terça-feira, 31 de julho de 2012

QUAL SERÁ A COMIDA DE TODO DIA DAQUI 20 ANOS?

A BBC faz levantamento sobre alimentação e tendências e algumas são muito chocantes
 
Uma pesquisa jornalística de Denise Wintermann para a BBC mostra que o consumo de carne e o modelo atual de alimentação da maioria das pessoas na Terra estão chegando a uma situação-limite: há uma necessidade de mudar o padrão, os hábitos. Os vegetariano, como é o caso do editor do nosso blog Folha Verde News, o ecologista Padinha, já encontraram uma alternativa, menos chocante: "Comer insetos ou carne transgênica  ou de laboratório e alimentos industrializados que a gente nem sabe o que é, o que contém, é algo de que os vegetarianos já estão livres, há vários tipos de vegetarianismo, pratico um que extrai a proteina do molho natural da soja, o shoyu, desenvolvido há mais de 5 mil anos pelos hindus e que pode vir a ser na minha opinião, o alimento do futuro". Mas, vegetarianos, como o editor do nosso blog de ecologia, são minoria. E a pesquisa da BBC analisa o problema da alimentação futura buscando outras alternativas que mesmo para os que têm uma dieta normal, carnívera, com certeza ficarão chocados com a radicalidade das alternativas, algumas delas, desenvolvidas por cientistas em bromatologia na Holanda. Confira.
 
Insetos/Getty
No Ocidente, muitos resistem à ideia de comer insetos, hábito comum na África...

Projeções de especialistas indicam que o aumento populacional, dos preços dos alimentos e a limitação na disponibilidade de recursos vão mudar os hábitos alimentares humanos nas próximas décadas. Alguns analistas calculam que o preço dos alimentos deve dobrar nos próximos cinco a sete anos, tornando itens hoje comuns, como carne, em artigo de luxo ou raro, somente para dias de festa.Veja a seguir algumas alternativas que, embora estranhas à primeira vista, são apontadas como caminhos prováveis para resolver lacunas na demanda por alimentos por estes pesquisadores da Europa.
O governo holandês já investiu um milhão de euros em pesquisa sobre como inserir carne de insetos nas dietas de seus cidadãos e preparar leis para regulamentar sua criação. Insetos fornecem tanto valor nutricional quanto carne de mamíferos, mas custam e poluem muito menos. Cerca de 1, 4 mil espécies poderiam ser consumidas pelo homem, compondo salsichas ou hambúrgueres. Boa parte da humanidade já come insetos, especialmente na Ásia e África. Mas os mercados ocidentais devem resistir à ideia e vão ser necessárias grandes campanha de marketing para tornar aceitável ideia de incluir insetos como gafanhotos, formigas e lagartas no cardápio.
Já é bem conhecida a influência que aparência e cheiro podem ter sobre o que comemos, mas uma área em expansão que pode render descobertas interessantes é a dos estudos sobre o incrível efeito do som sobre o paladar. Um estudo da Universidade de Oxford descobriu que é possível ajustar o gosto der determinados alimentos através da música que se ouve ao fundo.A música pode, por exemplo, fazer uma comida parecer mais doce do que ela é. Esse recurso pode ajudar a reduzir o consumo de açúcar.
Outro exemplo: Sons graves de instrumentos de sopro de metal (como saxofones ou tubas) acentuariam o gosto amargo de alimentos. Empresas podem passar a recomendar listas de músicas para melhorar a "experiência" do consumo de seus produtos.
Cientistas holandeses criaram carne em laboratório usando células-tronco de vaca e esperam desenvolver o primeiro "hambúrguer de proveta" até o fim agora de 2012. A produção de carne artificial poderia trazer grandes benefícios ao meio ambiente, pela redução no número de cabeças de gado - grandes emissores de CO2 - e nas áreas de floresta desmatada para a criação de pastos. A carne de laboratório poderia ser manipulada para ter níveis bem mais saudáveis de gordura e nutrientes. Os pesquisadores holandeses dizem que a meta é fazer a carne in vitro ter o mesmo gosto que a tradicional - coisa que ainda está longe de ter.
Elas podem alimentar homens e animais, oferecer uma alternativa em graves crises alimentícias e ainda abrem mão do gasto de terra ou água potável para seu cultivo. Cientistas ainda apontam para o potencial de algas como fontes de biocombustíveis - o que reduziria a dependência dos combustíveis fósseis.
Alguns especialistas preveem que fazendas de algas poderiam se tornar a mais promissora forma de agricultura intensiva.Elas já existem em países asiáticos como o Japão. Como os insetos, elas poderiam ser introduzidas em nossas dietas sem que soubéssemos. Cientistas na Grã-Bretanha estudam a substituição de sal marinho por algas em pães e outros alimentos industrializados. Grãos têm um forte sabor, mas com baixo índice de sal, sendo portanto, mais saudáveis. Esta seria uma quarta alternativa, se bem que menos chocante ou mais adaptável aos costumes predominantes no Ocidente quanto ao alimento de todos os dias.
 A outra alternativa, mais harmoniosa e dentro da atual realidade, é a alimentação vegetariana, que substitui a proteina da carne por castanhas, combinação de legumes, raízes, frutas, vegetais e em especial , soja, usada também em forma de molho, o shoyu que é uma tradição bem sucedida no Oriente.

Menos chocante e mais provável a limentação vegetariana cresce muito atualmente
 Fontes: BBC
             http://folhaverdenews.blogspot.com 

segunda-feira, 30 de julho de 2012

EM SÃO PAULO PROTESTO DO FEMEN E EM MINAS AUMENTA A TENDÊNCIA


Grupo Femen pede partos em casa e em Minas Gerais esta é uma tendência já crescente

Júnia Oliveira e Valquíria Lopes fizeram reportagem para o site do jornal Estado de Minas, mostrando que cresce em BH e em todo aquele estado a opção por partos em casa, enquanto isso, também neste fim de semana, em São Paulo, ativistas da versão brasileira do Grupo Femen (movimento internacional de cidadania que usa a nudez do corpo das mulheres em manifestações feministas ou femininas) deu as caras em um prostesto no Museu de Arte São Paulo (MASP) na Avenida Paulista, defendendo este tipo de parto como prioridade e liberdade da mulhwer hoje em dia, quando planos de saúde e hospitais indicam ter interesse em fazer cirurgias tipo cesarianas para o nascimento de crianças. "Realmente, há interesse financeiro nesta questão, planos de saúde, SUS e maternidades preferem partos com cirurgia, enquanto a cultura atual tem como tendência o parto natural e feito em casa, com asistência média", comenta o editor do blog de ecologia e de cidadania, Padinha, ao editar hoje o Folha Verde News: "Este é um assunto que as próprias mulhares precisam ter a liberdade e a autonomia para decidir sem pressão, sendo válidos os prostestos do grupo brasileiro Femen e a nova prática que se estabelece em BH".  


Protesto Femen em São Paulo

Grávidas de BH fazem opção preferencial por parto natural em casa

Nudez feminina como arma de cidadania já tem força na Europa



A lógica de realização de partos em Belo Horizonte tem privilegiado a prática de cesarianas e mostrado que o parto natural vem sendo já a segunda opção entre gestantes nas maternidades da capital, informam Júnia Oliveira e Valquíria Lopes, repórteres do EM. Dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) mostram que este ano, até o dia 12, 11.357 crianças vieram ao mundo por meio de intervenção cirúrgica, o que representa 51,3% do total de nascimentos, enquanto os partos normais somaram 10.756 (48,7%). Os números de 2012 seguem tendência da alta de 2011, quando pela primeira vez nos últimos seis anos a cesariana superou, com o mesmo percentual (51,3%), os nascimentos naturais na capital mineira. Por trás de quantidades absolutas e de porcentagens, especialistas reconhecem a pressão dos planos de saúde e interesses financeiros pela intervenção cirúrgica. Por outro lado, debatem, do ponto de vista ideológico e do estilo de vida de muitas mulheres, o desejo pela realização do parto em casa, instaurado em todo o país. Na pauta das discussões, federação médica e conselhos regionais discutem a permissão de os médicos poderem dar assistência nesse tipo de procedimento. Minas Gerais já se decidiu e optou, oficialmente nesta semana, por não impedir a participação de médicos nos partos em domicílio. Também deixou a critério do profissional a presença das doulas – mulheres que dão suporte físico e emocional às gestantes. No Rio de Janeiro ficou definido, no dia 19, que médicos não podem participar de partos domiciliares e que doulas e parteiras ficam proibidas de atuar no procedimento em ambientes hospitalares. É uma nova realidade em discussão e em formação na vida do povo e em especial, das mulheres de hoje, elas que têm o direito de fazerem livremente a sua opção, sendo que o sistema de saúde precisa acolher esta tendência e não somente levar em conta o interesse financeiro ou o costume já arraigado de partos à cesariana. Há ainda vertentes especiais, como o parto na água, desenvolvido na França, de toda forma, uma questão da maior importância, que tem a ver com a ecologia, porque envolve a vida das futuras gerações e a cidadania das futuras mamães. Nosso blog abre espaço para esta discussão e nova realidade.

