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sexta-feira, 30 de novembro de 2012

HOMENS ARANHA PROTESTAM DIANTE DA VIOLÊNCIA DE AGORA

Manifestantes se penduraram para protestar contra a violência que assola São Paulo e o país

Um grupo de manifestantes, esportistas ligados ao movimento de cidadania, protestavam no início da manhã desta sexta-feira na ponte Octávio Frias de Oliveira, a Ponte Estaiada, na zona sul de São Paulo. Dois manifestantes, pendurados em cordas, traziam mensagens alertando sobre a violência que atingiu a capital paulista nos últimos meses. O objetivo, segundo membros da organização Loucos pela Paz, é alertar a população sobre o número de mortes em São Paulo: "São muitas pessoas mortas e não estou vendo o Governo de São Paulo fazer nada para amenizar...Chega de gente morta", disse Jorge Edson, membro da entidade Loucos pela Paz. A manifestação foi feita sobre a marginal Pinheiros, não provocando assim a interdição na via, o que fez aumentar mais ainda a aprovação dos motoristas e populares ao ato público feito de forma original, tipo Greenpeace. "Lutar pela não-violência é valorizar ações inteligentes como esta e a busca de alternativas de solução para os índices cada vez mais violentos no dia a dia de Sampa, do país e do planeta", comentou por aqi por sua vez o editor do blog Folha Verde News, o ecologista Padinha: "Estes Homens Aranha são um alerta sobre a necessidade de mudanças já na realidade da nossa vida".



Foto de Fernando Torres flagrou a manifestação na Grande SP, um alerta diante da violência
Fontes: www.terra.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com





quinta-feira, 29 de novembro de 2012

BRASIL PRECISA INFORMAR E MOBILIZAR POPULAÇÃO

Temas ambientais não são ainda nem citados pela maior parte dos entrevistados em pesquisa

As questões sociais preocupam mais o homem comum brasileiro do que as questões ambientais, pelo menos é o que aponta pesquisa do Programa Água Brasil, apresentada durante a Reviravolta Expocatadores 2012, na capital paulista. Mais do que o debate sobre reciclagem ou desenvolvimento sustentável, o que mais chamou a atenção no evento - e isso é mais um sinal da realidade -  foram as presenças do jogador de futebol Neymar ou de artistas e cantores, ali levados pelo patrocinador da Expocatadores, Guaraná Antártica. Temas como gestão sustentável, aquecimento global, acúmulo e descarte inapropriado de resíduos e contaminação de rio ou mananciais foram apontados como principais problemas do país por apenas 7% dos entrevistados. O estudo sobre o nível de consciência da população sobre práticas sustentáveis foi encomendado ao Ibope. "Talvez, se fosse questionado algo mais abrangente ou um tema mais amplo e menos técnico, como por exemplo, ecologia ou valor da natureza, o resultado da pesquisa fosse outro", comenta por sua vez o editor aqui do nosso blog Folha Verde News, o repórter e ecologista Padinha: "Há realmente falta de informação no Brasil sobre os temas ambientais, especialmente, os mais técnicos, creio que houve também uma falha de comunicação da própria pesquisa ao elaborar as questões, é mais fácil porém chamar a população de desinformada do que criticar um levantamento destes. De toda forma, vale como alerta".
Quando questionados sobre os três principais problemas que afetam o país atualmente, os temas mais recorrentes aos entrevistados foram saúde (70%), desemprego (53%), fome (50%), corrupção (42%) e educação pública (39%). Temas relacionados ao meio ambiente ficaram em penúltimo lugar, perdendo apenas para o item economia global, que foi citado por 2% dos entrevistados. Participaram do estudo 2.002 pessoas em todas as capitais e mais 73 municípios, em novembro do ano passado.
Para o coordenador de Programa Educação para Cidades Sustentáveis da organização WWF Brasil, Fábio Cidrin Gama, os resultados indicam que será necessária uma grande sensibilização para mudar a atitude do brasileiro neste assunto, especialmente no momento em que o país se organiza para implementar a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). “A pesquisa mostra que há esperança, mas para essa mudança. A gente vai ter que sensibilizar muito toda a sociedade para que as pessoas assumam, por exemplo, a destinação correta do lixo como um hábito e um dever de cidadão”, destacou Gama. Ele apontou que um dos aspectos mais positivos da pesquisa foi a disposição do brasileiro em participar da coleta seletiva. Por outro lado, lamentou que ainda haja muito desconhecimento sobre a destinação correta do lixo e sobre o papel que cada um deveria cumprir nesse processo. “Em relação ao símbolo da reciclagem, os brasileiros acham simplesmente que tendo aquele símbolo o material vai ser reciclado”, declarou. O coordenador destaca que para haver o reaproveitamento do resíduo ainda são necessárias muitas etapas, como a própria separação a ser feita pelo consumidor.


A presença de Neymar motivou o povão na Expocatadores e isso também mostra o que a pesquisa poderia ter feito
Pontos positivos da pesquisa
A pesquisa mostra também que o brasileiro está disposto a assumir outras atitudes sustentáveis, além da coleta seletiva. Cerca de 34% dos entrevistados declararam que abririam mão de determinados produtos mesmo que interferisse na sua comodidade. Percentual semelhante (33%) passaria a exigir aos fabricantes soluções com intuito de que o produto tivesse menor impacto no meio ambiente. Ainda é baixo, no entanto, a quantidade de pessoas (23%) que não comprariam materiais que não fossem recicláveis ou reutilizáveis. Para Severino Lima Júnior, membro do Movimento Nacional de Catadores de Rua (MNCR), a pesquisa destaca o papel do catador de rua na cadeia de reciclagem no Brasil, já que 26% dos entrevistados apontam que eles são os responsáveis pela coleta seletiva. Para metade (50%), ela é feita pelas prefeituras e 12% apontam as cooperativas. “Isso mostra que o modelo adotado no país tem potencial para ter mais sucesso do que outros formatos faraônicos, defendidos por alguns tecnocratas, como a participação de grandes empresas de reciclagem”, disse Severino Júnior à repórter Camila Maciel, da Agência Brasil, que fez esta matéria, publicada na íntegra pelo site socioambiental Eco Debate. "Estes pontos positivos do levantamento de opinião mostram que, desde que a comunicação seja bem feita, o povo entende melhor questões da ecologia, que não é um bicho de sete cabeças, todo mundo é sensível a esta causa hoje em dia", conclui o ecologista Padinha: "É preciso saber perguntar (no caso duma pesquisa) ou motivar a população, caso se queira mesmo buscar um avanço de desenvolvimento sustentável no país".  Ou seja, a estrutura da pesquisa do Ibope é que pode ter sido impopular e não o tema ambiental.

Fontes: Agência Brasil
             www.ecodebate.com.br
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quarta-feira, 28 de novembro de 2012

NOSSO PAÍS ESTÁ NA ZONA DO REBAIXAMENTO CULT

Brasil fica em penúltimo no ranking global da qualidade de educação e isso pega muito mal


O Brasil ficou em penúltimo lugar em ranking global que mede qualidade de sistemas educacionais
O ranking global de educação comparou 40 países, levando em conta notas de testes e qualidade de professores, dentre outros fatores estruturais e culturais. A pesquisa foi encomendada à consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), pela Pearson, empresa que fabrica sistemas de aprendizado e vende seus produtos a vários países, tendo sido divulgada em primeira mão na BBC via a qual postamos esta matéria aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News, "com a perspectiva de que a denúncia desta situação (vergonhosa para o país, em recuperação da sua economia no momento) acorde para a realidade e para solucionar este problema que compromete a qualidade de vida e também o próprio futuro brasileiro", comenta aqui nosso editor Padinha. 
Em primeiro lugar está a Finlândia, seguida da Coreia do Sul e de Hong Kong. Os 40 países foram divididos em cinco grandes grupos de acordo com os resultados. Ao lado do Brasil, mais seis nações foram incluídas na lista dos piores sistemas de educação do mundo: Turquia, Argentina, Colômbia, Tailândia, México e Indonésia, país do sudeste asiático que figura na última posição. Os resultados foram compilados a partir de notas de testes efetuados por estudantes desses países entre 2006 e 2010. Além disso, critérios como a quantidade de alunos que ingressam na universidade também foram utilizados para se formar este ranking Pearson-EIU, copa do mundo da educação...

