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segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

TEÓLOGO FAZ PREVISÃO DE ABISMO ECOLÓGICO


Balanço do ser humano atual feito por Leonardo Boff: estamos indo de mal a pior

Estamos postando aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania um artigo escrito pelo teólogo, filósofo e escritor Leonardo Boff  e publicado no JB Online: este é o mais antigo ou mais pioneiro site de jornalismo no país, webespaço do já extinto Jornal do Brasil que se renova diariamente com informações nacionais e internacionais, bem como com textos de análise de vários setores da realidade, como este que selecionamos para sua reflexão nesta virada de 2012 para 2013: Boff foi um dos líderes da Teologia da Libertação, sendo  hoje um dos mais respeitados intelectuais brasileiros. Confira a seguir os comentários de Leonardo Boff no Folha Verde News, que contribui assim para divulgar este texto de valor para a cultura da vida.


O texto critica o ser humano e os governos por não se ligarem na ecologia e no futuro da vida

"A realidade mundial é complexa. É impossível fazer um balanço unitário. Tentarei fazer um atinente à macrorrealidade e outro à micro. Se considerarmos a forma como os donos do poder estão enfrentando a crise sistêmica de nosso tipo de civilização, organizada na exploração ilimitada da natureza, na acumulação também ilimitada e na consequente criação de uma dupla injustiça – a social, com as perversas desigualdades em nível mundial, e a ecológica, com a desestruturação da rede da vida que garante a nossa subsistência – e se, ainda tomarmos como ponto de aferição a COP 18 realizada neste final de ano em Doha no Qatar sobre o aquecimento global, podemos sem exagero dizer: estamos indo de mal a pior. A seguir a este caminho encontraremos lá na frente, e não demorará muito, um “abismo ecológico”. Até agora não se tomaram as medidas necessárias para mudar o curso das coisas. A economia especulativa continua a florescer, os mercados cada vez mais competitivos – o que equivale a dizer – cada vez menos regulados e o alarme ecológico corporificado no aquecimento global posto praticamente de lado. Em Doha só faltou dar a extrema-unção ao Tratado de Kyoto. E por ironia se diz na primeira página do documento final que nada resolveu, pois protelou tudo para 2015: ”A mudança climática representa uma ameaça urgente e potencialmente irreversível para as sociedades humanas e para o planeta, e esse problema precisa ser urgentemente enfrentado por todos os países”. E não está sendo enfrentado. Como nos tempos de Noé, continuamos a comer, a beber e a arrumar as mesas do Titanic afundando, ouvindo ainda música. A Casa está pegando fogo, e mentimos aos outros dizendo que não. Vejo duas razões para esta conclusão realista, que parece pessimista. Diria com José Saramago: ”Não sou pessimista; a realidade é que é péssima; eu sou é realista”. A primeira razão tem a ver com a premissa falsa que sustenta e alimenta a crise: o objetivo é o crescimento material ilimitado (aumento do PIB), realizado na base de energia fóssil e com o fluxo totalmente liberado dos capitais, especialmente especulativos. Esta premissa está presente em todos os planejamentos dos países, inclusive no brasileiro. A falsidade da premissa reside na desconsideração completa dos limites do sistema-Terra. Um planeta limitado não aquenta um projeto ilimitado. Ele não possui sustentabilidade. Aliás, evita-se a palavra sustentabilidade, que vem das ciências da vida; ela é não linear, se organiza em redes de interdependências de todos com todos que mantêm funcionando todos os fatores que garantem a perpetuação da vida e de nossa civilização. Prefere-se falar em desenvolvimento sustentável, sem se dar conta de que se trata de um conceito contraditório porque é linear, sempre crescente, supondo a dominação da natureza e a quebra do equilíbrio ecossistêmico. Nunca se chega a nenhum acordo sobre o clima, porque os poderosos conglomerados do petróleo influenciam politicamente os governos e boicotam qualquer medida que lhes diminua os lucros e por isso não apoiam as energias alternativas. Só buscam o crescimento anual do PIB. Este modelo está sendo refutado pelos fatos: não funciona mais nem nos países centrais, como o mostra a crise atual, nem nos periféricos. Ou se busca um outro tipo de crescimento, que é essencial para o sistema-vida mas que por nós deve ser feito respeitando a capacidade da Terra e os ritmos da natureza, ou então encontraremos o inominável.  A segunda razão é mais de ordem filosófica, e pela qual me tenho batido há mais de trinta anos. Ela implica consequências paradigmáticas: o resgate da inteligência cordial ou emocional para equilibrar o poderio destruidor da razão instrumental, sequestrada já há séculos pelo processo produtivo acumulador. Com nos diz o filósofo francês Patrick Viveret, “a razão instrumental sem a inteligência emocional pode perfeitamente nos levar à pior das barbáries” (Por uma sobriedade feliz, Quarteto 2012, 41); haja vista o redesenho da humanidade, projetado por Himmler e que culminou com a shoah, a liquidação dos ciganos e dos deficientes. Se não incorporarmos a inteligência emocional à razão instrumental-analítica, nunca iremos sentir os gritos da Mãe Terra, a dor das florestas abatidas e a devastação atual da biodiversidade, na ordem de quase cem mil espécies por ano (E.Wilson). Junto com a sustentabilidade deve vir o cuidado, o respeito e o amor por tudo o que existe e vive. Sem essa revolução da mente e do coração iremos, sim, de mal a pior", finaliza sssim a sua visão da realidade atual do ser humano Leonardo Boff.

Fontes: www.jobonline.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

domingo, 30 de dezembro de 2012

FOLHA VERDE DEBATE PROBLEMAS DO SETOR ELÉTRICO

O Governo deveria implantar nova estrutura energética com usinas eólica e solares
Heitor Scalambrini Costa, professor da Universidade Federal de Pernambuco e um dos mais respeitados cientistas do setor, nos enviou aqui para o blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News este texto a seguir que é um documento de extremo valor para todos os que vão à luta para mudar e avançar a realidade do Brasil. Confira que vale as informações de primeira, nesta virada para 2013 e para o futuro...
"Energia é tema central para a sustentabilidade, entendida sob a perspectiva da interdisciplinaridade. No caso da energia elétrica é quase impossível imaginar qualquer atividade sem a sua presença, pois se tornou a principal fonte de luz, calor e força motriz utilizada no mundo moderno. Atividades simples como a de assistir à televisão, acender a luz ou navegar na Internet somente são possíveis porque a energia elétrica está disponível. Hospitais, lojas, fábricas, supermercados, e uma infinidade de outros lugares precisam dela para funcionar. Grande parte dos avanços tecnológicos alcançados se deve à energia elétrica. Obtida a partir de várias fontes primárias de energia, a eletricidade é gerada em grandes usinas. Transportada por fios e cabos condutores chega aos consumidores por meio de sistemas elétricos complexos. Assim é o atual sistema elétrico composto de quatro etapas: geração, transmissão, distribuição e comercialização. O Sistema Elétrico Brasileiro (SEB) é muito peculiar. Dos 128.571 MW instalados até 26/12/2012, 83.844 MW são provenientes de hidroelétricas, ou seja, 65,21 % do total. A energia eólica contribui com 1,41% (1.815 MW). As termoelétricas existentes utilizam diferentes combustíveis. O gás representa 10,31% (13.261 MW), petróleo/derivados, 5,71% (7.347 MW); biomassa, 7,63% (9.812 MW, sendo que o bagaço de cana produz 8.081 MW); carvão mineral, 1,79% (2.304 MW); e o urânio, 1,56% (2.007 MW). E são importados (Paraguai, Argentina, Venezuela e Uruguai) 8.170 MW, correspondendo a 6,36% do total instalado nas 2.729 usinas de geração. Como se verifica a eletricidade, provém mais da metade de potenciais hidráulicos, sendo predominantemente renovável. Depende fortemente das chuvas, pois quando o nível dos reservatórios abaixa, diminui a produção elétrica. O que se pratica hoje é utilizar termoelétricas a combustíveis fósseis (18% do total instalado), altamente poluidoras, para evitar a falta de energia, e assim complementar a geração hidroelétrica. Um marco no setor elétrico foi a Lei 8.987 de 13 de fevereiro de 1995 que promoveu grande parte do processo de desestatização, mercantilizando o setor. A solução dada à sociedade para o setor elétrico foi a privatização dos serviços elétricos. O que acabou acarretando na privatização de 100% das distribuidoras, aproximadamente 30% das geradoras e 20% das transmissoras, que passaram assim para a iniciativa privada. E o que era prometido com a privatização, melhorar a qualidade dos serviços e baratear a tarifa elétrica virou pesadelo. A partir daí o setor público perdeu a capacidade de planejamento deste setor estratégico, resultando no desabastecimento e racionamento em 2001/2002. O planejamento foi resgatado parcialmente com a criação da Empresa de Planejamento Energético (Lei 10.847, de 15 de março de 2004), subordinada ao Ministério de Minas e Energia (MME). Mas mesmo assim uma série de blecautes, com a interrupção no fornecimento de energia têm ocorrido no país, acentuando a freqüência destes eventos desde 2010. A EPE trabalha com premissas de que o país para crescer 7% ao ano nos próximos 12 anos, irá dobrar seu consumo per capita de energia, e para isso deve acrescentar 5.100 MW anualmente ao seu potencial elétrico, até 2022. Não se podem levar a sério estes números, pois provavelmente este planejamento é comandado pelo oligopólio das grandes construtoras de usinas, dos construtores de equipamentos elétricos, das geradoras e distribuidoras de energia, levando em conta seus interesses específicos, e não os do país. Não por acaso, o Governo insiste em leilões de hidroelétricas na região Amazônica, nas bacias dos rios Madeira (Jirau e Santo Antonio), Xingu (Belo Monte), Alto Tapajós (Teles Pires e Juruena) e Baixo Tapajós (Complexo São Luiz); na construção de mais usinas nucleares e nas termoelétricas a combustíveis fósseis. Todas estas financiadas com recursos do BNDES, que na verdade são recursos do Tesouro Nacional".

