O nosso blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News, abre hoje seu webespaço para a reportagem de Larissa Leiros Baroni, que destaca no site Uol que, mesmo com os esforços empreendidos pelo Governo para que o Brasil conquiste a posição de 5ª economia mais forte do mundo, o país precisa aprender a crescer sem atrelar esse desenvolvimento à violação dos direitos humanos: ela se referia a afirmações de Atila Roque, diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil: "A agenda do desenvolvimento está muito atrelada a episódios de violência. E em nome deste objetivo maior, que é o crescimento, se abre mão de conservar direitos humanos, seja de índios, quilombos, negros, brancos ou pobres. É como se o século 21 andasse de mãos dadas com o século 19", comentou Atila Roque.
Ainda que a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU garanta a todos a segurança pessoal, o Brasil, em 2010, registrou 72 mortes para cada 100 mil habitantes entre a população jovem negra. Entre os brancos, a proporção foi de 28,3 mortes para cada 100 mil habitantes. Este é um processo que, como explica Atila Roque, tende a distanciar ainda mais o Brasil dos acordos e das convenções internacionais, como a Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU (Organização Nacional dos Direitos Humanos). "Ainda que nos últimos 30 anos o país tenha avanço significativamente na diminuição da pobreza e na construção de um Estado mais livre e democrático, os casos de violações ainda são recorrentes."
Em São Paulo e no país suspeita de grupos de extermínio
Entre os principais problemas de desrespeito aos direitos humanos, a Anistia Internacional cita o crescimento das mortes violentas no país. "Há uma verdadeira epidemia de homicídios, em particular entre os jovens e os jovens negros", diz ele, que justifica sua afirmação com a pesquisa Mapa da Violência 2012: A Cor dos Homicídios no Brasil. "Entre 1981 e 2010, 176 mil pessoas de até 19 anos foram assassinadas. Em 2010, 8.686 crianças e adolescentes foram vítimas dessa violência." O número, de acordo com o diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil, representa a queda de 43 aviões cheios de crianças e adolescentes em um único ano. "Ao mesmo tempo em que o número de homicídio entre brancos caiu 25%, o índice entre os negros cresceu 30%. Uma combinação de dados que indica uma dinâmica terrível, ou seja, que os jovens negros estão morrendo em uma escalada assustadora", relata ele, que sugere o fim das mortes intituladas como autorresistência. "É importante reconhecer que uma parcela dessas mortes acontece na mão da polícia", afirma ele. Dados da Secretaria Nacional de Direitos Humanos apontam que, entre janeiro de 2010 e junho de 2012, São Paulo registrou 1.098 mortes cometidas por policiais. Neste mesmo período, nos Estados de São Paulo, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Mato Grosso do Sul o número chegou a 2.882 mortes. "A chamada autorresistência dá liberdade para que policiais usem de violência e executem pessoas suspeitas sem o menos pudor", alega Roque, que afirma que a polícia brasileira mata numa escala muito alta. Em um estudo recentemente publicado no "The New York Times", o pesquisador americano Graham Denyer Willis relacionou o aumento da violência no país à baixa remuneração dos policias. Roque reconhece a importância da valorização dos profissionais envolvidos na segurança pública, mas diz não ser determinante para o fim do problema. "É necessária uma grande reforma em todo o sistema da segurança pública, que ainda é muito defasado. A começar pela própria cultura brasileira que estigmatiza o jovem negro e 'autoriza' o extermínio." Além da reforma do sistema de segurança pública, comentando esta entrevista e os números desta pesquisa, o editor do nosso blog Folha Verde News, o ecologista Padinha - ligado ao movimento da Não-Violência - argumenta que "é preciso mais do que uma reforma setorial, sendo necessária a criação de toda uma nova estrutura na forma de se viver no país, exigindo-se para isso ética, cidadania, espírito público e humanitário dos governantes, bem como, estimulos culturais para a população se informar e buscar novas alternativas no dia a dia". Ele falou ainda que "o problema não é só do nosso país e sim de todo o planeta, em todos os países se solidificaram as sociedades de consumo que parecem de alguma forma estimular a violência, é ssencial mudar e avançar esta realidade que está limitando a evolução do ser humano na atualidade".
8.686 crianças e adolescentes foram vítimas de violência: o número, de acordo com o diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil, representa a queda de 43 aviões cheios de crianças e adolescentes em um único ano...
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| Para ativistas da Não-Violência só uma nova estrutura de vida pode mudar a realidade atual |
Fontes: www.uol.com.br http://folhaverdenews.blogspot.com


Por sinal, o nosso editor de conteúdo, Antônio de Pádua Padinha está no momento realizando um documentário "Não-Violência versus Fim do Mundo" e há anos vem se dedicando a este problema enfocado nesta matéria de hoje bo log, do site Uol e da Anistia Internacional Brasil.
ResponderExcluirAo longo de variadas matérias e postagens aqui neste webespaço, temos também acentuado que os casos de violência afetam em especial aos índios, quilombos, negros, brancos ou pobres, como agora ressalta o diretor executivo da Anistia Internacional Brasil.
ResponderExcluirNo caso dos ativistas do movimento da Não-Violência, o que se sugere como alternativa de solução é privilegiar o uso da inteligência e não da força nos problemas de toda ordem, bem como, preferenciar a cultura da vida e da paz. O que se constata hoje em todas as sociedades de consumo, também em nosso país, é a cultura da violência.
ResponderExcluirPara se mudar (e avançar) esta realidade só mesmo medidas estruturais, em todos os setores econômicos, culturais, socioambientais, com o Estado passando a ser uma instância de ética, de cidadania, de espírito público e humanitário, bem ao contrário do que se verifica na rotina da atualidade...
ResponderExcluirAlém de índios, negros e pobres, é preciso listar entre as principais vítimas de toda esssa onda de violência as crianças e os adolescentes: este é o sentido do destque que fizemos nesta edição, ressaltando que 8.686 crianças e adolescentes foram vítimas de violência: o número, de acordo com o diretor-executivo da Anistia Internacional Brasil, representa a queda de 43 aviões cheios de crianças e adolescentes em um único ano...
ResponderExcluirA deputada estadual e líder do PV na Assembléia Legislativa, Regina Gonçalves, postou hoje este comentário a seguir, lembrando-se de outros dados e de outra vítima desta epidemia da violência: "Bom dia, amigos! Hoje se comemora o Dia Mundial da Declaração dos Direitos Humanos, na coluna da jornalista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de São Paulo, a notícia de que o número de mulheres assassinadas por mês no Brasil saltou de 113 para 372 nos últimos 30 anos é absolutamente estarrecedora. Os índices, levantados pelo Instituto Avante Brasil, a partir dos dados do Ministério da Saúde, mostram o retrocesso e a falta de políticas públicas para coibir essa triste realidade no país. É vergonhoso que, em pleno século XXI, uma nação que se destaca no cenário mundial, permita esses números alarmantes de violência e impunidade contra a mulher. É urgente criar meios mais contundentes e eficazes de punição e esclarecimento para mudar as estatísticas!"
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