Estas questões não podem ficar sem resposta do Governo ou sem ação da cidadania
 

Faltam estrutura, valorização do ensino e dos professores, além de uma cultura da educação

Classificação na Copa do Mundo em termos de educação e cultura

  1. Finlândia
  2. Coreia do Sul
  3. Hong Kong
  4. Japão
  5. Cingapura
  6. Grã-Bretanha
  7. Holanda
  8. Nova Zelândia
  9. Suíça
  10. Canadá
  11. Irlanda
  12. Dinamarca
  13. Austrália
  14. Polônia
  15. Alemanha
  16. Bélgica
  17. Estados Unidos
  18. Hungria
  19. Eslováquia
  20. Rússia
  21. Suécia
  22. República Tcheca
  23. Áustria
  24. Itália
  25. França
  26. Noruega
  27. Portugal
  28. Espanha
  29. Israel
  30. Bulgária
  31. Grécia
  32. Romênia
  33. Chile
  34. Turquia
  35. Argentina
  36. Colômbia
  37. Tailândia
  38. México
  39. Brasil
  40. Indonésia
Para Michael Barber, consultor-chefe da Pearson, as nações que figuram no topo da lista valorizam seus professores e colocam em prática uma cultura de boa educação. Ele diz que no passado muitos países temiam os rankings internacionais de comparação e que alguns líderes se preocupavam mais com o impacto negativo das pesquisas na mídia, deixando de lado a oportunidade de introduzir novas políticas a partir dos resultados. Dez anos atrás, no entanto, quando pesquisas do tipo começaram a ser divulgadas sistematicamente, esta cultura mudou, avalia Barber: "A Alemanha, por exemplo, se viu muito mais abaixo nos primeiros rankings Pisa [sistema de avaliação europeu] do que esperava. O resultado foi um profundo debate nacional sobre o sistema educacional, sérias análises das falhas e aí políticas novas em resposta aos desafios que foram identificados. Uma década depois, o progresso da Alemanha rumo ao topo dos rankings é visível para todos". Agora, neste ranking da EIU-Person, por exemplo, os alemães figuram em 15º lugar. Em comparação, a Grã-Bretanha fica em 6º, seguida da Holanda, Nova Zelândia, Suíça, Canadá, Irlanda, Dinamarca, Austrália e Polônia. Finlândia e Coréia do Sul, na liderança mundial, são assim vistas como superpotências da educação. Alemanha, Estados Unidos e França estão em grupo intermediário, e Brasil, México e Indonésia integram os índices mais baixos. O ranking é baseado em testes efetuados em áreas como matemática, ciências e habilidades linguísticas a cada três ou quatro anos, e por isso apresentam um cenário com um atraso estatístico frente à realidade atual. Mas o objetivo é fornecer uma visão multidimensional do desempenho escolar nessas nações, e criar um banco de dados que a Pearson chama de "Curva do Aprendizado". Pelos resultados deste estudo  se conclui que investimentos são importantes, mas não tanto quanto manter uma verdadeira cultura nacional de aprendizado, que valoriza professores, escolas e a educação como um todo: "Não há desenvolvimento de verdade se não existem avanços educacionais e culturais na realidade que desta forma é insustentável", argumenta o repórter e ecologista Padinha ao finalizar a edição destas informações em nosso blog.

Fontes: BBC
              http://folhaverdenews.blogspot.com
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

DESTA VEZ O PLANETA GANHARÁ MAIS FUTURO?

Começa em Doha no Catar a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas, a COP 18

Carolina Gonçalves, da Agência Brasil, nos relata que enchentes e secas extremas que têm afetado várias regiões no mundo e os fenômenos naturais, como maremotos, cada vez mais frequentes, voltaram a ocupar desde ontem  e até 7 de dezembro o centro das preocupações de técnicos que são especialistas em clima, ecologistas e autoridades de quase 200 países. Reunidos em Doha, capital do Catar, negociadores de todo o mundo querem chegar a um consenso sobre o que precisa ser efetivamente adotado para minimizar os efeitos provocados pelas fortes mudanças de temperatura do planeta. "No COP 17 a frustração foi demais, espera-se que agora seja diferente, a bem de uma maior chance de reequilíbrio ambiental em várias regiões da Terra", comentou o nosso editor Padinha, aqui no blog Folha Verde News: "Está em jogo a própria vida, nosso planeta terá futuro?...Esta é a questão principal que deveria estar sendo discutida em Catar".
Durante a 18ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP18), as delegações de várias partes do mundo agora tentarão definir novos compromissos, a fim de dar sequência a uma série de esforços que vêm sendo feitos desde 1992. As expectativas em relação ao evento recaem quase exclusivamente sobre esse ponto: o que cada economia está disposta a fazer, a partir de janeiro do ano que vem, para continuar os esforços pela redução das emissões de gases de efeito estufa. Os primeiros compromissos foram assumidos quando as nações signatárias do Protocolo de Kyoto, que começou a valer há cinco anos, definiram metas obrigatórias, no caso de países desenvolvidos, ou voluntárias, entre as nações em desenvolvimento. Apesar de o tratado que define metas e limites de emissão de gases de efeito estufa para os países desenvolvidos expirar no fim deste ano, as medidas ainda estão longe dos resultados esperados. Levantamentos de organismos internacionais e do órgão das Nações Unidas responsável pelo debate sobre meio ambiente (Pnuma) têm apontado que as ações ainda não foram suficientes para reduzir essas emissões nocivas ao Planeta. O Pnuma mostrou que a concentração de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono, aumentou 20% desde 2000.
Pesquisadores do Banco Mundial e da Organização Meteorológica Mundial também têm alertando que, caso não adote ações mais ambiciosas e austeras, a comunidade internacional não irá alcançar a meta estipulada como ideal pelos cientistas. Diante da emergência apontada pelos estudos recentes, os países se comprometeram a adotar medidas para manter a elevação da temperatura do planeta abaixo dos dois graus centígrados.  O desafio será chegar a um acordo imediato para manter metas que reposicionem os países nessa direção, adotando medidas rigorosas em suas economias. Em meio ao debate, será preciso definir, por exemplo, se os países do Leste Europeu podem usar, para maiores emissões, a margem que conquistaram por ter emitido menos, nos últimos anos, quando a recessão enfrentada por essas economias reduziu o ritmo das fábricas, mantendo os níveis de poluição atmosférica abaixo do estipulado. Além disso, os negociadores devem retomar os debates sobre o Fundo Verde e a regulamentação internacional de uma compensação para países em desenvolvimento que reduzem as emissões de gases de efeito estufa, conhecido como Redd – sigla que define a Redução das Emissões Geradas com Desmatamento e Degradação Florestal nos Países em Desenvolvimento. O mecanismo tem dividido as atenções nos debates sobre clima, desastres ambientais e variadas formas de violência que assolam a natureza e o homem na atualidade.



Fontes: Agência Brasil
              BBC
              http://folhaverdenews.blogspot.com
 

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

TATU-BOLA É A ECOLOGIA DO BRASIL NA COPA DO MUNDO

Fuleco é o nome escolhido para o mascote da Copa do Mundo de futebol no país da bola...


Escolhido por votação na Internet, o nome tenta relacionar futebol e ecologia: o tatu-bola agora tem nome como mascote da Copa de 2014, ele se chamará Fuleco. Fruto de uma votação popular, que contou com mais de 1,7 milhão de votos e foi feita através do portal da Fifa, a escolha está sendo anunciada em sites como do Estadão e agora também aqui no Folha Verde News, em especial pela conotação positiva de valorizar a natureza brasileira via uma espécie animal rara e em extinção.