As grandes hidrelétricas causam várias sequelas socioambientais, também no clima, nas águas, na vida dos peixes...

E este é apenas um dos problemas do setor, que tem grandes usinas por aqui na região que abastecem todo o Sudeste

Pelo menos como alternativa Governo deveria investir em usinas Eólicas e Solares para avançar o setor no país
"Enfim, a estrutura energética brasileira vive um desgoverno, prá ser coerente com a realidade, o Brasil deveria é investir em energias mais renováveis, menos agressivas ou concentradoras de poder e mais ecológicas, ajudando a um programa (ainda inexistente) de desenvolvimento sustentável, de recuperação do equilíbrio ambiental e de preparação para superar os desafios de crescimento, criando-se o futuro da Nação e da vida", comenta nosso editor, o ecologista Padinha, em meio ao oportuno texto do cientista e professor pernambucano Heitor Scalambrini Costa que ainda escreveu, finalizando o artigo dele, ele que é um dos maiores pecilistas brasileiros em energia e em sustentabilidade, precisaria portanto ser ouvido: "Aliado a insanidade “ofertista”, o governo federal não prioriza o uso racional de energia com políticas agressivas de eficientização energética e o uso de outras fontes renováveis de energia como a energia solar e a energia eólica, para a diversificação e a complementaridade da matriz elétrica nacional. Diante dos fatos descritos, identificamos os seguintes problemas no cenário elétrico (e mesmo energético): dúvidas sobre a capacidade do governo para formular e executar, uma política energética que vise os interesses do povo brasileiro; falta de democracia, sendo as decisões tomadas por um número restrito de pessoas que tem assento no Conselho Nacional de Política Energética (CNPE); ausência de um modelo participativo e regionalizado do planejamento elétrico; falta de transparência e equilíbrio dos dirigentes do setor; corporativismo dos técnicos das empresas do setor elétrico; desprezo a energia solar fotovoltaica e heliotérmica; e a interferência de grupos políticos que tornaram o MME verdadeiro feudo destes grupos, acarretando principalmente na incompetência de muito dos seus quadros dirigentes indicados por seus padrinhos políticos. Portanto, é urgente e necessária, a modificação da atual política elétrica (e energética) para que a população brasileira não venha sofrer os graves prejuízos que recairão sobre as futuras gerações." (Heitor Scalambrini Neto).
Fontes: Universidade Federal de Pernambuco
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sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

MAIS PAÍSES PARECEM ACORDAR PARA O ALERTA AMBIENTAL DA ONU

193 países aderem agora ao conceito ambiental para um desenvolvimento sustentável

Ao longo destes três últimos dias, agora ao final de 2012, postamos aqui no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News - três matérias positivas e otimistas, duas relacionadas à realidade brasileira (mais força no país para a Energia Eólica e para os alimentos Orgânicos) e hoje, a partir da comunicação do site de notícias da ONU, a expectativa  - ou pelo menos a esperança - de uma maior busca internacional de um reequilíbrio do meio ambiente tendo em vista a sustentabilidade no planeta: "Sem isso não existe chance de futuro para a própria vida na Terra", comentou aqui nosso editor, o ecologista Padinha, que porém admite ter a consciência de que "nem sempre as propostas positivas ou as perspectivas otimistas nem sempre se concretizam, mas está passando da hora do ser humano e das nações optarem por mudar e avançar a atual realidade das sociedades de consumo, onde persistem problemas ligados à cultura da violência". Mesmo assim com uma visão crítica, abrimos nosso webespaço para a comunicação neste fim de ano da Organização das Nações Unidas, mas com um alerta, infelizmente, nem sempre os países seguem as orientações da ONU. E este é um dos maiores problemas a serem resolvidos atualmente.

Aumenta a discussão sobre crise climática e busca de reequilíbrio ambiental no planeta

Em nosso país o ecoturismo se afirma como um dos principais fatores de desenvolvimento sustentável

ONU dá novo impulso a programa de meio ambiente
Mais um passo para “O Futuro que Queremos” foi dado pela Assembleia Geral da ONU, nesta semana ao permitir a participação universal no conselho deliberativo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Criado há 40 anos, o órgão conta com 58 integrantes e agora poderá receber contribuições de todos os 193 Estados-Membros da ONU. A resolução segue ações práticas acordadas no documento final da última Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), realizada em junho no Rio de Janeiro, da qual participou uma equipe do nosso blog Folha Verde News, onde iniciou a realização de um documentário (em andamento), "Não-Violência X Fim do Mundo".
“A decisão da Assembleia Geral de fortalecer e aperfeiçoar o PNUMA pode vir a ser um divisor de águas. A adesão mais universal ao conselho deliberativo do PNUMA estabelece uma nova plataforma, plenamente representativa, para fortalecer a dimensão ambiental do desenvolvimento sustentável”, afirma o diretor executivo do PNUMA, Achim Steiner. Segundo Steiner, todos os países terão o mesmo peso nas decisões sobre como apoiar o ambiente e garantir um compartilhamento de recursos naturais mais justo. Ele afirmou ainda que a resolução permitirá o aumento de acesso a tecnologia e o apoio do conhecimento científico para as decisões políticas de cada país ou do conjunto dos países nos próximos anos.

