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domingo, 23 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES NO BRASIL CONTINUAM E JÁ COMEÇAM A SER DIGERIDAS

Repercutem os protestos aqui no país e no mundo e a Revista Época faz edição histórica nesta semana: o nosso editor reúne comentários aqui, ele que vem fazendo há um ano um documentário sobre a violência da atualidade, a ser ser lançado em 2014, durante a Copa do Mundo no Brasil


Fernanda Nidecker, da BBC Brasil em Londres, faz a comparação com protestos que aconteceram e acontecem na Espanha, Turquia, Egito e até no Irã. A agência internacional de notícias Reuters faz algumas comparações entre o que acontece agora no Brasil com o filme de Olivier Assayas "Depois de Maio", que recria o clima de rebeldia da geração de 1968 que começou na França e se tornou um movimento da juventude em todo o planeta, também por aqui. Já ainda neste domingo, saindo à frente em termos mesmo de jornalismo de outras revistas semanais como Veja e Isto É, a revista Época analisa "o sentido da voz rouca das ruas", ouvindo dez especilistas que procuram entender o que move milhões de brasileiros e brasileiras que estão se manifestando em grandes, médias e pequenas cidade de todas as regiões do país: aqui neste webespaço de cidadania e de ecologia - Folha Verde News - abrimos nosso webespaço a um resumo de conotações e de comentários sobre estes fatos para aumentar o potencial de análise e até de vivência cultural da nossa realidade de agora por parte des cerca dos 200 mil internautas que tem visitado este blog, argumenta nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha: "Quando nos anos setenta, eu garotinho não tive a oportunidade de ver tantas análises do que acontecia, mas então, eu estava no meio do vulcão dos acontecimentos, agora com mais informações, a atual Geração Facebook, que tem incendiado as redes sociais em geral e as ruas do país com esta manifestações, pode conseguir conquistar uma melhor sequência de todo este esforço coletivo para mudar e avançar o país, a vida", comenta por aqui Padinha, ele que edita este blog e está em meio à realização há já um ano de um documentário sobre a violência: "De repente, bem antes destas manifestações comecei um documentário discutindo a atualidade de violência e o processo de mudança da realidade ou o caos, este trabalho ficou supercontemporâneo", informando aqui  e agora que as filmagens, gravações e edição final  do seu documentário deverão ficar prontas para serem lançadas somente durante a Copa do Mundo em 2014, brincando: "Até lá vai dar tempo prá entender o que está rolando", conclui Padinha, que se identifica com o pique da chamada Geração 68, confessando que "fui preso, torturado, censurado mas nunca sofri tanto como agora, ou seja, nuna fiz algo cult que tenha demorado tanto, isso se deve ao tipo de produção independente, é diferente de quando eu fazia um documentário ou até duas ou três reportagens por mês", referindo-se a produções que escreveu, dirigiu, editou para a TV, via a Blimp Filmes em São Paulo tempos atrás, para o programa Globo Repórter.

O filme "Depois de Maio" recria o clima cult da Geração 68 que tem a ver com a atualidade do país também


Agora já é possível digerir as manifestações que estão incendiando as ruas, corações e mentes do Brasil

Capa desta edição histórica da Época, especial por causa dos depoimentos de dez analistas sociais
Conotações, comentários e comparações que formam um documento cult de grande valor agora

