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segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

MOVIMENTO SOCIOAMBIENTAL CRIARÁ NOVO PARTIDO OU SE UNIRÁ A ALGUNS OUTROS PARTIDOS?

Marina Silva articula movimento e uma união de partidos para campanha nacional até 2014


Alessandra Mello, do jornal e site Estado de Minas, publicou uma reportagem em BH - a cidade onde Marina Silva teve melhor performance eleitoral em 2010 - as articulações que a líder socioambientalista está fazendo junto com seu grupo e algumas lideranças do movimento de cidadania: depois que saiu do PV, por discordar da sua direção nacional, ela logo mais no começo de 2013 organizará um outro partido verde ou a junção de dois outros pequenos partidos de inspiração ecológica já criados em 2012 (o PEN, Partido Ecológico Nacional e o PAM, Partido do Meio Ambiente), talvez também uma união estratética com o PPS, que projeta mudar seu nome para PVS (Partido Verde Socialista)..."É uma pena que o movimento ecológico, socioambiental e de cidadania  - uma luta muito grande que ainda conta com uma minoria de líderes bem informadas - não se unam todos dentro da busca de uma nova política e das propostas de se implantar um desenvolvimento sustentável no Brasil", critica o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha, editor aqui deste nosso blog Folha Verde News: "Unidos todos num programa só de ação, seríamos muito mais fortes, mesmo que divididos em vários partidos, coligados e/ou unidos num único movimento para mudar a realidade e criar o futuro da Nação", comenta ainda Padinha.
A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e seu grupo político se reúnem em janeiro para definir a criação de uma nova legenda e de uma campanha nacional que ela pretende encabeçar pela aprovação de uma ampla reforma política por meio de um projeto de iniciativa popular. O local do encontro ainda não foi definido, mas provavelmente deverá ser Brasília. Com um capital eleitoral de cerca de 19,6 milhões de votos obtidos nas eleições de 2010, a ex-senadora não desistiu de disputar a Presidência em 2014. O problema é que ela está sem partido depois que deixou o PV, rompida com a sua Executiva Nacional. Para disputar as eleições em 2014 o novo partido terá que estar registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até setembro. Para isso, é preciso criar diretórios regionais em pelo menos nove estados e conseguir apoio de, no mínimo, 0,5% do eleitorado nacional. Por isso a decisão de já começar a tratar do assunto no início do ano. Caso a nova legenda não se viabilize, aliados da ex-senadora defendem que ela se filie ao PPS, que ganharia novo nome e uma liderança nacional e competitiva para encarar uma campanha presidencial. Em seu blog, a ex-ministra nega que isso faça parte de seus planos. Marina tem também duas opções ligadas à área em que milita: filiar-se ao Partido Ecológico Nacional (PEN), reconhecido oficialmente em junho, ou ao Partido do Meio Ambiente (PAM), cujo processo de registro já está em curso. Há ainda setores do PSOL  - como a vereadora de Maceió e líder nacional Heloisa Helena - que tentam atrair Marina e os "marineiros" para seus quadros: “Em nenhum momento sinalizei interesse em fundar um partido a partir da fusão de outros já existentes. Se ocorrer a criação de um novo partido, oriundo desse movimento do qual faço parte desde que me desfiliei do PV, será fruto da expressão, da vontade e do adensamento das discussões realizadas pelo movimento“, falou a própria Marina Silva sobre todos estes assuntos à repórter Alessandra Mello, que aposta que em 2013 já se estará iniciando a discussão da campanha para a eleição presidencial de 2014. E ao editar esta matéria, o ecologista Padinha deixa claro que "mais do que apenas partidos, o que importa mais são as propostas que podem avançar o país e para isso muitos de nós precisaremos estar mais unidos, para se chegar à vitória".


Criar o futuro do Brasil passa por uma união das forças que podem mudar a atual realidade

Fontes: www.em.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

4 comentários:

  1. O nosso editor acredita que o Partido Verde poderá participar e até liderar uma união de todas as forças e partidos indetificados com o desenvolvimento sustentável, no 1º ou no 2º turno da eleição de 2014, mas antes, urge um programa de ação nacional e esta união.

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  2. Já se fala nos bastidores da política também e até de um eventual PVdoB...Cremos que mais do que partidos ou até siglas o que importa mais é unir lideranças em torno de um programa de sustentabilidade capaz de mudar e de avançar o Brasil, antes que seja tarde.

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  3. A própria Marina Silva evitou por várias vezes entrar em detalhes sobre a possibilidade de criação de um novo partido. Ao ser perguntada se estaria buscando um partido específico ou a formação de um novo partido, a ex-candidata do PV disse que está "apenas iniciando um movimento". Ela limitou-se a dizer que está trabalhando em um movimento suprapartidário para discutir a política que, a seu ver, está em crise no Brasil e no mundo. "É um movimento da sociedade que é suprapartidário. Tem pessoas de variados partidos e pessoas que nem têm partido"..."Eu não acredito em partido que se forma por causa de eleição. Um partido se forma quando tem ideias, projetos e uma visão de mundo", disse ainda a líder socioambiental, ser fundamental que se comece a pensar em um movimento que discuta política, diretrizes e princípios. "Um movimento que seja maior que os partidos", completou Marina Silva.

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  4. De toda forma, o foco de todas as lideranças que buscam mudar e avançar o país através das eleições de 2014 não pode ser perdido em disputas internas ou de bastidores, sob pena de todo este movimento de criação do futuro brasileiro perder a sua força para a velha política de sempre, mais uma vez.

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