Fontes: www.onu.org.br
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quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

CRESCE A WEBVENDA DE PRODUTOS ORGÂNICOS

Com rapidez e tecnologia o e-commerce consegue ampliar consumo de alimentos orgânicos

Produtos orgânicos ganham espaço e estimulam negócios na Internet: o mercado que cresce 20% ao ano e movimenta R$ 500 milhões é abastecido por 90 mil produtores. Até 2014 eles poderão ser 300 mil, segundo informa no site do jornal O Estado de São Paulo Cris Olivette, na seção Oportunidades (Estadao PME). O mercado de produtos orgânicos vem possibilitando a empreendedores idealistas, que desejam difundir a alimentação saudável e estão preocupados com questões socioambientais, um campo fértil de atuação. Os sócios Felipe Guerra e Alexandre Viola, por exemplo, desejavam criar um negócio ligado a sustentabilidade, com potencial pouco explorado, voltado à Internet, e que proporcionasse ganhos sociais. “Conseguimos englobar tudo isso ao criar o e-commerce Vida Saudável Orgânicos”, diz Guerra. Segundo ele, a certificação de produtos orgânicos não procura apenas evitar o uso de agrotóxicos. “Ela vai além, observando com rigor o lado social das relações trabalhistas.” O empresário conta que o Vida Saudável possui 450 produtos cadastrados, produzidos por sete fornecedores. “Como muitas culturas são sazonais, no momento estamos com 268 produtos ativos.”  Uma boa notícia para a macrorregião (nordeste paulista, sudoeste mineiro) que é vanguarda em termos de produtores e/ou processadores de alimentos orgânicos, tema de outras matérias aqui no blog da ecologia e da cidadania Folha Verde News: "Inclusive, é de Franca o líder nacional deste setor, o José Alexandre Ribeiro, que preside a BrasilBio, ele já participou de congressos e outros eventos nacionais, representou o setor em Brasília, fez matérias e comentários aqui no nosso blog, um webespaço sempre aberto a temas como agroecologia, denúncia dos problemas causados à saúde das pessoas e do meio ambiente ou questões ligadas ao desenvolvimento sustentável", comenta o editor e ecologista Padinha, também comemorando mais este avanço da cultura ecológica e dos produtos naturais, usando como instrumento a velocidade e a tecnologia da comunicação digital, "além de um fator essencialo, que é a ética nos negócios".

A tecnologia mais atual para comercializar alimentos mais naturais...

...esta é uma estratégia que faz o setor crescer e agilizar a sustentabilidade
Futuro sustentável já
Formado em tecnologia da informação, Felipe Guerra afirma que o investimento inicial foi de R$ 2,5 mil. “Optamos por um modelo de negócio com baixo investimento. O maior custo seria com a concepção do sistema de e-commerce, mas eu mesmo desenvolvi a ferramenta.” Outra estratégia que barateou o custo de operação foi a opção de evitar manter produtos em estoque. “Segundo o conceito da agricultura biodinâmica, os alimentos devem ser consumidos logo após a colheita para preservar o valor nutricional, por isso trabalhamos com prazo de entrega de dois dias.” Depois de receber as encomendas, os pedidos são repassados aos fornecedores. Assim que os produtores fazem a entrega, a empresa encaminha os produtos fresquinhos para o cliente. Outro ramo que está crescendo nesse mercado é o de padarias orgânicas. Entre elas está a Padaria Artesanal Orgânica Pão. Criada em 2007 pelo empresário Rafael Rosa, a marca conta hoje com cinco unidades. E a sexta será inaugurada em janeiro. “Eu me alimento dessa forma, portanto, seria muito contraditório vender produtos não orgânicos aos meus clientes.” Rosa conta que o investimento para criar a primeira loja foi de R$ 160 mil. “O retorno veio em um ano. Comecei o negócio com três funcionários e hoje tenho 50.” Segundo ele, um dos grandes desafios no início do negócio foi encontrar fornecedores. “Hoje, melhorou muito. É impressionante como a oferta de produtos orgânicos aumentou nos últimos cinco anos aqui no Brasil.”  Movimento também crescente e semelhante ocorreu no Rio de Janeiro, onde um grupo de amigos adeptos da alimentação a base de orgânicos decidiu criar um e-commerce para oferecer esses produtos. “Antes de montar o Organomix, passamos cerca de oito meses fazendo pesquisa de mercado com produtores e consumidores”, diz Marcelo Schiaffino, um dos sócios. O empresário conta que o resultado da pesquisa apontou o drama dos produtores para comercializar os alimentos de forma rentável. Já do lado do consumidor, as principais reclamações eram relacionadas ao custo do produto e à dificuldade de encontrá-los, porque a distribuição era muito pulverizada. Schiaffino diz que o Organomix foi lançado em junho deste ano e que algumas premissas estão sendo comprovadas. “Uma delas é a de que havia grande demanda reprimida e que as pessoas queriam uma forma mais confortável para comprá-los.” O e-commerce trabalha com 50 marcas e mais de 1,2 mil itens. “Nossa loja tem, provavelmente, o maior portfólio do Brasil”. O empresário afirma que os produtores se encantam com o serviço. “Nós realmente resolvemos grande parte de seus problemas. Eles têm know-how no cultivo, mas grandes dificuldades para promover, comercializar e distribuir os alimentos.”
Segundo Schiaffino, o mercado de orgânicos movimenta R$ 500 milhões por ano e cresce entre 15% e 20% ao ano. “O Brasil tem 90 mil produtores que abastecem esse mercado, 85% formado por agricultores familiares.” O empresário afirma, ainda, que uma das metas do Governo é elevar esse número para 300 mil produtores até 2014. Crescem os orgânicos, o e-commerce e as chances de futuro sustentável no país.


Fontes: pme.estadao.com.br
             ecommercenews.com.br
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FORÇA DOS VENTOS: CRESCE A IMPLANTAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL

A expectativa é que a capacidade instalada no país cresça 250% até 2014
Em matéria de Roberta Machado o jornal Correio Braziliense iniciou agora uma série de reportagens sobre as novidades que prometem tornar o consumo energético mais sustentável e logo de cara destaca o crescimento dos parques de Energia Eólica no país: "Ela tem um potencial  natural extraordinário, temos que aproveitar este recurso energético que aumenta as perspectivas de um desenvolvimento brasileiro sustentável", comenta o ecologista Padinha, editor do nosso blog Folha Verde News, ao abrir nosso webespaço para esta informação de grande valor para a economia e o meio ambiente do Brasil.
Os recursos naturais do Brasil sempre ofereceram um variado leque de opções para a geração de energia elétrica, mas somente agora empresários e Governo começam a abrir os olhos para essa realidade. O país já pode dizer que 84% de sua geração de energia vêm de fontes naturais, a hidrelétrica ainda é responsável por 72% da capacidade instalada. Aos poucos, outras forças naturais, limpas, renováveis, começam a encontrar espaço nesse mosaico, que depende da variedade para ser realmente sustentável. Entre elas, a força dos ventos merece destaque: a fonte eólica já conquistou o posto de segunda fonte de energia mais barata do país, e deve aumentar sua fatia no país de 1% para 6% nos próximos três anos. Até 2014, a capacidade instalada deve crescer de 2GW para 7GW. “A fonte para sustentar o crescimento brasileiro  tem sido a hidrelétrica, mas em segundo lugar já vem a eólica”, avalia o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. O potencial eólico do país, aponta ele, chega a 143 mil megawatts, o equivalente a 10 usinas de Itaipu. “Esse potencial está subestimado, pois foi emitido com base em torres de 50m de altura. Hoje, os aerogeradores são muito mais altos”.

