João Fellet, desde Brasília fez matéria para a BBC sobre o record agora em 2013 das exportações da soja brasileira, se reportando também a acordos com ambientalistas que buscam minimizar impactos da expansão desta lavouras nos biomas da Amazônia e em algumas partes do Cerrado. De toda forma, a notícia também veiculada pelas agências AP e Reuters é que através da soja a agricultura volta a liderar as exportações do Brasil no momento: "Realmente, como os preços se elevaram também em função das previsões de queda na produção da soja nos Estados Unidos, as exportações brasileiras agora vão quebrar recordes gerando uma receita extraordinária para o Brasil e em razão de todo este lucro também, o país e os produtores podem deixar sem plantio algumas áreas estratégicas para a ecologia, aliás, este foi um acordo selado entre ruralistas e ambientalistas a bem do Brasil, um dos poucos acordos que rolaram entre ruralistas e ambientalistas, algo que só será efetivo, constante e normal no dia a dia quando houver uma gestão de desenvolvimento sustentável na Nação", comenta o repórter e ecologista Padinha, aqui no blog Folha Verde News, onde hoje ele está editando estas informações da BBC sobre este novo boom da soja brasileira.
Plantações de soja precisam preservar algumas florestas
Após se espalhar pelo Sul e Centro-Oeste nas últimas décadas, a
soja agora avança pelo Norte e Nordeste brasileiros, mas encontra a resistência
de ambientalistas, que tentam minimizar os impactos dessa expansão nos dois
biomas mais diversos do país - a Amazônia e o Cerrado. Em estudo que foi publicado em 2012, a organização ambientalista WWF Brasil argumenta que
hoje, entre os cinco estados brasileiros que concentram os maiores focos de
desmatamento em razão da soja, três são do Nordeste (Maranhão, Piauí e Bahia) e
um da região Norte (Tocantins). Ao avançar pela região, que entre estudiosos passou a ser chamada de Mapitoba
(agregando as iniciais de cada Estado), a soja passa a ocupar o centro-norte do
Cerrado, a última região do bioma em que ainda não estava presente.
O doutor em agroecologia Cássio Franco Moreira, coordenador do Programa
Agricultura e Meio Ambiente do WWF Brasil, demonstra que hoje cerca de 50% do Cerrado
já foi desmatado, "parte significativa em função da soja". Segundo ele, pequenos e médios produtores têm promovido desmatamentos ilegais
na Mapitoba, que abriga as últimas áreas de Cerrado intactas. Por ora, no entanto, ele diz que o plantio de soja na região é praticado em
sua maioria por grandes produtores. Esses, afirma, são mais capazes de arcar com
os desafios logísticos da região e costumam respeitar a legislação
ambiental. A postura reflete as cada vez maiores exigências de compradores, que não
querem ser associados à destruição do meio ambiente. Ainda assim, de acordo com o Código Florestal atual, propriedades no Cerrado
podem usar até 65% de suas terras para a atividade agropecuária, o que abre
margem para novos desmates, ainda que legais. Somente 3% do território do
Cerrado está protegido por unidades de conservação federal ou estadual. o agroecologista Moreira destaca: "O Brasil pode expandir plantações de soja sem
desmatar nada".Ecologistas citam o cálculo do Governo que apontou a existência de 200 milhões de hectares de pastagens no Brasil. É possível transformar até 30% das áreas hoje ocupadas por pastos em plantações, sem prejuízos para os pecuaristas. "Há incentivos financeiros governamentais para que isso ocorra." Enquanto isso, instituições ambientalistas têm negociado com grandes compradores mundiais da soja a conservação de áreas prioritárias do Cerrado. Hoje, os compradores já concordaram em proibir a comercialização de soja produzida em áreas de floresta recém-desmatada, o que inclui área do Cerrado conhecida como Cerradão. Agora os ambientalistas tentam incluir na lista regiões do Cerrado com vegetação mais baixa e rala. Caso consigam, até 2023, serão desmatados 3% adicionais da área de Cerrado. Se a produção for expandida de acordo com essas regras e se houver respeito ao Código Florestal em vigor, em dez anos o Brasil poderá ter condições de negociar um desmatamento zero, sem prejudicar em nada a expansão da soja. Na Amazônia, apesar da expectativa do avanço da soja nos próximos anos em Rondônia e no Pará, negociações entre compradores e ambientalistas já tiveram resultados melhores. Em 2006, a Abiove (Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais), a ANEC (Associação Brasileira de Exportadores de Cereais), o Greenpeace e outras entidades assinaram um acordo batizado de Moratória da Soja. O acordo determina que, até janeiro de 2014, as 24 maiores empresas comercializadoras de soja, que representam 90% do mercado nacional, não comprem o produto de fornecedores na Amazônia que tenham desmatado após 2006. "Acreditamos que este acordo foi um dos motivos para a diminuição no desmatamento na Amazônia nos últimos anos", afirma Rômulo Batista, do Greenpeace.
Fontes: BBC
http://folhaverdenews.blogspot.com


Uma das principais informações deste post, além do record de exportação e de expansão da soja brasileira, é que não é necessário se fazer nenhum desmatamento mais para as plantações, basta usar 30% dos 200 milhões de hectares de pastagens não mais usadas em regiões boas para o plantio da soja.
ResponderExcluirCompradores internacionais e o agronegócio brasileiro já concordaram com o Governo e os ambientalistas em preservar áreas prioritárias para a ecologia no Cerrado e na Amazônia, sem prejuízo da expansão da soja.
ResponderExcluirEste acordo entre setores ruralistas e ambientalistas antecipa o que poderá vir a ser rotina no dia a dia do Brasil quando por aqui houver uma gestão pública e privada de desenvolvimento sustentável, também no meio rural.
ResponderExcluirEm BH o ecoloogista Aurélio Brandão contatou nosso editor de conteúdo Padinha, que está nestes dias por lá, para dizer que "o mais importante nesta notícia é a informação que a soja para ampliar a sua expansão no Brasil agora não precisa desmatar mais nada".
ResponderExcluir"Eu por minha vez considero mais importante neste post a chamada Moratória da Soja e tb claro uma forma de evitar ou disciplinar melhor os transgênicos nas plantações", ´w o e-mail que nos envia Elias de Oliveira Santos, do Guarujá: mande vc tb sua opinião pelo nosso webendereço navepad@netsite.com.br
ResponderExcluir