A maioria dos países integrantes da Organização das Nações Unidas aprovou nesta quinta-feira uma resolução que reconhece a Autoridade Nacional Palestina (ANP) como um Estado observador não-membro. "De toda forma, ainda que parcialmente, afinal a ONU oficializa a terra dos Palestinos como Estado, derrota para os Estados Unidos e Israel, estados que se privilegiavam da situação precária que vinha historicamente sofrendo a nação dos palestinos, agora com mais condição de se coloicar diante dos judeus e até de se conseguir a paz no Oriente", comentou o ecologista Antônio de Pádua Padinha, editor do blog de ecologia e cidadania, Folha Verde News, ao receber a informação via EFE e Yahoo. Ele ressalta ainda que o reconhecimento se deu por maioria absoluta da ONU - em uma votação direta no plenário da Assembleia Geral, a resolução impulsionada pelo líder palestino, Mahmoud Abbas, contou com 138 votos a favor, nove contra e 41 abstenções - "este placar fortalece ainda mais esta perspectiva de de avançar o movimento pela paz no Oriente Médio e na própria Terra", argumentou Padinha.
O Brasil que sempre se posicionou por este reconhecimento felicitou ao povo palestino por esta vitória histórica, através de manifestação oficial da Presidente Dilma Rousseff. Por sua vez, os Estados Unidos, mais uma vez reafirmam que o que reconhecimento da Palestina é contraproducente. Após esta votação, a maior parte dos governantes de países pedem que palestinos e Israel retomem negociações de paz.
A resolução, que "reafirma o direito do povo palestino à autodeterminação e à independência em um Estado da Palestina a partir das fronteiras de 1967", eleva o status da ANP de "entidade observadora" para "Estado observador não-membro". Além disso, expressa a "urgente necessidade" de retomar e acelerar as negociações para alcançar um acordo de paz "justo, durável e completo" entre palestinos e israelenses baseado nas resoluções da ONU, nos princípios de Madri e no roteiro do Quarteto para a Paz no Oriente Médio. A resolução da Assembleia Geral confia que esse eventual acordo ajudará a resolver os temas pendentes mais importantes: "os refugiados palestinos, Jerusalém, os assentamentos, as fronteiras, a segurança e a água". Depois da votação, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que após um dia que qualificou de "histórico" é "urgente" que palestinos e israelenses retomem "negociações" diretas: "Acho que os palestinos têm seu legítimo direito a ter seu próprio Estado independente e Israel tem direito a viver com segurança dentro de suas fronteiras", ressaltou Ban, que reiterou que "não pode haver substitutos às negociações diretas".
Com o novo status, a Palestina terá acesso a várias agências do sistema das Nações Unidas, como já ocorreu no ano passado com a Unesco, e a cortes internacionais como o Tribunal Penal Internacional (TPI). A votação de hoje foi a quarta tentativa das autoridades palestinas para conseguir um maior respaldo internacional desde que as Nações Unidas reconheceram o direito à autodeterminação do povo palestino em 1974. A última tentativa tinha sido em setembro de 2011, quando o pedido palestino para que a ONU lhe reconhecesse como Estado membro de pleno direito foi bloqueado no Conselho de Segurança devido à oposição dos Estados Unidos.
Ativistas da Avaaz comemoram o resultado histórico
"Há algumas horas, a maioria esmagadora da ONU votou o reconhecimento da Palestina como 194º Estado do mundo! É uma grande vitória para o povo palestino, para a paz e para a nossa comunidade! As pessoas de todo o mundo estão se unindo a enormes multidões na Palestina para comemorar", diz mensagem da Avaaz recebida também aqui pelo blog Folha Verde News: "A jornada do povo palestino para a liberdade está longe do fim. Mas este é um grande passo e nossa comunidade teve um papel fundamental nisso. Respondendo à votação, a embaixadora da Palestina para a Europa, disse: "Avaaz e seus membros em todo o mundo desempenharam um papel fundamental ao persuadir os governos para apoiar a candidatura do povo palestino a um Estado e para a liberdade e a paz. Eles estiveram conosco durante todo o tempo e tal solidariedade e apoio serão lembrados e queridos em toda a Palestina." afirmou Leila Shahid, Delegada Geral da Palestina para a Europa.