O potencial de Energia Eólica no Brasil é extraordinário e pode mover o Desenvolvimento Sustentável
Há menos de uma década no mercado de energia eólica, o Brasil já está entre as quatro nações que mais crescem no setor, atrás de China, Estados Unidos e Índia. Até o ano que vem, espera-se que o país salte da 20ª para a 10ª posição mundial no aproveitamento dessa energia. “A tecnologia é recente, e os investimentos no Brasil são mais recentes ainda, vieram a partir de 2004″, explica Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). Desde então, aponta a especialista, o preço da energia retirada do vento caiu para menos de um terço. “A energia eólica perdeu o status de fonte alternativa subsidiada e passou a ser competitiva.”
Existem mais de 30 mil turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, e muitos desses empreendimentos surpreendem pelo tamanho e pela capacidade. Em outubro, a Siemens Energy inaugurou uma torre marítima com as maiores pás já feitas. De fibra de vidro, cada uma mede 75m. É como se três prédios de 25 andares girassem no ar presos a um motor. O monstro eólico pode produzir até 6MW de energia limpa, o equivalente ao consumo de 6 mil residências. A eletricidade é levada para uma subestação em alto-mar que, por sua vez, a transmite para a terra. Ligando um gerador com ímãs diretamente ao eixo, o modelo precisa de apenas metade das peças usadas tradicionalmente e dispensa manutenção, pois possui um sistema de monitoramento automático. As pontas das pás também foram adaptadas para diminuir a resistência do ar e os níveis de barulho. “Nossa nova turbina incorpora o conhecimento agregado de engenharia acumulado nas últimas três décadas”, resume Henrik Stiesdal, CTO da divisão eólica da Siemens. Mesmo em dimensões mais modestas, pesquisadores também renovam o modelo das turbinas cata-vento, inspirado no seculares moinhos europeus. Alguns investem na mudança total de paradigma e defendem as turbinas verticais. Similares a hélices espiraladas, elas são mais compactas e podem se complementar para girarem mais rápido. Outros, ainda, sugerem novos materiais. Enquanto as pás mais avançadas são feitas de peças inteiriças de fibra de vidro, há casos como o de uma empresa alemã que criou uma turbina inteiramente feita de madeira. O material sustentável dispensa a prejudicial fabricação de aço, e ainda pode ser reciclado. No campo de inovações, o Brasil se destaca em iniciativas como a de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que estuda o uso de novos tipos de controladores de potência para as turbinas eólicas. “O vento é variável, então a velocidade que ele coloca no eixo da turbina também varia, e não é compatível com a frequência que a gente quer na rede elétrica. Você precisa condicionar essa velocidade para que o gerador gere uma energia na frequência da rede elétrica, de 60Hz”, explica Ernesto Ruppert Filho, professor da Unicamp. De acordo com o especialista, essa dificuldade de conversão foi um dos motivos para o atraso na popularização da energia eólica, e o trabalho pioneiro brasileiro pode diminuir o número de equipamentos necessários à instalação e economizar ainda mais recursos. Uma boa notícia para o Brasil entrar em 2013, preparando o futuro.

Fontes: Correio Braziliense
             www.ecodebate.com.br
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terça-feira, 25 de dezembro de 2012

OPINIÃO PÚBLICA: BRASIL MOSTRA A SUA CARA

Neste fim de ano duas pesquisas revelam problemas do país e crise até mesmo no futebol

Agora que passou o Natal e estamos chegando ao Ano Novo, a segunda festa tradicional desta época em que tudo praticamente para, esta é uma hora oportuna para se pensar e repensar na realidade do país e aí, as pesquisas de opinião pública revelam a alma ou pelo menos a cara do Brasil. Selecionamos duas destas pesquisas em busca desta informação para você que acessa direto aqui o nosso blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News. Confira a seguir.

A maioria critica a desigualdade social mas liga a violência à maldade humana

Para 37% dos brasileiros, a preguiça das pessoas que não querem trabalhar explica parte da pobreza no país, enquanto 61% culpam a falta de oportunidades iguais para que todos possam subir na vida. Os dados são de uma pesquisa do instituto Datafolha publicada pelo jornal Folha de S. Paulo neste Natal. Os mais jovens citaram a desigualdade com mais frequência. Na região Sul, 50% acham que a falta de melhores oportunidades é o problema, mas 48% culpam a preguiça das pessoas. De acordo com o levantamento deste instituto de pesquisa e deste jornal, (ambos de muita credibilidade) a maioria dos brasileiros é tolerante com a homossexualidade, mas é contra a liberação do uso de drogas. A maioria acha também que a desigualdade social alimenta a pobreza, mas acredita que a maldade das pessoas é a principal causa da criminalidade e da onda de violência. A pesquisa foi feita no último dia 13 e foram realizadas 2.588 entrevistas em 160 municípios. Entre os temas explorados, a questão que menos divide a sociedade diz respeito à influência da religião na vida das pessoas: 86% acreditam que crer em Deus torna as pessoas melhores e 13% acham que isso não é necessariamente verdade. Uma outra questão que divide os entrevistados, de acordo com o estudo, é sobre o papel dos sindicatos: 49% dizem eles são importantes para defender os interesses dos trabalhadores e 46% acham que eles servem mais para fazer política do que para representar seus filiados.

No futebol faltam ídolos brasileiros e isso mostra uma outra cara da crise no país

Existe aquela tradição, quase um tabu, de que o Brasil é o país do futrebol, mas tirando por base a pesquisa realizada nestes dias pelo site Uol Esportes, os brasileiros atualmente não estão com a bola toda.
Com 90%, Messi é eleito pelos próprios jogadores daqui como o melhor jogador do mundo e os atletas conterrâneos estão mal classificados neste levantamento. Em termos de gol  - que é a essência deste esporte - o argentino Lionel Messi foi inquestionável: 91 gols até agora nesta temporada e recorde histórico em um mesmo, quebrando marcas até de Pelé. E tudo isso com muita beleza nos lances. Por tudo isso, ele foi eleito o melhor jogador de futebol em atividade no mundo em um 'pesquisão' realizado pelo UOL Esporte com 100 jogadores de 15 equipes do nosso país. Sob anonimato, atletas de São Paulo, Corinthians, Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Atlético-MG, Flamengo, Vasco, Fluminense, Botafogo, Grêmio, Internacional, Figueirense, Goiás e Vitória votaram em 13 quesitos, que ainda serão publicados ao longo dos próximos dias em uma série com dez matérias. O meia-atacante argentino teve 90% dos votos e passou fácil pelo eterno concorrente Cristiano Ronaldo, que teve apenas 7%. Neymar, o brasileiro exceção, Iniesta e Xavi tiveram apenas 1% cada.
Na mesma pesquisa, Neymar foi eleito o melhor jogador em atividade no futebol brasileiro, com 89% dos votos. Já Fred foi eleito o melhor jogador do Campeonato Brasileiro. Artilheiro da competição com 20 gols marcados, o atacante do Fluminense recebeu 27% dos votos, seguido muito de perto por Ronaldinho Gaúcho, com 23% e Neymar, com 19%. Explica-se: o jogador do Santos participou apenas de 17 partidas das 38 da equipe no campeonato, e por isso não foi escolhido, apesar de ser o melhor do país na opinião dos companheiros de profissão. Uma das surpresas da pesquisa é que atletas do Corinthians, que brilharam agora recentemente no Mundial de Clubes, como o goleiro Cássio e o meia-volante Paulinho não tiveram boa votação. Ouvido pela Radio Bandeirantes-AM sobre este detalhe, Paulinho  - que recebeu pouco mais de 2% das indicações dos jogadores de 15 dos principais times do país -  "aí, você tem que dar um desconto porque alguns dos  jogadores de outras equipes me vêem como concorrente". E concluiu afirmando que "prá mim Cássio, por exemplo, é um dos maiores destaques hoje em nosso país".
Esta pesquisa feita em cima do futebol  - uma das formas mais brasileiras de esporte, arte e cultura - revela também que existe uma certa crise brasileira no mundo da bola e em toda a nossa vida cultural: "Isso não é contraditório, muito ao contrário, com os altíssimos índices de violência que abalam o dia a dia no Brasil, problemas como a violência prejudicam demais a qualidade de vida de todos e isso influencia demais também até na performance esportiva", argumenta por sua vez o editor do Folha Verde News, o ecologista Padinha, elogiando a iniciativa destas pesquisas de opinião pública nesta época do ano: "Servem para reflexão de todos nós e motivam a gente buscar mudanças ou avanços na realidade do país e da vida".

Problemas socioambientais e violência revelam a realidade do país e do próprio ser humano hoje

Até no futebol existe uma crise cultural ou má performance até aqui no país da bola

O mapa da violência são um dos problemas que espelham a cara do Brasil de agora

Fontes: www.folha.com
               www.terra.com.br
            www.uol.com.br
                                        http://folhaverdenews.blogspot.com

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

ESTRELA DE BELÉM: MILAGRE, ASTRONOMIA OU OVNI?

