A notícia triste é destaque hoje em sites nacionais como o Yahoo e em agências internacionais como a France Press: o repórter Rodrigo Neto de Faria, de 38 anos, foi assassinado sábado após ser atingido por disparos feitos por desconhecidos na porta de sua residência, na cidade de Ipatinga (MG) e segundo apuramos, por telefone, aqui na redação do blog da cidadania e da ecologia Folha Verde News, este repórter tinha um programa numa emissora local, a Rádio Vanguarda, ele era também colunista de fatos no jornal Vale do Aço, um comunicador muito conhecido em Ipatinga, recentemente
tinha denunciado à polícia que recebia constantes ameaças de morte, segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Durval Ângelo, que emitiu um comunicado, ele afirma que este jornalista tinha denunciado perante esse organismo alguns policiais envolvidos com o crime organizado na região. O jornalista foi atacado por dois desconhecidos que estavam em uma motocicleta quando chegava em sua residência, crime com características de execução. Rodrigo Neto, casado e com um filho, chegou a ser socorrido e transferido a um Hospital Municipal de Ipatinga, onde morreu minutos depois. A ministra de Direitos Humanos, Maria do Rosário, publicou em seu perfil no Twitter que a morte do jornalista "realmente teve mesmo aquelas características de execução, um crime contra a vida e um atentado contra os direitos humanos e a liberdade de informação". O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, afirmou que a Polícia Civil desse estado "não medirá esforços para descobrir a autoria do crime". "De toda forma, mais este assassinato eleva para 122 jornalistas executados no período de um ano em todo o planeta e o Brasil
é visto com um país recordista de violência, também contra a liberdade de comunicação", comentou o editor de conteúdo do nosso blog, o repórter e ecologista Padinha. Ele sugere ainda que os internautas leiam a seguir um texto de Jamil Chade, que é o correspondente do jornal e site Estadão na Europa, ele
enfoca o nosso país como o quarto do mundo em matança de profissionais de imprensa, rádio e TV.
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| Rodrigo Neto havia denunciado policiais envolvidos com rede de crimes no interior do Brasil |
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| Ele se transforma no 122º jornalista assassinado no período de um ano no planeta também superviolento |
Num ano que está batendo todos os recordes de décadas em relação ao número de jornalistas assassinados, o Brasil já aparecia na quarta posiçao como lugar mais perigoso do mundo para trabalhar como reporter em 2012. A situação se contrastra com a iniciativa diplomática do Itamaraty de ter apoiado uma resoluçao no Conselho de Direitos Humanos da ONU defendendo uma maior proteção a jornalistas e a liberdade de imprensa. Os números divulgados aqui são da ong suíça “Campanha por um Emblema de Imprensa” (PEC), entidade que defende nos fóruns da ONU uma maior proteção a jornalistas em locais de guerra e em situaçoes de violência. A entidade realiza um levantamento sobre os casos de assassinatos, ameaças e prisoes de jornalistas pelo mundo, justamente para alertar governos sobre a situaçao vivida pelos meios de comunicaçao. Com sete mortes em 2012, o Brasil aparece como um dos quatro países com maior índice de mortalidade de jornalistas. Contando apenas países que não estão em guerra e que vivem regimes de democracia, o Brasil seria o segundo mais violento do planeta. A primeira posição é da Síria, com 32 jornalistas assassinados em 2012 num conflito que já fez mais de 1 milhao de pessoas deixarem suas casas e mais de 30 mil mortos. O segundo lugar é ocupada pela Somália, país em que o governo central praticamente só controla a capital. Nesse país africano, foram 16 mortes nos nove primeiros meses do ano. O México é a primeira democracia consolidada na lista dos países mais perigosos do mundo, com dez assassinatos de jornalistas no ano. O Brasil vem logo atrás, com sete mortes e empatado com o Paquistão, país que vive as consequências tanto da guerra contra o terrorismo no Afeganistão quanto à disputa por regiões ao norte com a Índia. Em 2012, entre os países que não estão em guerra, um maior número de mortes de jornalistas ocorreu no Brasil, mais que no Iraque e Afeganistão juntos. Para a entidade, o que surpreende no caso brasileiro é o fato de que o país é uma democracia consolidada e não está em guerra. Na ONU, o Itamaraty também vem adotando uma postura de apoio à defesa aos jornalistas. Mas a entidade alerta que isso não tem se traduzido em ação concreta na realidade brasileira. 2012 foi um dos anos mais sangrentos para os meios de comunicação em pelo menos 30 anos. “Esse é um dos anos mais violentos de que se tem notícia para a imprensa”, constatou o secretário-geral da entidade, Blaise Lempen. Pelo seu levantamento, no total, 25 países registraram assassinatos de jornalistas nos últimos meses, entre eles Honduras, Filipinas e Nigéria. O Oriente Médio foi a região mais perigosa do mundo, com 36 mortes. Em segundo lugar veio a América Latina, com 29 mortes e superando a África. Em 2012, nenhum jornalista havia morrido na Europa.
