Na Federal de Pernambuco encontro de 12 povos indígenas busca uma nova realidade na Nação
O Cimi, conselho Indigienista Missionário, está participando e divulgando este evento a começar daqui dois dias em Recife, no campus da Universidade Federal de Pernambuco, devendo se prolongar até o próximo 3 abril, como informa em detalhes também o site Brasil de Fato: articulado pela Comissão de Professores e Professoras Indígenas de Pernambuco (Copipe) e líderes dos 12 povos nativos do Nordeste, ocorrerão uma série de debates, palestras, manifestações, o ato público contará também com apresentações culturais e religiosas das comunidades indígenas. "Nós aqui do blog da ecologia e da cidadania abrimos mais uma vez o nosso webespaço para o movimento dos índios, que é legítimo e mais, avança a cidadania no país", comenta aqui o editor de conteúdo do Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha. A intenção deste acampamento é a de reunir os 12 povos representados por mais de mil indígenas, promovendo um levante a partir de Pernambuco, denunciando problemas no atendimento à cultura, educação e saúde das comunidades, bem como apontando reivindicações e saídas para os problemas dos índios brasileiros. Outra preocupação do movimento indígena pernambucano e nordestino é de articular as pautas deste encontro com as dos povos de todo país. Para os organizadores, o destaque será o debate das estratégias usadas pelo governo federal, ruralistas e grupos econômicos para desconstruir os direitos dos povos indígenas em todo Brasil. É o caso da PEC 215 (transferência do Executivo para o Legislativo do processo de demarcação e homologação), substitutivo ao PL 1610 (mineração em terras indígenas) e concessão de terras indígenas para interesses privados (como fazia o SPI). O que pretende o movimento indígena pernambucano é ligar as pautas regionais com as nacionais, promovendo um levante dos povos e em geral da opinião pública brasileira para a defesa dos direitos indígenas garantidos pela Constituição e legislações posteriores, entre eles terra, saúde e educação.
| Mais de mil indígenas de 12 comunidades do Nordeste estarão neste evento em Pernambuco |
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| Além da pauta sobre os direitos dos índios haverá espaço para a arte e cultura nativa do país |
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| Índios de todo o Brasil, como no Xingu, aguardam com expectativa os debates deste Abril Indígena |
Aos jovens indígenas ficou a tarefa de conduzir as discussões sobre cultura e protagonizar o debate sobre cotas indígenas nas universidades públicas. Tema recorrente, no último ano o povo Atikum, da Serra do Uma, sertão pernambucano, formou o primeiro médico do Nordeste. Comitivas de lideranças se reunirão também com autoridades, entre elas representantes do Ministério Público Federal (MPF) e governo de Pernambuco. "O que mais importa é o próprio movimento indígena se organizar e também mobilizar um apoio mais decidido da sociedade civil como um todo, não somente os jovens estudantes e os ecologistas, todos os setores da população precisam ser mobilizados, só assim as autoridades governamentais irão atender aos direitos dos índios, inclusive o de serem eles na verdade os Pais do País", finaliza Padinha ao editar aqui o Folha Verde News.
Fontes: www.brasildefato.com.br
Cimi
http://folhaverdenews.blogspot.com


No Xingu, também as aldeias do Amazonas e do Pará, no Mato Grosso do Sul entre os Guarani-Kaiowá, em todas as regiões do Brasil há muita expectativa que os debates e manifestações do Abril Indígena em Recife avance as questões dos direitos dos índios.
ResponderExcluirAlém do respeito aos seus direitos legais e constitucionais, as lideranças dos 12 povos nativos do nordeste brasileiro debaterão assuntos do momento, como hidrelétricas tipo Belo Monte ou em toda Amazônia e no Pantanal, utilização das terras indígenas para outros objetivos, falta de demarcação destas terras tradicionais e atendimento às condições básicas de educação e saúde.
ResponderExcluirOutro conteúdo de muito valor desta acampamento indígena na Universidade Federal de Pernambuco serão manifestações da arte e da cultura nativas destes povos, como uma opção também à realidade de violência que prevalece no Brasil contra as minorias da população, sem voz.
ResponderExcluirEntão, a Páscoa tem o sentido de voda nova, é isso que os índios do Nordeste parecem querer com toda a pauta de lutas do Abril Indígena: nós aqui estaremos abertos às conclusões deste encontro e indo à luta juntos, com todo o movimento de cidadania do Brasil, a bem do povo índio do país da natureza, virando país da desnatureza na verdade...
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