A Estrela de Belém foi uma estrela, um cometa, um Ovni ou um fenômeno sobrenatural?
São muitos os especialistas que tentam desvendar o mistério não só da Estrela de Belém mas também da data do nescimento de Jesus: "Tirando por base seus estudo e de muitos outros astrônomos e historiadores, estamos comemorando o Natal em data errada, mas tudo bem, o que vale é o conteúdo imaterial desta festa", comenta por sua vez o editor do nosso blog Folha Verde News, Padinha: "Com certeza, apesar de todo o consumo e violência hoje em dia, o Natal tem um conteúdo mágico, espiritual e de ecologia".

Pesquisador Bernardo Staut tenta explicar a Estrela de Belém
"Muitos fatores complicam a versão sobre a Estrela de Belém, incluindo a incerteza da data exata do nascimento de Cristo e a terminologia usada para descrever eventos astrológicos há cerca de 20 séculos. Por exemplo, qualquer objeto que atraísse atenção suficiente era chamado de “estrela”. Meteoros eram “estrelas cadentes”; cometas eram “estrelas ‘cabeludas’” e os planetas eram “estrelas caminhantes”. A Bíblia nos oferece algumas referências históricas, como o Rei Herodes. Estudos modernos sugerem que ele morreu entre os anos quatro e um antes de Cristo, pelo nosso calendário presente. Conta-se que os Magos visitaram o rei pouco antes de ele morrer, e o nascimento de Cristo e o aparecimento da famosa estrela aconteceram logo depois disso. Por tudo isso, é muito difícil que Jesus tenha nascido no fim de dezembro. Uma passagem bíblica, de São Lucas, diz: “Naquela região havia pastores que estavam passando a noite nos campos, tomando conta dos rebanhos de ovelhas”. Isso indica que era primavera, época em que os pastores da Judeia cuidavam dos novos animais. Em tempos antigos, 25 de dezembro era a data do famoso festival romano de Saturnália. Presentes eram trocados; casas, ruas e prédios decorados; pessoas iam para casa e todos ficavam em clima de festa. Já foi dito que os primeiros cristãos escolheram a época desse festival para evitar atenção e escapar das perseguições. Quando o imperador romano Constantino adotou oficialmente o Cristianismo, no século quatro, a data do Natal permaneceu no dia 25. E é quase certeza que o nascimento de Cristo não aconteceu há 2011 anos. Nossa atual cronologia, com anos a.C e d.C, foi adotada pelo abade romano Dionysius Exiguus em 523 d.C. Infelizmente, ele fez dois erros grandes nos cálculos. O primeiro foi colocar o ano “um” depois de Cristo imediatamente depois do ano “um” antes de Cristo, esquecendo completamente do zero. Na época, o “zero” não era considerado um número. Então, o ano três, por exemplo, matematicamente falando é o dois. O segundo foi aceitar a declaração de Clemente de Alexandria de que Jesus nasceu no ano 28 do reinado do imperador romano César Augusto. Mas Dionysius não levou em conta que durante os quatro primeiros anos desse reinado, o imperador era conhecido pelo seu nome original, Otaviano, até que o senado o proclamasse “Augusto”. Então apenas aqui já temos um erro de quatro anos, mas agora nossa cronologia está muito avançada para ser modificada. Para os anos do aparecimento da Estrela, muitos astrônomos e estudiosos da Bíblia acreditam que deve ter ocorrido entre os anos sete e dois a.C. Então esse é o período que devemos explorar para determinar se algo estranho aconteceu no céu".
Outros pesquisadores levantam questões parecidas. O que foi a Estrela? Um cometa? Peregrinações planetárias? Talvez o sinal dos Magos veio da constelação de Leão. Para os antigos israelitas, essa constelação era considerada significativa e sagrada. Uma conjunção muito próxima entre Vênus e Júpiter teria sido visível no céu do Oriente Médio em 12 de agosto do ano três a.C. E esse evento teria sido avistado tanto no leste, pelos persas, quanto no oeste...Vênus acabou sumindo com o Sol, mas Júpiter e Leão continuaram no céu noturno durante dez meses. Nesse tempo, outras conjunções planetárias teriam ocorrido, todas de grande importância para a época. Mas especificamente a Estrela de Belém foi uma ocorrência sobrenatural? Ou, um milagre?...Um Ovni?...

A ciência contemporânea ainda não decifrou o mistério da Estrela de Belém e nascimento de Jesus

Há até teorias que falam em ocorrência ufológica...

...mas as religiões têm uma versão mais tradicional

Teorias, especulações, hipóteses: a ciência não desvenda o mistério, um evento da fé cristãHubert J. Bernhard, que por muitos anos foi professor no Planetário Morrison, em São Francisco, EUA, fez uma série de quatro álbuns em 1967 para educar e popularizar a astronomia. Eles receberam o nome de “Série de Aulas do Planetário”, e um dos tópicos falava sobre a famosa Estrela. No final desse trecho, Bernhard dizia o seguinte: “Se você aceita a história contada na Bíblia como verdade literal, então a Estrela do Natal talvez não tenha sido uma aparição natural. Seu movimento pelo céu e habilidade de se manter e marcar um local indica que não foi um fenômeno natural, mas um sinal sobrenatural. Algo que a ciência nunca vai conseguir explicar”. De fato, esse é um mistério que a ciência ainda não conseguiu desvendar. Teorias astronômicas tentam explicar Estrela de Belém. Até pesquisadores de ufologia entram nesta busca e há muitas hipóteses que procuram mostrar que esta estrela extraordinária foi algo extraterrestre do tipo de uma aparição de Ovni.

Pode parecer blasfemo questionar uma imagem tão forte do Natal como a estrela de Belém, mas sua possível existência vem sendo objeto de um acalorado debate astronômico por décadas. Seria possível que algum evento cósmico real pudesse ter direcionado os Três Reis Magos, como relata a tradição cristã, ao local onde Jesus nasceu? Esse debate requer uma grande premissa – de que a história da estrela e da viagem sejam verdadeiras. O astrônomo David Hughes, da Universidade de Sheffield, publicou seu primeiro trabalho com a revisão de teorias sobre a famosa estrela nos anos 1970. Após passar muitos anos estudando as explicações astronômicas e revisando histórias bíblicas associadas, ele é hoje um especialista no assunto. Os três reis seriam sábios religiosos de um grupo de astrônomos e astrólogos reverenciados na Babilônia antiga. Eles estudavam as estrelas e os planetas e interpretavam o significado por trás de eventos cósmicos. Qualquer coisa muito rara era considerada um presságio, então a estrela deveria ter sido tanto rara quanto visualmente espetacular. Além disso, diz Hughes, ela teria uma mensagem muito clara para os Magos. Isso leva o astrônomo a concluir que a estrela de Belém provavelmente não era uma estrela e que provavelmente o fenômeno estava relacionado a mais do que um único evento.
 “Se você ler a Bíblia com cuidado”, diz Hughes, “os Magos viram algo quando estavam em seu próprio país – provavelmente a Babilônia -, então viajaram até Jerusalém e foram falar com o rei Herodes.” Segundo a história, os Magos contaram a Herodes sobre o sinal que tinham visto e, segundo Hughes, “quando saíram de Jerusalém para Belém, eles viram algo de novo”. A melhor explicação de Hughes para essa série de eventos é algo conhecido como conjunção tripla entre Júpiter e Saturno – com os dois planetas aparecendo próximos no céu por três vezes em um curto período. “Isso acontece quando você tem um alinhamento entre o Sol, a Terra, Júpiter e Saturno”, explica Hughes. Mas para a Nasa, uma estrela nova aparecida no ano 4 a.C estaria posicionada exatamente na região de Jerusalém...Tim O’Brien, diretor-associado do Observatório Jodrell Bank, em Cheshire, sugere que isso teria parecido fora do comum. “É incrível o quanto nossa atenção é atraída quando vemos dois objetos muito brilhantes se juntando no céu”, explica. E uma vez que os planetas se alinhem em suas órbitas, a Terra “ultrapassa” os outros, o que significa que Júpiter e Saturno pareceriam então mudar de direção no céu da noite. “Naquela época, as pessoas se guiavam muito pelos movimentos dos planetas”, diz O’Brien. O que é ainda mais significativo é que o evento teria ocorrido na constelação de Peixes, que representa um dos signos do zodíaco. “Você somente teria uma conjunção tripla como essa a cada 900 anos”, diz ele, então para os astrônomos da Babilônia há 2.000 anos isso teria sido o sinal de algo muito significativo.
Outra teoria é a de que a estrela era a luz do nascimento de uma nova estrela, ou nova. Há registros – novamente de astrônomos do Extremo Oriente – de uma estrela nova na pequena constelação de Áquila em 4 a.C. “As pessoas que gostam dessa teoria dizem que essa nova estrela estaria posicionada diretamente sobre Jerusalém”, diz Hughes. Esta especulação bate com investigações da Nasa e também sobre levantamentos históricos mais atuais sobre a data do nascimento de Jesus.
Robert Cockcroft, gerente do planetário McCallion, da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, diz que uma estrela nova é “uma boa candidata” para explicar a estrela de Belém. “Ela pode ‘aparecer’ como uma nova estrela em uma constelação e apagar novamente nos meses seguintes”, explica. “Ela também não é muito brilhante, explicando por que não temos nenhum registro dela no Ocidente”.
Fontes: www.ambientebrasil.com.br
             www.ig.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

