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quinta-feira, 20 de junho de 2013

AS MANIFESTAÇÕES QUE CONTINUAM VISTAS POR AGÊNCIA INTERNACIONAL DE NOTÍCIAS

Nosso blog analisa o noticiário da AFP enfocando o movimento social dos jovens e da cidadania 

Os governos de São Paulo e Rio de Janeiro anunciaram a redução dos preços das tarifas do transporte público, após mais de uma semana de grandes manifestações nas ruas, Porto Alegre, Cuiabá, Recife e João Pessoa já haviam decretado a redução das tarifas dos transportes públicos. Os atos públicos invadem todas as regiões brasileiras, agora em várias cidades médias do interior acontecem manifestações, que devem prosseguir nos próximos dias, simultaneamente à disputa no Brasil da Copa das Confederações da Fifa, "o que aumenta a exposição mundial do país e também acelera o tom de protestos populares, tendo em vista o custo bilionário do evento e a falta de estrutura para uma melhor qualidade de vida da maior parte da população", comenta aqui no blog da ecologia e da cidadania o editor do Folha Verde News, repórter e ecologista Antônio de ádua Padinha, resumindo algumas das informações e comentários da AFP, uma agência de notícias que tem 200 representantes espalhados por todas as regiões do planeta e distribui seu notíciário para mais de 150 países. Jovens do MPL (movimento pelo Passe Livre) iniciaram as manifestações por tarifa zero nos transportes coletivos, muito precários, as reivindicações após a primeira vitória destes protestos, segundo analistas sociais, se ampliarão para vários problemas enfrentados pela maior parte da população, já há os que prevêem para as próximos atos públicos e passeatas questões mais diretamente políticas, como a PEC 37, as megausinas hidrelátricas na Amazônia, estrutura deficiente na saúde, educação, energia, variados desafios socioambientais etc e etc. Grupos radicais de direita buscam desestabilizar o Governo Dilma e até promover um impeachment da líder nacional do PT. Atos de vandalismo provocam antes, durante ou depois das  manifestações pacíficas cenas de violência com policiais, como ocorreu ontem no protesto de mais de 80 mil pessoas em Fortaleza (Ceará) durante o jogo da Seleção do Brasil contra o México no Castelão ou principalmente no Rio e em São Paulo, onde também surgiram especulações que os vândalos seriam encomendados, de aluguel, pagos para tumultuar as manifestações de cidadania e impedir o avanço do movimento que busca mudar e avançar o Brasil, em especial sob o ponto de vista da condição de vida da maioria do povo. A onda de protestos sem precedentes que sacode o Brasil há mais de uma semana tem sido marcada por cenas de indignação e violência contra o aumento nos preços dos transportes, os gastos astronômicos com a Copa do Mundo e as condições precárias dos serviços públicos, especialmente saúde e educação. "Nós protestamos porque o dinheiro investido nos estádios deveria ser aplicado na educação e na saúde. Eles montaram um espetáculo para o mundo", disse Matheus Dantas, 18 anos, sobre a Copa das Confederações e o Mundial de 2014. "Brasil, vamos despertar, um professor vale mais que Neymar!", - gritavam os manifestantes em Fortaleza.
Nas redes sociais, como no Facebook, que é uma fronteira de liberdade de informação e de apoio ao movimento das ruas, há postagens mais moderadas que tentam mostrar o lado positivo dos eventos da Fifa, "o futebol e toda indústria de lazer dão empregos, aquecem a economia e acabarão ajudando a qualidade de vida no país, desde que os governantes tenham uma visão sustentável da realidade, considerando a urgência de investimentos em infraestrutura, ambiente e qualidade de vida da população", analisou em recente post um inernauta. Mas o clima de confronto permanece, em Niterói, milhares de pessoas ocuparam o centro da cidade, em um protesto que terminou com a depredação de agências bancárias, tentativa de incendiar um ônibus, interrupção do tráfego na Ponte e invasão da estação das Barcas. O Batalhão de Choque foi acionado e utilizou bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar os manifestantes que seguiam em direção à Ponte, fechada temporariamente por medida de segurança, o que provocou um enorme engarrafamento no Rio de Janeiro. Também ocorrerão novamente mais manifestações em São Paulo, Belo Horizonte, Rio Branco, Brasília e até em Buenos Aires, onde os manifestantes reuniram-se na frente do emblemático Obelisco para caminhar até a embaixada brasileira, onde entregaram uma carta. "Encontramos uma maneira de ajudar, como em outros países, daqui, mostrando que o que dizem os veículos de comunicação no Brasil são visões e relatos parciais que não mostram a realidade", disse um manifestante em Buenos Aires., enfocando que as notícias que chegam da grande mídia brasileira refletem mais a visão policial do que social dos acontecimentos. E novas grandes manifestações estão programadas para esta quinta-feira nas principais cidades do país, especialmente na Grande São Paulo e no Rio de Janeiro, onde um enorme protesto na segunda-feira reuniu mais de 100 mil pessoas e terminou em violência na zona da Assembleia Legislativa (Alerj), com vários feridos. No sul do país e em variadas cidades do interior paulista os protestos também continuarão sem data para acabar, por enquanto. Segundo o ministério da Justiça, tropas da Força Nacional foram enviadas para reforçar a segurança em cinco das seis sedes da Copa das Confederações: Rio de Janeiro, Bahia, Minas Gerais, Ceará e Brasília. "O clima de tensão social tem por outro lado, apesar do desafio dâ violência, a chance de unir diferentes setores da população em torno de reivindicações sobre os principais problemas brasileiros", analisa por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, repórter e ecologista Padinha, ao sintetizar parte do noticiário da agência internacional de notícias APF. As manifestações mobilizam e são mobilizadas por lideranças da sociedade civil e não pelos partidos políticos, alguns tem procurado participar e alguns analistas criticam este fato, ao contrário do que pensa nosso editor: "Os partidos estão desmoralizados e a sociedade civil procura agiracom independência mas não há um sentido apolítico, naturalmente haverá uma politização do movimento, mas longe de partidos e da política tradicionais, aos poucos irá se ampliando a pauta de reivindicações, o movimento é princialmente social mas tem sentido político pois se propõe a mudar e avançar a realidade para melhor condição de vida da maioria da população". Esta questão e a da violência ou do vandalismo são dois dos problemas ainda mal resolvidos na onda de manifestações que ainda não mudaram o país, contudo, mobilizaram os jovens e as lideranças de cidadania, depois de mais de 20 anos de silêncio agora as ruas estão falando. "E elas já começam a ser ouvidas dentro e fora do Brasil, influenciarão nas eleições de 2014 e poderão adiantar desde já propostas, medidas e mudanças necessárias para a construção de um desenvolvimento sustentável, onde haja um equilíbrio entre o avanço da 6ª economia do mundo com os recursos naturais e a qualidade de vida da população", acredita o ecologista Padinha, do Folha Verde News, analisando os acontecimentos e o noticiário da APF hoje.