Comenta ainda o comunicado da entidade internacional de cidadania Avaaz: "Os governos dos EUA e de Israel, em dívida com grupos pesados de lobby (sim, infelizmente, até mesmo Obama cedeu ao lobby), jogou tudo o que tinham para acabar com a votação, usando ameaças financeiras e até mesmo ameaçando derrubar o presidente palestino se ele fosse em frente. A Europa foi o voto decisivo. E por causa da intensa pressão dos EUA, há apenas duas semanas os líderes não apoiavam o Estado palestino. Conhecendo as apostas, a nossa comunidade respondeu com a velocidade e a força democrática que precisávamos para vencer: foram quase 1.8 milhão de nós que assinaram a petição por um Estado palestino. Milhares de nós doaram para financiar pesquisas de opinião pública em toda a Europa – mostrando que incríveis 79% dos europeus apoiavam a criação de um Estado palestino. Nossas pesquisas apareceram em toda a mídia, e foram repetidamente citadas em debates parlamentares no Reino Unido, Espanha e França. Enviamos dezenas de milhares de e-mails, mensagens no Facebook e tweets para os líderes de toda a Europa e fizemos milhares de chamadas para os ministérios de assuntos estrangeiros e chefes de Estado. Nós abrimos uma bandeira gigante do tamanho de um prédio de 4 andares do lado de fora da Comissão da UE em Bruxelas (à direita), enquanto os líderes estavam reunidos. Então, realizamos uma grande ação em Madrid. E anteriormente, navegamos com uma flotilha de navios em frente ao prédio das Nações Unidas pedindo pela votação. Nossas ações foram manchete em toda a Europa e influenciaram positivamente no resultado histórico".
![]() |
| A vitória dos Palestinos por maioria absoluta da Assembléia Geral da ONU... |
![]() |
| ...enfraquece Estados Unidos e Israel, pode diminuir a violência no Oriente Médio... |
![]() |
| ...e poderá construir os alicerces para a paz nesta região do planeta
|
Yahoo
www.onu.org.br
www.avaaz.org
http://folhaverdenews.blogspot.com



Na redação do blog Padinha cointa que ainda nos anos 80 em São Paulo fez contatos com a OLP (Organização para a Libertação da Palestina) e desde então, há mais de 30 anos, ele e milhares de brasileiros torciam por este avanço da ONU.
ResponderExcluirCom o reconhecimento, ainda que parcial, do Estado Palestino pela ONU, as negociações pela paz no Oriente Médio ficam mais possíveis, norteamericanos e judeus de Israel terão que rever os seus métodos, poderá neste novo contexto dimunir os índices de violência nesta parte da Terra, uma das que mais tem conflitos.
ResponderExcluir"A violência está em todo lugar hoje em dia no planeta", comenta o internauta José Aparício da Silva, nos enviando sua opinião para o e-mail navepad@netsite.com.br: "Temos que buscar a paz também no Brasil".
ResponderExcluirEm parte, José Aparício, de São Caetano do Sul (SP) tem razão: nós mesmos aqui no nosso blog noticiamos, só na Grande São Paulo e apenas em outubro, foram 329 pessoas assassinadas, entre marginais e policiais. Números de guerra. A violência parece estar na própria estrutura atual das sociedades de consumo, em toda a Terra.
ResponderExcluirA pacificação no Oriente Médio poderá levar a um avanço cultural do ser humano em toda a Terra, favorecendo a não-violência, o uso da inteligência e não da força, a paz.
ResponderExcluir