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domingo, 16 de junho de 2013

NOVA GERAÇÃO DO MOVIMENTO DA CIDADANIA BUSCA NOVAS FORMAS DE IR À LUTA

Jovens se articulam na contramão do caos e da violência indo à luta com criatividade e paz


Mariana Della Barba, da BBC, faz uma reportagem que está agitando corações e mentes não só na web e nós aqui do blog da cidadania e da ecologia  - que sempre abrimos nosso webespaço para iniciativas exemplares -  não poderíamos deixar passar em branco a proposta feliz deste movimento Imagina na Copa, bem como outras ações similares ou com o mesmo objetivo, como é também o projeto Atados, criado por três amigos formados em administração na USP. Os criadores do projeto Imagina na Copa deixaram seus empregos para poder estruturar este movimento, que começa com ações simples em busca de uma nova realidade no país: ônibus atrasado? Aeroporto cheio? Fila demorada? Chope quente? Sistema educacional precário?... Quem nunca reclamou desses e de outros tantos problemas aqui no Brasil?...Em uma tentativa de passar das lamentações para a ação, um grupo de quatro amigos que mora em São Paulo resolveu fazer algo a respeito. Pra isso, aproveitaram a frase que virou um dos bordões mais populares do país e criou o projeto Imagina na Copa. Só que nele a frase assim pessimista ganha uma conotação oposta, para incentivar iniciativas positivas e transformadoras que possam vir a ser realizadas até o início do Mundial da Fifa no Brasil. No site da organização da sociedade civil, um novo vídeo é incluído toda semana com uma nova história de um projeto criado por um jovem que, de um jeito ou de outro, está fazendo algo para tentar melhorar o país. A ideia é justamente dar visibilidade para essas iniciativas para que elas possam crescer. "A Copa é um momento histórico e não podemos, de jeito nenhum, perder essa oportunidade. Só que, no nosso caso, preferimos não ficar só reclamando", diz Mariana Campanatti, uma das criadoras do Imagina. "E então começamos a pensar em como reverter esse pessimismo e essa falta de ação", acrescenta outra sócia, Mariana Ribeiro. "Mostrar para essas pessoas que reclamavam que existem, sim, coisas legais acontecendo perto de onde vivem, feitas para mudar problemas à nossa volta". "A gente sempre duvida de nosso potencial para mudar e avançar a realidade do país e da vida, mas toda iniciativa é muito válida, foi este mesmo tipo de ideal que fez a gente criar o nosso blog", comenta por sua vez o editor de conteúdo aqui do Folha Verde News, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Confira na sequência um resumo da idéia do pessoal do Imagina tal como foi postado na BBC e que isso possa estimular mais gente, vamos todos à luta, usando a inteligência, precisamos mesmo encarar e tentar resolver os problemas brasileiros, mas precisamos ir à luta com criatividade e com paz".


Os quatro jovens fundadores do Imagina pertecem à nova geração do movimento de cidadania

Uma das primeiras ações apoiadas é a que estudantes fazem sobre rota dos ônibus em Sampa

Uma nova geração e uma forma mais sutil e criativa de ir à luta para mudar a realidade

