Matéria de Maurício Moraes, na BBC em Londres, hoje, revela que o Brasil é o país com mais mortes por arma de fogo no mundo, com 36 mil mortos. E completa a informação: apesar do número bem inferior de armas de fogo em circulação entre a nossa população do que nos Estados Unidos, o Brasil registrou, em 2010, 36 mil vítimas fatais de tiros. O total é 3,7 vezes o registrado pelos americanos, que tiveram 9.960 mortes, ficando assim o Brasil colocado no topo dos que mais registram óbitos por arma de fogo no mundo. Nos Estados Unidos, o debate sobre o porte de armas voltou à tona após o massacre em uma escola no estado americano de Connecticut que resultou na morte de 20 crianças e 6 adultos. O acesso a armas de fogo no país é bem mais fácil: é possível comprar armas em vários estados sem a necessidade de registro ou autorização de autoridades e o direito à posse é determinado pela própria Constituição. No Brasil, a posse de armas de fogo é permitida após registro e análise de antecedentes, mas o porte de armas de fogo é proibido, salvo em casos excepcionais.
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| Luta pela não-violência registra um crescimento nos últimos anos no Brasil |
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| Nos States há proporcionalmente uma arma para cada cidadão |
"A principal questão é a Justiça. Nos Estados Unidos a probabilidade de levar um homicida para a prisão é muito maior que no Brasil", afirma Mingardi e segundo ele, a impunidade abre caminho para agravar os índices de ocorrências violentas em nosso país. Explica também que a natureza dos crimes também é diferente lá e cá: "No Brasil, a violência interpessoal, que engloba briga de bar, de vizinho, marido e mulher, responde por mais da metade das mortes". José dos Reis Santos Filho, sociólogo e professor da Unesp de Araraquara, concorda com o comentário do ecologista Padinha e afirma com todas as letras: "Existe mesmo uma cultura de violência no Brasil", ressaltando ainda um detalhe: "No Brasil ainda há a tendência de se resolver as coisas de maneira imediata, ir rápido às vias de fato. Nos Estados Unidos, a ofensa à integridade física é um tema sensível", diz, observando que é possível com muito mais facilidade nos States conseguir indenizações na Justiça em casos de agressões
Agora nestes dias nos EUA, o debate sobre o acesso às armas volta à tona após o massacre em uma escola de Connecticut: José dos Reis Santos Filho observa que a legislação contra armas no Brasil é muito mais dura que nos EUA, onde é fácil o acesso a armamentos: "Mas o fato de haver uma legislação avançada na área não significa que o conjunto dos cidadãos avançou nesta área".
Em 2003, entrou em vigor aqui o Estatuto do Desarmamento. Desde então, o Governo passou a promover campanhas de entrega de armas. Segundo o Ministério da Justiça, mais de 612 mil armamentos foram entregues desde então. O sociólogo Mingardi se mostra otimista, diz que desde então o "Brasil está em uma fase de evolução". Ele chama a atenção, no entanto, para o grande número de armas contrabandeadas: "Com o Estatuto há um maior controle das armas, mas a questão é que aumentou o número de armas ilegais circulando no país".
Fontes: BBC
http://folhaverdenews.blogspot.com


A violência nos Estados Unidos, no Brasil e também em todo o planeta é crescente e parece integrar a própria estrutura das atuais sociedades de consumo, com a sua forma de viver.
ResponderExcluirO advogado criminalista, Marcos Lúcio de Castro, ligado à OAB de Santos, me pergunta por telefone: "Será que pelo fato dos marginais e toda população saberem que nos Estados Unidos há praticamente uma arma para cada cidadão, uma ou mais armas em cada casa, isso diminui os índices de mortes por tiros e incidentes de crimes?"...
ResponderExcluirRespondendo ao criminalista, o nosso editor Padinha, que se especializou na luta pela Não-Violência ao longo de mais de três décadas, acredita que sim, este fato citado pelo Dr. Marcos Lúcio influencia mesmo: "Porém, as diferenças entre a realidade norteamericana e a brasileira são apenas numéricas, quantitativas, no essencial, nos dois países há o mesmo conteúdo, a mesma cultura da violência, que caracteriza toda a vida da atualidade".
ResponderExcluirQuase por unanimidade, todos os que comentaram a tragédia da escola Sandy Hook, em Newton, no Connecticut, agora nos States, onde um rapaz de 20 anos executou 20 crianças e 6 adultos - repetindo um tipo de crime que virou quase uma rotina lá na América do Norte - todos e até o próprio Presidente dos USA, Barack Obama, querem que este terrível acontecimento se transforme num marco para a mudança da realidade.
ResponderExcluirPor e-mail enviado à redação do blog, a psicóloga Isabel dos Santos Mendes, cumprimenta esta postagem que discute a violência da atualidade: "Para mudar esta realidade violenta aqui e em outros países,o primeiro ponto é debater o dia a dia e buscar mesmo uma nova forma de vida". Ela lamenta ainda que até nas pequenas cidades do interior brasileiro (como também em Newton, nos Estados Unidos)"o padrão de violência desequilibra a vida da população", analisa a Psicóloga que atua em São Paulo.
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