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segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

ÍNDICES DE VIOLÊNCIA AUMENTAM QUANDO ENVOLVEM CRIANÇAS

Unicef está pedindo o fim de recrutamento e outras violências contra crianças


O Fundo das Nações Unidas para Infância apelou agora para a República Centro-Africana (RCA) para que impeça o recrutamento de crianças por grupos rebeldes e milícias pró-governo em meio a denúncias de uso crescente dessa prática: o representante da Unicef no país, Souleymane Diabate lembrou que tanto as milícias quanto os rebeldes estão mais ativos nas últimas semanas em todo o país, sendo que fontes confiáveis afirmaram que cada vez mais crianças são recrutadas por esses grupos: “A nossa equipe na região está trabalhando com parceiros para monitorar, verificar e responder a graves violações dos direitos das crianças, incluindo o recrutamento por grupos armados”, acrescentou Diabate. Antes mesmo da última rodada de violência eclodir na RCA, em dezembro, 2.500 meninos e meninas estavam associados com vários grupos armados, incluindo grupos de autodefesa. A agência afirmou que este número vai subir em razão do recente conflito. Nas últimas semanas, o grupo rebelde Séléka atacou várias cidades no nordeste da RCA, realizando saques e espalhando a violência, além de ameaçar uma marcha para a capital Bangui. Esta semana, o Séléka teria parado seu avanço para a capital e concordou em iniciar negociações de paz com o governo no Gabão. Este país da África tem um histórico recorrente de instabilidade política e conflitos armados. A autoridade do Estado é fraca em muitas partes do país, em maioria controlado por grupos rebeldes e grupos armados criminosos. Além das tensões étnicas no norte, a RCA sofre com as incursões armadas de rebeldes oriundos de nações vizinhas e da presença do grupo armado Exército de Resistência do Senhor (LRA), de Uganda. Atualmente, há 170 mil pessoas deslocadas na República Centro-Africana. O documento da Unicef ressaltou que mais de 300 mil crianças já foram afetados pela violência no país e suas consequências, por meio do recrutamento, da separação da família, da violência sexual, do deslocamento forçado e do acesso limitado a serviços de educação e saúde.
Segundo também já havíamos difundido aqui neste blog de ecologia e de cidadania, a reportagem de John P. Sullivan, Patrulha de jovens membros do Exército Sudanês de Libertação, a guerra contemporânea já não é mais domínio exclusivo dos adultos e das forças estatais. Cada vez mais há crianças envolvidas em conflitos travados por agentes não-estatais: estes grupos utilizam crianças soldados que operam à margem das normas da guerra e do império da lei e deixaram de lado as proibições ao terrorismo, a ataques a não-combatentes, a tortura, à vingança e à escravidão e exploração sexul de menores que vigoraram por muito tempo. Esses agentes lutam entre si e contra Estados por controle territorial, lucro e saques, acelerando o retorno da guerra à barbárie. E neste universo de extrema violência, estão as Crianças Soldados. Mais de meio milhão de crianças e adolescentes (menores de 18 anos) participam de forças armadas, forças paramilitares e forças não-estatais. Estima-se que de 250.000 a 300.000 dessas crianças soldados, algumas menores de 10 anos, estejam envolvidas em mais de 30 conflitos. Estudos independentes no sudeste da Ásia e na África Central determinaram a idade média das crianças soldados como pouco abaixo de 13 anos. Freqüentemente elas são “recrutadas” ou seqüestradas e, em seguida, manipuladas para participarem de uma violência brutal dirigida às vezes contra suas próprias comunidades e famílias. Tanto meninas quanto meninos são explorados para participarem de atos que freqüentemente não têm capacidade de compreender. É comum que das meninas sejam exigidos serviços sexuais, além dos de combate. "Há várias denúncias, matérias e sites de jornalismo debatendo este problema nos últimos 5 ou 6 anos e hoje chegamos a uma situação-limite", comenta o editor do blog Folha Verde News, o ecologista Padinha: "Temos todos os líderes de cidadania e da luta pela não-violência nos unirmos a este apelo da Unicef, como o começo de um movimento pelo resgate da infância nos países envolvidos neste problema, que espelha a desumanidade atual do ser humano". Ele faz ainda um alerta sobre a violência infantil que rola solta nas favelas e periferias do Rio, São Paulo e de variadas cidades da América Latina: "E não só na América Latina, basta ver os crimes que aconteceram recentemente nos Estados Unidos".


Fontes: www.onu.org.br
             http://www.além-mar.org
             http://folhaverdenews.blogspot.com



4 comentários:

  1. Realmente, atinge a condição de barbárie a violência da atualidade, ao envolver crianças em guerras e outros conflitos armados, além de todo tipo de exploração infantil, na escravidão, no sexo e até na falta de valores humanos no dia a dia das atuais sociedades de consumo.

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  2. O nosso blog existe há cerca de dois anos e nossa proposta tem sido, através de variadas postagens e comentários, lutar via a informação para se ampliar a inteligência e se diminuir a violência da atualidade.

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  3. Só com o uso da inteligência e não da força, o ser humano poderá ser assim considerado, porque hoje em dia (e não só na África e nem somente em países mais pobres) esta violência contra as crianças revela toda a desumanidade do ser humano de agora.

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  4. Nosso blog concvlama a todos nos unirmos em torno deste alerta da Unicef como um ponto de partida para mudar esta realidade, começando a tornar possível assim o futuro da vida de nossa espécie.

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