Depois de 20 anos de silêncio a população se manifesta através dos jovens e lideranças de cidadania

Problemas políticos e a violência aumentam o desafio do movimento dos jovens e da sociedade civil

Fontes: http://www.afp.com
            www.yahoo.com.br
            http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Só pode ser positivo o fato que depois de 20 anos de silêncio a população se manifesta através dos jovens e lideranças de cidadania, os partidos políticos e os governantes precisam se reciclar diante dos acontecimentos sociais e da voz das ruas.

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  2. Corrupção, desgoverno, falta de um projeto sustentável diante dos problemas do país e a violência, isso tudo junto aumenta o desafio do movimento dos jovens e da sociedade civil.

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  3. A exposição internacional do Brasil devido à realização agora da Copa das Confederações e no ano que vem da Copa do Mundo de futebol, que será seguida ainda pelas Olimpíadas, estes acontecimentos aquecem também o clima das manifestações e em certa medida a revolta dos setores menos privilegiados da população (a maioria), que se sentem excluídos da festa.

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  4. Barrado ou não da festa da Fifa, ligado ou não a algum partido político, participando eou não das manifestações, vc internauta pode mandar sua informação, crítica, sugestão ou comentário aqui para o e-mail do nosso blog de cidadania e de ecologia: navepad@netsite.com.br

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