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terça-feira, 11 de dezembro de 2012

VERDES LIDERAM BUSCA DE SOLUÇÃO PARA DRAMA GUARANI-KAIOWÁ

Comissão da Câmara Federal visita aldeias Guarani-Kaiowá em Dourados (MS)
A comissão externa dos Guarani-Kaiowá da Câmara dos Deputados  - criada por iniciativa da Bancada Verde - vem desde novembro acompanhando as denúncias de violência contra este povo indígena, visitou ontem ao vivo as aldeias que enfrentam conflitos pela posse da terra. Também fazem parte da comitiva o Grupo de Trabalho Guarani-Kaiowá da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, e a diligência formada pelos senadores da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado. A visita conta ainda com apoio da Funai (Fundação Nacional do Índio), Polícia Federal e o Comando da Aeronáutica. A comissão foi criada por iniciativa do líder do Partido Verde, deputado Sarney Filho. Para outro parlamentar do PV, José Luiz Penna argumentou que a suspensão da liminar que estabelecia o despejo dos índios que estão acampados às margens do rio Hovy, próximo ao território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay, não resolve o problema e nem tira a importância de uma interferência do Congresso Nacional, já que os problemas atingem várias comunidades e ainda não há uma solução definitiva para os impasses. O Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul defende como solução para o impasse entre índios e fazendeiros que o Governo Federal admita sua culpa na remoção e posterior titulação de áreas que pertenciam àquela etnia há algumas décadas. A diligência desembarcou em Dourados e seguiu com destino ao acampamento Pyelito Kue, no município de Iguatemi. Após a visita, deputrados, senadores e outras autoridades sensibilizadas com a questão dos índios Guarani-Kaiowá retornaram a Dourados, onde participaram de uma audiência pública na Câmara de Vereadores local. No final do dia voltaram para Brasília com a convicção que há chances de se resolver o impasse e reconstituir a normalidade para os índios que estão acampados às margens do rio Hovy, próximo ao território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay. Fizeram parte da comitiva os deputados Sarney Filho (PV-MA), Penna (PV-SP), Alessandro Molon (PT-RJ), Arnaldo Jordy (PPS-PA), Geraldo Rezende (PMDB-MS), Janete Capiberibe (PSB-AP), Ricardo Tripoli (PSDB-SP) e os senadores Delcídio do Amaral (PT-MS), João Capiberibe(PSB-AP),  Waldemir Moka (PMDB-MS) e Randolfe Rodrigues (Psol-AP), que  disse ser conveniente aumentar a consciência nacional de cidadania sobre a questão dos Guarani-Kaiowá e de todos os indigenas do Brasil. "Inclusive, houve toda uma mobilização nesse sentido nas redes sociais, especialmente no Facebook, com lideranças socioambientais e de variados setores da população assinando o nome da tribo como sobrenome nas suas manifestações, isso ajudou bastante e agora com a iniciativa da Bancada Verde e de outros parlamentares ou autoridades que têm a ver com o problema, a situação já avançou, a bem dos direitos humanos e do futuro da Nação", comentou por sua vez o ecologista Padinha, ao editar estas informações aqui no blog Folha Verde News: "Um avanço de cidadania e também é bom que se diga que os indígenas podem participar e colaborar decisivamente para a implantação de um desenvolvimento sustentável no Brasil, dentro da proposta dum equilíbrio entre o crescimento econômico e o resgate ou a valorização da ecologia, sem o que não existe futuro para nenhum país".


Os Guarani-Kaiowás estão dispostos a morrer pela liberdade de viver em suas terras

Os índios Guarani-Kaiowá são uma população de cerca de 40 mil pessoas que hoje vivem em pequenas reservas e acampamentos de beira de estrada. Têm sido vítimas de extermínio étnico na disputa pela propriedade das terras que ocupam no Mato Grosso do Sul. Os indígenas estão acampados na fazenda Cambará e anunciam que pode haver morte coletiva caso seja cumprida a liminar da Justiça Federal de Naviraí (MS) que determina a desocupação das terras. No entanto, uma decisão do Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP, MS) cassou a liminar, autorizando a permanência deles naquele local. A Comissão Externa do Congresso Nacional ouviu os índios acampados na fazenda Cambará, à margem do rio Hovy, no municípios de Iguatemi, os dois procuradores do Ministério Público Federal que atuam no caso  - Marco Antonio Delfim (Dourados) e Pedro Gabriel Gonçalves (Ponta Porã) –,  o proprietário da Fazenda Cambará, onde os índios se instalaram, o escritório da Fundação Nacional do Índio (Funai) de Ponta Porã,  o juiz em Naviraí, responsável pela ação de reintegração de posse, Sergio Luiz Bonachella; e – representante do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) de Campo Grande, além de  algumas lideranças regionais na Câmara Municipal de Dourados, antes da volta para Brasília. Agora, a Comissão Guarani-Kaiowá se reunirá com representantes do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, em Brasília, para expor os resultados, tentando vizbilizar assim uma alternativa de solução para o problema, o que pode até vir a ser um marco em termos de cidadania e de ecologia no Brasil, "onde ainda sobrevivem cerca de 400 mil indígenas de várias etnias em variadas regiões, eles que são na verdade os Pais do País e realmente podem influir positivamente no resgate do nosso passado de povo e na criação do nosso futuro como nação", concluiu Padinha, ao fechar a matéria aqui no blog Folha Verde News hoje.
Fontes: www.douradosnews.com.br
             www.congressoemfoco.com.br
             www.jangadeiroonline.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. Superimportante a iniciativa dos deputados federais do PV - a Bancada Verde no Congresso Nacional em Brasília - que se sensibilizou com a luta e a ameça de mortes dos Guarani-Kaiowá: agora a Justiça atua na questão e o Governo tem como encontrar uma alternativa de solução.

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  2. Esta Comissão Externa da Câmara e todos os que se mobilizaram para solucionar o drama dos índios Guarani-Kaiowá do Mato Grosso (inclusive, os líderes do movimento socioambiental que se manifesta desde novembro nas redes sociais, em especial no Facebook), são responsáveis pelo que realmente será um marco de cidadania no Brasil.

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  3. Em Iguatemi, perto de Dourados (MS) ali onde estão acampados os Guarani-Kaiowá às margens do rio Hovy, próximo ao território tradicional Pyelito Kue/Mbarakay,pode estar nascendo uma nova realidade para a questão indígena do país.

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  4. Apesar do silêncio de parte da grande mídia, sites mais independentes como Dourados News e o Janguadeiro Online não se omitiram er registraram o início deste avanço de cidadania, que tem conteúdos jurídicos, culturais, políticos que podem influir na mudança da realidade e na criação do futuro Brasil.

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