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quinta-feira, 7 de março de 2013

ROMÁRIO DIZ QUE PRESIDENTE DA CBF É HERDEIRO DA DITADURA

Ex-craque da bola e parlamentar atuante Romário critica Marin e ajuda a cidadania do país

Eleito agora por unanimidade presidente da Comissão de Turismo e Desporto na Câmara Federal em Brasília Romário diz ao site Gazeta Esportiva: ‘Marin não tem moral’. O Baixinho, que foi um jogador genial, com mais de mil gols na carreira, eleito o melhor do mundo e recentemente escolhido pela FIFA como um dos cinco atletas mais completos da história do futebol, ao contrário da previsão da maioria, está sendo um dos mais atuantes deputados federais, foi nomeado como um dos melhores parlamentares tanto por entidades da sociedade civil, como pelo portal Congresso Em Foco, sendo aliás o único que neste ano não faltou a nenhuma sessão da Câmara. Romário de Sousa Faria, que chegou a começar uma faculdade de Jornalismo no Rio, "ele está surpreendendo aos seus críticos e ajudando o avanço da cidadania no Brasil, tomando posições claras, apresentando projetos e demonstrando não estar ligado a nenhum lobby, fazendo sempre com liberdade críticas ao que considera errado no país ainda com a linguagem de um boleiro mas já com a atitude de um líder político", comenta por sua vez aqui no blog Folha Verde News o nosso editor de conteúdo, o repórter e ecologista Padinha: "Romário é um dos poucos que está fazendo a diferença no Congresso Nacional".



Romário está surpreeendendo no Congresso e assumindo liderança de cidadania no país
Eleito por unanimidade como presidente da Comissão de Turismo e Desporto (CTD) da Câmara Federal, o deputado Romário de Sousa Faria começou sua gestão à frente do órgão fiscalizador de eventos esportivos brasileiros com uma entrevista contestadora. Quase um ano depois pós-queda de Ricardo Teixeira de posar para uma foto abraçado a José Maria Marin, na CBF, o ex-atacante respondeu com firmeza às críticas do presidente da entidade que rege o futebol nacional. Considerado ‘grande jogador, mas inexpressivo como deputado’ por Marin, Romário respondeu eloquente, logo em suas primeiras declarações como presidente da CTD: “Esse presidente tem o passado ligado à Ditadura, não tem moral para criticar. Dá pena ver a CBF passando suas diretorias de um ladrão para outro. Um cara que rouba medalhas e energia de um vizinho não tem moral para falar de Romário ou de qualquer deputado”. Ele se referia também a fatos como Marin ter ficado com uma das medalhas que deveriam ser de jogadores juniores do Corinthians (quando campeões da Copa SP em 2011) ou ao que foi levantado agora em 2013 recentemente pela Comissão da Verdade sobre a participação digamos  "intelectual" do então deputado José Maria Marin na perseguição e assassinato do jornalista da TV Cultura, Vlado Herzog, ao tempo do governo ditatorial, na década de 70. Romário foi crítico da gestão Ricardo Teixeira desde que encerrou a carreira como atleta, mas ganhou o rótulo de membro não-ativo na organização da Copa do Mundo de 2014 no momento em que Marin assumiu o cargo e chamou o Baixinho para reuniões na sede da CBF. Na ocasião, o substituto do ex-genro de João Havelange respondeu questionamentos dos deputados na companhia de Marco Polo Del Nero, vice-presidente da entidade e favorito para substituir Marin na presidência. Por meio de um comunicado publicado na Internet, Romário que utiliza bastante o Facebook ainda ameaçou o presidente da CBF e iniciou um movimento pela sua saída: “Aguardo ansiosamente pela instalação da CPI da CBF para poder convocar o Sr. a prestar esclarecimentos sobre as inúmeras denúncias que chegam ao meu gabinete e atingem diretamente esta instituição: "Continuo aqui na Câmara representando milhões de brasileiros que querem te ver fora da CBF, onde deveriam estar ex-jogadores ou esportistas de verdade para avançar este setor de grande importância para todos no Brasil", falou e disse Romário.

Fontes: www.gazetaesportiva.net
             www.congressoemfoco.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

9 comentários:

  1. No blog da ecologia e da cidadania abrimos espaço para o ex-jogador Romário que surpreende a Nação, por atitudes e críticas que o destacam no mundo político no Congresso com a mesma liberdade e garra com que brilhava nos campos de futebol.

