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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

TENDÊNCIAS GLOBAIS PARA 2013 E PRÓXIMOS ANOS

BBC divulga relatório sobre as perspectivas para as próximas cinco décadas no planeta

As dez 'tendências globais' dos próximos cinco anos, além de problemas socioambientais e da questão climática, incluem medidas de austeridade e desemprego (que estão levando jovens europeus ao desencanto com a atual estrutura da vida ou pelo menos à desilusão cultural): segundo o relatório da Euromonitor, pesquisando várias fontes e situações, o mundo dos próximos anos deve ser mais interconectado por causa dos avanços da tecnologia digital, a população será cada vez mais mais velha e urbana, e nos países emergentes, com uma classe média mais forte, ponto em que há citações sobre o Brasil da atualidade. "Nosso país aparece no relatório também em outros tópicos como desigualdade social, falta de saneamento básico, desafios da ecologia e do desenvolvimento, que precisa ser sustentável, para que exista chance de existir futuro, aqui e em todo o planeta", comenta por sua vez o ecologista Padinha, ao editar aqui no blog Folha Verde News estas pesquisas e tendências que estão sendo divulgadas pela BBC.
Pelo que se informa, a Terra nestes próximos cinco anos será um mundo de jovens desempregados, de incertezas econômicas, crescente disparidade de renda e sob sérios desafios climáticos ou ecológicos. O objetivo principal do relatório é analisar o futuro dos mercados consumidores. Mas serve como um sinalizador cultural da atualidade. Dívidas fora de controle, medidas de austeridade na zona do euro e distúrbios políticos globais causam o maior nível de incerteza política e econômica dos últimos anos, aponta o estudo sobre tendências globais. E se a situação de prosseguir, isso terá efeitos para os consumidores que, em tempos incertos, vão exercitar a cautela ao tomar decisões de consumo. Outro dado é que a expansão da classe média nos diversos países emergentes será um dos efeitos-chave do crescimento econômico à medida que grandes contingentes populacionais deixaram a pobreza e começam a formar uma base de consumidores cada vez mais exigentes e sofisticados, analisa a Euromonitor. Relatório de novembro do Banco Mundial cita por exemplo o aumento da renda média na América Latina: na última década a classe média da região cresceu em 50%, de 103 milhões de pessoas em 2003 para 152 milhões em 2009, hoje representando 30% da população. Na Rússia, analistas apontam que a classe média está mais influente e busca sua voz na política; a China mira cada vez mais seu mercado de consumo doméstico, diante do desaquecimento da economia global. Um dos pontos mais citados é a crise em países desenvolvidos, que teve como desfecho os altos índices de desemprego entre os jovens e essa tendência deve se manter, diz a Euromonitor.


Os jovens são vistos no relatório mundial como uma das vítimas da atualidade

Um dos alertas é sobre o aumento de várias formas de violência nas atuais sociedades de consumo