domingo, 23 de dezembro de 2012

JOVEM SÍRIA USA O FACEBOOK PARA SUA LUTA DE CIDADANIA

Dana Bakdounis busca revolucionar costumes ao postar foto sem véu no Facebook



Direto de Beirute para a BBC News, Samer Mohajer e Ellie Violet Bramley relatam que Dana Bakdounis, de 21 anos, gerou páginas em toda a mídia e discussões no Facebook em torno da revolta na Síria, algo que tem se multiplicado conforme avançam os embates entre rebeldes e o regime, que duram quase dois anos já matou milhares de pessoas. Mas a jovem Dana Bakdounis aproveitou o momento para acirrar a a luta sobre o direito das mulheres ao postar na Internet uma foto sem véu, justificando seu ato poeticamente: "sentir a beleza do mundo, o sol e o ar". Criada na Arábia Saudita, um dos países mas conservadores do mundo árabe, Dana decidiu retirar pela primeira vez o véu usado durante toda a vida em agosto do ano passado. Nestes momentos em que a Inglaterra reconhece os rebeldes como representantes da Síria, eles que tomaram o aeroporto nacional como sua base militar, Dana prefere comentar mais a sua ação de cidadania, explicando que ela já acompanhava e interagia com a página "A Revolução das Mulheres no Mundo Árabe" no Facebook desde o meio deste ano. Com mais de 70 mil membros, o site acabou se tornando um fórum de debate sobre direitos das mulheres na região, com participações ativas de mulheres e homens, árabes e não-árabes, simultaneamente à revolução armada dos rebeles e a performance de Dana Bakdounis foi a mensagem que causou mais furor, desde que foi  fotografada e postada no dia 21 de outubro: "O véu não era para mim, mas eu tinha que usá-lo por causa da minha família e da sociedade. Eu não entendia por quê meu cabelo estava coberto. Eu queria sentir a beleza do mundo, eu queria sentir o sol e o ar", dise nesta manifestação original. Olhando diretamente para a lente da câmera, com o cabelo cortado muito curto à mostra, Dana nesta postagem segura um documento oficial com sua foto usando véu, e ao lado um bilhete que diz: "A primeira coisa que eu tirei foi meu véu. Eu estou ao lado da revolução das mulheres no mundo árabe porque, durante 20 anos, não me permitiram sentir o vento no meu cabelo e no meu corpo". Isso, para expressar  - como disse aos repórteres Samer Mohajer e Ellie Violet Bramley - o seu desejo de liberdade política e também cultural. A imagem dela no Facebook acabou gerando muita polêmica, com mais de 1.600 likes, quase 600 compartilhamentos e cerca de 250 comentários., que continuam sendo enviados. Entre as reações houve muitas manifestações de apoio e pedidos de amizade. Muitas mulheres copiaram a ideia, postando fotos sem véu, mas Dana também enfrentou rejeição. Vários de seus contatos na rede social decidiram encerrar a amizade. As relações com a mãe, que desaprovou o protesto e chegou a receber ameaças de morte contra a filha, ficaram estremecidas.


Dana Bakdounis acabou por liderar uma revolução cultural na Internet

Além da tomada do poder pelos rebeldes, eles querem a Síria com mais liberdade cultural
No Facebook, os administradores da página sobre os direitos das mulheres acusaram a rede social de censura por terem removido do ar a foto de Dana no dia 25 de outubro, quatro dias depois de ter sido postada. Além disso, a jovem foi bloqueada e os administradores do site também tiveram suas contas bloqueadas. Eles dizem que a página como um todo ficou bloqueada entre os dias 29 de outubro e 5 de novembro e que as cópias da foto que foram postadas por outras pessoas também foram removidas. Ao ser questionada por correspondentes internacionais da imprensa, a direção do Facebook diz que houve um equívoco ao aplicar algumas de suas regras: "As imagens da mulher não violaram nossos termos. Ao contrário, um erro foi cometido no processo de resposta a um alerta de conteúdo controverso", diz um membro do Departamento de Relações Públicas da empresa, acrescentando que "o que tornou essa situação pior foi o fato de termos cometido múltiplos erros durante alguns dias, e que levamos tempo para ratificar cada um desses erros". Polêmica como esta à parte, o fato é que com o webprotesto, Dana tornou-se uma das ativistas pró-direitos das mulheres mais conhecidas da Síria. Ela diz que pretende agora tirar uma foto de dentro do país. "Eu quero fazer outra fotografia, desta vez na Síria, só para mostrar que eu posso lutar contra a injustiça e o poder. Com a minha câmera, eu posso ajudar as pessoas e apoiar o Exército Livre da Síria". Os rebeldes lutam contra o regime do presidente Bashar al-Assad, e exigem sua renúncia. Os embates levaram o país a uma guerra civil e segundo a ONU dezenas de milhares já morreram. "Do ponto de vista cultural, a coragem e o posicionamento de Dana foram e são vitais para promover mudanças de comportamento e avançar os direitos de cidadania das mulheres", comentou o ecologista Padinha, ao editar esta reportagem aqui no Brasil dentro do webespaço do blog Folha Verde News. A posição de Dana é crucial, já que há cada vez mais relatos da presença de grupos islâmicos fundamentalistas lutando ao lado dos rebeldes oposicionistas, o que poderia indicar que uma vitória política da coalizão rebelde não mudaria necessariamente os costumes rígidos do país.

"Luto por uma Síria repleta de direitos, com justiça entre homens e mulheres, eu quero justiça e porque já tenho minha liberdade, e eu não estou com medo de nada agora, agora posso fazer o que eu acreditar que é a coisa certa a fazer, ajudando assim da minha parte o futuro do meu povo". (Dana Bakdounis).

Fontes: BBC News
             http://folhaverdenews.blogspot.com

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

CORRE CORRE PRÁ CHEGAR EM TEMPO PRO NATAL

Transformado em festa de consumo o Natal vira correria em todo os lugares do mundo



O lance é largarmos a correria elevando nossa mente agora
Poucos se lembram do sinal da Estrela de Belém, que levou os 3 Reis Magos há 2012 anos a uma gruta na periferia desta cidade onde nasceu um ser de luz que mudaria a realidade do planeta: a proposta de sua vida, com exemplos práticos e com mensagens diretas era mudar a cabeça e o coração dos seres humanos, para eles acabarem com a violência, instaurando um tempo de justiça, fartura, alegria e paz, o Reino de Deus na Terra. Isso, ainda não aconteceu, em mais de dois mil anos de tentativas, erros, limites e luta para a gente criar o futuro. É a luta da hora. O corre corre do consumo não leva a nada a não ser mais desengano, mais despesas, mais ilusões e até mais violência. (Padinha).

