Mais de um milhão de pessoas, entre elas até o presidente Juan Manuel Santos, ex-guerrilheiros e grupos de esquerda, mas sobretudo cidadãos e cidadãs comuns, saíram ontem às ruas de Bogotá para apoiar o processo de paz do governo da Colômbia com as Farc e pedir o fim do conflito armado no país e diminuição da violência no país. Segundo o Fundo de Prevenção e Atendimento de Emergências (FOPAE) de Bogotá, 900 mil pessoas participaram desde o começo até o fim da passeata, enquanto outras 150 mil o fizeram de forma intermitente ao longo do percurso, o que soma mais de um milhão de pessoas nas ruas da capital colombiana. O diretor do FOPAE, Javier Pava Sánchez, destacou além disso em entrevista à Agência Efe que "foi uma mobilização tranquila", na qual "não houve nenhum incidente", apenas alguns desmaios e indisposições. Vestidos com camisetas brancas representando a paz, os manifestantes percorreram as ruas com cartazes que apoiavam as negociações que o governo e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) iniciaram em novembro do ano passado em Cuba, a fim de buscar saídas negociadas para o conflito interno que o país sofre há mais de 50 anos. Os únicos ausentes à manifestação, convocada inicialmente pelo movimento esquerdista Marcha Patriótica, foram setores ultraconservadores liderados pelo ex-presidente Álvaro Uribe e opositores do governo, que consideraram a mobilização como um ato eleitoral de Juan Manuel Santos. E o Presidente foi quem inaugurou a passeata no Monumento dos Heróis Caídos e caminhou ao longo de um trecho da Avenida El Dorado, acompanhado de sua esposa, María Clemência Rodríguez; do ministro da Defesa, Juan Carlos Pinzón, e de outros membros de seu gabinete ministerial. Santos se manifestou durante o percurso que a Colômbia tem hoje "a oportunidade de mudar sua história de violência". Por sua vez, o prefeito de Bogotá, Gustavo Petro afirmou que a manifestação "não é do ódio, não é da vingança, nem da retaliação" e convidou os colombianos a se mobilizar para "construir uma nova nação". Pessoas de todos os setores da população e vindas de todas as regiões da Colômbia participaram do evento ~que teve o sentido de buscar a paz e a não-violência no país. No meio do povo havia milhares de indígenas, afrocolombianos e camponeses vindos de regiões tão remotas e convulsas como Arauca, Cauca ou Chocó. A maioria usava camisetas do movimento político que pede mudanças e avanços na nação, Marcha Patriótica.
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| Na manifestação em Bogotá predominou o branco pela paz e fim da violência na Colômbia... |
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| ...lideranças de cidadania rejeitam a violência mas querem avanços socioambientais e econômicos |
Fontes: EFE
www.yahoo.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


Lideranças de cidadania e também líderes esquerdistas do movimento Marcha Patriótica fizeram questão de expressar a necessidade de o país diminuir os índices de violência e abandonar a luta armada, porém, sem deixar de lado a luta por justiça social e por mudanças na realidade da Colômbia.
ResponderExcluirSó não participaram do evento setores mais à direita considerados mais conservadores ou reacionários, o evento contou com gente de todas as tendências e havia também manifestações de ecologistas levantando as questões socioambientais do país.
ResponderExcluirA maior questão socioambiental da Colômbia hoje é a diminuição dos índices de violência e a busca da paz, mas existem variados outros problemas em Bogotá e em todo o país que foram citados pelos manifestantes. De toda forma, um grande avanço.
ResponderExcluirDepois de mais de 50 anos de opção pela luta armada, variados setores da Colômbia e não somente as Farcs optam pela luta política, a não-violência, a busca da paz, mas sem abandonar a crítica a erros ou limites do Governo, sem deixar de lado o interesse por mudanças estruturais na vida do povo colombiano, afinal foram estes problemas que levaram à luta armada e a um aumento da violência no país.
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