 
O tatu-bola Fuleco é a mascote da Copa de 2014

Com 48% dos votos, Fuleco, mistura das palavras futebol e ecologia, ganhou uma eleição na qual o público também poderia votar nas opções Zuzeco (junção de azul e ecologia), que recebeu 31% dos votos, e Amijubi (amizade e júbilo), votado por 18% dos eleitores.
"Com esta mascote, vamos poder realizar um dos principais objetivos da Copa do Mundo de Futebol 2014, que é comunicar a importância do meio ambiente e da ecologia. Temos certeza de que ela será amada não apenas no Brasil, mas no mundo todo", comentou o secretário-geral da Fifa, o francês Jérôme Valcke, antes do anúncio oficial do nome dado ao tatu-bola. As três opções de nome tinham sido definidas por um comitê composto pelos ex-jogadores Bebeto e Ronaldo Fenômeno, o sambista Arlindo Cruz, a escritora Thalita Rebouças, o publicitário Roberto Duailibi e a cantora Fernanda Santos.






Fontes: FIFA
             www.estadao.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

 

domingo, 25 de novembro de 2012

ONDA DE VIOLÊNCIA FAZ MAIS VÍTIMAS DO QUE DIZEM AS PESQUISAS


Onda de violência tem muitos conteúdos negativos: tem pelo menos um lado positivo?
 
A onda de violência que atinge todo o planeta, o país e em especial do tipo que vem assolando São Paulo já derrubou o prestígio do Governador Geraldo Alckmin, segundo comprova pesquisa do Datafolha neste final de semana. Estes mesmos índices violentos da realidade têm muitos efeitos negativos sobre a qualidade de vida, entre eles, um é o clima de ódio que se espalha na região da Grande São Paulo, por (mau) exemplo, para 43% da população, PM que mata bandido não deve receber punição, ou seja, "muita gente aprova a ação policial de extermínio de marginais - recriando o esquadrão da morte dos tempos da Ditadura -  que, porém tem agredido e matado muitos cidadãos e cidadãs da periferia, sem ligações com o crime e punidos só pelo fato de seren pobres ou viverem na periferia", comenta o editor de nosso blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News, Padinha, para quem, além do mais "todo esse clima gera desconfiança, alimenta medo ou até terror e até mesmo doenças psicológicas entre paulistanos, isso acaba é colaborando para aviltar a condição humana de vida das pessoas, mesmo as que estão no interior ou em outras regiões do Brasil, chocadas com tantas mortes, homicídios, execuções até de inocentes" conclui o ecologista Antônio de Pádua, que edita este webespaço e luta dentro do movimento pela Não-Violência há 3 décadas. O índice de paulistanos que consideravam o governo paulista ótimo ou bom caiu de 40% em setembro deste ano para 29% nesta semana. Nesse período, o percentual dos que avaliam que a gestão é ruim ou péssima subiu de 17% para 25%. O prestígio governamental é regular para 42% -esse índice era de 40% há dois meses. A avaliação de Alckmin no quesito segurança é pior do que a do então governador Cláudio Lembo durante os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em maio de 2006, quando 154 pessoas morreram em oito dias. Para 63%, a atuação do atual Governador na área de segurança é ruim ou péssima. Em 2006, 56% tinham essa mesma avaliação sobre Lembo. O índice de 63% é o maior desde 1997. Há 15 anos, quando o falecido Mário Covas governava o Estado e os homicídios passavam por uma explosão, 57% classificaram a atuação dele na segurança como ruim ou péssima. "Agora, há pelo levantamento da Datafolha 6 pontos a mais de avaliação ruim ou péssima para Alckmin - 63% - e isso também sinaliza que há muito mais gente, vítimas diretas ou indiretas do clima de violência, no local onde elas acontecem ou mesmo à distância, acompanhando pela mídia e repercutindo tudo isso no dia a dia de suas vidas, todo brasileiro e brasileira se preocupam com esta situação e olham criticamente a atual realidade paulistana de sociedade de consumo criticamente, lamentando o desgoverno das autoridades governamentais", argumenta ainda Padinha, do nosso blog e do movimento pela Não-Violência.
O Governo por sua vez não informa o número de mortos em ataques durante a atual crise. Há, no entanto, alguns indicadores oficiais de que a violência está aumentando acima do normal. Em outubro, houve um salto de 113% no número de vítimas de homicídios dolosos (praticado com a intenção de matar) quando se compara com o mesmo mês de 2011. A pergunta sobre a avaliação do Governador foi feita em primeiro lugar na pesquisa, antes que o tema da segurança fosse introduzido, para evitar que esta questão contaminasse as respostas. Alckmin é responsabilizado diretamente pela crise, segundo o levantamento. Para 55% dos paulistanos, ele tem muita responsabilidade sobre os ataques --o mesmo índice negativo também atribuído ao comando da Polícia Civil. Só o comando da Polícia Militar, com 62%, obteve um percentual superior ao do Governador quando se pergunta quem teve muita responsabilidade sobre a crise. O Governo Federal, da Presidente Dilma Roussef (PT) é apontado por 39% como tendo muita responsabilidade sobre a onda atual de violência. Praticamente 3 em cada 4 paulistanos (ou exatos 71%) dizem acreditar que o Governo do Estado de São Paulo está escondendo informações sobre as mortes das últimas semanas. Pouco mais da metade dos entrevistados (53%) dizem sentir mais medo do que confiança na Polícia Militar. Durante os ataques do PCC, em maio de 2006, esse índice era de 56%. Os que dizem ter mais medo do que confiança na Polícia Civil são 46%. Apesar de algumas rádios e emissoras de TV nunca pronunciarem o seu nome, o PCC é conhecido por 98% dos paulistanos. Enfim, mesmo extraoficialmente se reconhecem os resposáveis pela violência.
 
Crise de violência derruba prestígio de autoridades políticas de São Paulo...

                                          ...mas os índices gerais violentos incluem também situação dos índios e são de toda a atual estrutura de sociedade de consumo, independentemente até mesmo dos erros governamentais...
Ecologista Padinha faz atualmente documentário sobre a violência da atualidade
 
Fontes: Datafolha
             www.noticiasbol.uol.com.br
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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

RECORD DE JORNALISTAS AMEAÇADOS E MORTOS TAMBÉM NO BRASIL

O problema aumenta na mesma proporção em que cresce a violência aqui e em toda Terra