Fontes: www.em.com.br
             www.uol.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

domingo, 29 de julho de 2012

ESTADOS UNIDOS TAMBÉM QUESTIONADO SOBRE VIOLÊNCIA CONTRA CRIANÇAS E JOVENS

Norte-americanos mantêm criança presa em Guantánamo, apesar da advertência da ONU

Representante Especial do Secretário-Geral da ONU para Crianças em Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy  (ONU/T. La Rose)
 Radhika Coomaraswamy representa via ONU os direitos da "criança-soldado" presa pelos USA


A Representante Especial da Secretaria-Geral da ONU para Crianças em Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, renovou seu apelo ao Canadá e aos Estados Unidos para transferir Omar Khadr, que está há uma década em Guantánamo (prisão norteamericana em território cubano) e, ao que consta, seria a última criança-soldado ainda presa neste centro de detenção dos EUA no exterior. Khadr, um cidadão canadense, foi detido no Afeganistão em 2002 – quando tinha 15 anos de idade – por supostamente jogar uma granada que matou um soldado norte-americano, fato que nem mesmo chegou a se comprovar. "Hoje, ele já é um adulto de 25 anos, com certeza, marcado por estes fatos violentos que chocam qualquer ser humano, ainda mais quando criança ou adolescente", comentou por sua vez o ecologista Padinha ao editar hoje o blog Folha Verde News. A informação é que Coomaraswamya apelou aos dois Governos para transferir Khadr para o Canadá, como foi acordado em outubro de 2010: “Omar Khadr foi uma criança-soldado e nossa experiência em todo o mundo indica claramente que um sistema focado na reabilitação é muito mais adequado para essas crianças que foram exploradas e abusadas por adultos do que a prisão”, afirmou. “Transferi-lo para o Canadá para uma reintegração adequada é a coisa certa a fazer”, acrescentou Coomaraswamya, que deixa o cargo no final deste mês e quer fazer isso mais tranquila com a liberdade a este prisioneiro político dos Estados Unidos. Guantânamo é uma prisão política que contradiz a imagem de democracia que os norteamericanos buscam difundir em todo o planeta. Nesse sentido, veja a seguir a matéria de Willian Fisher, que ele postou já há algum tempo nos sites historianet e envolverde. E as denúncias ainda não foram objetivamente negadas. Confira.


Filmes de ficção já questionam também o alcance da realidade de violência

O horror ainda se renova em Guantânamo

A mais antiga das organizações norteamericanas de direitos civis alertou que o Governo continua ocultando o resultado das investigações sobre abusos contra prisioneiros no centro de detenção militar  dos Estados Unidos em Guantánamo, em Cuba. Os documentos recebidos pela União de Liberdades Civis da América (Aclu) "deixam sem resposta mais perguntas do que respondem", advertiu a organização. Mesmo assim os papéis entregues narram o que mais de um observador denomina de "tratamento não apenas agressivo, mas ofensivo", que inclui deixar prisioneiros acorrentados em posição fetal e cobertos de urina e fezes. Pressionado pelo Congresso, o Departamento de Defesa anunciou que iniciará a sua própria investigação sobre as últimas denúncias de violações de direitos humanos na base que a Marinha norte-americana ocupa em Guantânamo. As informações foram divulgadas pelo Escritório Federal de Investigações (FBI). A investigação do Pentágono tem como responsável o brigadeiro John T. Furlow. O comandante-geral de Guantânamo, Jay Hood, disse que seria necessária uma equipe independente de investigadores, alheios à base naval, para que entrevistasse funcionários que deixaram seus postos e que agora estão fora de seu controle. Por sua vez, a Aclu advertiu que "voltará aos tribunais para questionar os registros das agências" governamentais às quais se solicitou informação e "a redação" de alguns dos documentos. "Por que o FBI estreitou sua investigação? O FBI fez alguma entrevista de acompanhamento? O FBI entregou um sumário formal de suas descobertas ao Departamento de Defesa? Se assim foi, por que o FBI não divulgou uma cópia desse informe?", pergunta o advogado da Aclu Jameel Jaffer. Os documentos foram divulgados depois da ordem judicial ao Departamento de Defesa e outras agências do governo para que cumpram a determinação feita há um ano, com base na Lei de Liberdade de Informação, pela Aclu, pelo Centro de Direitos Constitucionais, Médicos pelos Direitos Humanos, Veteranos pelo Senso Comum e Veteranos pela Paz. Entre os documentos do FBI entregues à Aclu consta um e-mail enviado já há 10 anos referente "ao plano de entrevistas militares" e que inclui o comentário: "Não vão acreditar nisto!". Outros documentos obtidos pela Aclu incluem um muito editado referente a uma investigação denominada "Corrupção em funcionário federal - Ramo executivo" que parece se referir ao FBI, devido à menção de um "conflito de interesses". Anexo a esse documento consta um sumário de "estatutos criminais potencialmente relevantes", referentes a crimes de guerra, tortura, abuso sexual agravado e de menores de idade. Os novos documentos evidenciam que muitas das descrições de abusos foram a resposta a um pedido por e-mail do diretor do Escritório de Inteligência da agência, Steve McCraw, a mais de 50 agentes que estiveram destacados em Guantânamo. McCraw solicitou a eles informes sobre "tratamentos, interrogatórios ou entrevistas agressivas" que pudessem violar as normas do FBI. Quatrocentos e setenta e oito agentes responderam, dos quais 26 informaram sobre maus-tratos por parte de funcionários de outros organismos. Esses relatórios foram analisados pela assessora-geral do FBI, Valerie Caproni, para quem 17 desses casos de maus-tratos estavam de acordo com "técnicas aprovadas pelo Departamento de Defesa". Assim, observou Jaffer, esses 17 casos não foram alvo de investigação. Por razões desconhecidas, segundo a Aclu, Caproni se recusou a investigar esses abusos. A funcionária "se concentrou em abusos que não estavam ainda aprovados pelas normas permissivas" do Pentágono. Portanto, "somente nove incidentes foram alvo de investigações posteriores", acrescentou Jaffer. A análise feita pela Aclu dos documentos que recebeu demonstra que alguns registros não foram divulgados. Os novos documentos obtidos pela Aclu indicam que os abusos em Guantânamo foram ou vão muito mais além do admitido antes pelo Governo. Em 2004, um agente do FBI cujo nome foi apagado informou ter visto um preso em Guantánamo "deitado no chão da sala de interrogatório, envolto em uma bandeira israelense, com música estridente e uma luz estroboscópica". Em outro,posteriormente, outro agente do FBI informa que "em duas oportunidades" entrou nos locais de interrogatório de Guantânamo e encontrou presos "com pés e mãos acorrentados em posição fetal no chão, sem cadeira, alimento ou água. Em certa ocasião o ar-condicionado estava desligado e a temperatura era tão fria que o preso, descalço, tremia. Os policiais militares me contaram que os interrogadores do dia anterior haviam determinado esse "tratamento", acrescentava a denúncia que ainda não foi respondida à altura, como parece indicar a representação enviada nesta semana por Radhika, representante oficial da ONU em problemas ligados a crianças envolvidas em conflitos armados ou vítimas de violência, fatos que já deveriam estar no passado mas que infelizmente ainda predominam em variados pontos da Terra.

Fontes: www.onu.org.br
             www.historianet.com.br
             www.revistaforium.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

sábado, 28 de julho de 2012

MARINA SILVA NA OLIMPÍADA EM NOME DA LUTA PELA ECOLOGIA

Marina ajuda a carregar a bandeira olímpica

A vencedora do prêmio Nobel da Paz Leymah Gbowee também esteve entre os nove homenageados para entrar com a bandeira

Getty Images
Marina Silva carrega bandeira nas Olimpíadas
A ecologista Marina Silva num dos momentos maiores da Olimpíada de Londres valorizou a luta pela paz na Terra

A bandeira olímpica entrou no Estádio Olímpico  durante a cerimônia de abertura ontem à noite dos Jogos deste ano, carregada por nove personalidades que representam ''nossa vontade de ser melhores'', como o locutor do estádio informou:  entre os que tiveram a honra de introduzir o estandarte símbolo das Olimpíadas, o ex-boxeador Muhammad Ali (Cassius Clay) e a ex-candidata presidencial brasileira Marina Silva foram os maiores destaques, como assinalaram a agência de notícias Efe e o site Exame (Abril). Além dos dois, fez parte deste grupo de honra o diretor argentino Daniel Barenboim, ligado à não-violência, fundador da israelense-palestina West-Eastern Divan Orquestra; a vencedora do prêmio Nobel da Paz liberiana Leymah Gbowee; o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon; o ex-fundista etíope Haile Gebrselassie, embaixador do programa de solidariedade de Londres 2012; e as defensoras dos direitos civis britânicas Sally Becker, Doreen Lawrence e Shami Chakrabati também estiveram entre os escolhidos para levar a bandeira antes do acendimento da tocha, que são parte dos momentos finais e mais esperados da abertura de jogos olímpicos. "De muita importância para a luta pela ecologia e desenvolvimento sustentável a participação de surpresa de Marina Silva nesta cerimônia mundial, foi uma medalha de ouro antecipada e ideológica para o avanço do Brasil e claro do planeta, ali representado por personalidades de valor, como o próprio secretário geral da ONU", comentou Padinha, o editor do nosso blog Folha Verde News: "Marina também foi feliz ao se manifestar, dizendo que carregar a bandeira olímpica simbolizou lutrar pela paz entre os povos da Terra".

