Reportagem de Alana Gandra, da Agência Brasil, publicada pelo site socioambiental EcoDebate, está sendo postada aqui no blog da ecologia e da cidadania - Folha Verde News - para nossos internautas terem uma idéia do quê e como está rolando o 5º Congresso Brasileiro de Oceanografia, o CBO'2012, que acontece no Rio de Janeiro e que já foi tema de postagem por aqui, com nosso editor - o repórter e ecologista Antônio de Pádua Padinha - destacando a sua importância para o meio ambiente e o desenvolvimento sustentável no Brasil: aliás, a sustentabilidade dos oceanos é um dos principais temas de debate neste evento no Rio de Janeiro, inclusive, o presidente do CBO'2012, Carlos Leandro da Silva Júnior, vice-presidente da Associação Brasileira de Oceanografia (Aoceano), defendeu explicitamente a necessidade de um controle ambiental na área de exploração do pré-sal: “A gente tem visto aumento da produção de petróleo e a discussão no Congresso em torno da divisão dos royalties da exploração petrolífera mas ninguém bota a questão ambiental no âmbito do pré-sal. Ou seja: o que está se fazendo na realidade para um bom monitoramento ambiental da região que ninguém conhece?”. Ou, pergunta o editor do nosso blog, "até que ponto esta falta de informação poderá afetar a estabilidade ambiental e o futuro desta região marítima brasileira, que se localiza junto a uma das áreas mais habitadas e desenvolvidas do Brasil?"...Carlos Leandro da Silva Júnior enfatizou a necessidade de se evitar o que ocorreu na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro. Ali, disse, os trabalhos de exploração e perfuração começaram a ser efetuados antes da realização de estudos ambientais. Com isso, perderam-se as referências de como era o ambiente naquele local. Ele ressaltou a importância da linha base do processo de conhecimento, para evitar consequências negativas no futuro. “Como você vai preservar uma coisa que não conhece?”, indagou, para acrescentar: “A gente acha que antes de começar a produção e os investimentos, a preocupação deveria ser a realização de estudos em oceanografia para desenvolver o conhecimento na região, ter o mapeamento de tudo da área de biologia, de pesca, química, sísmica, para depois poder furar”. Prejuízos à flora e à fauna marinha serão abordados, bem como prevenção de acidentes naturais ou ambientais. “Não se pode mitigar alguma coisa sem conhecer antes”, argumentou Silva Júnior. Outra preocupação diz respeito à questão das energias renováveis nos oceanos. Isso envolve, segundoele, que é o presidente deste congresso científico, a geração de energia a partir das ondas e a energia eólica no mar. “São temas que têm de ser discutidos, assim como, também, os corais encontrados em águas profundas e os impactos das mudanças climáticas, também nos corais, são muitos os temas e todos muito importantes a serem debatidos durante o encontro, que se estenderá até amanhã, no Rio.
Será enfocada ainda a questão da gestão e da segurança dos portos. “Em um país como o nosso, que precisa crescer, porto é fundamental do ponto de vista de exportação e importação. O Brasil precisa ter bons portos, com segurança operacional, com conhecimento das áreas do entorno. É preciso que os portos estejam preparados para grandes acidentes, com planos de emergência para as áreas, o que poderá evitar tragédias e grandes problemas futuros".
O monitoramento e a mitigação de vazamentos de óleo no mar serão examinados durante o congresso, para evitar que incidentes possam vir a afetar, inclusive, outros países, alertaram pesquisadores da Aoceano. É preciso que as pessoas atentem para o fato que o Brasil tem 8 mil quilômetros de costa e vejam a importância das espécies do oceano profundo e não somente das praias. O Brasil que ver a importância do oceano no seu aspecto mais amplo, econômico, ecológico, de sustentabilidade. Além de workshops, visando à elaboração de propostas que serão encaminhadas à sociedade científica e à população, o congresso contará com palestras de especialistas e apresentação de 1.360 trabalhos oceanográficos. O evento conta com apoio da Marinha, da própria Petrobrás, da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Durante o CBO'2012,, serão comemorados e revalorizados os 35 anos do curso de oceanografia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj).
O CBO’2012 objetiva apresentar novos conhecimentos por meio de pesquisas técnicas e científicas na área dos oceanos. Esta é a primeira vez que o evento é promovido no Rio de Janeiro, estado considerado pela Aoceano uma referência no Brasil no que tange a questões no mar. Em paralelo, está ocorrendo a 7ª Feira Técnico-Científica Brasil Oceano e a feira destaca também projetos ambientais desenvolvidos por organizações não governamentais: as ONGs não podem ficar fora do processo, porque além de formadoras de opinião, elas são uma forma de pressionar o setor produtivo a ter políticas ambientais, já disseram ecologistas e líderes de cidadania, ouvidos pela repórter Alana Gandra, da Agência Brasil, cobrindo este evento superimportante para a realidade atual e o futuro do país e até, do planeta.
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| O CBO’2012 no Rio discute temas fundamentais para o país e até para o planeta |
Fontes: www.ecodebate.com.br
Agência Brasil
http://folhaverdenews.blogspot.com


Estamos aqui no blog Folha Verde News buscando difundir os temas e os questionamentos levantados neste evento superimportante para a realidade atual e o futuro do país e até, do planeta.
ResponderExcluirEsta nossa busca de informações e este enfoque ficam mais importantes na medida em que a grande mídia brasileira não está dando o devido valor e espaço ao COB'2012 que acontece até amanhã no Rio de Janeiro.
ResponderExcluirMesmo neste feriadão da Proclamação da República, a equipe do nosso blog, assim como a Agência Brasil e também o site socioambiental Eco Debate, estamos alertas: o evento no Rio nestes dias é também histórico, fundamental para a realidade brasileira de agora e para o processo de criação do futuro do país e da própria vida, na Terra, dada a dimensão que o Pré-Sal por exemplo tem no planeta todo.
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