A informação da agência de notícias EFE é que pelo menos 119 jornalistas morreram neste ano no mundo todo durante o exercício da profissão, o número mais alto desde que em 1999 o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) começou sua apuração, informou hoje em Viena (Áustria) esta entidade: o IPI divulgou estes números durante um debate organizado por esta associação e pelo Serviço de Informação das Nações Unidas. O conflito sírio é o responsável pelo maior número de mortes, com um total de 36, enquanto 16 jornalistas morreram na Somália, onde ninguém foi julgado por estas mortes. México, Paquistão e Filipinas também seguem sendo locais nos quais exercer o jornalismo implica graves riscos: no México morreram neste ano sete jornalistas, cinco deles no estado de Veracruz, a região mais perigosa para os representantes da imprensa. Segundo Frank la Rue, relator especial da ONU para a proteção da liberdade de imprensa, ocorreu uma piora das condições de segurança para os jornalistas, especialmente em áreas onde há conflitos não declarados, como o México: "Qualquer ataque contra a imprensa deveria ser considerado um ataque contra a própria democracia", comentou por sua vez, Roland Bless, assessor em liberdade de imprensa da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa. Durante a discussão também foi abordada a necessidade de proteger ativistas midiáticos, blogueiros e jornalistas cidadãos ou cidadãs que em alguns casos, como na Síria, substituem a mídia tradicional: o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania fez um levantamento sobre este problema, à época da Rio+20, vem sempre publicando matérias sobre o valor da liberdade de informação: "Sem a liberdade não existe a webmídia e mais ainda, com censura, ameaças ou morte de jornalistas, acontece uma institucionalização da violência, o que infelizmente é um fato em vários países, algo de que o Brasil não escapa totalmente", o ecologista e repórter Padinha, que edita o Folha Verde News diariamente. Para exemplificar o que ele disse, nesta quinta-feira foi confirmado o assassinato, em Campo Grande (MS), do jornalista Eduardo Carvalho, proprietário do site "Última Hora News" e que desde o ano passado recebia ameaças de morte pelas denúncias que publicava. E segundo as estatísticas da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), o novo homicídio eleva para nove o número de profissionais de veículos de comunicação assassinados no Brasil desde o início do ano. Por sinal, a organização civil "Campanha Emblema de Imprensa" (PEC, na sigla em inglês) considera o Brasil o quarto país mais perigoso no mundo para jornalistas, atrás apenas da Síria, Somália e México. Pelas informações da Agência Brasil, apenas nos seis primeiros meses deste ano, 110 jornalistas foram mortos no mundo em situação considerada de violência e atentado à liberdade de imprensa, segundo a organização não governamental Press Emblem Campaign (PEC). No ano passado, foram registradas as mortes de 107 profissionais de imprensa no mundo. O Brasil está na quarta posição, registrando seis jornalistas mortos no primeiro semestre de 2012. A PEC listou os 21 países mais violentos para o exercício da profissão. Na América Latina, os campeões são o Brasil, em primeiro lugar, seguido por Honduras, Bolívia, Colômbia, Haiti e Panamá.

O jornal El Pais da Espanha discutiu o problema e publicou esta charge

Internacionalmente, o caso de Julian Assange/Wikileaks também é sintomático



Por aqui na Universidade de Franca estudantes de jornalismo debateram com Padinha esta questão no Brasil

Fontes: EFE
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012

MOVIMENTO DAS MULHERES TEM DATA E PAUTA PARA AVANÇAR

Em São Paulo 4 de dezembro Tina Brown amplia o debate deste movimento de cidadania

Ruth Fremson fotografou para o The New York Times Tina Brown, editora-executiva de Newsweek e The Daily Beast, que trará o Women in the World de NY para o Brasil: a informação está no blog de Sônia Racy no site do jornal O Estado de São Paulo: participarão do encontro dia 4, na Casa Fasano, na capital paulista, entre outras lideranças, a ex-secretária de Estado dos EUA Condoleezza Rice, a ativista egípcia Dalia Ziada, além de Marilia Gabriela e Xuxa (além da Sônia Racy, claro), representantes da mídia que sempre abre espaço para o movimento das mulheres. A seguir, alguns trechos da entrevista concedida em Nova York ao correspondente de O Estado, Gustavo Chacra, destaque hoje na coluna Mulheres Em Pauta no site deste jornal e também aqui no blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News: "A gente divulga porque considera um evento destes como um avanço para mudar e avançar a nossa realidade", diz o ecologista Padinha, editor deste nosso webespaço. Confira o essencial da entrevista de Tina Brown.
Por que o Women in the World em São Paulo?
Queríamos reproduzi-lo em outras partes do mundo. São Paulo era local ideal, pois é uma cidade cosmopolita, com grande interesse em questões internacionais. Também tem o Nizan Guanaes, um visionário, que se empenhou em levá-lo ao Brasil. Um dos focos do evento é o Oriente Médio. Regimes seculares, nos quais as mulheres tinham alguns direitos, têm sido substituídos por governos mais religiosos, embora eleitos. O direito ao aborto na Tunísia, por exemplo, está em xeque.
Qual sua avaliação?
Por isso estamos levando a Dalia Ziada, que falará sobre conquistas e perdas das mulheres na Primavera Árabe. Faz tempo que elas buscam mais direitos nesses países. Antes, havia apoio até de figuras como Suzanne Mubarak, mulher do ex-líder egípcio. É importante ver como ficará com os processos de democratização. As mulheres não devem ser deixadas de lado.
Como pode ser vista a aliança dos EUA com a Arábia Saudita, país onde há, praticamente, um apartheid contra as mulheres? Hillary Clinton não poderia fazer mais por elas?
É importante ressaltar como algumas mulheres têm desafiado a proibição para dirigir, por exemplo. As próprias filhas do rei Abdullah têm agido em busca de mais liberdade. E Hillary vem promovendo os valores liberais.
O que acha de a presidente Dilma ter se manifestado, em 2010, contra o direito ao aborto, posição certamente vista como conservadora nos EUA?
Talvez tenha sido por pressão política. Existem muitas forças contra o direito ao aborto. Nos EUA, se Obama não houvesse vencido, talvez o direito ao aborto fosse revertido com novas nomeações na Suprema Corte.
Obama, em sua campanha, não citou uma só vez o Brasil. O que acha disso?
Os norteamericanos, em geral, são ignorantes em relação à América Latina. O Brasil é muito importante, e os EUA deveriam prestar toda a atenção. Mas só sabem falar sobre o Oriente Médio.

Tina Brown desloca de Nova Iorque para São Paulo a discussão sobre a luta das mulheres

No Canadá e em todo Ocidente tem o lado sexual da luta

No Brasil está também em pauta o lado social e econômico 

A luta das mulheres do Oriente terá representantes em SP

Fontes: www.estadao.com.br
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quarta-feira, 21 de novembro de 2012

BBC CONSAGRA O PILOTO BRASILEIRO AYRTON SENNA DA SILVA

Mais uma vez Senna em primeiro lugar entre os mitos da Fórmula Um desta vez no Top 20

Campeão mundial em 1988, 1990 e 1991, Ayrton Senna é o melhor piloto da história da Fórmula 1, segundo a avaliação da rede britânica de comunicação BBC, seu site publicou um perfil do brasileiro, morto no Grande Prêmio de San Marino de 1994, colocado como o "número 1" entre os 20 automobilistas que foram lembrados como os mais importantes de todos os tempos. A série de perfis dos melhores pilotos da F1 da rede começou a ser publicada em março e chegou ao fim nesta semana. Os membros da equipe que cobre a categoria pela rede britânica foram convidados a fornecer o top 20 histórico de cada um - combinados, os nomes resultaram na lista dos Top 20, liderada por Senna. A divulgação da homenagem coincide com a disputa neste próximo domingo do GP Brasil de Fórmula UM, em Interlagos, quando nenhum piloto brasileiro é destaque nem tem chance de chegar ao título mundial, que está entre o alemão Sebastian Vetel e o espanhol Fernando Alonso, que também foram citados na listagem. "Com certeza, a premiação vai ajudar também a ação de cidadania do Instituto Ayrton Senna (IAS), comandado pela irmã dele, Viviane Senna, que faz um trabalho social e esportivo de muito valor", comentou por aqui no blog Folha Verde News o nosso editor, o ecologista Padinha, que lembrou: "Senna já havia sido escolhido pela revista Auto-Sprint na Itália, em 2001, o Piloto do Século. Recentemente, foi tema de um filme produzido na Inglaterra, que tem feito sucesso. Brasileiro, corinthiano, da Silva, ele continua sendo um ícone do povo brasileiro e segue sendo muito admirado em todo o planeta".

