Dilma Rousseff lança programa de irrigação que pode mudar a realidade do Semiárido
Luana Lourenço, do site jbonline, e também a Agência Brasil deram em primeira mão a boa notícia a que abrimos com entusiasmo nosso webespaço aqui no blog Folha Verde News: várias vezes criticamos aqui erros, equívocos ou decisões errôneas ou negativas do Governo, mas da mesma forma, divulgamos as positivas, como esta, hoje, que pode abrir todo um potencial de desenvolvimento sustentável no Nordeste do país: a Presidenta da República está lançando o programa 'Mais Irrigação'. Dilma Rousseff disse, durante o lançamento, que o programa poderá reverter a chamada “indústria da seca” e mudar o perfil de desenvolvimento econômico do Semiárido brasileiro, principalmente no Nordeste. “Irrigação permanente e terras bem aproveitadas são a melhor resposta para a seca. O Semiárido deixará de depender de programas do governo e passará a ser um produtor de alimentos. Queremos que as vítimas da seca deixem de ser os flagelados de todos os anos e passem a ser os produtores de sempre”.
O programa Mais Irrigação prevê investimentos de R$ 3 bilhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) em projetos de produção de biocombustíveis, leite, carne, grãos e fruticultura, para beneficiar pequenos e médios produtores. Além dos R$ 3 bilhões da União, o governo prevê investimentos de R$ 7 bilhões por meio de parcerias com a iniciativa privada. O principal eixo do programa é o que cria concessões para o setor privado objetivando a implantação de infraestrutura e exploração de áreas irrigadas. As concessões terão prazo até 40 anos e os os vencedores serão definidos pelo valor da tarifa de uso das terras irrigadas, segundo ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho. “Quem terá o direito de ocupar será o que propor a tarifa de irrigação mais competitiva”, esclareceu Fernando Bezerra.
A parceria com o setor privado, segundo a Presidenta Dilma, vai acelerar a implantação dos projetos e a obtenção de resultados. “A proposta de PPP [parceria pública-privada] vai permitir que a força do setor privado e os recursos públicos permitam que aceleremos a realização dos investimentos, mas também dos resultados. Queremos que seja uma parceria bem sucedida”. Dezesseis estados serão beneficiados pelo Mais Irrigação: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Roraima, Sergipe e Tocantins.
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| A seca no Semiárido hoje é a pior dos últimos 30 anos |
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| Ali, a irrigação poderá vir a criar uma nova realidade |
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| Dilma Rousseff marca seu governo com este programa |
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| Governo deveria também investir em energias renováveis no Nordeste |
Do drama da seca a um outra realidadeOs cerca de 130 internautas que já visitaram nosso blog de ecologia e de cidadania, ao longo dos dois anos de atividades de nossa webequipe, sabem que criticamos com liberdade erros governamentais, agora na mesma intensidade, elogiamos este programa que tem as melhores perspectivas para a criação do futuro, que é uma das lutas prioritárias de todo o movimento ecológico e de cidadania.
E ao contrário do que muitos pensam, a seca não atinge toda região nordeste. Ela se concentra numa área conhecida como Polígono das Secas, que envolve parte de oito estados nordestinos (Alagoas, Bahia, Ceará, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe) e parte do norte de Minas Gerais. As principais causas da seca do nordeste são naturais. A região está localizada numa área em que as chuvas ocorrem poucas vezes durante o ano. Esta área recebe pouca influência de massas de ar úmidas e frias vindas do sul. Logo, permanece durante muito tempo, no sertão nordestino, uma massa de ar quente e seca, não gerando precipitações pluviométricas (chuvas). O desmatamento na região da Zona da Mata também contribui para o aumento da temperatura na região do sertão nordestino.
O drama da seca que já virou indústria e desgoverno
- Baixo índice pluviométrico anual (pouca chuva);
- Baixa umidade;
- Clima semi-árido;
- Solo seco e rachado;
- Vegetação com presença de arbustos com galhos retorcidos e poucas folhas (caatinga);
- Temperaturas elevadas em grande parte do ano.
Seca, fome e miséria: problema socioambiental
A seca, além de ser um problema climático, é uma situação que gera dificuldades sociais e econômicas para os brasileiros e brasileiras que habitam a região. Com a falta de água, torna-se difícil o desenvolvimento da agricultura e a criação de animais. Desta forma, a seca provoca a falta de recursos, gerando fome e miséria no sertão nordestino. Muitas vezes, as pessoas precisam andar durante horas, sob sol e calor forte, para pegar água, muitas vezes suja e contaminada. Com uma alimentação precária e consumo de água de péssima qualidade, os habitantes do sertão nordestino acabam vítimas de muitas doenças. O desemprego nesta região também é muito elevado, provocando o êxodo rural (saída das pessoas do campo em direção as cidades). Muitas habitantes fogem da seca em busca de melhores condições de vida nas cidades. Estas regiões ficam na dependência de ações públicas assistencialistas que nem sempre funcionam e, mesmo quando funcionam, não geram condições para um desenvolvimento sustentável da região.
Ações que segundo pesquisadores podem resolver o impacto da seca
- Construções de cisternas, açudes e barragens;
- Investimentos em infra-estrutura na região;
- Distribuição de água através de carros-pipa em épocas de estiagem (situações de emergência);
- Implantação de um sistema de desenvolvimento sustentável na região, para que as pessoas não necessitem sempre de ações assistencialistas do governo;
- Incentivo público à agricultura adaptada ao clima e solo da região, com sistemas de irrigação.
A seca que atingiu o nordeste no começo de 2012 foi a pior dos últimos 30 anos. A região mais afetada foi o semiárido nordestino, principalmente do estado da Bahia. Neste estado, cerca de 230 municípios foram atingidos. Municípios de Alagoas e Piauí também sofreram com a falta de chuvas. A seca trouxe muito prejuízo para as principais fontes de renda da região: pecuária e agricultura de milho e feijão. Agora, este programa governamental Mais Irrigação cria expectativa de solução e esperança de nova realidade.
Fontes: www.jbonline.com.br
Agência Brasil
www.suapesquisa.com
http://folhaverdenews.blogspot.com




Claro que o programa ainda não é uma realidade mas tem o potencial de se transformar na melhor alternativa para iniciar um desenvolvimento sustentável no Nordeste do país. E esta é a boa notícia deste final de 2012, que tem a pior seca em 3 decadas em todo o Semiárido do Brasil.
ResponderExcluirAlém da irrigação, cientistas, pesquisadores e técnicos especializados na análise da Seca já indicam entre as alternativas de solução mais objetivas, uma gestão de desenvolvimento sustentável no Nordeste, inclusive, com a opção por energias limpas e renováveis, como a Eólica e a Solar.
ResponderExcluirAlguns cientistas, pesquisadores e técnicos comentam em seus estudos er conclusões que de nada adiantará um belo programa como este de Irrigação, se ele não vier acompanhado de uma estrutura energética sustentável, que são a opção mais racional em vez de termoelétricas e megahidrelétricas, que têm sido o caminho deste Governo até agora.
ResponderExcluirO programa Mais Irrigação sinaliza uma mudança neste caminho e na realidade de desgoverno e de sosofrimento da população nordestina do Brasil. Ele é capaz de iniciar um processo de criação do futuro numa das regiões mais problemáticas do país.
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