Cerimônia de abertura teve grandes momentos e outros ridículos

O cineasta responsável por toda a abertura da Olimpíada de Londres, o britânico Danny Boyle (vencedor do Oscar em 2009) fez tudo em rítmo de cinema, procurou valorizar os ícones da cultura inglesa, como na música, por exemplo, Rolling Stones, Beatles, Queens, Sex Pistols, New Order e até Amy Whinehouse, falecida há um ano.O ápice disso foi o encerramento da festa, o ex-Beatles Paul McCartney cantou Hey Jude e regeu milhares de pessoas no Estádio Olímpico e milhões diante de TVs em todo o mundo cantarem juntas, a emoção da música deu uma atmosfera final de grandeza ao evento. O difícil era aguentar os comentários de Galvão Bueno no Sportv. Na Record, que tem a exclusividade em TV aberta no Brasil para a transmissão dos jogos de Londres, estava indo muito bem, até se confundir e chamar a Record de Globo, fato que virou piada no Twitter. A entrada das delegações foi muito demorada e repititiva, Milton Leite, também do Sportv, tem razão ao pedir que daqui 4 anos se faça algo mnais ágil e divertido nas Olimpíadas no Brasil. O realce de mais valor foi mesmo a pira olímpica, acionada por tecnologia e um grupo de jovens atletas, como também, a introdução da bandeira olímpica com a presença de personalidades que lutam no planeta para mudar esta realidade, nada olímpica, com pouca esportividade e cheia de violência, que assola a qualidade de vida em todos os países na atualidade. (Padinha)
 Fontes: EFE
             www.exame.abril.com.br
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sexta-feira, 27 de julho de 2012

VIOLÊNCIA POLICIAL EM SÃO PAULO LEVA MP A CRITICAR ESTADO

Fala-se em polícia não-militarizada como saída

Na última edição do site de assuntos judiciais, Última Instância, o repórter Paulo Cézar Pastor Monteiro relata em sua matéria críticas de representates do Ministério Público Federal à onda de violência policial: durante uma audiência pública realizada no MPF, a defensora pública, Daniela Skromov de Albuquerque, afirmou que São Paulo vive um “absoluto descontrole” da violência praticada pela Polícia Militar do Estado. Esta postura reforça a posição de cidadania e de não-violência que vem sendo defendida pelo nosso blog Folha Verde News, não só diante dos acontecimentos na capital paulista. E hoje abrimos nosso webespaço a esta discussão do encontro em São Paulo que abordou alguns índices relacionados à violência no Estado. Entre as informações apresentadas, a defensora disse que em São Paulo cerca de 20% dos assassinatos são de responsabilidade dos policiais. De acordo com os padrões internacionais, o percentual ‘aceitável’ seria de 3%. Também presente ao encontro, o procurador da República Matheus Baraldi anunciou que, caso o governo estadual não dê sinais claros que haverá uma mudança na forma da polícia atuar, ele pretende apresentar, nos próximo dias, uma ação civil pública pedindo a troca do comandante da Polícia Militar do Estado de São Paulo: “É oportuno o momento para se questionar a troca do comando da PM, mas não só a troca, também a luta pela mudança da estrutura ideológica porque essa apologia ao uso da violência excessiva do estado faz com que tenhamos praças excessivamente desequilibrados”, salienta Baraldi.
Além disso, Baraldi afirma que também pretende solicitar que o procurador-geral da República fiscalize, durante um ano, os trabalhos da segurança pública de São Paulo.
Entre os exemplos do excesso de violência da polícia, Daniela Skromov de Albuquerque comenta que na Ditadura Militar foram mortos oficialmente 475 pessoas por motivo políticos, enquanto isso, em São Paulo, a polícia mata, por ano, mais de 500 pessoas. “Tem se visto um crescimento da polícia repressiva e um decréscimo da Polícia Civil. A única polícia possível em um Estado democrático de Direito é a unificada e não militarizada", afirmou na presença de diversas entidades da sociedade civil, o encontro foi marcado por uma série de relatos acusando polícias militares de agirem de maneira indiscriminada contra a população e de, em diversos casos, praticarem execuções sumárias.
Porém, o Major Olímpio Gomes, deputado estadual pelo PDT, discordou que a polícia militar seja violenta. “Em uma organização onde se tem quase 100 mil homens, seria bizonho, você dizer que não há indivíduos que ser desvirtuam e se tornam criminosos”. Ele salienta a necessidade de considerar o número de polícias mortos. Segundo o deputado, só em 2012, foram mortos mais de 50 polícias. De acordo com o Major há uma “guerra” em curso e o Governo do Estado não admite isso por interesses políticos.
Isso mostra mais um ângulo da gravidade do contexto em São Paulo, algo que avilta a condição humana de vida e a insegurança da população, em sua maioria em busca de trabalho e de paz, sofrendo com esta situação-limite.O editor de nosso blog sempre aberto aos temas da cidadania, o ecologista Padinha, comenta tudo isso com somente uma pergunta: "Algo será feito para mudar esta realiadade de violência?".

A insegurança pública na capital e no interior de São Paulo recebe críticas de vários setores...

...caricatura de Carta Maior extravasa esta situação-limite e não poupa o Governador Alckminn


Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de São Paulo, que chegou a ter sua foto confundida com a do repórter André Caramante, lamenta o equívoco, se solidariza com o repórter do seu jornal, criticado em sua matéria sobre um Coronel da PM , mas não endossa o tom exagerado de comentários que sairam depois em redes sociais

Fontes: www.ultimainstancia.uol.com.br
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quarta-feira, 25 de julho de 2012

MÉDICA BRASILEIRA FAZ TRABALHO HUMANITÁRIO E DE CIDADANIA EM GAZA

Anestesista atua na região onde crianças e população sofrem com o conflito Israel X Palestinos

Há alguns dias postamos aqui no blog Folha Verde News, com informações da Unic e da ONU, a violência que vem sofrendo a população palestina, até mesmo crianças presas e torturadas ou mortas pelo exército israelense: neste contexto de sofrimento, a médica anestesista brasileira Liliana Mesquita Andrade, que aderiu há dois anos à ONG internacional Médicos Sem Fronteiras (MSF), agora de volta ao Brasil, relatou sua experiência em junho, quando passou um mês justamente na Faixa de Gaza em um programa de cirurgias plásticas de reconstrução, lá nos territórios palestinos ocupados pelo governo de Israel, onde vem prevalecendo a violência, esta médica brasileira mostrou seu espírito humanitário, sua cidadania, praticando a ética da Medicina e dando um exemplo de solidariedade, que dignifica o nosso país, algo raro hoje em dia", comentou o editor do nosso webespaço, o ecologista Padinha. 
Segundo a organização MSF, o número de pessoas que sofrem com complicações causadas por ferimentos sérios vem aumentando em Gaza nos últimos anos, mas com o bloqueio israelense (que controla os espaços aéreo e marítimo, além de tudo que entra e sai do território) é difícil ter acesso a cuidados médicos especializados. Em 2010 a MSF assinou um acordo com autoridades de saúde e deu início ao programa, com autorização do governo israelense, focando em cirurgias plásticas reparadoras. As cirurgias mais comuns são aquelas para corrigir efeitos resultantes de queimaduras, ferimentos nas mãos, contratura de pele (nas axilas, cotovelos e mãos), amputação de dedos e sindactilismo (má formação congênita caracterizada pela junção ou fusão, completa ou parcial, de dois ou mais dedos das mãos ou dos pés).
Em sua sexta missão pela organização, Liliana já havia passado antes pelo Paquistão, Sudão do Sul, República Centro Africana e Haiti, mas diz que em Gaza percebeu o sentido verdadeiro da vocação como médica: "Mais de 80% de meus pacientes no período eram crianças".
Ela conta que juntou-se à ONG por questões pessoais e paixão pela Medicina, motivações que ela pôde colocar em prática em Gaza, onde disse ter sentido que seu diploma "foi revalidado". Drª Liliana Mesquita Andrade, médica, doutora e ser humano de verdade, mostrando também a força positiva da gente do Brasil.

A médica brasileira Liliana Mesquita Andrade em Gaza...