A imagem do piloto Ayrton Senna está entre os mitos da atualidade

Brasileiro, corinthiano, da Silva, Senna hoje é cidadania via o IAS
No Top 20 da BBC, no perfil do brasileiro, os comentaristas Murray Walker e Andrew Benson apontam que a "morte, talvez inevitavelmente, deu à lenda de Ayrton Senna um brilho romantizado". O piloto morreu no volante da Williams em um acidente no circuito de Ímola, aos 34 anos de idade, em 1º de maio de 1994.
"A grandeza do homem e o brilhantismo do modo como dirigia é facilmente lembrada, a escuridão ocasional de sua psique não tanto, talvez", lê-se no perfil com um toque de crítica. "Mas é um desserviço a Senna honrar apenas uma parte de seu legado. O significado dos seus feitos não podem ser entendidos apropriadamente sem uma total apreciação de suas origens". O texto ainda aponta que "provavelmente nenhum piloto na história da Fórmula 1 dedicou-se mais ao esporte, deu mais de si mesmo em sua inflexível perseguição do sucesso. Senna era uma força da natureza, uma poderosa combinação de espetacular talento cru e algumas vezes de uma determinação espantosa". A BBC ainda analisa que Senna, cuja carreira na categoria se encerrou com 41 vitórias e 65 pole positions em 161 Grandes Prêmios disputados, tinha a expressão de um "herói romântico, um carisma que poderia acalmar qualquer sala, a eloquência de um poeta e a espiritualidade com a qual milhões sentiam que podiam se identificar".
"Tudo isso fez dele um semideus no Brasil e admirado por todo o mundo como poucos esportistas foram antes ou desde então", prossegue a rede. "Mas com essa determinação e seu próprio conhecimento de quão bom ele era, veio uma sensação de direito que era menos atraente e que o levou a tomar ações que colocaram sua própria vida - e a vida de seus oponentes - sob risco".
"Ainda bem que Viviane Senna canaliza esta quase idolatria para uma ação social e de cidadania, através do IAS, que é uma forma bem positiva de eternizar mais ainda o seu heroismo esportivo", finaliza Padinha.
Confira o top 20 dos melhores pilotos da história da F1 segundo a rede BBC
1. Ayrton Senna (Brasil)
2. Juan Manuel Fangio (Argentina)
3. Jim Clark (Grã-Bretanha)
4. Michael Schumacher (Alemanha)
5. Alain Prost (França)
6. Stirling Moss (Grã-Bretanha)
7. Jackie Stewart (Grã-Bretanha)
8. Sebastian Vettel (Alemanha)
9. Niki Lauda (Áustria)
10. Fernando Alonso (Espanha)
11. Alberto Ascari (Itália)
12. Gilles Villeneuve (Canadá)
13. Nigel Mansell (Grã-Bretanha)
14. Mika Hakkinen (Finlândia)
15. Lewis Hamilton (Grã-Bretanha)
16. Nelson Piquet (Brasil)
17. Emerson Fittipaldi (Brasil)
18. Jack Brabham (Austrália)
19. Graham Hill (Grã-Bretanha)
20. Jochen Rindt (Áustria)


Fontes: BBC
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terça-feira, 20 de novembro de 2012

VERDE BRASILEIRO TEM PROBLEMAS DURANTE CÚPULA CLIMÁTICA NA COLÔMBIA


Um dos fundadores do PV no Brasil deputado federal Alfredo Sirkis sofre infarto em Bogotá
Candidato à presidência do Brasil pelo Partido Verde (PV), em 1998, Alfredo Sirkis, que foi um dos fundadores do PV, já concorreu ao Senado Federal, em 2006 e se elegera vereador no Rio de Janeiro em 2008, tendo lançado candidatura a Prefeito do Rio de Janeiro, em 2000, sempre pelo mesmo partido, o agora deputado federal Alfredo Sirkis, de 61 anos, sofreu um infarto, no último domingo, em Bogotá, na Colômbia, onde participava de cúpula das cidades latinoamericanas sobre mudanças climáticas, conforme notciário da agência Reuters. O site nacional JB Online também deu destaque a esta informação e segundo a Globo News, o político precisou se submeter a um cateterismo ainda na segunda-feira à noite, mas já passa relativamente bem. Não será necessária uma cirurgia, embora Sirkis deva permanecer uma semana internado em Bogotá, antes de voltar ao Brasil. O jornal carioca O Dia noticiou que Sirkis manifestou desejo de voltar imediatamente, argumentando com a equipe médica que o atendia "urgentes compromissos na Câmara Federal em Brasília". Sempre muito responsável, tanto como dirigente Verde, como  também na sua função parlamentar, há especulações que o excesso de trabalho ou o stress pela responsabilidade e a tensão do dia a dia na política tenham sido causas para o infarto, mesmo porque ele é um ecologista, pessoa que se cuida bem e nunca tinha tido nenhum problema anteriormente.
Nas eleições de 2010, ele coordenou a campanha da candidatura de Marina Silva à Presidência da República, a terceira mais votada no país, tendo sido eleito deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro. Mesmo com a saída de Marina do Partido Verde, por discordâncias dela com a direção nacional, Sirkis continuou no PV, em posição crítica e independente a esta situação mas fiel aos princípios e propostas que o elegeram: "Alfredo Sirkis está desenvolvendo um belo trabalho no Congresso Nacional e desde a fundação do PV eu venho acompanhando a trajetória de luta deste guerreiro do Rio", comentou o ecologista Padinha, editor do blog Folha Verde News, que também participou em São Paulo da fundação do Partido Verde: "Poucos destacam isso, mas além de parlamentar e líder Verde, Sirkis é um escritor, autor, foi perseguido político, exilado durante a Ditadura Militar, que voltou para participar da restauração da democracia no país". Para desabor dos que lutam contra a ecologia ou para contrariar os que tentam impedir o Desenvolvimento Sustentável no Brasil  - diz ainda Padinha -  "com certeza, Sirkis vai recuperar o equilíbrio de sua saúde e ajudar o movimento coletivo da criação do futuro da Nação, ele tem muita energia e a sua luta toda a juventude".


Sirkis é um dos principais líderes do Partido Verde no país e na América Latina
Fontes: Reuters
            www.jobonline.com.br
            Globo News
            Jornal O Dia
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

ENTRE TANTOS FERIADOS DIA DA BANDEIRA PASSA EM BRANCO


Especialistas defendem discussão dos símbolos nacionais e mais cidadania do que nacionalismo

A não ser nas escolas e em algumas faculdades, vai passar em branco na mídia e na vida da cidadania que hoje, 19 de novembro, é o dia da Bandeira Nacional, um dos símbolos do Brasil: hasteada em jogos de futebol ao som do hino nacional, isso acontece sem todas as formalidades ou detalhes obrigatórios desta cerimônia, de acordo com a legislação, porém, este fato já se tornou um hábito no país da bola, popularizando tanto o hino como a bandeira. Mas isso levou a um sentimento maior de cidadania? "O nacionalismo, nesta época de sociedades de consumo globalizadas, com um aumento das relações internacionais em todos os países, parece estar fora da realidade", comenta Padinha, o ecologista e editor do nosso blog, Folha Verde News: "De toda forma, vale esta crítica de historiadores e analistas dos costumes sociais da atualidade, a bandeira brasileira, assim como a norteamericana e todas as outras, cada vez mais passam a ter conotações de marketing e até da mais pura cidadania, algo de muito mais valor no dia a dia da população do que o nacionalismo propriamente dito". O coordenador do Departamento de História do Centro Universitário de Brasília (Uniceub), professor Deudedith Rocha Júnior, entrevistado pelo site JB e pela Agência Brasil, disse que eventos comoa Copa das Confederações no ano que vem, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podem ser usados como incentivos à discussão, "o ritual de hastear a Bandeira Nacional, de cantar os hinos é importante, mas é interessante também que cada um que participa da situação conheça a realçidade e reconheça nos símbolos algo que diga respeito a si”, argumentou o historiador, ressaltando a questão da cidadania, um conteúdo de muita importância na atualidade. É algo mais informal e espontâneo que o cerimonial tradicional de hasteamento, mais voltado para o sentimento de brasilidade:  nos mais distintos locais, a Bandeira Nacional é hasteada com um dos
principais símbolos do Brasil, oficialmente, este hasteamento exige uma série de detalhes obrigatórios que devem ser obedecidos, de acordo a com a legislação (o tamanho, a precisão nas cores, a disposição das estrelas e da faixa central devem ser seguidos à risca, assim como a forma como ela é homenageada e guardada ainda mais em 19 de novembro, que foi oficialmente instituído Dia da Bandeira em 1889, logo depois da Proclamação da República). Nas escolas e faculdades são obrigatórias as aulas sobre os símbolos nacionais, mas os historiadores defendem a ampliação da discussão sobre o tema. Eles sugerem que assuntos relativo aos símbolos - a Bandeira Nacional, o Hino Nacional, as Armas Nacionais e o Selo Nacional –, como as razões que os motivaram, sejam aprofundados. O coordenador do Departamento de História do Centro Universitário de Brasília (Uniceub), professor Deudedith Rocha Júnior, disse que é essencial ensinar aos estudantes não apenas os aspectos visuais, técnicos e simbólicos, mas, sobretudo, o que representam os símbolos e porque são importantes para uma identiddade cultural dos cidadãos e cidadãs brasileiros: "O sentido de Nação está diretamente ligado aos símbolos, mas também é importante observar que as mudanças na sociedade fazem com que eles sejam redesenhados", comenta Rocha Júnior, destacando as tendências culturais e socioambientais da vida atual e as transformações da nossa realidade. Por conta destes pormenores da maior importância, o Dia da Bandeira está praticamente passando em branco, hoje no dia a dia da gente.

