Onda de violência tem muitos conteúdos negativos: tem pelo menos um lado positivo?
A onda de violência que atinge todo o planeta, o país e em especial do tipo que vem assolando São Paulo já derrubou o prestígio do Governador Geraldo Alckmin, segundo comprova pesquisa do Datafolha neste final de semana. Estes mesmos índices violentos da realidade têm muitos efeitos negativos sobre a qualidade de vida, entre eles, um é o clima de ódio que se espalha na região da Grande São Paulo, por (mau) exemplo, para 43% da população, PM que mata bandido não deve receber punição, ou seja, "muita gente aprova a ação policial de extermínio de marginais - recriando o esquadrão da morte dos tempos da Ditadura - que, porém tem agredido e matado muitos cidadãos e cidadãs da periferia, sem ligações com o crime e punidos só pelo fato de seren pobres ou viverem na periferia", comenta o editor de nosso blog de ecologia e de cidadania, Folha Verde News, Padinha, para quem, além do mais "todo esse clima gera desconfiança, alimenta medo ou até terror e até mesmo doenças psicológicas entre paulistanos, isso acaba é colaborando para aviltar a condição humana de vida das pessoas, mesmo as que estão no interior ou em outras regiões do Brasil, chocadas com tantas mortes, homicídios, execuções até de inocentes" conclui o ecologista Antônio de Pádua, que edita este webespaço e luta dentro do movimento pela Não-Violência há 3 décadas. O índice de paulistanos que consideravam o governo paulista ótimo ou bom caiu de 40% em setembro deste ano para 29% nesta semana. Nesse período, o percentual dos que avaliam que a gestão é ruim ou péssima subiu de 17% para 25%. O prestígio governamental é regular para 42% -esse índice era de 40% há dois meses. A avaliação de Alckmin no quesito segurança é pior do que a do então governador Cláudio Lembo durante os ataques do PCC (Primeiro Comando da Capital) em maio de 2006, quando 154 pessoas morreram em oito dias. Para 63%, a atuação do atual Governador na área de segurança é ruim ou péssima. Em 2006, 56% tinham essa mesma avaliação sobre Lembo. O índice de 63% é o maior desde 1997. Há 15 anos, quando o falecido Mário Covas governava o Estado e os homicídios passavam por uma explosão, 57% classificaram a atuação dele na segurança como ruim ou péssima. "Agora, há pelo levantamento da Datafolha 6 pontos a mais de avaliação ruim ou péssima para Alckmin - 63% - e isso também sinaliza que há muito mais gente, vítimas diretas ou indiretas do clima de violência, no local onde elas acontecem ou mesmo à distância, acompanhando pela mídia e repercutindo tudo isso no dia a dia de suas vidas, todo brasileiro e brasileira se preocupam com esta situação e olham criticamente a atual realidade paulistana de sociedade de consumo criticamente, lamentando o desgoverno das autoridades governamentais", argumenta ainda Padinha, do nosso blog e do movimento pela Não-Violência.
O Governo por sua vez não informa o número de mortos em ataques durante a atual crise. Há, no entanto, alguns indicadores oficiais de que a violência está aumentando acima do normal. Em outubro, houve um salto de 113% no número de vítimas de homicídios dolosos (praticado com a intenção de matar) quando se compara com o mesmo mês de 2011. A pergunta sobre a avaliação do Governador foi feita em primeiro lugar na pesquisa, antes que o tema da segurança fosse introduzido, para evitar que esta questão contaminasse as respostas. Alckmin é responsabilizado diretamente pela crise, segundo o levantamento. Para 55% dos paulistanos, ele tem muita responsabilidade sobre os ataques --o mesmo índice negativo também atribuído ao comando da Polícia Civil. Só o comando da Polícia Militar, com 62%, obteve um percentual superior ao do Governador quando se pergunta quem teve muita responsabilidade sobre a crise. O Governo Federal, da Presidente Dilma Roussef (PT) é apontado por 39% como tendo muita responsabilidade sobre a onda atual de violência. Praticamente 3 em cada 4 paulistanos (ou exatos 71%) dizem acreditar que o Governo do Estado de São Paulo está escondendo informações sobre as mortes das últimas semanas. Pouco mais da metade dos entrevistados (53%) dizem sentir mais medo do que confiança na Polícia Militar. Durante os ataques do PCC, em maio de 2006, esse índice era de 56%. Os que dizem ter mais medo do que confiança na Polícia Civil são 46%. Apesar de algumas rádios e emissoras de TV nunca pronunciarem o seu nome, o PCC é conhecido por 98% dos paulistanos. Enfim, mesmo extraoficialmente se reconhecem os resposáveis pela violência.
Crise de violência derruba prestígio de autoridades políticas de São Paulo...
...mas os índices gerais violentos incluem também situação dos índios e são de toda a atual estrutura de sociedade de consumo, independentemente até mesmo dos erros governamentais...
Ecologista Padinha faz atualmente documentário sobre a violência da atualidade
Fontes: Datafolha



Respondendo ao tema indicado pelo subtítulo desta matéria, nosso editor respondeu que a violência não tem em geral nenhum lado positivo, contudo, nessa situação, o que pode se extrair positivamente de tudo isso é esta visão mais crítica da população e tambe´m a onda de debate sobre o clima de violência.
ResponderExcluirDesde junho deste ano, Padinha está realizando de forma independente o documentário "Não-Violência versus Fim do Mundo", que enfoca também esta situação localizada em SP ou generalizada em toda a atual sociedade de consumo no país e no planeta.
ResponderExcluirEsta postagem se insere dentro do contexto de busca de alternativas para mudar esta atual realidade, não nos interessa atacar este ou aquele mas buscar a solução, que envolve a atual estrutura de vida e a cultura da violência.
ResponderExcluir"Este clima de violência é a pior poluição que assola São Paulo, a baixa estima e o clima de insegurança afetam a qualidade de vida do povo", comentou por sua vez o estudante universitário José Almeida Moreira Santos, que estuda Sociologia na USP. Ele enviou e-mail para o webendereço navepad@netsite.com.br que está à disposição para externar também a sua opinião aqui.
ResponderExcluirEstamos buscando o contato de Hazare, líder da Nã0-Violência, na Índia, seguidor das idéias e das práticas de Mahatma Gandhi: caso vc tenha, favor nos enviar no e-mail aqui do blog: navepad@netsite.com.br
ResponderExcluirValdivino Franco, técnico agrícola e ecologista, comenta para nós que "não devemos esquecer a violência contra os animais, que aumentou demais também e revela a verdade sobre o ser humano de agora".
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