Idosos são destaque na Grã-Bretanha e em praticamente todo o planeta, a população global está em processo de envelhecimento. Entre os casos mais dramáticos estão a Espanha e a Grécia, onde, segundo dados da Eurostat (instituto oficial de estatísticas da União Europeia), a taxa de desocupação de pessoas com menos de 25 anos supera os 50%. Essas taxas contribuem para a insatisfação dos eleitores mais jovens, muitos dos quais têm saído às ruas de Atenas e Madri para protestar contra as medidas de austeridade na Europa. O relatório da Euromonitor afirma que "faltam perspectivas decentes para os jovens, que enfrentam altos desemprego, custos universitários e custos de vida, além da falta de moradia acessível e do fardo de ter que ajudar os mais idosos no futuro". O Brasil vive um momento histórico de redução da desigualdade, mas isso não necessariamente se repete no resto do mundo. Segundo estudo prévio da Euromonitor, de março, a desigualdade de renda aumentou na maioria dos países entre 2006 e 2011, forçada pelo envelhecimento da população, pelo crescimento do desemprego e das medidas de austeridade em países desenvolvidos, além da persistente divisão entre áreas rurais e urbanas nos países em desenvolvimento. Segundo o levantamento, essas disparidades podem minar os benefícios da recente onda de crescimento em alguns países, como o próprio Brasil.  A Euromonitor cita que em variados países os aumentos desproporcionais de salários, avanços tecnológicos e urbanização também podem favorecer a desigualdade. Para a consultoria, essas divisões também estão por trás de distúrbios sociais e podem fomentar mais ainda o aumento da violência, algo que já se verifica em grande intensidade por aqui e em todos os lugares do mundo. Os problemas socioambientais também estão em pauta: padrões climáticos cada vez mais erráticos e o aumento dos níveis dos mares serão as maiores ameaças às populações nos próximos cinco anos e depois, segundo a análise da Euromonitor. Serve de exemplo a supertempestade Sandy, que recentemente varreu a costa leste dos EUA e deixou mais de 40 mortos no país. Os custos de reconstrução das áreas devastadas foram estimados em de US$ 30 bilhões a US$ 40 bilhões. Mas os prejuízos ou sequelas ambientais causados pela atual estrutura de vida e também  pelo clima "errático" vão muito além disso. Secas e enchentes continuarão a provocar devastação em plantações, afetando os preços dos alimentos nos próximos anos, como também a prórpia qualidade de vida em toda a Terra, segundo o relatório da Euromonitor.

Fontes: BBC
             http://folhaverdenews.blogspot.com

6 comentários:

  1. O relatório sendo divulgado agora em primeira mão pela BBC mostra que aumenta a queda na qualidade de vida, sobem os índices de violência, sofrem mais a juventude e os mais pobres: faltou talvez uma crítica dos problemas, contestando a atual sociedade de consumo que prevalece em todo o planeta.

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  2. Em nossa luta cultural diária aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania temos procurado combater a atual forma de viver e de pensar do ser humano, as sociedades de consumo em sua estrutura estão levando o ser humano a cair em abismos econômicos e também ecológicos, comprometendo
    o futuro da vida em praticamente todo lugar do planeta.

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  3. Realmente, este relatório da Euromonitor com toda esta grande quantidade de informações pode alimentar uma visão crítica da atual realidade e este é o ponto mais poisitivo de tantos problemas e desafios detectados na atualidade.

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  4. A visão do ecologista ou do líder de cidadania e ainda da pessoa mais humanitária é a de assimilar e digerir todos estes dados para transformá-los em combustível para irmos à luta para mudar e avançar a nossa realidade, aqui e em toda a Terra. Esta é a revolução cultural que nos cabe à nossa geração.

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  5. O internauta de Ribeirão Preto, Anderson Benedito Campos, nos enviou notícia relacionada com esta matéria, que ele extraiu do site Uol. Espanha perdeu mais de 2.000 empregos por dia em 2012Índice de desemprego no país terminou o ano em 4,85 milhões de pessoas, segundo dados do governo
    A crise econômica enfrentada pela Espanha causou o fechamento de 2.162 postos de trabalho por dia, em média, no país em 2012, de acordo com dados divulgados pelo governo local. Durante todo o ano passado, 787,2 mil espanhóis perderam o emprego e o índice de desemprego chegou a 4,85 milhões de pessoas. Os setores que registraram o maior número de vagas fechadas foram o de atividades sanitárias e serviços sociais (56,2 mil), construção (22,0 mil), hotelaria (15,9 mil) e indústria (14,4 mil).

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  6. Nesta mesma reportagem do site Uol, que fomos consultar, saiu um comentário do nosso amigo Richard Bribean, um cientista, pesquisador, sempre com visão crítica da realidade. Confira aqui também o que disse Richard.
    Comentário de Richard Bribean · Rio Claro
    Apesar do nome não parecer sou filho de espanhóis e tenho cidadania espanhola...Voto aqui e la.
    Enquanto o ESTADO espanhol for elefantíaco , lerdo e caro e o povo não acordar que para se consumir tem que se produzir,,, a Espanha não sairá deste buraco. É delicioso fazer leis de "bem estar" social.....mas alguém tem que lembrar de que uma hora se paga a conta.

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