Enquanto o filme de Olivier Assayas, "Depois de Maio" faz retrato da contracultura em um momento chave do século 20, a recente onda de manifestações que varre o Brasil de Norte a Sul surpreendeu muitas pessoas, que assistiram atônitas à forma como um movimento que começou pequeno, contra o aumento da tarifa de transporte público, agora abraça outras causas e consegue mobilizar milhões de pessoas em centenas de cidades brasileiras. Apesar de surpreender, as manifestações brasileiras seguem tendências que vem se repetindo em outros países. Para investigar de que forma os atuais protestos se parecem com os ocorridos no exterior nos últimos cinco anos, foram ouvidos no seu site jornalistas que trabalham no Serviço Mundial da BBC. Eles falaram sobre as mobilizações que sacudiram cada um de seus países - o Irã, em 2009, o Egito, em 2011, a Espanha, também em 2011, e a Turquia, nas últimas semanas. Apesar de terem motivações diferentes, esses protestos têm em comum o fato de terem sido organizados e promovidos nas mídias sociais, como as manifestações no Brasil.  Além disso, há outras semelhanças: na Turquia, por exemplo, os protestos também não têm uma liderança clara, enquanto que, na Espanha, os líderes das manifestações não tinham clara  uma vinculação com partidos políticos. O "Depois de Maio" é um filme de certa forma, sobre momento antes, durante e pós-68, mas também não deixa de reverberar até hoje o eco da voz rouca das ruas, tema desta semana da Revista Época. Vale a pena buscar nas bancas ou acessar o site desta revista, indicado nas fontes abaixo e acompanha esta excelente reportagem sobre o acontecimentos de agora, ouvindo 10 especialistas, como o filósofo da Unicamp,Roberto Romano, o cientista polírico da FGV, Fernando Abrucio, o historiador da USP, Carlos Guilherme Mota, a psicanalista Maria Rita Kehl, que integra a Comissão Nacional da Verdade, Alberto Almeida, que é um pesquisador do respeitado Instituto Análise, o sociólogo da USP e pesquisador da Unicamp, José Augusto Guilhon Albuquerque, bem como o professor da UFRGS, Denis Rosenfield, compondo um contexto cultural e político coletivo de muito valor e de muitas informações, sendo esta reportagem da Época um trabalho super bem feito com fotos de Marcio Fernandes/Estadão Conteúdo, Rogério Albuquerque/ Ed. Globo, Joel Silva/Folhapress, José Patrício/Estadão Conteúdo, Filipe Redondo/Ed. Globo, Wenderson Araujo, divulgação, Camila Fontana/Época, Ana Paula Paiva/Valor/Folhapress e Ueslei Marcelino/Folhapress. Vale conferir esta reportagem especial desta revista sobre a maior onda de manifestações de rua no Brasil desde as lutas da juventude pela liberdade nos anos 60, 70 e 80. Agora, a perspectiva, como aconteceu então na chamada Geração 68, a perspectiva hoje da Geração Facebook é mudar a realidade e criar o futuro.
Fontes: BBC              Reuters           

  www.revistaepoca.globo.com              http://folhaverdenews.blogspot.com  

5 comentários:

  1. De repente, o editor do Folha Verde News vira também personagem deste post de comentários sobre as manifestações de rua no país por três motivos: ele participou do movimento de cidadania que derrubou a Ditadura, está agora fazendo um documentário sobre a violência (que também está nas ruas) e reúne no blog hoje a opinião de 10 analistas sociais ouvidos numa edição histórica da revista Época desta semana.

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  2. "As manifestações pacíficas são realmente de maior importância e alcance para mudar e avançar a realidade, mas no contexto brasileiro de agora é compreensível que aconteça também o vandalismo e a violência, também dos policiais, isso já era esperado por quem está ligado no dia a dia do país", escreveu aqui nosso editor Padinha.

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  3. "Muito legal a postagem de hoje aqui neste blog da ecologia e da cidadnia, sempre que entro aqui encontro alguma informação ou comentário interessante, porisso que volto, curto muito a webcomunicação por estas e outras", nos envia o comentário por e-mail o jovem estudante de Hisória da Unesp, Pedro cavalcante Ozório, de 22 anos, ele que se diz também da Geração Facebook.

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  4. "Tudo bem, tudo muito bom, só não entendi o comentário que a violência é compreensível, ela é sempre abominável, embora a gente entenda a revolta das ruas": o comentário é do professor Antônio Cláudio Pereira, de Salvador (Bahia) que nos enviou e-mail.

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  5. Mande para nosso blog o seu comentário, sua opinião, sua informação ou a sua visão deste post dos acontecimentos aqui analisados e tema da reportagem especial da revista Época desta semana: pode enviar para o e-mail do Folha Verde News, navepad@netsite.com.br

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