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sábado, 5 de janeiro de 2013

ONU E UNESCO DENUNCIAM VIOLÊNCIA CONTRA JORNALISTAS EM TODO O MUNDO

2012 teve record de jornalistas assassinados

"Não somente notícias sobre corrupção política ou denúncias de crimes de tráfico de drogas, mas até problemas socioambientais têm causado perseguição, censura, ameaças e morte de jornalistas, um espelho da violência que toma conta dos vários países e da vida atual do ser humano hoje", comentou o repórter Padinha, editor do blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, abrindo hoje mais uma vez este webespaço de jornalismo independente às informações do site da ONU, "cada vez mais atuante no sentido também da liberdade de informação e segurança dos comunicadores".
A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) está em todo o planeta comunicando que 2012 foi o ano com mais assassinatos de jornalistas, 119, é um record desde que se inciaram estes registros em 1997. Nos dez primeiros meses do ano passado, a Diretora-Geral da UNESCO, Irina Bokova, condenou até 100 assassinatos de jornalistas e trabalhadores dos meios de comunicação. Relatório da agência mostra que jornalistas também são feridos, violados, sequestrados e detidos ilegalmente. A UNESCO observou que menos de 10% de todos esses casos têm a condenação dos responsáveis. Apesar do perigo da guerra, a maior parte dos jornalistas mortos não estavam cobrindo um conflito armado, mas sim histórias dos locais onde vivem e sobre temas relacionados com a corrupção e outras atividades ilegais como crime organizado e drogas. A investigação midiática sobre direitos humanos e meio ambiente também estão se tornando perigosas. Para acabar com a violência contra estes profissionais, uma junta de chefes executivos da ONU aprovou o primeiro Plano de Ação da ONU Sobre a Segurança dos Jornalistas e a Questão da Impunidade, iniciativa liderada pela UNESCO. Com intuito de progredir com o plano e produzir estratégias concretas, algo que vcem sendo buscando desde quando ocorreu a segunda Reunião Interagências da ONU em Viena, nos dias 22 e 23 de novembro de 2012, organizada também pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH). Em 2011, foi estabelecido o dia 23 de novembro como Dia Internacional contra a Impunidade, pela organização Intercâmbio Internacional de Liberdade de Expressão (IFEX),em memória ao massacre de Ampatuan, Filipinas, em 2009, quando 32 jornalistas e profissionais da mídia foram assassinados. Enfim, cresce a luta da ONU pela liberdade de informação e segurança de vida dos jornalistas, "mas o crescimento é bem menor na esfera das autoridades dos governos de cada país e as próprias lideranças da sociedade civil dos países precisam ampliar também a sua ação neste sentido, uma causa não só de direito ou de justiça mas também humanitária", finaliza o editor do Folha Verde News.




O escândalo Wilileaks (EUA X Julian Assange) é apenas o caso mais famoso...

Em mais de 100 países, também no Brasil, cresce a violência sontra jornalistas e contra a liberdade
 Fontes: www.onu.org.br
              http://folhaverdenews.blogspot.com

7 comentários:

  1. Mais uma vez somos "obrigados" - pelo nosso espírito de solidariedade e amor à liberdade de informação, bem entendido... - a denunciar mortes, censura e perseguição de jornalistas, desta vez com o aval da ONU e da Unesco.

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  2. O ponto mais chocante destas informações agora veiculadas pelo site de jornalismo da ONU talvez seja, além da quantidade muito grande de assassinatos de comunicadores, o fato que não somente denúncias de corrupção política ou crimes de drogas levam a esta situação, mas até matérias sobre problemas socioambientais...

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  3. Isso aqui no Brasil não chega a ser uma novidade, tem havido ao longo das últimas 3 décadas muitos crimes contra jornalistas e líderes da ecologia em especial no meio rural ou em lugares mais remotos. Mas até em São Paulo (a maior cidade da América Latina) ocorrem casos de perseguição a jornalistas.

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  4. Recentemente, divulgamos aqui ameaças de agressão e de censura a um jornalista da Folha de São Paulo, feitas por parte de uma ex-comandante da Rota e então candidato a vereador, em mais um ângulo da onda de violência crescente que abala a capital paulista, também o Rio e todo o país.

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  5. Por incrível que pareça, até dentro dos eventos paralelos da Rio+20 (em junho, no Rio de Janeiro) onde estava uma equipe do nosso blog, iniciando um documentário sobre a violência, nosso editor Padinha teve dificuldado o relatório que faria na Cúpula dos Povos sobre casos de jornalistas mortos e censurados em todo o planeta.

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  6. Não se trata apenas de uma bandeira de luta de ativistas mais radicais da Não-Violência, é um fato incontestável: 119 jornalistas assassinados em 2012 no exercício desta profissão essencial para a liberdade e a evolução humana.

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  7. Repórter de televisão, Suhail Mahmoud Al-Ali morreu na sexta-feira (4) após ser ferido durante a cobertura do conflito em Aleppo. Em 2012, país ficou no topo do ranking dos mais perigosos para jornalistas, com 41 profissionais mortos

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