Qu
ase metade da população mundial viverá em áreas com grande escassez de água até 2030
Encontro da
Organização das Nações Unidas debateu estratégias para mudar esta perspectiva, mais de 11 milhões de pessoas já morreram devido à seca desde 1900. Para tornar as pessoas e algumas regiões do palneta menos sujeitas a secas, os governos destes países (e o Brasil está neste universo de problemas) precisam criar planos nacionais coordenados que incorporem a preparação, a gestão sustentável, um monitoramento constante e os serviços de informação sobre a seca: foi o pediram nesta semana técnicos da
ONU ao final de uma reunião internacional de alto nível em Genebra sobre esta questão;. "Não se trata só de um problema a mais e sim de todo um drama socioeconômico e ambiental chegando a uma situação-limite", comentou o nosso editor Padinha ao editar estas informações por aqui em nosso blog de ecologia e de cidadania,
Folha Verde News, que há dias atrás fizera outra matéria sobre a escassez de água no nordeste brasileiro.
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| A seca já chegou a uma situação-limite e só uma gestão sustentável muda esta realidade no país e no planeta |
Em uma declaração conjunta, os chefes da Organização Meteorológica Mundial (
OMM), da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (
FAO), da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (
UNCCD), além de outros parceiros e participantes do encontro, afirmaram em nota distribuída à mídia que “os quadros legais políticos nacionais que melhoram a previsão de seca podem tornar esta informação disponível de modo que as comunidades possam agir, estas medidas são indispensáveis na atualidade". Eles observaram que, enquanto as políticas nacionais de seca variam de acordo com as circunstâncias locais de um país, o desenvolvimento sustentável é a chave para comunidades que sofrem mais esta situação, “permitindo que as famílias escapem da armadilha de depender da ajuda alimentar de emergência”. A resiliência também torna possível evitar as respostas de curto prazo que degradam a terra e buscar ações que restaurem áreas afetadas pela seca, acrescentaram os especialistas da
ONU. O papel dos agricultores é essencial na preparação para a seca, afirma a declaração conjunta, citando a utilização de variedades resistentes à seca e técnicas que aumentam a fertilidade do solo como formas de aumentar a produtividade e sustentabilidade na agricultura em regiões propensas a este problema. “Estas medidas devem ser introduzidas de forma a encorajar os agricultores e outros produtores rurais para que sejam autossuficientes na gestão de variabilidade climática”. Desde 1950, terras secas aumentaram quase 2% em todo o mundo por década, segundo dados analisados no encontro. As secas têm afetado principalmente as regiões do Chifre de África e do Sahel, EUA, México, Brasil, partes da China e da Índia, Rússia e o sudeste da Europa. Além disso, 168 países já estão afetados pela desertificação, um processo de degradação do solo em terras secas que afeta a produção de alimentos e é agravado pela seca. “A seca é uma das causas mais comuns da falta de alimentos, particularmente em países em desenvolvimento”, disse o representante da direção-geral da
FAO, Ann Tutwiler. Mais de 11 milhões de pessoas morreram e outras 2 bilhões foram afetadas por secas desde 1900, de acordo com o Escritório das Nações Unidas para a Redução do Risco de Desastres (
UNISDR). “Quase metade da população mundial estará vivendo em áreas com grande escassez de água até 2030”, alertou por sua vez o Secretário Executivo da
UNCCD, Luc Gnacadja. A reunião técnica ocorreu a poucos dias do
Dia Mundial da Água, lembrado anualmente em 22 de março, daqui cinco dias. O tema de alerta é ampliar já a cooperação internacional, fazendo assim valer 2013 como o
Ano Internacional de Cooperação pela Água, pauta aprovada pela Assembléia Geral da
ONU como caminho para mudar esta realidade.
Fontes:
www.onu.org.br
http://folhaverdenews.blogspot.com
A foto do técnico da FAO,Giulio Napolitano fala muito, mais que muitas palavras: e esta situação já exige uma revolução em termos de gestão pública sustentável no planeta e também em nosso país, que vive este drama não apenas no nordeste.
ResponderExcluirAqui no Brasil, se discute, se discute, se discute, planos como transposição do São Francisco no semi-árido, porém, antes disso, urge uma revitalização deste rio fundamental para a vida de todo interior, devido a sua agonia.
ResponderExcluirTema de filmes, documentários, programas de TV e literatura técnica ou de prosa e poesia, a seca nordestina e brasileira já exige uma mudança radical de gestão por parte do Governo e esta questão precisa entrar como uma pauta da maior urgência nas lutas do movimento socioambiental brasileiro.
ResponderExcluir"Concordo que a seca aqui e em outros lugares do mundo chegou mesmo a uma situação-limite, mas também já secou a nossa esperança de solução", esta é a mensagem que nos envia por e-mail Vitor de Queiroz Soares, paulistano que estuda na Universidade de Pernambuco e consulta sempre o nosso blog.
ResponderExcluirHá muitas alternativas de solução planejadas por técnicos e pesquisadores, um programa de Desenvolvimento Sustentável pode recuperar águas desertificadas e aumentar o potencial de água para uso das comunidades afetadas pela seca, o primeiro passo no país e no planeta é reconhecer a gravidade desta situção-limite e a mídia, a cidadania, a consciência pública exigir dos governos medidas práticas e inteligentes para criar o futuro.
ResponderExcluirInformação hoje do site Ambiente Brasil:
ResponderExcluirconceito de água virtual aumenta alerta sobre escassez
A água utilizada no processo de produção de tudo que se consome, como alimentos, roupas, livros, carros é denominada "água virtual" e tem chamado a atenção de especialistas, ao demonstrar que a demanda desse recurso é muito maior do que se imagina, e a velocidade com que a disponibilidade tem diminuído, também.