À medida que o projeto tomava forma na cabeça dos quatro idealizadores, Fernanda Cabral, Tiago Pereira, Mariana Campanatti e Mariana Ribeiro, eles começaram a questionar os próprios empregos e definindo melhor os objetivos da sua ação. "Não estamos facilitando a vida da Prefeitura, mas, sim, a nossa vida. Mostrar que dá para fazer algo, seja sinalizar as rotas de ônibus ou criar uma biblioteca ambulante, é um jeito de pressionar o governo". Foi nesse momento que Fernanda Cabral percebeu que o Imagina na Copa poderia ser apenas "uma paginazinha na Internet ou uma coisa grande". Ela diz que a chamada rede de apoio dos quatro, formada especialmente por seus pais, - viva o paitrocínio! - isso pêde bancá-los no começo e eles então pediram demissão de seus empregos. Em seguida, eles lançaram uma ação pra arrecadar dinheiro em um site de arrecadação coletiva de verbas, em que qualquer pessoa pode doar dinheiro para um projeto específico. Com 294 doadores, eles conseguiram os R$ 25 mil que precisavam para investir em um site, em vídeos e na primeira oficina para capacitar jovens que pudessem repassar as ideias da organização e das ações selecionadas. Segundo os jovens idealizadores, os projetos geralmente são simples e fáceis de ser reproduzidos em outras partes do Brasil, e procuram resolver um problema real. É o caso, por exemplo, do "Que ônibus Passa Aqui?". A iniciativa disponibiliza em seu site um adesivo usado para escrever qual ônibus passa em determinando ponto. E são os próprios cidadãos que imprimem e colam essa etiqueta nos pontos de ônibus da cidade. O projeto "Que ônibus passa aqui?" foi criado em Porto Alegre, onde a Prefeitura sinalizou que ia bancar o projeto, mas acabou recuando - e foram jovens então que por conta própria acabaram adesivando os pontos cidade, ajudando assim usuários do trânsito. "A Copa é um momento histórico e não podemos, de jeito nenhum, perder essa oportunidade. Só que, no nosso caso, preferimos não ficar só reclamando". Ações como essa abrem espaço para a discussão sobre se o Imagina na Copa e seus incentivadores não estão cuidando de um problema que não é apenas da população, e, sim, do governo. "Repito que não estamos facilitando a vida da Prefeitura, mas, sim, a nossa vida", afirma Mariana Ribeiro. "Mostrar que dá para fazer algo, seja sinalizar as rotas de ônibus ou criar uma biblioteca ambulante, é um jeito de pressionar o governo." Eles também dizem acreditar que a Internet é a ferramente ideal para reverter esse pessimismo pré-Copa, mas não pode nem precisa ser a única. “Não somos contra o ativismo de sofá, mas achamos que uma hora você tem que sair do sofá", diz Mariana Ribeiro, em referência a movimentos organizados principalmente em mídias sociais, que costumam ser criticados por não terem ações fora do ambiente online. “São formas de ativismo complementares", afirma Mariana Campanatti. "Do seu sofá, você encontra pessoas com a mesma causa, que eventualmente saem de casa para realizar algo". "Tudo bem a pessoa não fazer nada, mas ela tem que pelo menos começar a pensar", acrescenta Fernanda. "A reflexão é para todos, a ação, não". Em uma história que se assemelha à do próprio Imagina na Copa, o projeto Atados foi criado por três amigos formados em administração na USP também em São Paulo. É uma espécie de rede social que ajuda pessoas que querem fazer trabalho voluntário, mas não sabem direito por onde começar. No site, que centraliza essas vagas, a pessoa se cadastra e começa a procurar ações ou causas das quais gostaria de participar. Há dezenas de instituições cadastradas, como a Fundação Gol de Letra e o Instituto Alana. Feita a escolha, o site faz a ponte entre voluntário e instituição. Uma das ações que mais chamaram a atenção pelo tom humanitário foi a chamada de voluntários para organizar a festa de casamento entre dois idosos que viviam em uma casa de repouso. Para as fundadoras do Imagina na Copa, o Atados é mais um exemplo de projeto inovador pensado e colocado em prática por jovens. "De repente, com a estratégia errada das autoridades públicas e policiais, provocando violência nas manifestações civis, como agora tem acontecido em várias cidades e situações, iniciativas alternativas e diferentes como estas podem abrir um novo caminho ou pelo menos um atalho para o movimento de cidadania encarar os problemas brasileiros em variados setores, como por exemplo na área socioambiental que também usa muito as redes sociais, e assim, quem sabe, se possa agilizar a busca de uma outra realidade para o país e para a vida na atualidade", diz Padinha aqui no nosso blog, que tem como objetivos lutar via a informação pela Não-Violência (uso da inteligência e não da força) e pelo Desenvolvimento Sustentável, a nova cultura ou forma de viver que equilibra ecologia com economia no avanço que poderá vir a ser decisivo para a criação coletiva do futuro, missão de todos nós.

Fontes: BBC
             www.imaginanacopa.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. Depois de termos feito aqui no blog nestes dias matéria como os problemas indígenas e sobre as manifestações de jovens, que acabaram virando violência e caos pela intervenção policial, estas iniciativas da juventude como o Imagina na Copa são um oásis e mostram uma nova alternativa de luta.

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  2. Por aqui mesmo em nossa macrorregião, nordeste paulista e sudoeste mineiro, bem como em todo o interior do país existem ações que buscam também fazer a diferença cde uma outra forma, inovando também na linguagem ou na prática, dentro do movimento ecológico, de cidadania ou cultural. Via a informação é que se pode ir construindo uma rede.

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  3. Não se trata de crítica ao Imagina na Copa mas somente de um reparo a declarações de seus idealizadores nesta matéria da BBC: pelo que saiu postado, parece que este movimento prioriza apenas ações de jovens. Se for isso, deveriam abrir o Imagina a gente de todas as faixas etárias, como crianças ou adultos e até idosos. A cidadania não tem barreira nenhuma, nem de idade.

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  4. Dentro do contexto do comentário anterior, citamos por exemplo de cara a iniciativa do editor deste nosso blog que está realizando - para lançar durante a Copa do Mundo - um documentário "Não-Violênbcia X Fim do Mundo", que tem também este pique alternativo de luta cultural e de cidadania.

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  5. Só nesta semana tivemos mais de 1.220 internautas acessando o nosso blog e se vc entrar tb por aqui, mande o seu comentário sobre o Imagina na Copa e outras iniciativas do tipo: envie sua informação sobre algo que esteja sendo feito na sua cidade ou região, externe sua opinião sobre este assunto, mandando seu e-mail para a nossa redação: navepad@netsite.com.br

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  6. Iniciativas como Imagina na Copa e Atados estão entre as alternativas do movimento de criação do futuro citadas na entrevista de Richen Patel, líder da entidade Avaaz, que é também um site e um movimento de cidadania: esta matéria com Patel é o destaque da atual edição da revista Época, que fala também das manifestações dos jovens que geraram violência policial, matéria-capa da Época desta semana.

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