Fontes: BBC
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quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

ESTÁ SENDO CRIADO PROGRAMA DE PROTEÇÃO A JORNALISTAS NO BRASIL

Governo criará programa de proteção a jornalistas ameaçados de morte ou censurados


E entrevista à BBC, matéria também divulgada pelos sites JB,Terra e agora aqui no blog Folha Verde News, a ministra Maria do Rosário afirmou que a Secretaria de Direitos Humanos estuda a criação de um programa federal específico para a proteção de jornalistas ameaçados de uma ou outra forma no Brasil. Nele, os repórteres passariam a receber proteção como já acontece com testemunhas de crimes, adolescentes em risco e defensores de direitos humanos que correm perigo de vida. "No caso da imprensa, deveria também ser conseguida uma garantia de se preservar os direitos à liberdade de informação, uma vez que variadas formas de censura, sutis ou não, têm reaparecido em todos os países, também em nosso país que em passado recente teve uma história negra neste sentido", comentou o repórter e ecologista Padinha ao editar estas informações aqui no blog de ecologia e de cidadania, ele que é ligado ao movimento da não-violência e está sempre acompanhando a luta pela livre expressão e também já foi vítima de censura e de perseguição política. Ele levou esta questão na Rio+20 da ONU e também particpou, por exemplo de um debate com estudantes da Jornalismo na Universidade de Franca há algum tempo. Ainda nesta semana agora, a organização internacional RSF (Repórteres Sem Fronteiras) divulgou relatório que coloca o Brasil entre os cinco países "mais mortais" para jornalistas. Os outros quatro países são Síria, Somália, Paquistão e México. Segundo a entidade, cinco profissionais foram mortos nesse ano no exercício da profissão no Brasil. No mundo todo, o número de vítimas chegou a 88 - um aumento de 33% em relação ao ano anterior: "Nós consideramos que a agressão e a perseguição a comunicadores, a jornalistas, pessoas que têm no seu cotidiano a missão da comunicação, é uma agressão à democracia e uma agressão aos direitos humanos e ao Brasil", afirmou a ministra. Segundo ela, o passo inicial da secretaria em direção à proteção dos jornalistas foi a aprovação no Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana de uma resolução que cria um grupo de trabalho para analisar os abusos contra esse profissionais. Ele será composto por representantes dos ministérios da Justiça e das Comunicações, da Polícia Federal e de entidades de classe que representam jornalistas e blogueiros.


Dentro do clima de violência em São Paulo entre policiais e bandidos, jornalistas têm sido ameaçados

O problema é atual em todos os países

Um dos casos mais conhecidos é o de Julian Assange/Wikileaks

Até no interior do país vem se discutindo a questão como ocorreu com o repórter Padinha na Unifran
O grupo governamental terá a tarefa de monitorar as investigações sobre os casos e, eventualmente, colocar os profissionais ameaçados em algum programa de proteção já existente - antes da eventual criação de um programa de proteção específico. Essa força-tarefa foi pensada devido aos recentes assassinatos de jornalistas no Maranhão, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte, e também às ameaças feitas por supostos policiais ao repórter André Caramante, da Folha de S.Paulo, como aliás divulgamos tambèm aqui à epoca com destaque no Folha Verde News. O jornalista passou a ser perseguido e teve que sair do país por três meses após escrever uma reportagem sobre como Paulo Telhada, o vereador eleito por São Paulo e ex-comandante da Rota (uma controversa unidade de elite da polícia paulista) que  usava sua página no Facebook para pregar a violência contra suspeitos de crimes. A defesa do vereador eleito diz que a página foco da reportagem não pertence a ele. O Governo do Estado de São Paulo chegou a oferecer ao repórter a oportunidade de entrar em um programa local de proteção. A proposta não foi aceita por Caramante, pois o obrigaria a fugir para um local secreto e mudar de identidade - o que resultaria na impossibilidade de continuar escrevendo reportagens que denunciam abusos cometidos por maus policiais. A ministra Maria do Rosário afirmou que não existe atualmente um programa de proteção federal que além de proteger o jornalista, garanta seu direito de continuar informando à população. E este é um ponto essencial da questão. O único programa em vigor que permite à vítima permanecer em seu ambiente de trabalho é o de proteção a defensores de direitos humanos. Mas até agora ele só foi colocado em prática em cidades do interior do país, especialmente com representantes indígenas e quilombolas. Segundo a Ministra, um eventual programa para jornalistas deve garantir a liberdade de expressão de todos os profissionais ameaçados, esclarecendo ainda que o programa não deve ser oneroso nem de difícil implementação: "O André Caramante é um defensor de direitos humanos. Resolvendo bem este seu caso e assegurando a ele exercer o seu trabalho, nós vamos estar descobrindo como proteger todos os demais jornalistas que possam passar por este tipo de problema", disse Maria do Rosário sobre o novo programa de proteção sendo preparado pela Secretaria dos Direitos Humanos.

Fontes: BBC
             www.jbonline.com.br
             www.terra.com.br
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2012

GERAÇÃO NEM NEM É UM DOS DILEMAS DO BRASIL

Cresce número de jovens que não estudam nem trabalham analisa o site Brasil de Fato 


O destaque nacional deste site de jornalismo mais independente, que abre sempre muito espaço para os problemas brasileiros  - inclusive, os socioambientais -  informa  que de 2000 a 2010, aumentou em 708 mil o número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudavam, não trabalhavam, nem procuravam ocupação: o IPEA, instituto responsável pela pesquisa não dimensiona se há previsão para se buscar alternativas de solução para este problema da juventude brasileira e do do próprio país em 2013. Em 2012 não houve nem a discussão deste tema nem no Congresso Nacional nem no Governo e a maior parte da grande mídia não chegou a a debater prá valer esta questão, seu alcance e as possibilidades de solução, a bem de um avanço socioeconômico do Brasil: "Esta Geração Nem Nem deveria ser uma das prioridades para a gestão pública já em 2013, isso, se realmente se optasse por implantar no país um nova estrutura de desenvolvimento, equilibrado, sustentável, criador do futuro", comenta em nosso webespaço de ecologia e de cidadania, o nosso editor de conteúdo Antônio de Pádua, o ecologista Padinha, divulgando por aqui no blog Folha Verde News este levantamento de muita importância, publicado em primeira mão pelo site Brasil de Fato.
De 2000 a 2010, aumentou em 708 mil o número de jovens entre 15 e 29 anos que não estudavam, não trabalhavam, nem procuravam ocupação (“Nem, Nem”). Este dado está uma das notas técnicas do boletim Mercado de Trabalho nº 53, lançado neste mês pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).


A tal de Geração Nem Nem pode estar criando um novo estilo de cultura de vida?

Os problemas brasileiros da Educação influem diretamente na questão do desemprego de jovens

Técnicas autora do estudo mostram mais detalhes da Geração Nem Nem
Produzido pelas técnicas do IPEA, Ana Amélia Camarano e Solange Kanso, o estudo verificou que 8,1 milhões de jovens estavam nesta condição em 2000 (16,9% da população jovem), atingindo 8,8 milhões em 2010. Este fenômeno teve comportamento diferenciado por sexo. Enquanto o contingente masculino aumentou em 1,1 milhões de pessoas, o de mulheres diminuiu em 398 mil. Do total de homens jovens, 11,2% encontravam-se na condição de não estudar e não trabalhar em 2010. Entre as mulheres, a proporção foi mais elevada, 23,2%.  A redução no número de mulheres jovens que não estudavam nem trabalhavam foi decorrente de um maior tempo passado na escola pelas mais jovens e de uma participação maior nas atividades econômicas pelas mais velhas. Do total que não estudavam e não participavam do mercado de trabalho, 67,5% eram mulheres, embora esta fatia venha decrescendo desde os anos 1980.
Se, por um lado, aumentou a quantidade de pessoas na categoria “Nem, Nem”, por outro diminuiu o número de jovens que estudavam e trabalhavam - participavam da População Economicamente Ativa (PEA). Essa redução ocorreu principalmente entre os homens da faixa etária de 15 a 19 anos. Em 2011, tanto homens quanto mulheres que não estudavam nem trabalhavam apresentavam baixa escolaridade. Os homens tinham em média sete anos e as mulheres, oito. Os jovens que não estudavam nem trabalhavam estavam inseridos em famílias cujo rendimento médio domiciliar per capita era o menor dentre as famílias analisadas: "É necessário políticas públicas que contribuam para uma inserção adequada desses jovens, seja na escola ou no mercado de trabalho", conclui Ana Amélia Camarano.