...vivenciou a violência, praticou a ética da Medicina e a cidadania
Fontes: BBC
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terça-feira, 24 de julho de 2012

JOVENS JOGADORES E TAMBÉM GAROTAS MODELOS PASSAM SUFOCO NO EXTERIOR


Futebolistas brasileiros denunciam maus-tratos em clubes do exterior em pelo menos oito países


Lucas Camargo Alves teve problemas no futebol do Irã. Foto: Arquivo Pessoal / Lucas Alves/ Divulgação Lucas Camargo Alves é um entre vários casos: teve problemas graves no futebol do Irã

Nestes dias a mídia internacional e do Brasil noticia dificuldades e preconceitos sofridos por mulheres brasileiras, que atuam como modelo, em alguns países como na Índia, mas em termos de quantidade de casos a maior incidência de problemas está no futebol, como conclui nosso blog a partir das informações de sites como BBC e Terra: os esforços do governo para coibir a exploração de brasileiros no exterior em vários setores de atividade também têm como público-alvo um grupo profissional que já atua internacionalmente há várias décadas, os jogadores de futebol. Segundo o Itamaraty, nos últimos três anos, entre 50 e 100 atletas brasileiros procuraram representações diplomáticas do Brasil em busca de ajuda. Eles relataram, na maioria dos casos, descumprimento de contrato pelos clubes, más condições de trabalho e dificuldades para voltar ao nosso país, quando surgem os problemas."É possível que tenhamos até 300 futebolistas hoje nessas condições", calcula Luiza Lopes da Silva, diretora do Departamento Consular e de Brasileiros no Exterior. O Itamaraty já registrou queixas de jogadores brasileiros na Armênia, China, Coreia do Sul, Grécia, Índia, Indonésia, Irã e Tailândia. Segundo a Confederação Brasileira de Futebol (CBF), há cerca de 6 mil brasileiros em times estrangeiros.
O Itamaraty criou até uma Cartilha de Orientações para o Trabalho no Exterior,  onde se diz  que boa parte dos jogadores explorados são vítimas de "agentes inescrupulosos, intermediários de propostas tentadoras que escondem armadilhas". O texto afirma que os agentes costumam dar prazos curtos para a decisão do jogador, para evitar que ele se informe melhor. Há casos em que, uma vez no exterior, o atleta encontra condições de vida e de trabalho ruins, é tratado com brutalidade pelos treinadores e tem o contrato de trabalho desrespeitado. "Com frequência, o jogador é submetido a uma carga de treino excessiva, instalado em alojamento precário e vê seu salário ser descontado diariamente - sem que isso tenha sido explicitamente acordado - com alimentação, acessórios esportivos e outros itens", diz a cartilha. Em outros casos, os jogadores são rejeitados pelo clube e abandonados sem passagem de volta nem assistência.

Dois casos que expressam bem esta situação
 
Contratados por um time de Sari, no Irã, o paranaense Lucas Camargo Alves, 22 anos, e o gaúcho Cassius Lumar Viana Rosa, 25 anos, mudaram-se para o país persa em julho do ano passado, atraídos pelo que consideravam uma boa oferta de trabalho. Três meses depois, no entanto, o clube não entrou no campeonato local e suspendeu os pagamentos dos atletas. "Pedimos para vir embora, mas disseram que os nossos passaportes tinham sido extraviados", afirma Alves. Após insistirem, o clube disse que só entregaria os documentos se os jogadores pagassem, cada um, US$ 30 mil (cerca de R$ 71,3 mil) referentes a gastos com hospedagem, passagens e comissões recebidas. "Fugimos para a capital (Teerã) sem ninguém saber", afirma Lumar. Em Teerã, a dupla procurou a Embaixada brasileira, que contatou o clube e conseguiu recuperar os passaportes. No entanto, os atletas descobriram que, para deixar o país, teriam de pagar uma multa de US$ 3 mil (R$ 6,1 mil) por causa do vencimento de seus vistos. "Foi uma surpresa, achávamos que estávamos legais", diz Alves. Ao pagar a multa e comprar a passagem de volta, Alves afirma que gastou todas as economias que tinha feito na viagem. "Desanimei com o futebol depois disso", diz o jogador, que voltou a morar em Cascavel (PR) e tem pensado em abandonar a carreira, embora possa encontrar um clube no Rio Grande do Sul, Paraná ou Santa Catarina, onde tem amigos de infância que viraram jogadores profissionais em pequenas e médias equipes: "Fora do futebol fica difícil, não tive tempo de completar os estudos ou fazer faculdade", argumenta ainda o gaúcho Cassius Lumar, com o que concorda o paranaense Lucas Camargo. Ambos pensam em tentar a sorte no futebol paulista, mineiro ou carioca, mas depois de ponderar pelo que passaram no exterior, Lucas e Lumar pensam duas vezes em se afastrar de suas casas.

Além de mirar jogadores de futebol brasileiros, a cartilha do Itamaraty também alerta sobre riscos no exterior para candidatas a modelo, churrasqueiros e professores de danças brasileiras, entre outras profissões de muitas atrações e de grandes riscos no exterior hoje em dia. "O que mais importa é o jovem futebolista ou outro profissional checar bem a proposta, o contrato, buscar previamente informações no Itamaraty em Brasília, no caso de atletas de futebol, uma das primeiras providências é saber se o empresário é agente credenciado da Fifa, informação que pode encontrar na CBF, evitando assim este tipo de problemas", comenta o editor do blog Folha Verde News, o ecologista Padinha: "O sonho de ganhar fortunas no futebol ou na moda atrai muitos garotos e garotas mas é preciso de realismo na hora de decidir algo tão problemático como mudar de país. Em todos os países, prevalecem outros interesses e há esquemas de exploração do trabalho de jovens profissionais".

Se até campeões mundiais como Kaká têm dificuldades no exterior, imagine jovens desconhecidos

Garotas atletas ou modelos estão entre as profissões de maior risco para o Itamaraty

Leis brasileiras já limitam a transferências de garotos menores de idade para clubes do exterior


Fontes: BBC
             www.terra.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

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segunda-feira, 23 de julho de 2012

DE REPENTE NA COPA PAULISTA O FUTURO DO FUTEBOL

No Grupo 2 a Francana pode liderar, agora apoiada pelo setor Calçados de Franca

Prestes a comemorar o seu centenário (12 de outubro, feriado de Nossa Senhora Aparecida), a Francana está bem na disputa da Copa Paulista, que reúne times das Séries A1, A2 e A3, dá uma vaga na Copa do Brasil e serve como laboratório para o Campeonato Paulista de 2013: com um co-patrocínio de algumas fábricas que se cotizaram para divulgar na camisa dos atletas e em placas nos estádios a marca Calçados de Franca, a equipe agora comandada pelo técnico André Oliveira, começou bem a competição, empatando em Rio Claro (0 X 0) e vencendo depois em casa, no Lanchão, ao rival histórico do interior e da região, o Comercial de Ribeirão Preto (1 X 0). Na sequência, nesta quarta-feira às 20h pega o Velo Clube novamente em Franca e tem chances de disparar na liderança do Grupo 2 da Copa Paulista, a popular Copinha da FPF. No sábado, 28, às 16h enfrentará outro rival histórico, o Botafogo de Ribeirão Preto, lá,  no Estádio de Santa Cruz, uma partida dificílima mas vale a pena lembrar ue tradicionalmente o clube de Franca tem sorte quando joga contra o Pantera em Ribeirão.
"É importante este apoio de empresas calçadistas, por enquanto são 40, esperamos que mais marcas participem, aumentando o volume do patrocínio, algo de que precisamos muito", comentou o presidente da Francana Fahim Issa Yousseff, "de toda forma é estimulante a comunidade apoiar nosso trabalho, que é um desafio, por outro lado, é inteligente aproveitar o marketing popular do futebol ainda mais nesta Copa Paulista que acontece em algumas das melhores cidades do interior do estado de São Paulo, um grande mercado consumidor". Fahim disse também estar buscando negociar um patrocínio maior para avançar o clube no ano em que faz 100 anos.
Cidades e times da vanguarda do interior que estão nas primeiras posições da classificação atual da Copa Paulista: no Grupo 1, Noroeste e Ferroviária de Araraquara, no 2, Francana e São Carlos, no 3, Ituano e Paulista de Jundiaí, no 4, quatro equipes emboladas, Juventus de SP, Atlético de Sorocaba, Audax (Grande SP) e São Bernardp do Campo (ABC).
Do ponto de vista futebolístico mesmo, a Francana tem que aproveitar estas rodadas iniciais para somar pontos e se possível, liderar, depois de encarar o Botafogo em Ribeirão Preto voltará a jogar somente dia 11 de agosto, possivelmente disputando a liderança do Grupo 2 com o São Carlos.