Dentro das novas tendências e lutas da cidadania os símbolos nacionais ganham outras conotações

Na violência contra os indígenas, a Bandeira vira manto protetor

Nas manifestações esportivas e nos protestos o símbolo se fortalece

Em Brasília tremula direto a Bandeira Nacional de 280 metros quadrados

Fontes: Agência Brasil
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domingo, 18 de novembro de 2012

NOVOS ZUMBIS NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA

Educafro ocupou reitoria da Unesp no centro de São Paulo e estudantes iniciam greve de fome


Cinco integrantes da Educafro, organização não-governamental que luta pela inclusão de negros e brancos pobres nas universidades brasileiras, algemaram-se às catracas de acesso à reitoria da Unesp, no centro de São Paulo. A informação é que já iniciaram greve de fome. O protesto é uma forma de exigir que as universidades paulistas e brasileiras adotem medidas de inclusão de negros, brancos pobres, indígenas e portadores de necessidades especiais. Segundo o frei David Santos, um dos fundadores da ONG, o protesto só irá acabar quando a Unesp reunir o Conselho Universitário para aprovar mudanças na forma de acesso: "Nós queremos que o reitor da Unesp convoque uma reunião extraordinária do Conselho Universitário e defina um plano de inclusão igual ou melhor do que o plano aprovado pelo Congresso Nacional", afirmou, referindo-se à chamada Lei de Cotas, sancionada em outubro pela presidente Dilma Rousseff e que definiu a reserva de 50% das vagas em universidade federais para estudantes que cursaram o ensino médio em escolas públicas.
Em nota oficial, a Unesp disse que "tal atitude ocorre justamente num momento em que o governador do Estado de São Paulo chamou recentemente os reitores de USP, Unesp e Unicamp demandando uma ação rápida na questão de um plano de inclusão" e que "a correspondência a nós enviada menciona que nada vem sendo feito, o que não corresponde aos fatos, inclusive porque a própria Unesp recebeu, em 28 de junho, comitiva da Educafro em seu Conselho Universitário". Por sua vez, a Educafro afirma que, apesar do diálogo com a universidade, nenhuma atitude concreta tem sido realmente tomada. Segundo frei David, além dos cinco integrantes algemados, há ainda uma "equipe de apoio" formada por 20 pessoas, podendo a greve de fome ser ampliada até dia 20, feriado nacional da próxima terça-feira quando então se celebra o Dia Nacional da Consciência Negra.
"Estes estudantes e os manifestantes do movimento negro são os novos Zumbis, o Brasil precisa vivenciar os ideais do líder do Quilombo dos Palmares, um ícone para toda a população brasileira, sendo esta luta por cotas e inclusão nas universidades de muita importância não só para os negros mas para todos o menos privilegiados do país", comentou aqui no blog da ecologia e da cidadania, Folha Verde News, o nosso editor de conteúdo Padinha, abrindo este webespaço para a manifestação.

O Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) criou recentemente uma comissão para discutir propostas de inclusão social. A ideia é chegar a um consenso e submeter o assunto ao Governador do Estado de São Paulo. De acordo com a Assessoria de Imprensa da USP, no dia 4 de dezembro haverá um seminário sobre inclusão social no auditório da Faculdade de Medicina Veterinária, cujas propostas serão analisadas posteriormente pelo Conselho Universitário da instituição, que tem poder deliberativo. A Unicamp afirma que é "pioneira na implantação de ações afirmativas visando a inclusão social com mérito acadêmico", fazendo referência ao PAAIS - instituído em 2004 e que dá pontos extras na nota final da segunda etapa do vestibular - e ao Profis, que criou 120 novas vagas aos melhores alunos de escolas públicas de Campinas. As medidas, porém, não atendem às demandas da Educafro. "O protesto (agora na Unesp) está dirigido às três universidades. Já temos um processo contra a USP, que está bem adiantado, e com a Unicamp vamos retomar no começo do ano que vem", disse frei David.
O movimento teve início já há uma semana e não tem data para terminar, sendo que no dia 20 de novembro, data de Zumbi, faz exatamente um ano que uma outra greve foi levada a cabo,"mas nada mudou até agora no que se refere à inclusão de estudantes negros nas universidades, a família Educafro está triste.  O reitor em exercício, Julio Cezar Durigan, e o Conselho Universitário continuam a decretar a exclusão e expulsão de negros/as e brancos/as pobres dos bancos universitários da Unesp. Diante dessa omissão, estamos sendo obrigados a retomar esta luta", informaram manifestantes ao site socioambiental EcoDebate.
Neste site, a Educafro argumenta ainda: "Sabemos que a compreensão de meritrocacia adotada pela Unesp, USP e Unicamp é equivocada. O maior ideólogo da Universidade de Harvard, Michael Sandel, afirma e alerta há anos que as universidades devem evitar a aplicação da meritocracia injusta."
Estudantes ligados ao movimento negro e de cidadania estão indo à luta...

...por medidas de justiça social e de inclusão nas universidades paulistas e brasileiras

Esta manifestação marca o dia de Zumbi, terça-feira, 20

Fontes: www.brasildefato.com.br              Agência Estado              http://folhaverdenews.blogspot.com

sábado, 17 de novembro de 2012

BRASIL AVANÇARÁ NA EUROPA VIA A ESPANHA?

Espanha quer aliança com o nosso país e com toda América Latina para enfrentar a crise


Liana Aguiar está na Espanha e fez para a BBC matéria que relata como o rei espanhol Juan Carlos abriu hoje a XXII Cúpula Ibero-Americana, em Cádiz, propondo alianças entre Espanha, Portugal com o Brasil e países da América Latina, claro, para aproveitar a atual bonança econômica das antigas colônias. Segundo ele, estimulando uma reaproximação emocional os dois lados do oceano devem falar com "uma só voz". "Nossos olhos estão em vocês, temos experiência que se pode dividir", disse aos chefes de Estado e de Governo da América Latina presentes à inauguração da cúpula, entre eles, a Presidente Dilma Rousseff. Para o rei, atualmente o continente latino-americano tem mais coesão social, mas ainda precisa lutar contra as desigualdades, "podemos ajudar neste avanço".
Em meio à crise atual, Espanha e Portugal abriram ontem a Cúpula de Cádiz de olho numa intercolaboração com a América Latina, no momento, o desemprego na Espanha sobe novamente e chega a 2,7%, o que dimensiona as difuldades da economia espanhola agora. "A Espanha tem sido terra de acolhida da América Latina", afirmou o primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy. Segundo ele, contar com "mais América Latina na Europa e na Espanha é uma receita imbatível para ambos afrontarem os atuais desafios". O que ficou claro na abertura do encontro é o desejo de "uma relação renovada" entre América Latina, Espanha e Portugal.
Cádiz pode ser a porta da Europa para os produtos do Brasil? 