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  2. Um dos atuais deputados federais mais populares do Brasil, ao contrário de Tiririca, que continua folclórico desde quando era artista, palhaço, Romário está tomando outras posturas, encarando com seriedade sua função: "Quero mostrar que nem todo mundo é igual em Brasília"...

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  3. Caso Romário de Sousa Faria tivesse uma atuação na área socioambiental, como já tem em termos de ética ou cidadania, poderia vir a ser o melhor representante do povo em Brasília, comentou na redação deste blog o ecologista Padinha.

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  4. "Realmente, o que a Comissão da Verdade está apurando em São Paulo é que na época da Ditadura foi o então deputado estadual Marin quem insuflou os órgãos de repressão a perseguirem o jornalista Vladimir Herzog, que acabou assassinado no Doi-Codi", nos envia esta mensagem Pedro Alvarenha Marinho, por e-mail.

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  5. A luta CTD X CBF é uma das mais emocionantes e importantes nesta fase de preparação brasileira para a Copa do Mundo de 2014 , Romário tem denuncioado lobbies, alertado sobre eventuais esquemas de corrupção ou manipulação de verbas etc. o que ajuda muito também o trabalho da mídia, que tem também o dever de informar e de criticar.

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  6. "A disputa CTD X CBF é tão mais importante levando em conta o que representa a Copa e o próprio futebol para o Brasil", comenta a internauta Júlia Maria, de Piracicaba, ex-atleta. Envie o seu comentário também para nosso e-mail navepad@netsite.com.br para assim ajudar a cidadania tanto neste setor vital para o país do futebol.

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  7. Também em matéria no site Terra, Romário não deixou por menos. O ex-atacante também acusou que as eleições presidenciais da CBF em 2014 já estejam mancomunadas. E indicou, inclusive, o nome do futuro homem-forte do futebol brasileiro: "Ano que vem será eleição comprada. Se não mudar a maneira de pensar de quem tem direito de voto, a CBF continuará em mãos erradas. Saiu de Ricardo Teixeira, está hoje com o Marin e passará ao vice atual, que é o Del Nero. Infelizmente, são três nomes nada saudáveis quando se refere a futebol. Temos que torcer para que quem tem o poder de voto entenda que passou da hora de mudar".

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  8. Também hoje, o assunto está em destaque no site Uol.
    O filho de Vladmir Herzog, Ivo Herzog, lançou na internet um abaixo-assinado pedindo a saída de Marin da presidência da CBF por causa de sua relação com o governo militar. Marin chegou a governador de São Paulo durante o regime ditatorial. Visivelmente incomodado com a pergunta sobre o assunto, Marin usou um discurso efusivo para negar qualquer ligação com a morte de Herzog. Disse que isso é uma “calúnia, infâmia e mentira”. Afirmou, inclusive, que vai discutir o tema nos tribunais. “Isso vai discutido exclusivamente na Justiça, na Justiça e somente na Justiça”, enfatizou. Marin também aproveitou para comentar as críticas feitas a ele pelo ex-jogador (e agora deputado federal) Romário na sessão em que o parlamentar assumiu a presidência da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara. Romário disse que ele "não é digno" de presidir a CBF.
    Marin afirmou que também deve processar o deputado por suas declarações. Disse também que Romário quer criar polêmica em um momento em que o país está focado na sua preparação para a Copa das Confederações e Copa do Mundo.

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  9. Neste domingo o site do Jornal do Brasil publica que deputado federal e ex-jogador Romário segue fechando o cerco contra a Confederação Brasileira de Futebol (CBF). No sábado, o Baixinho questionou os termos do contrato da entidade com a fornecedora de material esportivo Nike. Ele afirma que o contrato é desconhecido pela comunidade do futebol e diz que os valores podem ser bilionários:
    “Fica a pergunta, que contrato é esse que ninguém tem acesso? Tenho informação de que a CBF recebe anualmente da Nike US$ 35,5 milhões, de 2011 até 2026 serão 12 anos de contrato. Pelas minhas contas, a CBF terá recebido até o final deste contrato US$ 426 milhões, em valores reais, quase R$ 1 bilhão”, afirma, através de sua página no Facebook. O tetracampeão também acredita que dirigentes podem ter recebido comissões da multinacional:“Será que essa transação, profissional e legalmente falando, tem comissionamento. Em caso positivo, quem levou?”, questiona.

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