Fontes: EFE
www.yahoo.com.br
www.estadao.com.br
http://folhaverdenews.blogspot.com


A gente espera que o pronunciamento do Governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, seja respeitado, no sentido de esclarecer mais este crime contra a liberdade de imprensa e os direitos humanos no interior do Brasil.
ResponderExcluirAcontece que 90% dos assassinatos de jornalistas, não só no Brasil mas em todo o planeta, têm ficado impunes segundo um relatório da ONU, que publicamos recentemente aqui em nosso blog de cidadania e de ecologia.
ResponderExcluirEm uma mensagem em vídeo para a campanha global “Dia Sem Notícias” (Day Without News), o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, alertou sobre a importância do jornalismo e da proteção da liberdade de expressão, expressando preocupação com a violência crescente contra profissionais da imprensa e impunidade na resolução dos crimes. Segundo o Secretário-Geral da ONU, um jornalista é morto a cada semana, e nove a cada dez desses casos ficam impunes.
ResponderExcluirA chefe da agência da Organização das Nações Unidas encarregada de promover e proteger a liberdade de expressão e de imprensa, Irina Bokova, condenou um recorde de 122 assassinatos de jornalistas, profissionais de mídia ou comunitários, jornalistas em veículos das mídias tradicionais e na Internet desde o ano passado. Como parte de um esforço para combater essa violência, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), com sede em Paris, lançou um Plano de Ação sobre a segurança dos jornalistas e a questão da impunidade. O objetivo é simples: “Garantir que cada jornalista possa fazer o seu trabalho em segurança.” Simples e difícil de ser concretizado...
ResponderExcluirEm variados setores, também no de comunicação, o Brasil tem demonstrado assim como vários países do planeta uma estrutura de violência prevalecendo nas atuais sociedades de consumo nesta era da globalização, como um fator que exige uma revolução cultural para mudar esta realidade.
ResponderExcluirMudar esta realidade de cultura da violência é um dos objetivos da nossa Folha Verde News: se vc quiser manifestar sua opinião ou enviar informações sobre este assunto mande e-mail para navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirInvestigações ganham reforço de BH e já há dois suspeitos da morte de Rodrigo Neto, informa o site UOL: as polícias Civil e Militar em Ipatinga (220 km de Belo Horizonte) iniciaram um trabalho conjunto em busca dos suspeitos pelo assassinato do jornalista Rodrigo Neto de Faria, atingido por três tiros na madrugada de sexta-feira (9).
ResponderExcluirO jornalista é morto a tiros no interior de Minas Gerais
Agentes da capital mineira foram deslocados para a cidade, onde passarão ao menos 15 dias para investigar o caso.
O repórter de 38 anos fazia cobertura policial para a "Rádio Vanguarda" e o jornal "Vale do Aço" e, segundo o deputado Durval Ângelo (PT), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, o repórter havia denunciado à comissão o envolvimento de policiais em crimes conhecidos na região.