Mais impactos da soja na Amazônia e Cerrado
Greenpeace mostra área desmatada para dar
lugar a plantações de soja no Pará
Ainda assim, de acordo com o Código Florestal atual, propriedades no Cerrado podem usar até 65% de suas terras para a atividade agropecuária, o que abre margem para novos desmates, ainda que legais. Só 3% do território do Cerrado está protegido por unidades de conservação federal ou estadual.
Moreira diz, porém, que o Brasil poderia expandir plantações de soja sem desmatar nada. Ele cita cálculo do governo federal que apontou a existência de 200 milhões de hectares de pastagens no Brasil.
Segundo ele, é possível transformar até 30% das áreas hoje ocupadas por pastos em plantações, sem prejuízos para os pecuaristas. "Há incentivos financeiros do governo para que isso ocorra."
Enquanto isso, diz o coordenador da WWF, instituições ambientalistas têm negociado com grandes compradores mundiais da soja a conservação de áreas prioritárias do Cerrado. Hoje, os compradores já concordaram em proibir a comercialização de soja produzida em áreas de floresta recém-desmatada, o que inclui área do Cerrado conhecida como Cerradão. Agora os ambientalistas tentam incluir na lista regiões do Cerrado com vegetação mais baixa e rala. Caso consigam, Moreira prevê que, até 2023, serão desmatados 3% adicionais da área de Cerrado. "Se expandirmos a produção de acordo com essas regras e se houver respeito ao Código Florestal, em dez anos podemos ter condições de negociar um desmatamento zero."
Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira indicam que, neste ano, a safra brasileira de soja deve crescer 25,3%, recuperando-se do mau desempenho causado pela seca em regiões produtoras em 2012.Como os preços da oleaginosa estão elevados no mercado mundial, em razão das previsões de queda na produção nos Estados Unidos, as exportações devem gerar receita recorde para o Brasil.Segundo a Agência de Comércio Exterior do Brasil (AEB), essas vendas alcançarão US$ 31,5 bilhões neste ano, ultrapassando as receitas que devem ser geradas pela exportação de minério de ferro (US$ 29,5 bilhões. Também no caso da soja, o Brasil tira menos proveito do que poderia caso industrializasse o produto. Hoje, cerca de 70% da soja produzida pelo Brasil é vendida em grãos, 28% em farelo e 2% em óleo. O preço da tonelada do óleo de soja é mais do que duas vezes maior do que a tonelada do grão ou do farelo. "Se em vez de soja em grão exportássemos o óleo de soja, como faz a Argentina, geraríamos mais receita e mais empregos qualificados", diz José Augusto de Castro, presidente da AEB (agência de comércio exterior do Brasil). Castro argumenta que o sistema tributário brasileiro indiretamente estimula a exportação do produto bruto, uma vez que a industrialização resultaria na cobrança de impostos que baixariam as margens de lucro dos produtores.
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| O Brasil pode aumentar suas plantações de soja sem desmatar mais nada já |
Fontes: BBC
WWF Brasil
Greenpeace
IBGE
http://folhaverdenews.blogspot.com

O projeto de Desmatamento Zero tem que ser para agora e não somente para daqui 10 anos, quando a situação das últimas reservas de ecologia poderá comprometer a estabilidade ambiental do país, mesmo porque há condições de expandir plantações de soja sem mais desmatamentos.
ResponderExcluirAlém de evitar mais desmatamentos, a soja brasileira precisa ter uma outra estratégia de transporte, para ficar mais sustentável, não ser transportada por caminhões e sim por barcos (tipo hidrovias)é uma das opções indicadas por especialistas, para evitar quebra do setor em épocas menos favoráveis.
ResponderExcluirOutra correção fundamental no setor é imitar o que faz a Argentina e exportar mais óleo de soja do que grãos, o que dará mais retorno ao país e aos próprios produtores, que assim podem ter mais chance de investir em seus negócios, também sob o ponto de vista de equilíbrio entre economia e ecologia, a sustentabilidade é vital agora.
ResponderExcluirLevantamento da WWF Brasil sobre esta questão da soja: o Brasil poderia expandir plantações de soja sem desmatar nada, cálculo do governo federal aponta a existência de 200 milhões de hectares de pastagens no Brasil. E deste total, seria possível transformar até 30% das áreas hoje ocupadas por pastos em plantações, sem prejuízos e ainda com o apoio de financiamentos governamentais. Enfim, é possível sim o Desmatamento Zero já.
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