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sexta-feira, 23 de novembro de 2012

RECORD DE JORNALISTAS AMEAÇADOS E MORTOS TAMBÉM NO BRASIL

O problema aumenta na mesma proporção em que cresce a violência aqui e em toda Terra

A informação da agência de notícias EFE é que pelo menos 119 jornalistas morreram neste ano no mundo todo durante o exercício da profissão, o número mais alto desde que em 1999 o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) começou sua apuração, informou hoje em Viena (Áustria) esta entidade: o IPI divulgou estes números durante um debate organizado por esta associação e pelo Serviço de Informação das Nações Unidas. O conflito sírio é o responsável pelo maior número de mortes, com um total de 36, enquanto 16 jornalistas morreram na Somália, onde ninguém foi julgado por estas mortes. México, Paquistão e Filipinas também seguem sendo locais nos quais exercer o jornalismo implica graves riscos: no México morreram neste ano sete jornalistas, cinco deles no estado de Veracruz, a região mais perigosa para os representantes da imprensa. Segundo Frank la Rue, relator especial da ONU para a proteção da liberdade de imprensa, ocorreu uma piora das condições de segurança para os jornalistas, especialmente em áreas onde há conflitos não declarados, como o México: "Qualquer ataque contra a imprensa deveria ser considerado um ataque contra a própria democracia", comentou por sua vez, Roland Bless, assessor em liberdade de imprensa da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa. Durante a discussão também foi abordada a necessidade de proteger ativistas midiáticos, blogueiros e jornalistas cidadãos ou cidadãs que em alguns casos, como na Síria, substituem a mídia tradicional: o editor do nosso blog de ecologia e de cidadania fez um levantamento sobre este problema, à época da Rio+20, vem sempre publicando matérias sobre o valor da liberdade de informação: "Sem a liberdade não existe a webmídia e mais ainda, com censura, ameaças ou morte de jornalistas, acontece uma institucionalização da violência, o que infelizmente é um fato em vários países, algo de que o Brasil não escapa totalmente", o ecologista e repórter Padinha, que edita o Folha Verde News diariamente. Para exemplificar o que ele disse, nesta quinta-feira foi confirmado o assassinato, em Campo Grande (MS), do jornalista Eduardo Carvalho, proprietário do site "Última Hora News" e que desde o ano passado recebia ameaças de morte pelas denúncias que publicava. E segundo as estatísticas da ONG Repórteres sem Fronteiras (RSF), o novo homicídio eleva para nove o número de profissionais de veículos de comunicação assassinados no Brasil desde o início do ano. Por sinal, a organização civil "Campanha Emblema de Imprensa" (PEC, na sigla em inglês) considera o Brasil o quarto país mais perigoso no mundo para jornalistas, atrás apenas da Síria, Somália e México. Pelas informações da Agência Brasil, apenas nos seis primeiros meses deste ano, 110 jornalistas foram mortos no mundo em situação considerada de violência e atentado à liberdade de imprensa, segundo a organização não governamental Press Emblem Campaign (PEC). No ano passado, foram registradas as mortes de 107 profissionais de imprensa no mundo. O Brasil está na quarta posição, registrando seis jornalistas mortos no primeiro semestre de 2012. A PEC listou os 21 países mais violentos para o exercício da profissão. Na América Latina, os campeões são o Brasil, em primeiro lugar, seguido por Honduras, Bolívia, Colômbia, Haiti e Panamá.

O jornal El Pais da Espanha discutiu o problema e publicou esta charge

Internacionalmente, o caso de Julian Assange/Wikileaks também é sintomático



Por aqui na Universidade de Franca estudantes de jornalismo debateram com Padinha esta questão no Brasil

Fontes: EFE
            www.terra.com.br
            http://folhaverdenews.blogspot.com

5 comentários:

  1. A entidade citada neste post, a PEC atualiza semanalmente as informações sobre este problema, uvindo sindicatos, entidades da classe jornalística e a própria ONU, que se mostra cada vez mais preocupada com a questão.

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  2. Vale atentar para os levantamentos da PEC que mostram conforme informa também a agência do Brasil que somente neste ano 107 jornalistas foram mortos em todo o mundo, sendo que no Brasil, somente no 1º semestre seis destes profissionais de comunicação foram assassinados.

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  3. Outro dadp de preocupação (ou motivo para irmos à luta) é que entre os países da América Latina o Brasil é o nº 1 deste tipo de violência.

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  4. Neste contexto, é fundamental mudar a realidade de violência, para tornar possível a liberdade de informação, sem o que não existe a Internet, a mídia de maior valor na atualidadee, também no Brasil, justamente por ser livre.

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  5. A iniciativa de estudantes universitários de jornalismo, como os da Universidade de Franca, debatendo a liberdade e a censura com o editor de nosso blog, Padinha, demonstra que a sociedade civil e a cidadania já estão mobilizadas: é urgente que as autoridades governamentais tomem medidas concretas de proteção aos profissionais de comunicação e gestionem para diminuir os índices de violência no país.

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