Um gol de arte e bons momentos de bola, falou Bernardo

De pé em pé com belos toques, Juan, Felipe Diniz, Ronaldo, Carlos Júnior e Vanilson, completanto de cabeça para o gol, foi a jogada que decidiu o clássico regional Francana 1 X 0 Comercial de Ribeirão Preto no domingo, um dos momentos de arte da bola neste jogo, onde houve contusões também infelizes de dois atletas da equipe francana, o volante Cedenesi e o goleirão Aldo. Houve algumas alterações, como as entradas do jovem meia Heitor, do goleiro Vitor e do artilheiro Piter, voltando de contusão: ele entrou nos minutos finais e foi um dos acertos do treinador, conseguiu mudar o panorama da partida, o Comercial teve que colocar dois homens na cobertura e isso diminuiu o ímpeto da reação comercialina, garantindo a vitória do time de Franca. Nos bastidores do jogo no Lanchão, o ex-jogador e empresário internacional de futebol Bernardo Fernandes Silva, assistindo o jogo com familiares e amigos, gostou do que viu e destacou em especial a atuação do zagueirão Jadson (que ganhou todas na defesa da Francana), bem como as jogadas de meio feitas pelos meias Jhuan e Ronaldo. O filho de Bernardo (ex-Corinthians, ex-São Paulo) estava no grupo, ele que atua no Sub17 do Audax, dirigido pelo ex-zagueiro Antônio Carlos Zago, agora técnico: "Apesar de algumas jogadas duras, coisa de jogo mesmo, não aconteceu nenhuma violência no estádio, isso é bom, é gostoso ver um jogo neste clima mais tranquilo", disse o garoto Bê.
Cerca de 2,5 mil pessoas acompanharam o jogo da Francana contra o Comercial e a expectativa é que a torcida pelo menos dobre nessa quarta-feira à noite, "afinal, a equipe está bem e buscando resgatar sua força, o povão tem que prestigiar", analisou por sua vez o jornalista Rodolfo Chiaverini.
O futebol do interior é um dos que mais revelam talentos e esta é também uma das funções da Copa Paulista, preparar o futuro, também para clubes como o de Franca, que já tem 100 anos de lutas no mundo da bola, tentando resgatar agora seus melhores momentos no país do futebol. (Padinha)

Fotos de David Radesca, aqui, Francana e Comercial de Ribeirão Preto na abertura do jogo...

...e nos bastidores, Bernardo junto com familiares, presidente Fahim, Padinha, Chiaverini e amigos 

Fontes: www.futebolinterior.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com


UM CASO DE VIOLÊNCIA À LIBERDADE DE INFORMAÇÃO EM SÃO PAULO



Repórter da Folha relata ameaças depois de denúncia contra apologia à violência da PM

O jornalista recebeu ameaças após revelar as apologias à violência policial feitas pelo ex-chefe da Rota e candidato a vereador, comandante Telhada: por sua vez, o repórter André Caramante recebeu a solidariedade do Sindicato dos Jornalistas, bem como de ativistas contra a censura ou que lutam pela liberdade da informação em várias mídias, inclusive na Internet, como aqui no blog Folha Verde News.

O site Brasil de Fato em matéria do jornalista José Francisco Neto deu destaque especial nesta semana a este acontecimento, a seguir um resumo desta ocorrência que não tem nada a ver com cidadania..
Após escrever uma matéria sob o título “Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook”, o jornalista da Folha de S.Paulo André Caramante passou a receber inúmeras ameaças dos seguidores da página pessoal do ex-comandante da Rota e também candidato a vereador pelo PSDB em São Paulo, Adriano Lopes Lucinda Telhada. Este atual candidato a vereador vem usando sua página no Facebook para fazer apologia à violência policial nas periferias da capital. Como resultado, seus seguidores têm deixado comentários do tipo: “bandido tem que ir pra cova” ou então “vamos arrancar o pescoço desses vagabundos”. Uma das “pérolas” de Telhada diz sem rodeios: “que chore a mãe do bandido, porque hoje o bote é certo”.
Após Caramante ter feito a reportagem em forma de denúncia, os seguidores de Telhada – dentre eles muitos policiais – começaram a ameaçá-lo, através de comentários como “é isso aí Telhada, vamos combater esses vagabundos” e “esse Caramante é mais um vagabundo. Coronel, de olho nele”.
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo protocolou um documento  na Ouvidoria das Polícias, a Corregedoria da Polícia Militar (PM) e órgãos públicos estaduais, além dos diretórios municipal e estadual do PSDB a que se integra Adriano Telhada e também junto à Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República relatando o problema. Em um dos trechos do documento, o sindicato solicita às autoridades resguardar a liberdade de imprensa e a integridade física dos profissionais da área jornalística. O Sindicato denuncia também a grave atitude do ex-comandante da Rota de incitar a violência física e moral contra o repórter através das redes sociais. O Portal dos Jornalistas faz um alerta sobre o que significa esta situação. "E aqui o Folha Verde News, nosso blog de ecologia e de cidadania, sempre atento às lutas pela liberdade de informação ou contra eventuais formas de censura, não poderia silenciar sobre este fato que é também um sinal de advertência da violência da realidade hoje em dia no país", comenta nosso editor, o ecologista Padinha, que tem realizado nas últimas edições uma série de posts sobre variadas formas de violência na atualidade do país e do planeta. Este fato é mais uma forma de violência.

 

Sérgio Dávila, editor executivo da Folha de São Paulo, que chegou a ter sua foto confundida com a do repórter André Caramante, lamenta o equívoco, se solidariza com o repórter do seu jornal que assim como o MP criticou também um Coronel da PM , mas não endossa o tom exagerado de comentários que sairam depois em redes sociais 

Ex-comandante da Rota nega que esteja se promovendo e estimulando a violência

Veja o que diz o Portal dos Jornalistas


Após publicar no último sábado (14/7), na Folha de S.Paulo, a matéria intitulada Ex-chefe da Rota vira político e prega a violência no Facebook, André Caramante estaria sofrendo ameaças. Em seu texto, o repórter relata que um coronel reformado da PM, Paulo Adriano Lopes Lucinda Telhada, tem publicado em sua página na rede social um discurso exageradamente agressivo, cujo propósito seria conquistar adesões às vésperas das eleições nas quais é candidato a vereador pelo PSDB. É alta a probabilidade de serem procedentes as ameaças de partidários de Telhada contra André. O coronel comenta o texto do repórter em um de seus posts e, após chamá-lo de “notório defensor de bandidos”, conclama: “Gostaria de solicitar aos amigos que enviassem e-mails de repúdio ao referido jornal”, fornecendo um endereço eletrônico e um telefone do jornal.
A J&Cia, Sérgio Dávila, editor-executivo do jornal, disse que “embora não concordemos com os termos usados por ele [o coronel], respeitamos seu direito de crítica. Houve excessos nos comentários colocados a seguir, como quase sempre acontece no meio digital”. Em nota publicada na edição desta 4ª.feira (18/7), o jornal repercutiu manifestação do Sindicato dos Jornalistas de São Paulo, que repudiou os comentários de Telhada e pediu providências ao governador Geraldo Alckmin e ao secretário de Segurança Pública, Antônio Ferreira Pinto, para que “a segurança e a integridade do repórter sejam garantidas”.

Fontes: folha.com
            www.brasildefato.com.br
            portaldosjornalistasd.com.br
            http://folhaverdenews.blogspot.com

domingo, 22 de julho de 2012

AUMENTA A VIOLÊNCIA NO BRASIL CONTRA CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Mais de um quarto das mortes de crianças e adolescentes registradas em 2010 foi causada por fatos ligados à violência

Johan Ordonez/AFP
Criança faz desenhos em homenagem ao "Dia contra a Violência contra a Criança e o Adolescente" na Guatemala em 2010
Desenho de criança para ilustrar a situação da violência que a garotada anda sofrendo em todas regiões do Brasil
 Uma criança faz desenhos em homenagem ao "Dia contra a Violência contra a Criança e o Adolescente": esta arte que mostramos é o destaque na agência France Press e vira simbolo da luta contra esta situação, a taxa de mortes violentas entre  crianças e jovens subiu 375,9% em 30 anos. Também a revista Exame registra que aproximadamente 26% das mortes entre crianças e adolescentes registradas em 2010 foi causada por fatos ligados à violência. Este contexto está também no "Mapa da Violência 2012 - Crianças e Adolescentes do Brasil", um estudo elaborado com base em estatísticas oficiais e divulgado nesta semana. Essa taxa representa um aumento de 375,9% nas mortes violentas nesta faixa de idade em comparação com os números obtidos há três décadas, defende o estudo que foi apresentado pelo coordenador Julio Jacobo Waiselfisz, pesquisador da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso). Elaborado com base nos dados dos ministérios da Saúde e da Justiça, o estudo qualifica como 'violenta' as mortes que são estão diretamente relacionadas com assassinatos, acidentes e suicídios. Segundo o relatório, 8.686 meninos e adolescentes (de até 19 anos) foram assassinados no Brasil durante 2010, o que supõe uma taxa de 13,8 mortes para cada 100 mil pessoas entre a população desta faixa etária, que, por sua vez, representa 43,3% do total de vítimas. Os acidentes de trânsito representaram 27,2% das mortes violentas, enquanto a taxa relacionada com outros tipos de fatos e suicídios ficou situada em 19,7%.
O "Mapa da Violência" faz um estudo comparativo com outros países e situa o Brasil como o quarto mais perigoso para os adolescentes, ficando atrás somente de El Salvador (18 assassinatos para cada 100 mil habitantes), Venezuela (15,5) e Trinidad e Tobago (14,3). Além desta comparação, o estudo também identifica as regiões mais violentas do país. Desta forma, o estado de Alagoas registra os piores índices, com uma taxa de 34,8 mortes para cada 100 mil crianças e adolescentes. Apesar dos números divulgados causarem certa preocupação, o relatório também destaca alguns casos menos negativos, como o do Rio de Janeiro, que no ano 2000 era o mais violento do país para os adolescentes, com uma taxa de 25,9 mortes para cada 100 mil, que acabou sendo reduzida a 17,2 em 2010. "De toda forma, as sociedades de consumo como as do Brasil são uma realidade de violência para toda a populaçao e sacrifica a qualidade de vida em especial das crianças, também dos jovens, ou seja, é uma realidade que precisa ser mudada em sua estrutura", comenta por sua vez o editor do Folha Verde News, o ecologista Padinha ao divulgar estes números, ressaltando ainda que "existem variadas formas de violência que não foram enfocadas por estas estatísticas e complicam mais ainda a situação, muito longe de ser positiva, humana, sustentável".

