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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FORÇA DOS VENTOS: CRESCE A IMPLANTAÇÃO DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL

A expectativa é que a capacidade instalada no país cresça 250% até 2014
Em matéria de Roberta Machado o jornal Correio Braziliense iniciou agora uma série de reportagens sobre as novidades que prometem tornar o consumo energético mais sustentável e logo de cara destaca o crescimento dos parques de Energia Eólica no país: "Ela tem um potencial  natural extraordinário, temos que aproveitar este recurso energético que aumenta as perspectivas de um desenvolvimento brasileiro sustentável", comenta o ecologista Padinha, editor do nosso blog Folha Verde News, ao abrir nosso webespaço para esta informação de grande valor para a economia e o meio ambiente do Brasil.
Os recursos naturais do Brasil sempre ofereceram um variado leque de opções para a geração de energia elétrica, mas somente agora empresários e Governo começam a abrir os olhos para essa realidade. O país já pode dizer que 84% de sua geração de energia vêm de fontes naturais, a hidrelétrica ainda é responsável por 72% da capacidade instalada. Aos poucos, outras forças naturais, limpas, renováveis, começam a encontrar espaço nesse mosaico, que depende da variedade para ser realmente sustentável. Entre elas, a força dos ventos merece destaque: a fonte eólica já conquistou o posto de segunda fonte de energia mais barata do país, e deve aumentar sua fatia no país de 1% para 6% nos próximos três anos. Até 2014, a capacidade instalada deve crescer de 2GW para 7GW. “A fonte para sustentar o crescimento brasileiro  tem sido a hidrelétrica, mas em segundo lugar já vem a eólica”, avalia o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim. O potencial eólico do país, aponta ele, chega a 143 mil megawatts, o equivalente a 10 usinas de Itaipu. “Esse potencial está subestimado, pois foi emitido com base em torres de 50m de altura. Hoje, os aerogeradores são muito mais altos”.

O potencial de Energia Eólica no Brasil é extraordinário e pode mover o Desenvolvimento Sustentável
Há menos de uma década no mercado de energia eólica, o Brasil já está entre as quatro nações que mais crescem no setor, atrás de China, Estados Unidos e Índia. Até o ano que vem, espera-se que o país salte da 20ª para a 10ª posição mundial no aproveitamento dessa energia. “A tecnologia é recente, e os investimentos no Brasil são mais recentes ainda, vieram a partir de 2004″, explica Elbia Melo, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica). Desde então, aponta a especialista, o preço da energia retirada do vento caiu para menos de um terço. “A energia eólica perdeu o status de fonte alternativa subsidiada e passou a ser competitiva.”
Existem mais de 30 mil turbinas eólicas de grande porte em operação no mundo, e muitos desses empreendimentos surpreendem pelo tamanho e pela capacidade. Em outubro, a Siemens Energy inaugurou uma torre marítima com as maiores pás já feitas. De fibra de vidro, cada uma mede 75m. É como se três prédios de 25 andares girassem no ar presos a um motor. O monstro eólico pode produzir até 6MW de energia limpa, o equivalente ao consumo de 6 mil residências. A eletricidade é levada para uma subestação em alto-mar que, por sua vez, a transmite para a terra. Ligando um gerador com ímãs diretamente ao eixo, o modelo precisa de apenas metade das peças usadas tradicionalmente e dispensa manutenção, pois possui um sistema de monitoramento automático. As pontas das pás também foram adaptadas para diminuir a resistência do ar e os níveis de barulho. “Nossa nova turbina incorpora o conhecimento agregado de engenharia acumulado nas últimas três décadas”, resume Henrik Stiesdal, CTO da divisão eólica da Siemens. Mesmo em dimensões mais modestas, pesquisadores também renovam o modelo das turbinas cata-vento, inspirado no seculares moinhos europeus. Alguns investem na mudança total de paradigma e defendem as turbinas verticais. Similares a hélices espiraladas, elas são mais compactas e podem se complementar para girarem mais rápido. Outros, ainda, sugerem novos materiais. Enquanto as pás mais avançadas são feitas de peças inteiriças de fibra de vidro, há casos como o de uma empresa alemã que criou uma turbina inteiramente feita de madeira. O material sustentável dispensa a prejudicial fabricação de aço, e ainda pode ser reciclado. No campo de inovações, o Brasil se destaca em iniciativas como a de um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) que estuda o uso de novos tipos de controladores de potência para as turbinas eólicas. “O vento é variável, então a velocidade que ele coloca no eixo da turbina também varia, e não é compatível com a frequência que a gente quer na rede elétrica. Você precisa condicionar essa velocidade para que o gerador gere uma energia na frequência da rede elétrica, de 60Hz”, explica Ernesto Ruppert Filho, professor da Unicamp. De acordo com o especialista, essa dificuldade de conversão foi um dos motivos para o atraso na popularização da energia eólica, e o trabalho pioneiro brasileiro pode diminuir o número de equipamentos necessários à instalação e economizar ainda mais recursos. Uma boa notícia para o Brasil entrar em 2013, preparando o futuro.

Fontes: Correio Braziliense
             www.ecodebate.com.br
             http://folhaverdenews.blogspot.com

3 comentários:

  1. Estamos encerrando 2012 com uma boia notícia para 2013 e os próximos anos que poderão registrar um aumento de até 250% nos próximos meses na utilização da Energia Eólica.

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  2. Esta informação do jornal Correio Braziliense e do site de jornalismo socioambiental Eco Debate deixa claro que nos próximos anos o país poderá concretizar este canal para avançar a sua realidade energética, aumentando a sua condição objetiva de Desenvolvimento Sustentável.

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  3. Bons ventos para a criação do futuro do Brasil: depois destas informações as autoridades governamentais não têm mais como desprezar este recurso fora do comum, limpo e renovável de energia para abastecer o seu desenvolvimento sustentável, viabilizando a existência do nosso futuro.

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