Esta é a questão que fez Dilma Rousseff participar da cúpula iberoamericana
No primeiro dia, a presidente Dilma Roussef teve duas reuniões bilaterais com República Dominicana e Haiti. Acompanham a presidente brasileira os ministros Antonio Patriota, das Relações Exteriores, Aloizio Mercadante, da Educação, Helena Chagas, da Comunicação Social, e Marco Aurélio Garcia, o assessor especial da Presidência da República para Assuntos Internacionais.
Hoje, a presidente Dilma deverá se posicionar sobre a crise na Europa ibérica, na sessão plenária em que os chefes de Estado e de governo assinarão a Declaração de Cádiz. O documento destacará o desenvolvimento de infraestruturas, a promoção de micro, pequenas e médias empresas e políticas de crescimento econômico e emprego.
A Cúpula Ibero-americana nasceu em 1991, no México. Ela é sediada pela Espanha pela terceira vez. Não participam do evento os presidentes do Uruguai e Argentina, que alegaram problemas de saúde, e os de Venezuela, Cuba e Nicarágua. O presidente de Guatemala Otto Pérez Molina cancelou a viagem por causa do recente terremoto no país. O Paraguai, que está suspenso do Mercosul, não teve representação no encontro deste ano. Cádiz foi escolhida para sediar o encontro em comemoração ao bicentenário da primeira constituição liberal espanhola. Mariano Rajoy extrapolou, disse em seu discurso que Cádiz é uma cidade europeia e americana ao mesmo tempo. "Em cada canto desta cidade se respira América. Temos a cultura de liberdade compartilhada nas duas margens do oceano"...A província de Cádiz tem atualmente uma taxa de desemprego de 36%, uma das piores da Espanha e superior à media nacional, de 25%. "Este tipo de problema mostra claramente a realidade espanhola, portuguesa, européia hoje em dia, o Brasil e outros países da América Latina precisam aproveitar as propostas de Cádiz e as circunstâncias do momento para avançarem uma penetração no mercado da Europa, o que poderia vir a ser realmente, isso sim, um avanço para nós", comentou por aqui na redação do blog Folha Verde News o ecologista Padinha ao editar estas informações´, recebidas via a BBC.

Fontes: BBC
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sexta-feira, 16 de novembro de 2012

A TERRA CHEIA DE CORES...DA POLUIÇÃO


Computador da Nasa mostra imagem com aerossóis e poeira na atmosfera da Terra


Aqui a imagem da Terra em alta definição feita pelo Discover da Nasa

Suspensões de partículas atingem a camada de ozônio e afetam a saúde tanto do meio ambiente terrestre como da população humana e, claro, de todas as formas de vida em nosso planeta. As cores do sistema digital da Nasa simulam poeira, sal marinho, fumaça e sulfato de combustível fóssil que não são facilmene visíveis sem instrumentos mas poluem cada vez mais a atmosfera: "Esta imagem serve de advertência a todos nós que amamos a Terra e a nossa própria vida", comenta o ecologista Padinha, ao editar esta matéria aqui no blog Folha Verde News, com informações da Nasa, bem como dos sites do jornal O Estado de São Paulo e Globo Natureza. Especialmente nas redes sociais, internautas reproduzem em todos os países esta simulação da realidade planetária, uma imagem virtual de como está a Terra hoje, para alertar sobre as variadas formas de poluição, que precisam ser melhor controladas oui geridas pelos governos de forma sustentável para resgatar  a ecologia do nosso planeta e também aumentar o nível de saúde ambiental e humana na atualidade. Foi este aliás o objetivo da Nasa ao divulgar a imagem de alta definição que mostra concentrações na atmosfera de poeira (em vermelho), levantada da superfície pelo vento, de sal marinho (azul), carregado por ciclones, de fumaça (verde) produzida por incêndios e de partículas de sulfato (branco), emitidas por vulcões e combustíveis fósseis. Diante desta imagem de alta resolução criada pelo supercomputador Discover, da agência espacial americana - mostrando um modelo atmosférico da Terra repleto de aerossóis –  o Presidente Barack Obama, por exemplo, disse que a mudança climática será foco de seu segundo mandato, reconhecendo como um fato as suspensões de partículas sólidas ou líquidas, como os inseticidas, que atingem a camada de ozônio e podem prejudicar a saúde da população dos Estados Unidos e de todos os países.  Por sua vez, o Brasil tem alta concentração de fumaça de incêndios, segundo a simulação virtual feita no Centro Espacial Goddard, em Greenbelt, Maryland, que fornece uma ferramenta única para o homem estudar o papel do tempo no sistema climático do planeta. O sistema GEOS-5 é capaz de simular o tempo ao redor do globo em resoluções de 3,5 a 10 quilômetros. "Parece uma imagem bonita mas a poeira vermelha é a que se levanta da superfície, em azul está o sal marinho que acaba dentro de ciclones, em verde aparece a fumaça emitida por incêndios, e em branco são partículas de sulfato que saem de vulcões e emissões de combustíveis fósseis, cores do desafio do ser humano, que precisa assumir a luta pelo reequilíbrio do meio ambiente em cada lugar e em toda a Terra para que avance também a nossa condição de vida", concluiu nosso editor aqui no blog de ecologia, divulgando esta mensagem de alerta sobre a nossa realidade.

A ciência e a tecnologia espaciais são também um canal em desfesa da ecologia da Terra


A recuperação do equilíbrio do meio ambiente é vital para existir nosso futuro
Fontes: Nasa
              www.g1.globo.com/natureza
              www.estadao.com.br
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quinta-feira, 15 de novembro de 2012

CONGRESSO DE OCEANOGRAFIA ESTÁ DEBATENDO TAMBÉM FUTURO DO PAÍS E DA VIDA

Oceanógrafo defende controle ambiental na área de exploração do pré-sal no Brasil


