulo, também uma multidão se manifestou pacificamente a maior parte do tempo, acontecendo incidentes isolados. "O descontentamento no Brasil provoca o maior protesto em décadas", diz a manchete do site do jornal espanhol
El País, acrescentando que o subida do preço das tarifas de transporte se torna pretexto para lutar por uma sociedade mais justa. O jornal argentino
El Clarín destaca as bombas lançadas contra a Assembleia Legislativa do Rio. O jornal britânico
The Guardian diz que uma "espiral de alto custo de vida e serviços precários provocam onda de protestos no Brasil". O francês
Le Monde resume: "Uma maré de manifestantes no Brasil, algumas cenas de caos no Rio" e comparou as manifestações com os protestos que tiraram o presidente Collor do poder. O jornal italiano
Corriere Della Sera destaca: "Confrontos e feridos no Rio de Janeiro, em protestos contra os gastos da Copa do Mundo". O site da rede árabe
Al Jazzera diz que "manifestações contra o alto custo do transporte público e com a Copa do Mundo de 2014 refletem a insatisfação com as politicas do governo".
No caminho, os manifestantes chamavam a população para participar. Nas janelas dos prédios, as pessoas colocaram lençóis e toalhas brancas em apoio à passeata. "Não vim brincar, vim protestar", disse a aposentada Marita Ferreira, 82, que fez questão de participar no meio da massa jovem. E jovens de outros países continuam mostrando solkidariedade aos brasileiros. Bruno Garcez, da
BBC, informa que haverá manifestação de apoio aos jovens brasileiros, a convoicação foi feita pelo
Facebook e já garantiu a participação de mais de 6 mil pessoas hoje. "Berlim e Dublin já haviam realizado eventos. E vi que Londres ainda não tinha se manifestado. Criei o evento na
Internet na sexta de manhã e sinceramente não estava esperando muita gente. No primeiro dia, havia pouco mais de cem pessoas. Agora, já são mais de 6 mil confirmados'', disse o jovem Azevedo, brasileiro e gaúcho que estuda em Londres. Até a conclusão desta matéria, já haviam confirmado presença um total de 6.656 pessoas na manifestação de apoio na capital inglesa, 17h lá, 13h no horário de Brasília.
Fontes: BBC
www.uol.com.br
www.brasildefato.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com
Segundo pesquisa local feita em SP pela Datafolha 31% dos manifestantes estavam ali para protestar contra a repressão e a violência, este dado mostra a opção por um movimento que use a inteligência e a proposta de um país menos violento.
ResponderExcluirAlém da não-violência, outras motivações segundo o mesmo instituo foram a luta contra a corrupção e a questão das tarifas, do próprio transporte público e qualidade de vida da população, carente de investimentos governamentais, como educação e saúde.
ResponderExcluirA grande maioria dos manifestantes, diz a Datafolha, são universitários (77%) o que reforça a proposta de mudanças de conteúdo e forma pacífica de manifestação.
ResponderExcluirMesmo que 86% dos manifestantes tenham dito à Datafolha que não tem partido, a manifestação evidentemente foi politizada, no sentido positivo, de cidadania. Isso também serve de apoio à hipótese de infiltração de "elementos estranhos" ao movimento dos jovens.
ResponderExcluirHá duas teses sobre estas "inflitrações": grupos menos politizados e/ou mais radicais da juventude e mesmo, jovens a mando de policiais e outros interessados em tumultuar ou neutralizar a força do movimento, provocando vandalismo, dando margem à repressão violenta.
ResponderExcluirA própria ONU se mostra preocuipada com os índices de violência mesmo com manifestações pacíficas, como está hoje no site Terra. A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu nesta terça-feira às autoridades brasileiras moderação na resposta aos protestos sociais que se multiplicaram no país, ao mesmo tempo em que conclamou os manifestantes ao protesto pacífico. Os protestos que começaram na semana passada em São Paulo contra o reajuste das tarifas de transporte público se estenderam ontem, com novas reivindicações, em diversas cidades do país.Pillay encorajou às partes a estabelecer um diálogo aberto para encontrar soluções para demandas sociais que considerou válidas. "Com mais protestos planejados, nos preocupa que o uso excessivo da força por parte das forças policiais possa se repetir", disse Pillay em uma declaração escrita. A funcionária da ONU afirmou ainda que estas são as manifestações cidadãs mais importantes vistas no Brasil nos últimos vinte anos.
ResponderExcluirAinda hoje tb e dentro deste tema, no site Uol um resumo do post. A ONU (Organização das Nações Unidas) pediu nesta terça-feira (17) que o Brasil promova uma investigação independente para apurar excessos da Polícia Militar na repressão às manifestações iniciadas na semana passada.
ResponderExcluirA cobrança foi feita em comunicado emitido pelo Alto Comissariado para os Direitos Humanos. O documento pede às autoridades que garantam a realização de protestos pacíficos em todo o país.