O Globo Rural destacou em reportagem especial na TV, na revista e na Internet que em todo semiárido do Brasil, como na região de Irecê (Bahia) este é o centro mais complexo deste problema (uma drama socioambiental e humano) da falta ou escassez de chuvas, algo que agora, ao final do verão, fica mais evidente: é preciso assistência técnica para que população conviva com a seca e isso não é mais somente localizado no nordeste brasileiro, mas já atinge também até partes do sul e do centro do Brasil, veja que o Lago de Furnas (10 vezes mais água que a Baia de Guanabara) está secando, o processo de desertificação, de erosão, de carência de chuvas prejudicam também o sistema nacional de energia elétrica (apagões aumentam de intensidade, diminuem o potencial hidroelétrico e o socorro às termoelétricas provoca aumento de preço da energia para o Governo ou operadoras e podem acabar por encarecer de novo a vida dos consumidores também, mesmo após a queda de taxa obtida pelo Governo Dilma). "E toda esta série de dificuldades tem como nascente a questão da água", comenta aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News o repórter e ecologista Padinha, nosso editor de conteúdo, trazendo aqui informações também do site G1 e da BBC: "E todo este universo de dificuldades só terá alternativa real de solução com uma gestão governamental científica, pública (e não somente política) de desenvolvimento sustentável no país".
"E toda esta série de dificuldades tem como nascente a questão da água". (ecologista Padinha).
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| Não precisa de legenda para esta imagem da caatinga do nordeste onde 10 milhões de pessoas sofrem falta d'água |
"E a boiada some na poeira seca em busca de comida e água". (José Lacerda Cardozo, Irecê)
JN no Ar visitou áreas mais atingidas pela seca na Região Nordeste: a equipe de TV rodou 540 quilômetros, o que foi importante para mostrar como a seca está atingindo a todos. Seja na cidade ou no campo, seja um pequeno produtor ou um grande fazendeiro. Depois de já hoje 13 meses de estiagem, os carros-pipa já não conseguem atender a todos os que precisam de água. Fatalidade criou um novo negócio: carroças puxadas por burros carregam tambores com 400 litros d’água. Sofrimento para cerca de 10 milhões de pessoas do povo, isso somente nas regiões mais afetadas por falta de água no Brasil, avaliou a BBC assim os efeitos da pior estiagem dos últimos anos no Nordeste. Uma equipe de documentaristas nordestinos independentes partiu de Juazeiro do Norte, no Cariri, terra do Padre Cicero e filmou pelas estradas do Ceará, atravessaram Pernambuco e, com o nascer do sol, chegaram aonde a água não chega, no interior do Piauí. Não existe mais água no nordeste do Brasil com a macrorregião da caatinga virando mesmo um deserto. Enquanto isso, a equipe do JN No Ar foi para Salitre que mesmo no sertão cearense sempre se orgulhou de ser a terra da mandioca. Agora não sobrou um pé de mandioca sequer nesta terra seca. A cooperativa está com as máquinas paradas e os trabalhadores não sabem mais o que fazer. A seca de 2012/2013 conseguiu abalar até o vaqueiro Djalma, de 75 anos, acostumado às durezas do sertão nordestino na caatinga de Pernambuco: “Eu vi falar muito, 30, 31 e 32, três secas grandes que meu pai falou”, lembra ele. “Mas a pior seca que vi foi essa agora". No começo deste ano, seu Djalma tinha 1000 cabeças de gado. “De gado grande, já perdi mais de 200”, conta ele. Dos 175 bezerrinhos que nasceram, só sobraram dois, que estão com os dias contados. A fazenda do vaqueiro, antes próspera, virou cenário de tragédia. Dona Adriana, a mulher do vaqueiro, sempre enfrentou tudo com a valentia sertaneja, mas o sofrimento do rebanho já foi longe demais, segundo ela diz, enquanto enterra cadáveres de bezerros mortos de sede e de fome.
“Dói muito. Cada um aqui é como se fosse um filho. Aqui cada um tem um nome. É uma perda como se fosse a perda de um filho. Dói, dói muito. E de Deus eu espero chuva, que ele volte novamente a mandar chuva para o sertão nordestino”. (Adriana, mulher do vaqueiro Djalma no Cariri)
O Ministério da Integração Nacional informou que investiu R$ 320 milhões em carros-pipa e na perfuração de poços e isso só em 2012, também disse que liberou mais R$ 1,5 bilhão em linhas de crédito de emergência para os afetados pela seca de novo agora em 2013. Mas se o dinheiro do Governo chegou, ele não fez ainda brotar água do sertão.
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| Os índios Guarani-Kaiowá no Mato Grosso do Sul não têm terras mas ainda têm água e sobrevivem |
www.G1.globo.com
BBC
USP Online
www.terra.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


De todas estas informações e comentários, destacamos: não existe mais água no nordeste do Brasil com a macrorregião da caatinga virando mesmo um deserto, ameaçando a vida de 10 milhões de brasileiros e brasileiras.
ResponderExcluir"O interior do Brasil está secando, antes era só na caatinga nordestina, a seca vem descendo pelo Brasil afora e hoje já passou da Bahia e já chega ao norte de Minas, na região de Montes Claros, logo logo estará invadindo Belo Horizonte, onde neste ano quase não choveu", diz o viajante Manoel Pereira dos Santos, goiano e caminhoneiro, ouvido por telefone pelo nosso blog, quando estava a serviço numa rodovia entre o sul baiano e o norte mineiro.
ResponderExcluirPor sugestão do repórter Cássio Freires, da Rádio Imperador AM de Franca (SP), aqui no webespaço do nosso blog na TV Folha Verde News estamos postando a música de Guilherme Arantes, Planeta Água, clássico da cultura da seca, trilha sonora apropriada como educação ecológica para o Dia Mundial da Água, data oficial da ONU para esta quinta-feira, 21 de março.
ResponderExcluir168 PAÍSES JÁ ESTÃO AFETADOS PELA SECA, O BRASIL TAMBÉM:
ResponderExcluireste é em resumo o alerta do site da ONU sobre esta questão, mostrando que quase metade da população mundial viverá em áreas com grande escassez de água até 2030, uma projeção do que já acontece hoje em regiões mais críticas da desertificação no planeta, como no Nordeste do Brasil.
Além de nesta quinta, 21 de março ser a data oficial da ONU como o Dia da Água em toda a Terra, encontro de cientistas em Washington alertou dias atrás que é fundamental ampliar já a cooperação internacional, fazendo assim valer 2013 como o Ano Internacional de Cooperação pela Água, pauta aprovada pela Assembléia Geral da ONU como caminho para mudar esta realidade. Mais detalhes em www.onu.org.br
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