Fontes: France Press
             http://exame.abril.com.br
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sábado, 21 de julho de 2012

VIOLÊNCIA E CRUELDADE CHEGAM AO EXTREMO NO ORIENTE MÉDIO


Relator especial está denunciando hoje  tratamento ‘degradante’, ‘ilegal’ e o Comitê Especial sobre o tema declarou estar ‘perturbado’ com relatos de prisão em massa de crianças palestinas e destruição rotineira de casas de povo palestino, entre outras violências do governo de Israel



Sabah, de 4 anos, de pé em 2010. As autoridades israelenses demoliram a sua casa em 2010. (Foto: UNRWA)
Denúncia de violência e crueldade contra crianças pelo governo de Israel em territórios palestinos ocupados

O Relator das Nações Unidas sobre a situação dos direitos humanos nos territórios palestinos ocupados, Richard Falk condenou ainda ontem,  na sexta-feira (20), o uso por Israel de solitárias para crianças palestinas. Falk pediu ao governo israelense que trate as crianças palestinas detidas de acordo com as leis internacionais de direitos humanos, respeitando sua dignidade e a sua condição de crianças. “O uso por Israel de confinamento solitário contra crianças viola flagrantemente os padrões internacionais de direitos humanos”, indignou-se Falk sobre o fato do país aplicar a medida como punição para crianças em greve de fome.
“Este padrão de abuso de Israel é grave”, avalia. “É desumano, cruel, degradante e ilegal, e mais preocupante, é provável que afete a saúde física e mental de detidos menores de idade.”
“As condições carcerárias são geralmente deploráveis, obrigando as crianças a dormirem no chão ou em camas de concreto em celas sem janelas”, afirma Falk. “Às crianças palestinas, especialmente de Gaza, também são negadas visitas de parentes e acesso a advogados. Isto isola e intimida as crianças e as expõem a maus-tratos durante interrogatórios.”
Falk destacou que, em 53 casos relatados pela ONG ‘Defence for Children International’ agora e nos últimos 4 anos, palestinos entre 15 e 17 anos foram confinados em solitárias por períodos de 1 a 24 dias.

Momentos de terror que fazem parte do cotidiano dos palestinos

Também o Comitê Especial da ONU sobre práticas israelenses nos Territórios Ocupados manifestou grave preocupação com o tratamento de crianças palestinas detidas pelas forças de segurança israelenses, advertindo que um padrão de detenção e maus tratos das crianças “está vinculado a preocupações mais amplas e de longa data sobre a detenção palestinos por Israel em geral”.  “Testemunhas informaram à Comissão que maus tratos de crianças palestinas começam desde o momento da detenção”, disse o Embaixador Palitha T.B. Kohona, Representante Permanente do Sri Lanka junto às Nações Unidas em Nova York e Presidente da Comissão, no final de uma visita de averiguação em Amã (Jordânia), Cairo (Egito) e na Faixa de Gaza.
“Um grande número de pessoas são rotineiramente detidas. Casas com crianças são cercadas por soldados israelenses durante a madrugada, granadas de som são disparadas em direção às casas, portas são quebradas, tiros muitas vezes são disparados, nenhum mandado é apresentado”, observou ele. “As crianças são brutalmente presas, seus olhos vendados e são empurradas para as traseiras dos veículos militares.”
O Embaixador Kohona explicou que os pais não estão autorizados por Israel a acompanhar as crianças detidas, e que os membros da família são insultados, intimidados e, por vezes, agredidos fisicamente. De acordo com testemunhas, a detenção e transferência de crianças pode durar horas, e muitas vezes, podem incluir paradas em assentamentos israelenses, postos de fiscalização e policiais ou bases militares de Israel.
“As crianças não são informados dos seus direitos, incluindo o direito à representação legal e não autoincriminação”, alertou. Em 63% dos casos envolvendo crianças palestinas, segundo os relatos recebidos, as autoridades israelenses tentam pressioná-las a se tornarem informantes. “A visão do Comitê é de que esta é uma prática inaceitável, com a qual Israel deve pôr fim imediatamente.”
“Relatórios do interrogatório de crianças palestinas são de extrema preocupação para a Comissão, bem como as condições de detenção em geral”, salientou o Embaixador Kohona. “Às crianças palestinas detidas, são frequentemente negadas visitas de familiares, o acesso a representação legal, além de serem mantidas em celas com adultos, negado o acesso à educação e, mesmo com a idade de 12 anos, julgadas em tribunais militares israelenses”.
“Ficamos consternados ao ouvir que Israel continua a sua prática de condenar crianças à prisão, ou a prisão domiciliar em outras casas diferentes das suas próprias famílias, com efeito exilando-as de suas famílias”, disse ele. A Comissão foi informada por testemunhas que havia 192 crianças em detenção – 39 delas com menos de 16 anos.
O Comitê também ficou chocado ao saber que Israel põe crianças palestinas em confinamento solitário. “Segundo relatos recebidos, Israel usa a solitária contra 12% das crianças palestinas detidas”, observou o Embaixador Kohona. “Isto é especialmente preocupante quando se considera que Israel prende cerca de 500 a 700 crianças palestinas todos os anos.”
Nas suas observações preliminares, o Comitê Especial da ONU chamou a atenção para duas outras áreas de preocupação imediata na Cisjordânia, incluindo Jerusalém Oriental: a prática israelense de demolir casas palestinas e a violência de colonos israelenses contra palestinos. Os especialistas também avaliaram o impacto econômico do bloqueio israelense à Faixa de Gaza.
“Estas práticas israelenses levam o Comitê Especial a uma conclusão abrangente e profundamente perturbadora”, ressaltou Kohona. “A prisão em massa de palestinos; a demolição rotineira de casas e o deslocamento de palestinos; a violência generalizada por colonos israelenses contra palestinos; e o bloqueio e a dependência resultante sobre o contrabando ilegal para sobreviver; estas práticas equivalem a uma estratégia para forçar a retirada do povo palestino de suas terras ou marginalizá-los severamente de modo a estabelecer e manter um sistema de opressão permanente.”
O Comitê Especial vai apresentar um relatório de missão para a Assembleia Geral da ONU em novembro próximo, com suas observações e recomendações para melhorar a situação dos direitos humanos para aqueles cujas vidas são afetadas pela ocupação. "Esta conclusão chega a nos chocar, diante de fatos de tamanha violência e crueldade, teremos que esperar até novembro, mais de 3 meses, para alguma providência nesta situação-limite da falta de condição humana de vida", comentou por sua vez o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania, ecologista Padinha, ao nos encaminhar para publicação estas informações que chegam hoje ao Folha Verde News e nos chocam como seres humanos, diante deste grau de violência a que chegou a realidade no Oriente Médio: "As providências precisam ser urgentes".


Fontes: www.onu.org.br
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sexta-feira, 20 de julho de 2012