Fontes: www.brasildefato.com.br
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terça-feira, 18 de dezembro de 2012

COM MENOS ARMAS BRASIL É MAIS VIOLENTO QUE STATES

Nosso país tem três vezes mais mortes a tiro que os EUA e mais violência no dia a dia


Matéria de Maurício Moraes, na BBC em Londres, hoje, revela que o Brasil é o país com mais mortes por arma de fogo no mundo, com 36 mil mortos. E completa a informação: apesar do número bem inferior de armas de fogo em circulação entre a nossa população do que nos Estados Unidos, o Brasil registrou, em 2010, 36 mil vítimas fatais de tiros. O total é 3,7 vezes o registrado pelos americanos, que tiveram 9.960 mortes, ficando assim o Brasil colocado no topo dos que mais registram óbitos por arma de fogo no mundo. Nos Estados Unidos, o debate sobre o porte de armas voltou à tona após o massacre em uma escola no estado americano de Connecticut que resultou na morte de 20 crianças e 6 adultos. O acesso a armas de fogo no país é bem mais fácil: é possível comprar armas em vários estados sem a necessidade de registro ou autorização de autoridades e o direito à posse é determinado pela própria Constituição. No Brasil, a posse de armas de fogo é permitida após registro e análise de antecedentes, mas o porte de armas de fogo é proibido, salvo em casos excepcionais.

Luta pela não-violência registra um crescimento nos últimos anos no Brasil

Nos States há proporcionalmente uma arma para cada cidadão
Baseado em estimativas colhidas em 2007, o relatório do UNODC diz que, nos Estados Unidos, havia 270 milhões de armas em posse da população, contra 15 milhões no Brasil. Não fica claro, entretanto, se os números são apenas de armamentos registrados, ou também se englobam estimativas de armas ilegais. O que fica claro é que os americanos vivem bem mais "armados" do que os brasileiros. Mas enquanto nos EUA a taxa de óbitos por arma de fogo é de 3,2 por 100 mil habitantes, no mesmo ano, em 2010, os brasileiros contavam 19,3 mortos por 100 mil. Na América do Sul o Brasil só perde para a Venezuela, com 39 mortes por 100 mil habitantes (2009 – último dado) e para a Colômbia, com 27,1 mortes por 100 mil habitantes (2010). O México, que vive uma epidemia de violência, viu seu índice de mortalidade saltar de 2,9 por 100 mil em 2003 para 10 para 100 mil em 2010. Especialistas ouvidos pela BBC Brasil veem diferenças nos graus e na forma como violência é tratada por norteamericanos e brasileiros. Para o sociólogo Guaracy Mingardi, ex-secretário de Segurança de Guarulhos (SP) e atual assessor da Comissão Nacional da Verdade, "Brasil e EUA tem culturas diferentes de violência". Já o ecologista Padinha, que edita o nosso blog de ecologia e de cidadania - Folha Verde News -  argumenta que "realmente há algumas diferenças de forma, grau, gênero e número entre a realidade dos norteamericanos e a dos brasileiros, porém, em ambos os países predomina disparada da mesma maneira a cultura da violência".
"A principal questão é a Justiça. Nos Estados Unidos a probabilidade de levar um homicida para a prisão é muito maior que no Brasil", afirma Mingardi e segundo ele, a impunidade abre caminho para agravar os índices de ocorrências violentas em nosso país. Explica também que a natureza dos crimes também é diferente lá e cá:  "No Brasil, a violência interpessoal, que engloba briga de bar, de vizinho, marido e mulher, responde por mais da metade das mortes". José dos Reis Santos Filho, sociólogo e professor da Unesp de Araraquara, concorda com o comentário do ecologista Padinha e afirma com todas as letras: "Existe mesmo uma cultura de violência no Brasil", ressaltando ainda um detalhe: "No Brasil ainda há a tendência de se resolver as coisas de maneira imediata, ir rápido às vias de fato. Nos Estados Unidos, a ofensa à integridade física é um tema sensível", diz, observando que é possível com muito mais facilidade nos States conseguir indenizações na Justiça em casos de agressões
Agora nestes dias nos EUA, o debate sobre o acesso às armas volta à tona após o massacre em uma escola de Connecticut: José dos Reis Santos Filho observa que a legislação contra armas no Brasil é muito mais dura que nos EUA, onde é fácil o acesso a armamentos: "Mas o fato de haver uma legislação avançada na área não significa que o conjunto dos cidadãos avançou nesta área".
Em 2003, entrou em vigor aqui o Estatuto do Desarmamento. Desde então, o Governo passou a promover campanhas de entrega de armas. Segundo o Ministério da Justiça, mais de 612 mil armamentos foram entregues desde então. O sociólogo Mingardi se mostra otimista, diz que desde então o "Brasil está em uma fase de evolução". Ele chama a atenção, no entanto, para o grande número de armas contrabandeadas: "Com o Estatuto há um maior controle das armas, mas a questão é que aumentou o número de armas ilegais circulando no país".

Fontes: BBC
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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

CORINTHIANS NO MUNDIAL NO JAPÃO... E AQUI

Imagens que falam por si mesmas e mostram diferentes momentos do Banzai, Corinthians

Durante o jogo, fotos instantâneas do gol que deu o título de bicampeão Mundial da Fifa ao Corinthians em Yokohama no Japão, cenas de bastidores, lá e cá, torcedores longe daqui, do outro lado do mundo ou aqui mesmo, numa esquina de rua qualquer onde os bandos de loucos iam se encontrando para comemorar a vitória do Timão em quaisquer cidades do Brasil: o melhor de tudo é que não houve violência, mesmo com mais de 30 mil torcedores corinthianos ao vivo no jogo contra o Chelsea nem depois nas comemorações, de noite no Japão, de dia no Brasil, milhões de torcedores sem nenhum problema. Vai, Corinthians! Ou melhor, agora volta. Esperamos também que não pinte violência na chegada. Banzai, agora e sempre, em busca da arte da bola, com garra e jogando assim sem violência (usando mais a inteligência que a força) algo que é raridade no jogo da vida hoje em dia em todo lugar do mundo. No meio da atualidade superviolenta do planeta hoje, a festa do Mundial de Clubes foi um oásis, ao contrário do que rolou (por mau exemplo) na final da Copa Sulamericana no Morumbi, dias atrás, ou do massacre numa escola dos States (mais um), das mortes na Síria, da violência diária em São Paulo ou no Rio, das agressões a animais e à natureza, da fome em algumas regiões da África, nos conflitos entre judeus e palestinos...Valeu  tudo também neste sentido de alegria e de não-violência. Só falta dizer então, graças a Deus.  (Padinha)


Guerrero, o peruano da Fiel, sobe para cabecear a bola do jogo...


...e faz 1 X 0 em cima do Chelsea, sai pros abraços e prá galera

Jorge Henrique foi a arma secreta do Timão no Mundial

Almas desta equipe: a torcida, Tite e a união



Ali no bairro Santa Rita em Franca muito longe do Japão...

....Lúcio Marques e seus amigos no Yokohama no Japão....

....corinthianos ecologistas chegaram até no Monte Fuji....

Um dos guerreiros do Timão recebe gravata do Presidente Gobbi

Depois da vitória heróica uma festa no 4º andar de toda a equipe

Paulinho recebeu muitas cartas e fotos de familiares antes da batalha

Depois da batalha, brincadeiras à japonesa como a de Paulo André



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