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quinta-feira, 14 de março de 2013

BRASIL ABAIXO DA MÉDIA EM DESENVOLVIMENTO HUMANO


País tem ainda taxa menor em IDH do que a maioria dos países da América Latina e do Caribe

Comentando aqui em nosso blog de ecologia e de cidadania, o atual Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, o editor do Folha Verde News argumenta que "para se existir um desenvolvimento de verdade, sustentável, ele tem que conter quatro pontos cardeais, o lado humano, o social, o econômico e o ambiental, hoje vamos analisar aqui um destes ângulos, que está meio que deficiente como todos os outros neste indicativo fundamental para se determinar as cara de um povo ou o avanço ou atraso de uma Nação", foi o que avaliou o repórter e ecologista Padinha diante dos números que estão sendo divulgados com destaque hoje no site Uol, confira a seguir a informação.
Apesar de apresentar melhora no IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) nas últimas duas décadas, o Brasil ainda tem uma taxa menor que a média dos países da América Latina e Caribe. Segundo o relatório do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), divulgado nesta quinta-feira (14), com base em números referentes ao ano de 2012, o Brasil teve um aumento de 24% do seu IDH desde 1990, proporção superior à de outros países da América Latina. No mesmo período, a Argentina aumentou seu índice em 16%; o Chile, em 17%, e o México em 18%, compensando um pouco as taxas piores que existiam anteriormente. De acordo os dados, com esta recuperação, o nosso país foi o 14º do mundo que mais reduziu o deficit de IDH em 22 anos, à frente de países mais desenvolvidos. O IDH é a referência mundial para avaliar o desenvolvimento humano a longo prazo. O índice é calculado a partir de três variáveis: vida longa e saudável (medida pelo indicador expectativa de vida), acesso ao conhecimento (medido pelos índices média de anos escolaridade em adultos e anos esperados de estudo) e e um padrão de vida decente (calculado a partir da renda nacional per capita).
Segundo o relatório, o IDH brasileiro é de 0,73 em uma escala que vai de 0 a 1. Quanto mais próximo de 1, melhor o desempenho do país.
O Brasil ocupa a 85ª posição em um ranking composto por 187 países e territórios: É a mesma posição do ranking de 2011, considerando o recálculo feito pelo Pnud. Com esse valor, o Brasil estaria no grupo de "alto desenvolvimento humano", mas ainda fica atrás ou abaixo da média da América Latina: 0,741. Apesar de a ONU reconhecer mais países membros, o ranking só considera 187 porque nações como a Coreia do Norte e Somália não disponibilizam dados para coleta.  E  considerando apenas o índice de 2012, o Brasil tem desempenho pior que países como Chile (40º colocado, o melhor entre os latino-americanos) e Argentina (45º). O Brasil está empatado com a Jamaica na 85ª colocação. Porém, de acordo com o Pnud, "é enganoso comparar valores e classificações com os de relatórios publicados anteriormente, porque os dados subjacentes e os métodos mudaram".

No nordeste brasileiro a situação do IDH é uma das piores de todo o continente


Mãe e filha do Bolsa Família por aqui no nordeste paulista mostram um índice melhor mas ainda baixo
 Alguns avanços foram registrados pelo Brasil na área social  e levaram o Pnud a fazer uma série de elogios ao país, em especial às políticas de combate à fome e para a erradicação da miséria. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira, o representante residente do Pnud no Brasil, Jorge Chediek, afirmou que o nosso país é mencionado várias vezes no relatório por ser "um dos novos atores globais, sendo reconhecido como um país que tem mudado o seu padrão histórico em pouco tempo". Entre os avanços, o documento referente ao Brasil destaca que, entre 1980 e 2012, a expectativa de vida ao nascer aumentou 11,3 anos (chegando a 73,8 anos) e a média de anos na escola aumentou em 4,6 anos (alcançando 14,2 anos). Outro ponto ressaltado foi a rapidez com que país reduziu a miséria. "A primeira das Metas de Desenvolvimento do Milênio, de reduzir pela metade a proporção de pessoas vivendo com menos de US$ 1,25 (R$ 2,50) por dia em relação a 1990, realizou-se três anos antes da data prevista. Isto se deve principalmente ao sucesso de alguns países mais populosos para erradicar a extrema pobreza: Brasil, China e Índia têm tudo para reduzir drasticamente a proporção de sua população que é de baixa renda. No Brasil, caiu de 17,2% da população em 1990 para 6,1% em 2009", diz o texto. Para a ONU, o início da transformação brasileira para um "Estado desenvolvimentista" começou em 1994, "quando o governo implementou reformas macroeconômicas para controlar hiperinflação, com o Plano Real, e concluiu a liberalização do comércio, que começou em 1988, com a redução de tarifas e a fim de restrições comerciais". "O que se pergunta e se espera é quando vai começar um programa de Desenvolvimento Sustentável integral de verdade (humano, social, econômico e ambiental) através de uma gestão pública transformadora e capaz de criar um futuro melhor do que mostram números e falhas da atualidade brasileira", concluiu Padinha ao editar aqui esta matéria, que serve de ponto de análise para nossos internautas sobre a realidade do Brasil.

Fontes: www.uol.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. Para ter uma ideia da distância entre o Brasil e a Noruega, primeira colocada no ranking pelo quarto ano consecutivo, o valor do IDH que o Brasil atingiu agora (0,73) é inferior ao apresentado pelos noruegueses em 1980 (0,804).

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  2. Quando comparado a países dos Brics (grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), o Brasil aparece com o segundo melhor desempenho do grupo, atrás apenas da Rússia. A média do Brics é de 0,655. A Índia apresenta o menor índice do grupo, 0,554, enquanto a Rússia tem 0,788.

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  3. De acordo com o Pnud, aqui outros ângulos: a expectativa de vida dos brasileiros é de 73,8 anos; os anos esperado de estudo, 14,2; a média de escolaridade entre os adultos era de 7,2 anos; e a renda nacional per capita era de US$ 10.152.

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  4. De forma geral, ampla e indiscutível os índices de IDH mostram a cara do Brasil de verdade, que nós precisamos mudar: as lideranças de cidadania precisamos pressionar ou mobilizar o Poder Público a cumprir esta missão básica de desenvolvimento sustentável.

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  5. Lula não é suficiente... Precisamos de Chávez!!

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