Reportagem de Alana Gandra, da Agência Brasil, publicada pelo site socioambiental EcoDebate, está sendo postada aqui no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News - para nossos internautas terem uma idéia do quê e como está rolando o 5º Congresso Brasileiro de Oceanografia, o CBO'2012, que acontece no Rio de Janeiro e que já foi tema de postagem por aqui, com nosso editor  - o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha - destacando a sua importância para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável no Brasil: aliás, a sustentabilidade dos oceanos é um dos principais temas de debate neste evento no Rio de Janeiro, inclusive, o presidente do CBO'2012, Carlos Leandro da Silva Júnior, vice-presidente da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano), defendeu explicitamente a necessidade de um controle ambiental na área de exploração do pré-sal: “A gente tem visto aumento da produção de petróleo e a discussão no Congresso em torno da divisão dos royalties da exploração petrolífera mas ninguém bota a questão ambiental no âmbito do pré-sal. Ou seja: o que está se fazendo na realidade para um bom monitoramento ambiental da região que ninguém conhece?”. Ou, pergunta o editor do nosso blog, "até que ponto esta falta de informação poderá afetar a estabilidade ambiental e o futuro desta região marítima brasileira, que se localiza junto a uma das áreas mais habitadas e desenvolvidas do Brasil?"...Carlos Leandro da Silva Júnior enfatizou a necessidade de se evitar o que ocorreu na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Ali, disse, os trabalhos de exploração e perfuração começaram a ser efetuados antes da realização de estudos ambientais. Com isso, perderam-se as referências de como era o ambiente naquele local. Ele ressaltou a importância da linha base do processo de conhecimento, para evitar consequências negativas no futuro. “Como você vai preservar uma coisa que não conhece?”, indagou, para acrescentar: “A gente acha que antes de começar a produção e os investimentos, a preocupação deveria ser a realização de estudos em oceanografia para desenvolver o conhecimento na região, ter o mapeamento de tudo da área de biologia, de pesca, química, sísmica, para depois poder furar”. Prejuízos à flora e à fauna marinha serão abordados, bem como prevenção de acidentes naturais ou ambientais. “Não se pode mitigar alguma coisa sem conhecer antes”, argumentou Silva Júnior. Outra preocupação diz respeito à questão das energias renováveis nos oceanos. Isso envolve, segundoele, que é o presidente deste congresso científico, a geração de energia a partir das ondas e a energia eólica no mar. “São temas que têm de ser discutidos, assim como, também, os corais encontrados em águas profundas e os impactos das mudanças climáticas, também nos corais, são muitos os temas e todos muito importantes a serem debatidos durante o encontro, que se estenderá até amanhã, no Rio.
Será enfocada ainda a questão da gestão e da segurança dos portos. “Em um país como o nosso, que precisa crescer, porto é fundamental do ponto de vista de exportação e importação. O Brasil precisa ter bons portos, com segurança operacional, com conhecimento das áreas do entorno. É preciso que os portos estejam preparados para grandes acidentes, com planos de emergência para as áreas, o que poderá evitar tragédias e grandes problemas futuros".
O monitoramento e a mitigação de vazamentos de óleo no mar serão examinados durante o congresso, para evitar que incidentes possam vir a afetar, inclusive, outros países, alertaram pesquisadores da Aoceano. É preciso que as pessoas atentem para o fato que o Brasil tem 8 mil quilômetros de costa e vejam a importância das espécies do oceano profundo e não somente das praias. O Brasil que ver a importância do oceano no seu aspecto mais amplo, econômico, ecológico, de sustentabilidade. Além de workshops, visando à elaboração de propostas que serão encaminhadas à sociedade científica e à população, o congresso contará com palestras de especialistas e apresentação de 1.360 trabalhos oceanográficos. O evento conta com apoio da Marinha, da própria Petrobrás, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Durante o CBO'2012,, serão comemorados e revalorizados os 35 anos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O CBO’2012 objetiva apresentar novos conhecimentos por meio de pesquisas técnicas e científicas na área dos oceanos. Esta é a primeira vez que o evento é promovido no Rio de Janeiro, estado considerado pela Aoceano uma referência no Brasil no que tange a questões no mar. Em paralelo, está ocorrendo a 7ª Feira Técnico-Científica Brasil Oceano e a feira destaca também projetos ambientais desenvolvidos por organizações não governamentais: as ONGs não podem ficar fora do processo, porque além de formadoras de opinião, elas são uma forma de pressionar o setor produtivo a ter políticas ambientais,  já disseram ecologistas e líderes de cidadania, ouvidos pela repórter Alana Gandra, da Agência Brasil, cobrindo este evento superimportante para a realidade atual e o futuro do país e até, do planeta.

O CBO’2012 no Rio discute temas fundamentais para o país e até para o planeta



Fontes: www.ecodebate.com.br
             Agência Brasil
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quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FINALMENTE, DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL NO NORDESTE


Dilma Rousseff lança programa de irrigação que pode mudar a realidade do Semiárido

Luana Lourenço, do site jbonline, e também a Agência Brasil deram em primeira mão a boa notícia a que abrimos com entusiasmo nosso webespaço aqui no blog Folha Verde News: várias vezes criticamos aqui erros, equívocos ou decisões errôneas ou negativas do Governo, mas da mesma forma, divulgamos as positivas, como esta, hoje, que pode abrir todo um potencial de desenvolvimento sustentável no Nordeste do país: a Presidenta da República está lançando o programa 'Mais Irrigação'. Dilma Rousseff disse, durante o lançamento, que o programa poderá reverter a chamada “indústria da seca” e mudar o perfil de desenvolvimento econômico do Semiárido brasileiro, principalmente no Nordeste. “Irrigação permanente e terras bem aproveitadas são a melhor resposta para a seca. O Semiárido deixará de depender de programas do governo e passará a ser um produtor de alimentos. Queremos que as vítimas da seca deixem de ser os flagelados de todos os anos e passem a ser os produtores de sempre”.
O programa Mais Irrigação prevê investimentos de R$ 3 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em projetos de produção de biocombustíveis, leite, carne, grãos e fruticultura, para beneficiar pequenos e médios produtores. Além dos R$ 3 bilhões da União, o governo prevê investimentos de R$ 7 bilhões por meio de parcerias com a iniciativa privada. O principal eixo do programa é o que cria concessões para o setor privado objetivando a implantação de infraestrutura e exploração de áreas irrigadas. As concessões terão prazo até 40 anos e os os vencedores serão definidos pelo valor da tarifa de uso das terras irrigadas, segundo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Quem terá o direito de ocupar será o que propor a tarifa de irrigação mais competitiva”, esclareceu Fernando Bezerra.
A parceria com o setor privado, segundo a Presidenta Dilma, vai acelerar a implantação dos projetos e a obtenção de resultados. “A proposta de PPP [parceria pública-privada] vai permitir que a força do setor privado e os recursos públicos permitam que aceleremos a realização dos investimentos, mas também dos resultados. Queremos que seja uma parceria bem sucedida”. Dezesseis estados serão beneficiados pelo Mais Irrigação: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins.


A seca no Semiárido hoje é a pior dos últimos 30 anos

Ali, a irrigação poderá vir a criar uma nova realidade

 Dilma Rousseff marca seu governo com este programa

Governo deveria também  investir em energias renováveis no Nordeste













Do drama da seca a um outra realidadeOs cerca de 130 internautas que já visitaram nosso blog de ecologia e de cidadania, ao longo dos dois anos de atividades de nossa webequipe, sabem que criticamos com liberdade erros governamentais, agora na mesma intensidade, elogiamos este programa que tem as melhores perspectivas para a criação do futuro, que é uma das lutas prioritárias de todo o movimento ecológico e de cidadania.
E ao contrário do que muitos pensam, a seca não atinge toda região nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como Polígono das Secas, que envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais. As principais causas da seca do nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas (chuvas). O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino.

O drama da seca que já virou indústria e desgoverno
- Baixo índice pluviométrico anual (pouca chuva);
- Baixa umidade;
- Clima semi-árido;
- Solo seco e rachado;
- Vegetação com presença de arbustos com galhos retorcidos e poucas folhas (caatinga);
- Temperaturas elevadas em grande parte do ano.

Seca, fome e miséria: problema socioambiental
A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais e econômicas para os brasileiros e brasileiras que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol e calor forte, para pegar água, muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de muitas doenças. O desemprego nesta região também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades. Estas regiões ficam na dependência de ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não geram condições para um desenvolvimento sustentável da região.

Ações que segundo pesquisadores podem resolver o impacto da seca
- Construções de cisternas, açudes e barragens;
- Investimentos em infra-estrutura na região;
- Distribuição de água através de carros-pipa em épocas de estiagem (situações de emergência);
- Implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável na região, para que as pessoas não necessitem sempre de ações assistencialistas do governo;
- Incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da região, com sistemas de irrigação.

A seca que atingiu o nordeste no começo de 2012 foi a pior dos últimos 30 anos. A região mais afetada foi o semiárido nordestino, principalmente do estado da Bahia. Neste estado, cerca de 230 municípios foram atingidos. Municípios de Alagoas e Piauí também sofreram com a falta de chuvas. A seca trouxe muito prejuízo para as principais fontes de renda da região: pecuária e agricultura de milho e feijão. Agora, este programa governamental Mais Irrigação cria expectativa de solução e esperança de nova realidade.


Fontes: www.jbonline.com.br
             Agência Brasil
             www.suapesquisa.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

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