ESPANHÓIS E EUROPEUS SOFREM REALIDADE DE PAÍS POBRE

Milhares de pessoas ocuparam as ruas de Madri, onde estava o repórter Gabriel Rubio da AFP ontem: para protestar contra as últimas medidas de austeridade do governo conservador, que preveem a elevação do imposto sobre o valor agregado (IVA), a suspensão do abono de Natal para os funcionários públicos e a redução do valor do seguro desemprego, milhares de espanhóis foram à manifestação, que ocorreu sem violência e em um ambiente quase festivo, mas ao final pequenos grupos se dirigiram ao Congresso e agentes da tropa de choque agiram para dispersá-los na zona da emblemática Puerta del Sol. Segundo o comando da Polícia de Madri, sete pessoas foram detidas e outras seis ficaram feridas durante os incidentes.
"Por um futuro digno para nosso povo", "Quero meu Natal" - diziam os cartazes dos manifestantes, incluindo muitos policiais, bombeiros, agentes administrativos, aposentados e estudantes. "Mãos ao alto! Isto é um assalto!" - gritavam os manifestantes contra o novo pacote de austeridade do governo, que pretende poupar até 65 bilhões de euros até o final de 2014. "Não podemos fazer outra coisa que sair às ruas. Já perdi entre 10% e 15% do meu salário nos últimos quatro anos", disse Sara Alvera, 51 anos, funcionária do Tribunal de Contas. "Que Natal fantástico vamos passar este ano sem qualquer tipo de abono", lamentou Paloma Martínez, funcionária do ministério do Interior, de 47 anos, cética sobre a eficácia do novo pacote econômico. "Elevam os impostos, tudo está mais caro, e se não podemos comprar, as lojas vão fechar, vão demitir mais gente", concluiu Paloma Martínez. O orçamento do Estado espanhol para 2012, que já era de uma austeridade histórica visando poupar 27,3 bilhões de euros, não foi suficiente e Madri terá que se submeter a novas exigências de Bruxelas em troca de um prazo mais amplo para reconduzir seu déficit público a 3% do PIB e de uma ajuda aos bancos espanhóis, de até 100 bilhões de euros.
"É uma situação injusta porque o governo, no lugar de fazer o setor financeiro pagar pelo que produziu, coloca todo o peso nos desempregados, nos doentes, nos aposentados", disse à AFP o ator Javier Bardem.
"Fazem exatamente o contrário do que diziam em seu programa eleitoral", afirmou José Ignacio Gil, 50 anos, administrador de uma empresa privada, em meio à multidão que formou uma massa única da Plaza Neptuno até a Puerta del Sol, cobrindo cerca de 1,5 km. Segundo o chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy, a situação é tão grave que o executivo não pode mais decidir entre o bem e o mal, tem que optar entre o ruim e o pior". O ministro da Fazenda, Cristóbal Montoro, advertiu que "não há dinheiro nos cofres públicos para pagar os serviços". As manifestações convocadas pelas centrais sindicais UGT e CCOO em 80 cidades dão sequência aos protestos espontâneos surgidos nas redes sociais desde que se conheceram as novas medidas de austeridade do governo, principalmente envolvendo o funcionalismo público. Bombeiros com seus capacetes, funcionários da justiça vestidos de amarelo, professores com camisetas verdes e policiais identificados ocuparam as ruas na última semana para protestar. Os sindicatos exigem do governo a convocação de um referendo sobre as medidas de austeridade e não descartam a possibilidade de uma greve geral no outono, mobilizando mais setores da população contra o que chama de "desgoverno econômico".

Bombeiros ficam nus para protestar contra pacote econômico espanhol
Fontes: AFP
             www.yahoo.com.br
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             Reuters

quinta-feira, 19 de julho de 2012

NOVO PLANO SAFRA DO GOVERNO PRIVILEGIA AGROTÓXICOS

Brasil é um dos maiores produtores de veneno ao invés de ser recordista em alimentos sadios

José Alexandre Ribeiro, que preside nacionalmente a associação dos produtores e processadores de alimentos orgânicos, já vinha alertando os internautas, também aqui no nosso blog de ecologia e de cidadania Folha Verde News sobre a questão dos agrotóxicos, no lado negativo, e da agroecologia, no positivo, para a saúde do meio ambiente e das pessoas no Brasil. Agora, reforçando estas mensagens e comentários, ao mesmo tempo em que o Governo lança o novo Plano Safra, que não prioriza os pequenos agricultores e muito menos a produçãop de alimentos saudáveis, sem veneno, orgânicos, Cleber Folgado, coordenador da Campanha Permanente contra os Agrotóxicos, fala  ao site Brasil de Fato em evento da FioCruz sobre os desafios da luta por um modelo agroecológico para o campo. Confira alguns trechos.


Apenas 14% dos recursos do Plano Safra se destinam a pequenos agricultores que não usam agrotóxicos






A Campanha permanente contra os agrotóxicos e pela vida reúne hoje mais de 50 entidades. Como foi formada essa convergência em torno do tema?
O debate dos agrotóxicos não é uma novidade dentro dos movimentos sociais e em especial dos movimentos do campo. Desde que existe veneno, existe resistência. Eu tenho 12 anos de militância e me lembro que nas primeiras reuniões do MPA [Movimento dos Pequenos Agricultores] que eu fui já se discutia a problemática dos agrotóxicos. Então, é um tema muito forte dentro das organizações, mas que no último período se intensificou em função das contradições colocadas. Aquela história das intoxicações agudas, que a gente sempre via, são mais perceptíveis, trazia o debate sobre os agrotóxicos, mas não tão fortemente como agora, depois de tantos anos de uso. Agora é que têm se manifestado as intoxicações crônicas, e que trazem um problema de saúde pública muito mais forte, um impacto muito maior, e nesse contexto é que as organizações começaram a priorizar o debate em torno da problemática dos agrotóxicos. O MPA fez um encontro nacional em abril de 2010 que decidiu construir uma campanha contra os agrotóxicos internamente, mas aí o movimento propôs para o conjunto da Via Campesina, que não só aceitou a proposta como ampliou: ‘olha, isso aqui não pode ficar só na nossa mão, como é um problema de saúde pública, precisamos ampliar para todo o conjunto da sociedade'. Então, foi realizado o seminário para construir a campanha ainda em 2010. Conseguimos juntar ambientalistas, estudantes, movimentos sociais do campo e da cidade, entidades ligadas ao próprio governo - como a Fiocruz, o Inca [Instituto Nacional de Câncer], a Anvisa -, que foram para o seminário e levaram dados e informações relacionadas à problemática. Nesse seminário começamos a definir que de fato era necessário construir uma campanha mais ampla, que pudesse juntar esse conjunto de organizações urbanas e rurais. Ali se definiu uma coordenação prévia e uma data para lançamento.

A campanha foi lançada no dia mundial da saúde...
Sim, lançamos a campanha no dia 7 de abril de 2011 e tínhamos essa perspectiva de trazer para o debate dois elementos centrais: garantir o processo de denúncia da problemática dos agrotóxicos em todos os sentidos, do ponto de vista da saúde, do ponto de vista ambiental, econômico, e além disso trazer também a reflexão de propostas concretas para podermos sair desse problema, trazer informações, tentar visibilizar o que já existe. Nesse sentido, foi se construindo como proposta alternativa uma agricultura com base na agroecologia.

Qual o balanço após mais de um ano de campanha?
O balanço é muito positivo, eu diria que depois do plebiscito contra a ALCA, a Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida tem sido o espaço de maior articulação das organizações urbanas e camponesas e inclusive entidades ligadas ao governo. Hoje nós temos organizações importantes que compõem a Campanha, por exemplo, as principais organizações do setor:  a BrasilBio (produtores orgânicos), o MST [Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra], o MAB [Movimento dos Atingidos por Barragens], o MPA, o Movimento de Mulheres Camponesas, a Contag [Confederação Nacional dos Trabalhadores da Agricultura], pastorais como a CPT [Comisão Pastoral da Terra] e a PJR [Pastoral da Juventude Rural], Movimentos estudantis como a ABEEF [Associação Brasileira dos Estudantes de Engenharia Florestal], FEAB [Federação dos Estudantes de Agronomia do Brasil] e a ENEBIO [Entidade Nacional de Estudantes de Biologia]. Por outro lado, há a Abrasco [Associação Brasileira de Saúde Coletiva], que é uma organização que tem legitimidade do ponto de vista científico, tem esse reconhecimento da sociedade muito importante e que também se engajou fortemente dentro da campanha, e a Fiocruz, que desde o início faz parte da campanha e tem sido um apoio importante nessa construção. Do ponto de vista político foi um acerto porque conseguimos pautar na sociedade o tema. Se formos observar o que tem sido colocado na mídia de informações relacionadas a agrotóxicos, em especial nos últimos sete meses, essa cobertura tem se intensificado muito, o que não acontecia anteriormente. Nós conseguimos também pautar o próprio governo, existem várias iniciativas para dentro do governo que são frutos da campanha. Por exemplo, nós ficamos debatendo com o governo e pedindo a construção de uma política de controle desse uso abusivo e também que era necessário banir alguns agrotóxicos. Exigimos a construção de um grupo de trabalho interministerial para tratar do tema e a Dilma acatou, para construir um plano nacional de enfrentamento ao uso de agrotóxicos e seus impactos na saúde e no ambiente. Falta dar um canetaço nisso ainda, mas já fizeram uma primeira reunião. Além disso, conseguimos construir uma subcomissão dentro da Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados, que elaborou um relatório muito bom trazendo o problema, as soluções, abordando os aspectos legais e as brechas que temos nesse campo, e que inclusive está servindo como base para vários projetos de lei que têm sido apresentados. E o que eu pontuaria como maior conquista nossa é essa capacidade de articulação política entre as organizações, conseguimos construir três bandeiras que são unitárias da Campanha. A primeira delas é o banimento dos agrotóxicos que já foram banidos em outros países. Temos uma lista de ingredientes ativos que já foram banidos em outros países e que as empresas lá sediadas continuam produzindo e comercializando em nosso país. É um absurdo, o Brasil está se tornando uma lixeira tóxica e essa bandeira construiu unidade entre as diversas forças e organizações que constroem a campanha. A segunda é o fim da pulverização aérea, que apesar de ser a única forma de pulverização que tem uma legislação específica para aplicação, é a mais insegura porque 70% da aplicação de agrotóxicos é deriva, ou seja, 20% vai para o ar, 50% para a terra, e apenas 30% para o destino mesmo do agrotóxico. É uma forma de aplicação extremamente atrasada, amplia os impactos negativos dos agrotóxicos. E uma terceira bandeira é o fim das isenções. As empresas têm vários subsídios, de isenções tributárias e fiscais. Existe o convênio 100/97, por exemplo, que é firmado entre o Ministério da Fazenda e as Secretarias de Fazenda dos estados, e por meio desse instrumento as empresas estão isentas de 60% de ICMS [Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços], podendo chegar a 100%. Alguns estados já fizeram isso, como o Ceará, onde a isenção é de 100%. Então, as empresas vem para cá, causando impactos no meio ambiente, na saúde, na economia, porque foram mais de R$ 8 bilhões de faturamento no ano passado e essa grana não fica aqui, e quem acaba arcando e pagando pelos problemas sociais causados por isso é o governo. Ou seja, a sociedade acaba pagando duas vezes, paga com o preço da sua saúde e do ambiente que está sendo contaminado e acaba pagando para a recuperação disso. O SUS é um exemplo de como a sociedade paga pelo problema. Acreditamos que precisa ter imposto sim e apoiamos que esse imposto seja revertido para o SUS, para podermos utilizá-lo na recuperação dos problemas que são causados em função da utilização de agrotóxicos. Então, conseguimos pautar o governo, colocar o tema na sociedade e pautar a mídia.

De fato houve um aumento considerável do volume de informações sobre o tema na imprensa comercial. Como vocês avaliaram esses materiais?
Sabemos que muitos dos grandes veículos de comunicação em nível nacional estão a serviço de um projeto e que esse projeto é o do agronegócio, que tem um vínculo, uma necessidade e uma relação direta com os agrotóxicos. Mas mesmo esses grandes veículos têm pautado e colocado o debate dos agrotóxicos, têm trazido informações, às vezes falsas, outras vezes informações que são coerentes com o debate. Mas a questão é que não conseguiram mais esconder que é um problema e têm trazido isso para o conjunto da sociedade.

Resumo da situação de agora

O governo federal acaba de anunciar os investimentos para a agricultura no período 2012/2013. O chamado Plano Safra contará dessa vez com R$ 115,2 bilhões. O problema é que todo esse dinheiro não vai para os pequenos agricultores e nem para a produção de alimentos saudáveis. A realidade é denunciada por Cleber Folgado, coordenador nacional da Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida. Segundo ele, os pequenos agricultores têm ficado com apenas aproximadamente 14% de todo o crédito agrícola, embora sejam os responsáveis por levar quase a totalidade do alimento à mesa do brasileiro. Folgado pertence a uma família de pequenos agricultores no estado de Rondônia, onde cresceu vendo as contradições trazidas pela chamada "Revolução Verde", que na verdade introduziu a utilização de agrotóxicos no campo pelas mãos do Estado brasileiro. Nesta entrevista, ele faz um balanço da Campanha e fala sobre os desafios da luta por um modelo agroecológico para o campo. Uma outra realidade realmente verde, orgânica, ecológica.

Fontes: www.brasildefato.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

quarta-feira, 18 de julho de 2012

BANDA LARGA EM DISCUSSÃO NA ONU (E NO BRASIL)

Em pauta, a universalização da banda larga nas Américas, ainda mal resolvida no Brasil


Para promover a implementação da conectividade de banda larga na região, a União Internacional de Telecomunicações (UIT) está realizando a Cúpula Conectar as Américas  e o debate vai até amanhã,  quinta-feira (19): Chefes de Estado e Governo, Ministros, Chefes-Executivos da indústria das tecnologias de informação e comunicação (TIC), funcionários das Nações Unidas, instituições financeiras, acadêmicos e a mídia buscam alternativas para o setor, segundo informa o site da ONU. "No Brasil, a banda larga ainda é problemática, menos ampla mais cara e mais lenta do que na maior parte dos países do mesmo porte", avalia o editor do blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News. Uma reunião ministerial, segundo noticia a ONU, finalizará hoje o rascunho de um documento, enquanto um grupo de interessados de diversas áreas revisará os acordos de projetos e parcerias com base nas necessidades do conjunto das Américas.A proposta sem resumo é mobilizar os recursos necessários para disseminação da infraestrutura de banda larga nas Américas do Norte. Central e do Sul, criando oportunidades de atrair um compromisso de investimentos em recursos humanos, financeiros e técnicos. "Além do lado econômico, tecnológico e social, um avanço da banda larga significa diretamente avançar a qualidade e todo o universo da vida cultural da população em toda esta região do planeta, também por aqui no Brasil", comentou ainda o ecologista Padinha ao postar esta iniciativa da Organização das Nações Unidas, vista como muito positiva.
 
Brasil tem a banda larga mais cara do mundo



O Brasil tem a banda larga - fixa e móvel - mais cara do mundo e com custo muito acima do praticado em países emergentes e até mesmo com economias menos desenvolvidas, informa a repórter Ana Lobo, ao revelar estudo da UNCTAD (Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento), da ONU (Organização das Nações Unidas), isso há cerca de 3 meses atrás. De acordo com este estudo, divulgado no país pelo Comitê Gestor da Internet, o custo do mbps móvel está em US$ 51, enquanto no Quênia fica em US$ 4 e na Turquia, US$3. Na banda larga fixa brasileira, o custo do megabit está estimado em US$ 61.Segundo os mesmos dados, mesmo que o Brasil desonerasse o serviço de banda larga - uma reivindicação antiga das operadoras - o custo do megabit móvel - US$ 51 (cerca de R$ 90,00 com o dólar a R$ 1,75) - ficaria muito acima do cobrado em países com situações econômicas inferiores a nossa. Panorama semelhante na banda larga fixa - US$ 61. "Entre as oito maiores economias, o Brasil é o mais caro disparado. Precisamos rever muitas questões em telecomunicações. Podemos garantir que a Telefonia, e a banda larga entra nessa questão porque são serviço das teles, é a grande vilã para o desenvolvimento das TICs no país", diz Carlos Afonso.

Há apenas 5,8 conexões para cada 100 brasileiros; operadoras cobram preços 24 vezes mais caros do que nos EUA

Conforme o jornalista especializado Fausto Salvadori, para 65,2% da população brasileira acima de dez anos, enviar um e-mail ou fazer uma pesquisa no Google são práticas tão distantes como passear de helicóptero ou dirigir uma Ferrari: 104,7 milhões de brasileiros não acessam a Internet, segundo o IBGE. Isto é ruim? Na verdade, é péssimo: segundo a pesquisa Barômetro Cisco (pesquisa que mede a evolução da adoção das tecnologias de acesso à Internet em banda larga no país), existem apenas 5,8 conexões fixas de banda larga para cada 100 brasileiros. A grande maioria ainda é obrigada a navegar aos trancos e barrancos da conexão discada, aquela que às vezes pega, às vezes não pega, que ocupa a linha do telefone e obriga o usuário a navegar de olho no relógio, já que é cobrada por hora.
Mas por que o Brasil, que aparece decolando na capa da revista inglesa “Economist”, a potência em ascensão que sediará a Copa de 2014 e as Olimpíadas de 2016, ainda não conseguiu trazer a maioria dos seus habitantes para o século 21?...Ainda hoje, em menos da metade das cidades brasdileiras, funciona a banda larga. A banda larga ainda não pegou no Brasil porque é cara e ruim. Um estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão ligado ao governo federal) apontou que a assinatura do serviço no país custa, em média, R$ 162 por mês, o equivalente a 31,8% do salário mínimo. Quando se compara o preço mínimo da banda larga com a renda da população, o Ipea conclui que as operadoras brasileiras cobram preços 24 vezes mais caros do que nos EUA.

Os altos impostos têm só uma parte da culpa pelos preços altos: segundo o Ipea, mesmo o serviço de “banda larga popular” de São Paulo, que é isento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Serviços), ainda é 18 vezes mais caro do que a banda larga norte-americana. “O Brasil tem um dos serviços de acesso à banda larga mais caros do mundo porque os preços são deixados à mercê do mercado, sem nenhuma garantia ao consumidor, num cenário em que várias municípios estão sujeitos a um monopólio das companhias telefônicas”, afirma Carolina Ribeiro, coordenadora da ONG Intervozes. Uma realidade a ser mudada urgentemente no caso do Brasil e de outros países do continente, daí, a importância deste evento que está acontecendo agora na União Internacional de Telecomunicações, na ONU, em Washingto, nos Estados Unidos. O Brasil precisa se ligar e influenciar a decisão da UIT a bem da qualidade de vida da população e de todo o seu futuro, conclui esta edição da Folha Verde News. 

A solução do problema da banda larga no Brasil passa também pela tecnologia de satélites...

...e envolve diretamente a democracia, a cidadania e a qualidade de vida da população

Fontes: www.onu.org.br
             convergenciadigital.uol.com.br
             revistagalileu.globo.com
             http://folhaverdenews.blogspot.com

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